8/13/07

Coisas do arco-da-velha: Agentes Secretos em Cabo Delgado...

«AGENTES SECRETOS EM CABO DELGADO», é o nome que Pinto Monteiro deu ao livro de sua autoria e será lançado em Setembro próximo. O próprio autor anunciou este fim-de-semana ao «Canal de Moçambique» que no próximo dia 05 de Setembro em Maputo irá proceder ao lançamento da obra que versa o “1.º Ano da Luta Armada de Libertação Nacional desenvolvida pelas FPLM-FRELIMO, nos anos de 1964 e 1965”. O lançamento deverá ocorrer pelas 17 horas no Clube dos Empresários. Pinto Monteiro dá a saber que “o presente livro é uma continuação do anterior, editado a 15 de Fevereiro de 2002, com o título «Gabinete de Propaganda e Contra-Propaganda, do mesmo autor”. Diz Monteiro que “quando chefe da 2.ª Brigada de Informações da Polícia de Segurança Pública de Moçambique” (nome por que se designava a Polícia aquando da administração portuguesa do território que é hoje a República de Moçambique) “teve acesso a vários relatórios dos SCCI, especialmente os relacionados com a ofensiva militar da FRELIMO e parte dos documentos que publica” no livro hoje aqui anunciado e presentemente a ser imprimido no CEGRAF. Monteiro refere que “junto da Administração Civil” teve “oportunidade de identificar os nomes de todos os administradores, em serviço nas zonas onde havia mais incidência da Luta Armada” isto é, “nas áreas administrativas de Macomia, Macondes, Mocímboa da Praia e Palma, bem como de todas as suas regedorias, com estatísticas da totalidade dos seus habitantes, por etnias”. O autor afirma a dado passo da introdução à obra que “os factos que…são referidos…situam-se numa época de grande intensidade dos guerrilheiros (FPLM da FRELIMO) que não davam tréguas ao governo português, logo após o início da Luta Armada de Libertação Nacional, em 25 de Setembro de 1964, com uma poderosa ofensiva militar, política, económica e social, onde as chefias de defesa e segurança do Governo Português, especialmente as de Cabo Delgado, já reconheciam o avanço qualitativo e quantitativo que a FRELIMO desenvolvia, com grande êxito nas suas áreas, ao mesmo tempo que admitiam e reconheciam o seu fracasso, na segurança, na protecção e defesa das populações, bem como territorial”. “Consequentemente”, prossegue o autor, “foi preocupação do Governo Português, mandar formar AGENTES ESPECIAIS COMO forma de travar essas ofensivas e criar contra-ofensivas”. “Após a formação desses «agentes especiais» portugueses, pelos serviços militares da África do Sul, estes agentes foram integrados nos Serviços de Centralização e Coordenação de Informações (SCCI), em cada província (NR.: então distritos), onde alguns já eram funcionários”. Escreve ainda Pinto Monteiro, que os “agentes especiais” trabalhavam sob orientação do governador-geral e deveriam por em pratica, em coordenação com os administradores, da Administração Civil, a formação de redes de pesquisa de informações, internas e externas, efectivas”. Segundo o autor “a coordenação e orientação seria de cada Administrador, enquanto que a centralização ficaria à responsabilidade do GABINFO” – gabinete do SCCI na então cidade de Porto Amélia, hoje Pemba, que por sua vez “ficava subordinado ao gabinete provincial em Lourenço Marques (actual Maputo”. “Ao darem início à formação de redes de pesquisa de informações, mais profissionalizadas, na Guiné-Bissau, Angola e Moçambique foi preocupação do governo português a intensificação de redes externas como forma de infiltrar «agentes secretos» nos movimentos de libertação” – PAIGC (Guiné) MPLA (Angola) e FRELIMO, com especial relevância, a infiltração de agentes nos países vizinhos que lhes davam protecção e apoio”. “A obrigatoriedade e a responsabilidade” de “prepararem órgãos de pesquisa de informações dando prioridade sobre quaisquer outros assuntos administrativos” ficara a cargo “dos Administradores dos Concelhos, Circunscrições e Postos ou dos seus adjuntos”. “Prioritariamente”, afirma Pinto Monteiro, competia-lhes a “formação de agentes para a rede e sua infiltração na FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique) e na República Unida da Tanzania que havia adquirido a sua independência a 26 de Abril de 1964”. “Os factos narrados referem-se ao período já citado e dos contactos efectuados, cujos nomes dos contactados são mencionados, em cada área administrativa da actual província de Cabo Delgado, por aquele «agente especial»”, escreve também o autor. Pinto Monteiro cita, entretanto, o general Alberto Chipande a afirmar que “Há factos que são narrados (no livro) tal e qual como eu os vivi, assim como as atitudes dos administradores, que não deixam de ser, a realidade daquilo que eram e do que pensavam”. E já a concluir a introdução a “AGENTES SECRETOS EM CABO DELGADO” que foi “elaborado e coordenado em 12 capítulos” o autor diz que o livro “mais não deixa de ser” que não “o pensamento do Governo Português, em relação à Luta Armada de Libertação Nacional de Moçambique, pela FRELIMO”.
CANAL DE MOÇAMBIQUE - 13.08.2007 via "Mocambique para Todos".

