5/22/07

2008 - Comemoração dos 50 anos de PEMBA...

Queremos colaborar no desenvolvimento do país - Valige Tauabo, director de Marketing e Relações Públicas da CD em Movimento, a propósito dos 50 anos de Pemba.
A cidade turística de Pemba comemora no próximo ano o quinquagésimo aniversário da sua elevação àquela categoria. E já há uma movimentação nesse sentido. A Associação dos Naturais, Amigos e Simpatizantes de Cabo Delgado (ANASCD), está a projectar uma série de actividades socioculturais, com vista à uma celebração condigna, à dimensão de uma urbe que alberga a terceira maior baía do mundo. Uma cidade que tem no seu roteiro, o turismocultural como marca. A esse programa, os seus organizadores convencionaram chamar CD em Movimento.
Para nos inteirarmos dessas actividades, contactámos Valige Tauabo, director de Marketing e Relações Públicas da ANASCD.
“O CD em Movimento tem como objectivo fundamental participar no desenvolvimento de Cabo Delgado de uma forma geral. Mas quando há comemorações dos aniversários nos municípios, nós temos dado o nosso contributo. E também temos em agenda a participação, de várias formas, na preservação do património sociocultural da província”.
Para os cinquenta anos de Pemba, a CD em Movimento tem um leque de actividades que começaram logo que terminaram as celebrações do 49º aniversário. “Um dos aspectos mais fortes que pretendemos fazer por esta efeméride, é conseguir sensibilizar todos aqueles que são naturais, amigos e simpatizantes da associação para fazerem o seu melhor com vista a projectar a imagem de Pemba, que é uma das mais belas janelas do nosso país, sobretudo no turismo cultural que ali se pratica”.
A Associação dos Naturais, Amigos e Simpatizantes de Cabo Delgado existe desde o ano passado. Perguntámos a Valige Tauabo, como é que tem sido a adesão dos membros naquela colectividade. “Há muita vontade dos naturais, amigos e simpatizantes em aderirem à associação e muitos deles trazem uma diversificação em termos de visão sobre aquilo que deve ser a nossa a província. Todos estão preocupados com uma causa, que é o desenvolvimento da província”.
Como acontece com outras associações similares, os membros influentes desta agremiação estão baseados em Maputo. São esses também que detêm o potencial económico. E, sobre a sincronização da CD em Movimento, quisemos saber de Valige Tauabo, como é que ela é feita. “Esse é um facto, mas nós estamos a traçar o nosso programa de forma a não entrar em choque com aquilo que são os objectivos da província. Nós também fazemos tudo para que colaboremos no programa traçado pelo Governo provincial”.
Sobre os benefícios que uma associação como esta pode trazer, Tauabo tem uma opinião positiva. “Primeiro que tudo, uma associação tem que seguir a luz da lei. Acho que é salutar, porque temos uma participação no desenvolvimento sociocultural das comunidades. Uma associação destas, bem encaminhada, pode ter grande contributo para o desenvolvimento do país. Tentamos estar junto das estruturas governamentais, porque desta forma, pensamos nós, estaremos melhor orientados”. Segundo ainda as palavras do nosso interlocutor, a CD em Movimento adoptou um sistema de trabalho que eles próprios consideram positivo “e aquelas associações que seguirem este modelo só farão ganhar as províncias que lhes acolhem”.
