8/28/07

Ronda pela imprensa lusa: O que escreve Albano Loureiro.

Opinião - Universidade de Verão.
As coisas que eu aprendo em férias. Desculpem a ignorância que para alguns possam representar estas minhas lucubrações mas, na realidade, no ócio deste Verão fingido dei-me conta de algumas evidências que desconhecia de todo. De uma forma ou de outra, já todos demos de caras com esses canais de televisão exclusivamente dedicados ao anúncio e promoção para venda directa dos mais variados produtos milagrosos e com resultados retumbantes.
Ele é pentes para carecas, unguentos para emagrecer, aparelhos para transformar as barriguinhas em corpos esculturais e por aí fora. Claro, tudo sem qualquer esforço, basta comprar a coisa. Há tempos dei-me conta também de canais do mesmo género a anunciar pacotes de férias. E, como não podia deixar de ser, para além dos preços milagrosos, logo se oferecia crédito para pagamento em prestações. Num destes dias em que o tempo, mais uma vez, não dava para trabalhar pró bronze, resolvi fazer “mappling”. É um exercício assim como o “jogging” ou “footing” só que praticado sentado no sofá. Para ajudar ao esforço, comando na mão e toca de explorar o satélite. Dei então com um canal que vende casas e apartamentos de sonho em destinos turísticos. Destinado essencialmente ao mercado inglês lá se anunciavam os belos imóveis em Creta, Chipre, Grécia, Baleares e até no Algarve. Preços exorbitantes anunciados como pechinchas mas que, tomando por base os mercados alvo, soam atractivos. A técnica de venda consiste em proporcionar uma viagem ao potencial comprador para exploração e visualização dos locais dos imóveis, viagem essa a preço incrível de saldo e, uma vez apanhado lá o incauto, prega-se-lhe com uma lavagem ao cérebro e tortura chinesa tipo venda de colchões. Os resultados parecem ser bons, até porque se o comprador não fizer nenhum negócio é logo tratado abaixo de cão e, com algum azar, abandonado à sua sorte, tendo de pagar a viagem de regresso e suportar restantes despesas. Claro, para ajudar a entusiasmar o adquirente, as imagens da tv são divinas, quase sempre digitalizadas e distorcidas, apresentando jardins e piscinas enormes que na realidade não passam de quadradinhos de relva ou tanques de água onde mal cabem duas pessoas.Atente-se que o reverso da moeda foi-me dado por casal “very british” com o qual comentei o conteúdo do canal e que também me falou de como essas televendas têm dado celeuma nas ilhas inglesas. Logo desataram num ataque às civilizações do sul e do pouco escrúpulo desses vendedores que usavam a boa fé e honestidade intrínseca dos cidadãos britânicos para depois os vigarizarem. Uns malandros estes latinos. Ou seja, a postura é a mesma a que assistimos recorrentemente cada vez que essa gente tem de qualificar os restantes povos. Eles são os melhores e os mais santinhos que andam a aguentar com a corja do mundo. Lembre-se o recente caso da pequenita raptada no Algarve e de como a comunicação social britânica tratou as autoridades portuguesas e até o nosso país. Reconheço que fiquei danado com o desplante do dito casal e da forma ligeira como generalizavam logo as suas apreciações. Por isso dediquei mais algum tempo ao tema e fui tentar saber as origens daquela empresa promotora. Como era de esperar, sede na Inglaterra, controlada por ingleses, com os serviços em Londres prestados por ingleses para ingleses. O que a promotora faz é adquirir aos empreiteiros nacionais daqueles países os direitos de comercialização a preços esmagados e com comissões chorudas que lhes extorquem, controlando completamente o negócio sem qualquer intervenção, quer dos construtores, quer dos proprietários dos imóveis. Aliás, é a mesma empresa britânica que dispõe de um site na net para arrendamentos de casas de férias, com excelentes fotografias e descrições deslumbrantes que depois se revelam desoladoras mas já não há nada a fazer porque é exigido um pagamento de 50% antecipado. E aqui o mercado alvo é também o dos incautos cidadãos do sul.Virou-se o feitiço contra o feiticeiro. Afinal quem são os verdadeiros doutorados da vigarice?
*Albano Loureiro-Advogado
* O autor é advogado e nascido em Porto Amélia/Pemba, filho dos antigos residentes Sr. Loureiro do A. Teixeira e da Professora D. Ana Alcina, sobrinha do Administrador do posto de Metuge (na época colonial), próximo a Bandar e à Companhia Agricola de Muaguide, Fernandes Pinto.
Leiam também : - OPINIÃO - Monotonia

8/25/07

DARFUR - Até quando o genocídio ?