Em Mecúfi discute-se o roubo de cabos elétricos...

O roubo de cabos eléctricos estará no centro das atenções do Ministério da Energia, que a partir de amanhã se reúne em terceiro Conselho Coordenador, no distrito de Mecúfi, província de Cabo Delgado.
O conselho reúne-se sob o signo “Páre com o Roubo de Cabos Eléctricos. Não Retire o Direito dos Outros à Energia”. No mesmo encontro, o Ministério da Energia vai se debruçar sobre o processo de descentralização da empresa Electricidade de Moçambique e do Fundo de Energia, para além de discutir o plano estratégico do sector de energia.
Maputo, Segunda-Feira, 13 de Agosto de 2007:: Notícias

8/11/07

A água que falta no Planalto dos Macondes...

Água: uma solução sempre adiada.
Estamos na aldeia Mpeme, terra natal de Raimundo Pachinuapa, onde à primeira-Ministra ia ser apresentada uma represa acabada de construir numa nascente na baixa, a exactamente cinco quilómetros. É o único local onde as populações daquela aldeia buscam água para todas as necessidades que agora se acha minimizado o problema, que era a ausência total do líquido em determinados períodos do ano. A água vai ser armazenada.
Pensa-se numa electrobomba que possa elevar a água até à aldeia de Mpeme. Mas só se pensa, como há 32 anos.
No sistema de Ntamba, no distrito de Nangade, as populações de novo voltaram a percorrer entre 20 e 40 quilómetros para ir à nascente, onde uma vez a outra se diz que o sistema está reparado. Está a acontecer assim há 32 anos.
O desfile de bicicletas carregadas de bidons de água, a partir de Ntamba, para abastecer as aldeias mais distantes como Ntoli e outras do posto adminsitrativo de Itanda, é ao mesmo tempo horroroso e impressionante.
Na vila de Mueda, a água é mesmo preciosa, tem-se o real sentido do que tal representa.
Nas pensões, para cada hóspede se lhe dá o equivalente a cinco litros para todas as necessidades e são poucos os que se decidem pelo banho para tão pouca quantidade.
Tem-se a impressão de que é mais fácil ter água mineral do que aquela que devia ser acessível a todos. O líquido precioso leva a importância real que nos outros pontos do país não damos o valor que tem.
É um problema que tem a idade da independência nacional que de cada vez que se anuncia uma visita de alto nível se ensaia a sua solução e nada mais que isso.
É o problema da água, não da água potável que é a linguaguem que o resto do país fala. No planalto não se pode falar de água potável, porque isso pode afugentar a pouca não potável, que, mesmo assim, se pode encontrar. Mas é assim há 32 anos.
Pedro Nacuo - Maputo, Sábado, 11 de Agosto de 2007:: Notícias
Direitos da Água
A presente Declaração Universal dos Direitos da Água foi proclamada tendo como objetivo atingir todos os indivíduos, todos os povos e todas as nações, para que todos os homens, tendo esta Declaração constantemente no espírito, se esforcem, através da educação e do ensino, em desenvolver o respeito aos direitos e obrigações anunciados e assumam, com medidas progressivas de ordem nacional e internacional, o seu reconhecimento e a sua aplicação efetiva.
1. A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, povo, nação, região, cidade, é plenamente responsável aos olhos de todos.
2. A água é a seiva de nosso planeta. Ela é condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura.
3. Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
4. O equilíbrio e o futuro de nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
5. A água não é somente herança de nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como a obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
6. A água não é uma doação gratuita da natureza, ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode escassear em qualquer região do mundo.
7. A água não deve ser desperdiçada, poluída ou envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se esgote ou deteriore a qualidade das reservas atualmente disponíveis.
8. A utilização da água implica em respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou sociedade que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
9. A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
10. O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