QUEREMOS OPINAR
O aspecto repisado por Valige Tauabo é a necessidade de participar na movimentação do país. “Nós estamos bem claros nos nossos estatutos. Queremos nos inserir na sociedade, queremos participar, queremos opinar, queremos criar instrumentos estratégicos de desenvolvimento e, como porta-vozes da sociedade, queremos também que o Governo sinta que nós podemos, de alguma forma, participar no desenvolvimento global da província e, consequentemente, do país”.
Outro dado, particularmente de extrema importância citado pelo director de Marketing e Relações Públicas, ultrapassa a regra dos estatutos e assume um valor patriótico muito grande. É que Cabo Delgado é o berço da luta armada de libertação nacional. Todos os grupos étnicos de Moçambique estarão ligados por via disso, àquela província. Os antigos combatentes terão, por inerência da história, alguma simpatia ou amizade por Cabo Delgado. Este facto foi recordado quando perguntámos a Tauabo, sobre quem é que podia ser membro desta colectividade. “Todos podem ser membros da associação, daí o termo “amigos e simpatizantes”. Temos muitos amigos e muitos simpatizantes”.
PRESERVAÇÃO CULTURAL
Um dos objectivos perseguidos pelo CD em Movimento é a preservação do património histórico-cultural existente em Cabo Delgado. De acordo com Valige Tauabo, alguma coisa está-se a fazer nesse sentido. “Se formos a olhar àquilo que é o propósito desta associação, nós queremos identificar os problemas que a província enfrenta e possíveis soluções. Queremos promover debates e reflexões colectivas. Promover e intensificar o convívio social. Desenvolver acções com vista à atracção de projectos de desenvolvimento para a província. Promover deslocações turísticas à província. Portanto, olhando para estes objectivos, nós cremos que estaremos a promover o turismo cultural”.
Tauabo acrescenta que a sua associação quer dar um fôlego para que as actividades culturais da província de Cabo Delgado não desapareçam É uma província culturalmente rica. “O tufo e o mapiko são as manifestações mais conhecidas, mas há muito mais do que isso e nós queremos participar, juntamente com as estruturas do Governo vocacionadas, para a preservação desse manancial”.
A promoção de valores e hábitos culturais das populações de Cabo Delgado, incluindo o conhecimento das línguas locais, a culinária e a arte, merecem a atenção da CD em Movimento. “Nós apoiamos acções de pesquisa, compilação e divulgação do nosso património cultural, incluindo a dança, o canto, o teatro, a escultura, a cerâmica, instrumentos musicais, de trabalho e de adorno”.
O ecoturismo constitui uma área promissora para o desenvolvimento da província. O redimensionamento e uso integral das belíssimas praias, incluindo as de Mecúfi, Murebwe, Wimbi, do Arquipélago das Quirimbas, Pangani e Palma, irão abrir as portas de Cabo Delgado para maior contacto com o mundo e assim, valorizando cada vez mais a baía de Pemba, a primeira maior baía de natural de África e a terceira maior do mundo.
“Nesta área, maior atenção deve ser dada ainda ao desenvolvimento e aproveitamento das reservas naturais e zonas de conservação, incluindo locais históricos e de lazer”.
ALEXANDRE CHAÚQUE - Maputo, Terça-Feira, 22 de Maio de 2007:: Notícias