...ou a África que envergonha e o mundo não enxerga!
(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a "Rádio Moçambique" no lado direito do menu deste blogue.)
Do "Estado de São Paulo" - sexta-feira, 24 de agosto de 2007, 14:53
Sudão ainda fornece armas para Darfur, diz Anistia
Grupo de defesa dos direitos humanos afirma que governo viola embargo da ONU.
A organização de defesa de direitos humanos Anistia Internacional acusou o governo do Sudão de enviar armas para a região de Darfur, contrariando o embargo imposto pela ONU.
O grupo afirma que fotografias de helicópteros militares de fabricação russa e um avião de transporte em um aeroporto em Darfur, tiradas em julho, comprovam as violações.
A embaixada do Sudão em Londres disse à BBC que as fotografias são suspeitas e acusou a Anistia Internacional de fazer uma "cortina de fumaça".
Pelo menos 200 mil pessoas teriam morrido na região de Darfur desde 2003.
A resolução do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em março de 2005, proíbe o fornecimento de armas a todos os envolvidos no conflito na região. Mais de 2 milhões de pessoas foram obrigadas a deixar suas casas desde que os grupos rebeldes começaram com as ações contra o governo.
Milícias formadas por africanos muçulmanos de origem árabe, denominadas Janjaweed, são acusadas de crimes de guerra, assassinatos, estupros e roubos contra a população negra africana da região.
O governo do Sudão é acusado de apoiar essas milícias. As autoridades sudanesas afirmam que a escala da crise foi exagerada e dizem que, na verdade, 9 mil pessoas morreram no conflito.
Em um comunicado, a Anistia Internacional diz que as fotografias de aeronaves militares sudanesas tiradas por testemunhas em Darfur reforçam provas recolhidas em maio de que o governo do Sudão continua alimentando graves violações dos direitos humanos no país.
Tiradas no aeroporto de El Geneina, uma cidade perto da fronteira entre Sudão e Chade, as fotografias mostram contêineres sendo retirados de um avião de carga Antonov 12 e carregados em veículos militares, além de helicópteros Mi-24 e aviões Mi-17, da Força Aérea sudanesa.
"O governo sudanês ainda está enviando armas para Darfur desafiando o embargo de armas da ONU e os acordos de paz para Darfur", afirmou Brian Wood, gerente de pesquisa em controle de armas da Anistia Internacional.
"Mais uma vez, a Anistia Internacional pede que o Conselho de Segurança da ONU tome medidas decisivas para garantir que o embargo seja aplicado, incluindo a colocação de observadores da ONU em todos os portos de entrada no Sudão e em Darfur", acrescentou. Moradores locais disseram ao grupo que os aviões transportam equipamentos militares para soldados do governo e milícias Janjaweed, que operam em Darfur.
Um Antonov do governo sudanês também fez ataques aéreos depois de um ataque do grupo rebelde Movimento da Justiça e Igualdade em Adila, no dia 2 de agosto, segundo a Anistia Internacional.
Khalid al-Mubarak, diplomata na embaixada sudanesa em Londres, afirma que "existe um padrão de fotografias falsas" e que isso é parte de uma tentativa de desviar a atenção da opinião pública de questões como os conflitos no Iraque, na Faixa de Gaza e na República Democrática do Congo.
"O governo sudanês tem soberania em todo seu território. Se move aviões de um lugar para outro, isso é prova de que existem armas?", questionou o diplomata à BBC.
Mubarak também acusou a Anistia Internacional de se transformar em "parte da indústria de demonização do Sudão".
A Anistia Internacional, por sua vez, afirmou que a recente proliferação de pequenas armas e veículos militarizados em Darfur levou a um aumento em ataques armados contra comboios de ajuda e civis.
BBC Brasil - Estado de São Paulo

8/23/07

Diversificando - Nostalgia de um fim de tarde...