8/10/07

Diversificando - Porque é África e acontece no Kruger Park

...ou a revolta dos búfalos:
Reprisando e atualizando com a informação:
Um vídeo amador que mostra uma briga entre animais na savana africana é um dos mais acessados no site YouTube.
A seqüência começa com vários leões atacando um grupo de búfalos, incluindo um filhote.
Enquanto os leões lutam com os animais dentro de um pequeno lago, um crocodilo se une à batalha e se lança contra os búfalos.
Os leões vencem a batalha, mas o rebanho de búfalos retorna, persegue os felinos e liberta o filhote.
O vídeo, de duração de oito minutos, foi filmado no Parque Nacional de Kruger, na África do Sul, e mostra o momento em que um búfalo enorme perfura um dos leões com o chifre e depois o arremessa no ar.
O vídeo ainda registra a cena em que o filhote de búfalo corre para se juntar aos outros enquanto os leões são forçados a recuar.
Cerca de 9,5 milhões de pessoas já assistiram ao vídeo, que ganhou o nome de Batalha em Kruger, e foi filmado pelo turista americano Dave Budzinski quando participava de um safári.
Budzinski disse à ABC News que utiliza sua câmera de vídeo apenas uma vez por ano e que "não é adepto deste tipo de coisa".
In - Terra/BBC-Brasil

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Moçambique - Cresce a violência em Maputo !

Ministro exonerou director de investigação criminal de Maputo.
O ministro do Interior de Moçambique, José Pacheco, exonerou hoje o director da Polícia de Investigação Criminal da Cidade de Maputo, Alexandre Covele, decisão que coincide com uma escalada de crimes na capital.
No mesmo comunicado em que anuncia a exoneração de Covele, o ministro do Interior dá conta da nomeação de Dias Balate para substituir no cargo.
Além do comando máximo da investigação criminal da capital, a remodelação decretada por José Pacheco afectou oito departamentos e serviços daquela instituição a nível da cidade de Maputo. A capital moçambicana e arredores têm sido palco de uma onda de assaltos à mão armada contra bancos, viaturas e até os próprios agentes da lei e ordem.
As autoridades policiais moçambicanas associam o fenómeno à fuga para Moçambique de quadrilhas de assaltantes da vizinha África do Sul, considerado um dos países mais violentos do mundo, devido à intensificação do combate ao crime naquele país, com o objectivo de garantir segurança até à realização do Mundial de Futebol, em 2010.

8/09/07

Diversificando: Para os anais da história do futebol - Jogador luso "roubou" o cartão vermelho do árbitro...

SÓ VISTO:
Amigo acaba de me enviar com o seguinte comentário:
""No jogo Chile x Portugal nos oitavos de Final do Mundial Sub-20, o português Zéquinha (camisa 9) roubou o cartão vermelho do árbitro, que ia expulsar o seu companheiro Mano (camisa 18) e, claro, acabou também por ser expulso.
Um jogador a roubar um cartão a um árbitro, embora lamentável e condenável, já é engraçado... mas contado pelos brasileiros...é a cereja em cima do bolo.""
Digo eu: - Não é à toa que temos de "aguentar" todo dia anedota de português, por terras de Vera Cruz...!!!

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