5/21/07

Futebol Clube do Porto Bi-Campeão luso...

Festa de S. João antecipada no Porto com a vitória do Futebol Clube do Porto sobre o Desportivo da Aves, neste Domingo, no estádio do Dragão, com o arrazador resultado de 4-1 favorável ao time do peito de muitos de nós, moçambicanos e portugueses espalhados pelo mundo.
Parabéns ao glorioso Futebol Clube do Porto e a todos os "dragões" que nos lêm.
Página oficial do F. C. do Porto - http://www.fcporto.pt

5/20/07

Pemba na rota das drogas...

One of the biggest drug busts ever in SA.
In one of the biggest drug busts ever in South Africa, the Scorpions have intercepted a key ingredient, worth more than R800-million, used in producing Mandrax.On Friday afternoon, investigators from the Scorpions' KwaZulu Natal outfit transported the dangerous chemical - o-toluidine - to a Midrand chemical company to be destroyed in a safe environment. The chemical was confiscated after entering South Africa via Durban harbour. Chemical experts and the police forensic laboratory confirmed that the 5 tons of o-toluidine was seized in the bust. Scorpions KwaZulu Natal chief investigator Clifford Marion confirmed that the drugs, believed to be destined primarily for the Cape Flats, were planned for countrywide distribution, and that up to 34-million Mandrax tablets could have been produced from the amount of o-toluidine confiscated.
"The modus operandi of the drug syndicates has changed in recent times and they're not bringing in completed drugs anymore," said Marion.Syndicates were now bringing chemicals into the country marked as dye, with the other key ingredients arriving several months later, he said.The chemicals were then put together at clandestine laboratories dotted around the country.Drug labs have been found at smallholdings, farms, garages and flats.The bust is second only to a R1-billion drugs haul the Scorpions netted in 2003 at the Durban port. The Mandrax powder seized in that bust was hidden in drums marked "paint" and was destined for Pemba in Mozambique.At the time, investigators indicated that Chinese syndicates were behind the Mandrax trade in South Africa.But Marion was cautious not to reveal too many details of the latest bust as the Scorpions are continuing their investigation into the syndicate, which he said was operating throughout the country. "We've been investigating this syndicate for a while now, which resulted in this bust. The most important thing for us is that this stuff will not hit the streets," he said.Local authorities have been working in consultation with their overseas colleagues to stem the flow of drugs, which are increasingly being routed via South Africa.
Beauregard Tromp-May 19 2007 at 01:18PM - This article was originally published on page 2 of Saturday Star on May 19, 2007.

Moçambique quer acolher Portugal e Brasil no Mundial de 2010.

TRÊS CENTROS DESPORTIVOS VÃO SER CONSTRUÍDOS.
Moçambique quer albergar as selecções de Portugal e do Brasil no Mundial'2010, o qual irá ter lugar na vizinha África do Sul. Para isso, o vice-ministro do turismo anunciou que vão ser construídos três centros desportivos de nível internacional. "Há movimentações nesse sentido [de levar para Moçambique as selecções lusófonas que se qualifiquem para o Mundial] por parte do Ministério da Juventude e Desportos, que estão a fazer contactos com as federações", garantiu à agência Lusa, Rosário Mualeia, durante a cimeira do Conselho Mundial de Viagens e Turismo, que teve hoje lugar em Lisboa. "Há abertura de Moçambique no sentido de albergar as selecções e acreditamos que vêm, porque há condições", sublinhou o governante, que salientou a existência de projectos para aeroportos e centros desportivos de nível internacional para as localidades de Cabo Delgado (norte), Manica ou Gaza (centro-sul) e Maputo (sul, a capital, próximo da fronteira com a África do Sul). Os projectos deverão arrancar entre o final deste ano e 2008, de forma a estarem concluídos em 2010, e vão contar também com a participação de investidores privados, com quem o governo moçambicano está em contactos, concluiu Mualeia.
Data: Segunda-feira, 14 Maio de 2007 - 17:58 - Jornal RECORD

5/19/07

Wimbi Beach...

Tentem "aproveitar" à distância...

Bom fim-de-semana !

5/18/07

TEMPLOS E ESPAÇOS SAGRADOS DAS ILHAS DE QUERIMBA - Parte 2.

-->Continuação

- Clique aqui para ler a 1a. Parte
- Clique nas imagens para ampliar.
Autor - Carlos Lopes Bento.
Mais trabalhos de Carlos Lopes Bento aqui:
http://br.geocities.com/quirimbaspemba/