(Imagem daqui)
Nos trópicos o sol desaparece...
surge a suavidade acariciante do anoitecer...
o olhar voa para o horizonte procurando enlevado, lascivo, libertino o galanteio com a sedutora nostalgia...
arrebatado, mergulha apaixonado na saudade...
e indaga:
O que é a nostalgia?
É a dor que só sente o exilado?
É quando quem da pátria afastado
vê chegar uma grã melancolia?

(poeta)
É...ressurgir dentro d´alma uma idade passada,
uma saudade linda,
e sentir no coração ,
que apesar do tempo, há festa ainda....

(ligada)
É o que sentimos sem saber porquê,
sem saber reverter
e sem saber remediar!

(Juh)É uma dor que aperta,
que o deixa sem fôlego, quando a ansiedade toma conta...
É como sofrer por paixão, sem saber a razão!
Ouvir uma musica romântica, lembrando de alguém, mas quem?
É um sentimento que machuca, pois vc. só pensa, não tem solução...
(Manga Rosa)
É a falta que se sente
daquilo que não se pode reter !

(Luzia)

Pemba terá centro cultural.

A Associação Cultural Tambo Tambulani Tambo, baseada em Pemba, vai inaugurar em Novembro o seu centro cultural, cujas obras estão em curso fruto duma parceria com a organização não governamental holandesa HIVOS, que aceitou financiar o projecto daquela agremiação cada vez mais robusta no norte do país. A infra-estrutura fará o resgate dos valores culturais e tradicionais da região através de expressões artísticas como o teatro, a dança e a música.
A associação afirma que o projecto para o centro Tambo foi executado em cerca de 80 porcento e espera concluir recorrendo ao seu orçamento para 2008, que consistirá na ampliação sonora e equipamento audiovisual, louça sanitária, palco, anfiteatro, transporte, por forma a criar a auto-sustentabilidade do mesmo.
A inauguração vai coincidir com a realização da terceira edição do Festival Tambo. O “Tambo Tambulani Tambo” acaba de eleger uma secretária-geral, Saquina Baboo, eleita numa assembleia-geral que também passou em revista os relatórios narrativos e financeiros.
Saquina destronou no cargo Abubacar Maurício, que chefiava o “Tambo” àquele nível desde a sua última assembleia, há cerca de dois anos. O encontro decidiu igualmente por eleição renovar o mandato de Vítor Raposo, na sua qualidade de coordenador da associação e preencher outras vagas dos órgãos sociais. Para o coordenador da Tambo Tambulani Tambo, os membros da associação estão perante aquilo que outrora foi um sonho e hoje um espaço físico com infra-estruturas e algum equipamento. Acredita que vai ser um lugar privilegiado, onde os artistas, e não só, terão a possibilidade de se encontrar para diversos objectivos culturais, incluindo o lazer.
“Mas devemos reconhecer que neste mandato não conseguimos responder ao workshop de dança que tínhamos como nosso plano neste ano, contrariamente àquilo que foi um sucesso em relação ao outro workshop de teatro, em parceria séria com a organização holandesa Theatre Embassy”, anota Vítor Raposo.
O relatório financeiro fala em termos gerais do acordo que o “Tambo Tambulani Tambo” assinara com a Action Aid Internacional Moçambique para a implementação do projecto de fortalecimento da sociedade civil em Cabo Delgado, financiado pela Agência Espanhola de Cooperação Internacional.
Tratou-se de um orçamento de 24.098,17 dólares, que entretanto só foram desembolsados 12.100 dólares para a realização de actividades da semana de Acção Mundial do Movimento de Educação para todos.
Maputo, Quinta-Feira, 23 de Agosto de 2007:: Notícias

8/22/07

A bela e o monstro - Turismo agrava custo de vida da população de Pemba.

