1/04/08

Moçambique, turismo e a ocupação desordenada do litoral de Pemba...

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Moçambique: Receitas do turismo atingem 160 milhões de dólares em 2007
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""""MacauHub - Maputo, Moçambique, 02 Jan/08 - As receitas do turismo em Moçambique em 2007 atingiram 160 milhões de dólares, um aumento de 3 milhões de dólares relativamente ao número de 2006, afirmou terça-feira em Maputo o ministro do turismo, Fernando Sumbana.
O ministro precisou que o número referido diz apenas respeito ao dinheiro gasto por turistas que em 2007 visitaram Moçambique, que deverão ter sido 1,1 milhões, um aumento signficativo face à média de 650 mil turistas em anos anteriores.
“Para além de turistas provenientes da África do Sul, Zimbabwe e outros países da região... ...""""

Acrescento
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É bom que se fale de turismo, que se divulguem Moçambique, suas belezas naturais, que se acentuem receitas crescentes ano a ano.
Moçambique sempre teve vocação turistica, desde os tempos coloniais. Portanto não é novidade.
Tardou demais para acontecer, mas é um início prometedor.
Há que reconhecer, entretanto, com humildade, que o turismo em Moçambique ainda se encontra em estado embrionário, quase rudimentar, muito aquém do potencial que o país possui e carente de bases sólidas de educação ecológica, ambiental que consolidarão e perpetuarão os atrativos naturais que tanto encantam quem visita Moçambique.
O turismo olhado a sério, com profissionalismo, aliado à educação e valorização ambiental, trará benesses para a economia moçambicana desencadeando desenvolvimento, modernização. Conduzido por profissionais do ramo, gerará postos de trabalho, melhorias sociais, etç., etç.
Faz alguns anos que vou acompanhando por afinidade Moçambique - Pemba, razão deste blogue.
Considero Pemba e todo o litoral de Cabo Delgado últimos (entre outros cada dia mais raros) paraísos/refúgios do nosso planeta globalizado, tão fustigado pelo destempero do ser humano na questão ecológica. E por isso merecedores de todo o cuidado, sobretudo por parte dos habitantes locais, maiores favorecidos se souberem zelar e fazer que respeitem este espaço do norte de Moçambique.
Aos poucos, o litoral de Cabo Delgado e seus recantos magníficos vão ficando reconhecidos e cobiçados pelos amantes da natureza, do imenso mar azul de Pemba e do calor dos trópicos. Normalmente vêm para conhecer, julgam e voltam trazendo novos passeantes abonados em euros e dólares úteis para a renovação e criação de infraestruturas turisticas e sociais planejadas, sustentáveis, de futuro e interesse geral da região. Ou que assim deveriam ser.
Pemba cresceu desde que deixou de ser Porto Amélia em 1975.
Tornou-se densa em população de várias origens e países vizinhos, algo cosmopolita, mercado a céu aberto informal, de lixo raramente recolhido em ruas mal conservadas e terrenos vazios, com meia dúzia de comerciantes predominando em algumas empresas mantidas desde o tempo colonial e também de pai para filho, com ruínas que florescem entre predios abandonados uns, sem pintura outros, mas que contam História que poucos escutam.
Paralelamente surgem aqui e ali insuficientes, esporádicas iniciativas e alguns empreendimentos atuais voltados para a sociedade local ou para turistas que aportam ao velho aeroporto e se abrigam de imediato em hoteis/resort´s voltados para o mar, desfrutando comodidades e iguarias amortizadas a preço internacional salgado, indiferentes ou desconhecendo a penúria, mendicância e outras negligências sociais envolvendo uma população numerosa, forçosamente impelida para bairros simples, humildes que vão proliferando, ocupando e ampliando desordenadamente o contorno da cidade de Pemba. Uma Pemba que continua crescendo, crescendo, sem ordem, sem saneamento básico, invadindo as fronteiras da vida da selva que expulsa, se revolta e hostiliza os invasores (caso dos elefantes abatidos por atacarem a população)...
Vêm também notícias preocupantes de que o crescimento urbano intenso e desorganizado à volta desses que deveriam ser redutos ou templos ecológicos sagrados a respeitar, está a descaracterizar, a aniquilar a beleza das praias de Pemba, substituindo o espetáculo da natureza sadia pelo cimento de construções de todo o tipo, muitas inadequadas, sem regras ou respeito a normas de saneamento, padrões urbanisticos adequados, loteadas mercantilmente a particulares e turistas para férias.
As consequências já se vão notando, segundo nos contam: lixo, mendicância, poluição das águas, áreas verdes escassas, cólera, assaltos em plena rua, etç....
Há que despertar a municipalidade da apatia cómoda e complacência perante esse tipo de "progresso" sem planejamento.
Há que educar a população a acarinhar e cuidar da natureza de Pemba.
Esta é a riqueza e o "tesouro-escondido" de Pemba...a tal jóia rara ! Não se pode perder pela irresponsabilidade e ambição.
O turista vem pela beleza natural de Pemba, de seu clima, de sua geografia visualmente despoluida, de seu povo hospitaleiro, de sua História, de sua tradição, folclore, do seu mar azul transparente e límpido... E só continuará chegando a Pemba e arredores se tiver a certeza que tudo isso continuará existindo, preservado, melhorado, sem o constrangimento da brutalidade do concreto firmado no reino encantado das areias brancas da sempre bela praia do Wimbe quase abraçando a Maringanha do velho farol !