MEMÓRIAS DAS ILHAS DE QUERIMBA.TEMPLOS E ESPAÇOS SAGRADOS DAS ILHAS DE QUERIMBA.
ACHEGAS PARA O SEU ESTUDO.
2- CEMITÉRIOS
Começarei pelos locais de enterramento dos moradores cristãos.
Como já foi salientado um pouco atrás, entre 1796 e 1798 foram feitos vários enterramentos, na Capela do Ibo, debaixo do coro, junto aos bancos, de acordo com o status social.
Para acabar com os danos que tal prática acarretava para a saúde pública, a Carta régia de 14/1/1801[1] proibia o enterramento de cadáveres em templos e igrejas, logo que, para o efeito, fossem construídos cemitérios. Em cumprimento desta disposição real mandava-se levantar um cemitério na ilha do Ibo.
O Governador das Ilhas[2] achava a providência de grande utilidade para as Ilhas em virtude dos templos existentes serem pequenos e existirem apenas dois onde se costumava fazer enterramentos(Quirimba e Ibo). De modo a obviar este inconveniente e cumprir aquela disposição legal, propunha a construção de dois cemitérios, um no Ibo e outro na Quirimba, em pedra e cal e não de madeira, material que exigia reparações anuais e permitia a entrada de animais nocturnos. Perguntava, ao mesmo tempo, quem suportaria as despesas com os materiais, que seriam de elevados montantes.
A resposta do Capitão General[3] era negativa ao determinar que os cemitérios deveriam fazer-se de madeira, o mais rapidamente possível e de maneira a evitar a entrada neles de animais. Por se tratar uma obra de interesse e benefício públicos caberia aos moradores contribuir com materiais e mão-de-obra escrava, uma vez que não haver cabimento para despesas extraordinárias.
Solicitava, ainda, aquela autoridade o envio de dados estatísticos anuais sobre o número de católicos que morriam e se enterravam nas igrejas e se havia probabilidades de aumentar o número de cadáveres de modo a poder "infeccionar os ares e causar epidemias, como acontece nas cidades populosas".
Desconhece-se se tais obras foram ou não concretizadas. Mas a construção de um pequeno cemitério, em 1846, junto à igreja do Ibo, dedicada a São João, pode levar a concluir pela negativa.
Os enterramentos tiveram lugar, primeiro, no interior da capela, depois na igreja e, posteriormente, naquele pequeno cemitério, ainda existente em 1974.
No último quartel do século XIX, mais precisamente em 1889, foi erigido o cemitério de Munawa para cristãos e não cristãos e na sua capela foi benzida em 1892 a imagem do Santo Africano Benedito, protector da gente escravizada.


Fig. XII- Cemitério de Munawa com a sua capela.
Crédito: Carlos Bento. 1972 e 1970.


Fig. XIII- São Benedito
Crédito Carlos Bento. 1970

São Benedito, descendente de escravos provenientes da Etiópia, nasceu em Itália, em 1562 e foi um grande defensor dos oprimidos e escravizados. É um Santo muito querido e popular no Brasil, entre as populações mais desfavorecidas.
A imagem deste Santo, toda pintada de preto, que foi benzida em 20 de Janeiro de 1892, encontrava-se na Capela do Cemitério de Munawa.
Em 1971, para a resguardar de cobiças alheias, foi depositada na Câmara Municipal do Ibo.
No interior do cemitério do Ibo encontravam-se belos jazigos e pedras tumulares, sinal de uma sociedade social e economicamente favorecida.(Fig. XII e XIV)

Fig.- XIV- Jazigo familiar
Crédito: Carlos Lopes Bento. 1970.

No exterior deste cemitério encontramos algumas campas, uma delas com dizeres em escrita oriental, que se julga com datas anteriores a 1889, onde teria havido um cemitério, vedado a madeira, que o tempo consumiu.

Fig. XV. Campas antigas
Crédito: Carlos Bento, 1970.


Fig.- XVI- Uma das campas mais antigas
Crédito: Carlos Bento. 1970
Para além deste cemitério público, e não muito longe dele, encontramos na Ilha do Ibo quatro pequenos cemitérios de família, construídos, no último quartel de século XIX.

Fig. XVII- Cemitério de família com lápide de mármore(Fig. XVIII). 1970
Crédito: Carlos Bento

Fig. XVIII. Lápide. 1970
Crédito: Carlos Bento


Fig. XIX- Cemitério de família 2. 1970
Crédito de Carlos Bento


Fig. XX- Lápide. 1970
Crédito de Carlos Bento


Fig. XXI- Cemitério de família 3. 1970
Crédito de Carlos Bento

Fig. XXII- Cemitério de família 4. 1970
Crédito de Carlos Bento
Para além dos cemitérios cristãos, existiam, ainda, na ilha do Ibo dois cemitérios maometanos e um crematório hindu, dos quais apresentamos imagens.