Maputo-Segunda-feira 20 de Agosto de 2007, a TribunaFAX N°531-O custo de vida, na Baía de Pemba, capital de Cabo Delgado, está cada vez mais elevado, tornando-a numa das cidades mais cara do País, senão a mais cara, com os munícipes a apontar o dedo acusador ao sector turístico, que, neste momento, está a dominar o mercado local.
Os preços praticados na maioria dos estabelecimentos comerciais, casas de lazer, mesmo no mercado informal, chegam a se tornar o dobro e/ou triplo do praticado noutras capitais províncias, incluindo a Capital, com a alta de preços a abranger todo tipo de produtos, locais e importados.
A Baia de Pemba é rica em mariscos, com peixe de varias espécies, camarão, lula, até lagostas. Contudo, estes recursos, apenas, são consumidos por pessoas de maior poder financeiro, como são os casos de dirigentes e turistas, com os nativos a viverem de sobras.
“Você pode ir à praia para comprar peixe directamente aos pescadores, mas os preços são altos. Eles sabem que se você não comprar, há quem pode, os turistas, que, a qualquer preço, adquirem. Por isso, contribuem, grandemente, para o aumento do custo de vida”, desabafou
P. José, funcionário do Aparelho de Estado.
“Os preços dos produtos, sobretudo, no mercado informal, são variáveis. Nos estabelecimentos comerciais são razoáveis, visto existirem fiscalizações regulares”, disse, frisando que “quando o cliente se apresenta de carro ou de mota, o preço sobe, mas quando vai a pé, o mesmo desce. As pessoas aliam o facto de Pemba ser uma cidade turística para alimentar oportunismo e especulações nos preços dos produtos”.
Como alternativa, grande parte dos munícipes vêem-se obrigados a fazer compras na chamada Capital do Norte, Cidade de Nampula, que dista a mais de 410 quilómetros de estrada, num percurso de, sensivelmente, seis horas de tempo.
“Mesmo em Nampula, a vida é
cara, mas é relativamente melhor, em relação a Pemba”, disse, ajuntando que os operadores comerciais deveriam ter em mente, que para além de turistas, existem populações desfavorecidas, que dormem sem que tenham comido, “grande parte dos munícipes têm baixa renda. Eles não deviam avaliar o preço em função do cliente, como tem acontecido”.
T. Jemuce disse estar a pouco menos de três meses a trabalhar numa instituição pública, transferido de Maputo, sendo natural da província de Sofala. A primeira constatação que teve foi a alta de preços praticados no mercado local. A sustentar a afirmação, frisou que um electrodoméstico chega a custar o triplo do preço que custa em Maputo.
“Uma geleira que custa pouco mais de 6 mil meticais em Maputo, em Pemba está a 17 mil meticais. Preferi mandar vir a minha geleira e outros electro-domésticos de Maputo para cá,
pagando apenas cerca de 6 mil meticais que pagar 17 mil”, conta.
Frisou que, apesar de estar há pouco tempo, na Baía de Pemba, prefere fazer suas compras na Cidade de Nampula.
“É longe, mas é preferível”.
NN

Internet banda larga chega a Pemba...

TDM Banda Larga chega a Pemba e Nacala:
O serviço de internet TDM BandaLarga continua a expandir para mais pontos do País, sendo que desta vez, os pontos abrangidos são as cidades de Pemba e Nacala, isto depois da expansão ocorrida em Maio e Julho do corrente ano, que abrangeu as cidades e vilas de Xai-Xai, Inhambane, Maxixe, Vilanculos, Dondo, Chimoio, Vila Manica, Quelimane, Mocuba e Tete. Assim, o serviço TDM BandaLarga fica disponível em 16 pontos do País, incluindo as cidades de Maputo, Matola, Beira e Nampula. De acordo com uma fonte da TDM, "a expansão permitirá que mais concidadãos tenham ao seu dispor um serviço altamente inovador que os permitirá integrar-se cada vez mais na sociedade de informação e de comunicação, com efeitos evidentes no desenvolvimento sócio-económico moçambicano. Conforme dados em nosso poder, o serviço TDM BandaLarga é suportado pela tecnologia ADSL, sendo por isso o serviço de internet mais rápido disponível em Moçambique, sendo oferecido a clientes pessoais, institucionais e empresariais. Recordar que a TDM BandaLarga foi introduzida em Abril de 2006, contando actualmente com mais de 4.000 clientes, sendo a cifra de adesão nos últimos três meses de aproximadamente 400 clientes por mês.
VERTICAL - 22.08.2007