Fig. XXIII- Cemitério maometano destinado à população rururbana. 1970
Crédito de Carlos Bento

Fig. XXIV- Cemitério maometano destinado aos comerciantes da Vila. 1970
Crédito de Carlos Bento


Fig. XXV- Crematório hindu. 1970
Crédito de Carlos Bento
Numa 3ª parte serão abordados alguns dos problemas levantados à missionação das populações das Ilhas de Cabo Delgado.
Pesquisa e texto de: Carlos Lopes Bento, antropólogo e prof. universitário.
(CONTINUA)
[1]- Idem, Doc. Av. Moç., Cx. 92, Doc. 81 e Códice 1478, fls. 175v a 176v, Carta de 23/2/1802, do Cap. Gen. para o Cap. das Ilhas.
[2]- Idem, Códice 1478, fls. 176v, Carta nº 299, de 23/3/1802, do Cap. das Ilhas para o Cap. Gen..
[3]- A.H.U., Doc. Av. Moç., Cx. 93, Doc. 46 e Códice 1478, fls. 178, Carta de 21/5/1802.

Quem é Carlos Lopes Bento
Carlos Lopes Bento, nasceu em 1933, na aldeia de Mouriscas/Abrantes/Ribatejo/Portugal.
FORMAÇÃO ACADÉMICA
- 4ª classe na Escola Primária de Mouriscas.
- 2º.ano e 5º ano liceais no Colégio Infante de Sagres, em Mouriscas.
- 7º.ano liceal no Instituto de Santo António, em Castelo Branco.
- Doutorado em Ciências Sociais, Especialidade História dos Factos Sociais, pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas, da Universidade Técnica de Lisboa.
- Licenciado em Ciências Antropológicas e Etnológicas pelo mesmo Instituto.
- Diplomado com o Curso Superior de Administração Ultramarina pelo antigo Instituto Superior de Estudos Ultramarinos.
ACTIVIDADE PROFISSIONAL E CIENTÍFICA
Viveu em Moçambique, por motivos profissionais, de 1961 até l974, onde desempenhou funções na Administração Civil, como Administrador de Concelho e Presidente de Câmara, e realizou pesquisa documental e trabalho de campo entre os povos makhwa de Murrupula e Mogincual, makonde de Mueda e mwani das Ilhas de Querimba e Pemba(Porto Amélia).
Antropólogo, Professor Universitário e Investigador em vários projectos de natureza sócio-politíca e de desenvolvimento em Portugal Continental e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira, designadamente, " A Reconversão da Pesca Artesanal, entre os rios Tejo e Sado- AspectosHumanos", comparticipado pela JNICT. Nos últimos anos coordenou o Projecto de I&D «A cozinha Tradicional na área do Pinhal Interior e do Vale do Tejo, num Processo de Mudança – Estudo Exploratório(meados do século xx).
Membro da Sociedade de Geografia de Lisboa, onde exerceu cargos de presidência, nas secções de Etnografia, Antropologia e História e, actualmente, faz parte dos seus Órgãos Directivos, e de vários centros de investigação ligados a África, onde tem apresentado dezenas de Comunicações.
Participação em muitas dezenas de eventos científicos- congressos, seminários, mesas redondas, ...- ligados a temáticas da sua especialidade.
ÁREAS CIENTÍFICAS DE INTERESSE
Actualmente, interessa-se pela Antropologia Africana-ritos de passagem, alimentação e contactos de cultura-, e no domínio da Antropologia Portuguesa pela cultura alimentar tradicional e pelos problemas relacionados com a mudança em comunidades rurais e piscatórias e em organizações empresariais, particularmente, turísticas e hoteleiras.
PUBLICAÇÕES
Entre a múltipla colaboração dispersa por livros e publicações periódicas, realçam-se os seguintes artigos publicados ou em prelo:
- A Póvoa do Varzim e o seu Passado - A sua Comunidade de Pesca no Limiar do Séc. XX (1978);
- Pescadores e Artes de Pesca - Aspectos da Actividade Piscatória nos rios de Lisboa e de Setúbal (1978 e 1979);
- Achegas para o Estudo da Economia Alimentar em Portugal (1979);
- Problemas Eco-Sociais e a Reconversão da Pesca Artesanal ( 1980);
- Práticas costumeiras dos Wamwani do Ibo. A cerimónia da akika ( 1981);
- O Trabalho de Campo na Antropologia e o Desenvolvimento (1982);
- Problemas dos Países em Transição - Algumas considerações sobre a posse e a exploração na terra da Madeira e suas implicações (1982);
- O Desenvolvimento das Pescas nas Costas do Algarve - Achegas para o Estudo do seu Passado(1984);
- A Historiografia e a Antropologia em África (1984):T;
- A Cozinha dos Wamwani das Ilhas de Querimba / Moçambique (1984);
- Moinhos e Azenhas em Mouriscas (1985);
- O casamento (arusi) entre Wamwani das Ilhas Querimba - A escolha da noiva e o pedido do casamento ( 1985);
- As Potencialidades das Fontes Históricas na Pesquisa Antropológica (1986);
- O Desenvolvimento das Pescas nas Costas do Algarve - Achegas para o Estudo do seu Passado. Breves Considerações Finais (1986);
- A Pesca do rio Tejo. Os Avieiros: Que Padrões de Cultura? Que Factores de Mudança Sócio-Cultural? Que Futuro? (1987);
- O Desenvolvimento das Pescas nas Costas do Algarve - Achegas para o Estudo do seu Passado.-Ambiente, Tecnologia e Qualidade de Vida (1988);
- A Posição Geo-Política e Estratégica das Ilhas de Querimba. As Fortificações de Alguns dos seus Portos de Escala (1989);
- La Femme Mwani e la Famille. Étude Quantitatif des Quelques Comportements des Femmas de l’île d’Ibo (1990);
- As Companhas de Ceifeiros Ribatejanos no Alto Alentejo - Uma Forma de Organização Social Extinta(1991);
- O 1º Pré-censo de Moçambique - A Relação Geral de População de 1798 das Ilhas de Querimba ou de Cabo Delgado (1991);
- Uma Experiência de Desenvolvimento Comunitário na Ilha do Ibo/Moçambique entre 1969 e 1972 (1992);
- Os Prazos da Coroa nas Ilhas de Querimba e a sua Importância na Consolidação do Domínio Colonial Português (1997);
- Ambiente, Cultura e Navegação nas Ilhas de Querimba: Embarcações, Marinheiros e Artes de Navegar (1998);
- A Administração Colonial Portuguesa em Moçambique - Um Comando Militar em Mogincual, entre 1886 e 1921 (1999);
- Situação Colonial nas Ilhas de Querimba ou de Cabo Delgado - Senhorios, Mercadores e Escravos (Resumo da Tese de doutoramento) (2000);
- Contactos de Cultura Pós-Gâmica na Costa Oriental de África. O Estudo de um Caso Concreto(2000);
- Quem Defende os Interesses dos Pequenos Agricultores do Alto Ribatejo?(2001);
- A Ilha do Ibo: Gentes e Culturas-Ritos de Passagem (2001);
- Mouriscas: Terra Pobre, Gente Nobre (2002);
- A Antropologia da Alimentação em Portugal. - Um estudo concreto (2003);
- A Cozinha Tradicional na Área do Pinhal e o Desenvolvimento Regional - O Maranho como Prato Emblemático num Processo de Mudança (2003);
- A possessão em Moçambique - O Curandeiro N´kanga entre os Wamwuani do Ibo (1969 -74)(2003);
- As Ilhas de Querimba em Imagens (2004);
- A Antoponímia de Mouriscas, entre 1860 e 1910 (2005).