1/03/08

PEMBA teve Festival da baía com direito a Miss e tudo o mais...

(Imagem original daqui)
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Segundo conta o Pedro Nacuo no Notícias desta manhã de quinta-feira, 03/01/08:
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Pemba : Festival da Baía foi assim-assim!
O esperado Festival turístico-cultural da Baía de Pemba, organizado pela edilidade acabou tendo lugar nos dias previstos, com uma organização relativamente melhor, mas com uma participação quantitativa aquém das expectativas, mas qualitativamente acima dos outros aqui realizados.
O Festival decorreu sem sobressaltos, apesar da falta de realização de alguns eventos propostos, que acabaram sendo as pequenas manchas da II edição da manifestação cultural, turística e que desta vez se tornou, igualmente desportiva.
Era um movimento programado para realizar uma série de actividades de cariz turístico, cultural e desportivo, mas alguns destes “itens” ficaram por ver, porque os convidados do Conselho Municipal da Cidade de Pemba, à última hora, desistiram de aderir à iniciativa.
O facto de ter coincido com a quadra festiva pode ser uma causa, bem como há factores a não menosprezar, como seja a chuva e o facto de as pessoas estarem a vir de um outro festival, também realizado no mês de Dezembro.
Na verdade, o cantor congolês que tanta expectativa criou, Awilo, à última hora, não se deslocou à Pemba. Ainda assim, de acordo com o chefe da Comissão organizadora, Tagir Ássimo Carimo, houve contactos com a embaixada daquele país para que a sua compatriota Tsala Muana viesse participar no festival, mas debalde.
“Penso que o fim do ano lhes ocupou e à última hora preferiram os compromissos nos quais esperavam muito mais dinheiro”, disse Tagir, da mesma forma que nos anuncia a não comparência dos expositores turísticos que se esperavam, no que se aventava fosse um momento de divulgação das potencialidades turísticas existentes em Pemba e não só.
Acabou sendo Carlos de Lina, o jovem músico, natural de Cabo Delgado, mas que anda por paragens fora desta província, o “cabeça de cartaz” que salvou o convento, acompanhado por músicos locais do moribundo conjunto “Makhalelo”, ora a actuarem também sem um dos seus vocalistas, Zema, que prefere aparecer sozinho.
E os “Macondeko”, que afinal não tinham conseguido regressar à Tanzania, depois dos dissabores que deram ao público de Pemba no festival anterior, organizado pela Direcção Provincial do Turismo, tendo-se prejudicado, igualmente a si próprios, foram convidados e actuaram, sem o brilho esperado.
O conjunto, na impossibilidade de se aguentar na cidade de Pemba, optou por ir fazendo espectáculos nos distritos para conseguir dinheiro para o seu regresso e a salvação terá sido mais este festival.
Diga-se de passagem que a presença dos motociclistas, vindos na caravana que fez “Raly” Beira/Pemba, é que minimizou as dificuldades que o festival estava a ter, pois, de repente se tornaram na maior atracção dos citadinos de Pemba, com as suas máquinas a roncarem em terrenos previamente preparados, quer fosse no bairro de Maringanha, quer fosse em Cariacó, ou ainda no Estádio Municipal/CFM de Pemba.
As multidões ficaram com recordações da II edição do Festival da Baía de Pemba, principalmente por haverem tido a oportunidade de assistir à grande exibição de motocross, para além dos cavaleiros e a banda militar que desfilaram no primeiro dia do evento.
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MISS PEMBA Chama-se Regina.
É estudante da Escola Secundária de Pemba.
Tem 16 anos de idade.
O seu nome saltou para a boca do povo por ter conseguido superiorizar-se ante oito outras concorrentes do desfile que pretendiam escolher a menina “mais mais” da Baía de Pemba.
Ela vai ganhar, por isso, 10 mil meticais e uma motorizada.
Mas Agostinho Ntauale, edil de Pemba, diz mais: “O Conselho Municipal vai-lhe prestar uma especial atenção, pois se trata na verdade da menina-modelo, que pode ser assediada (no sentido positivo) pelos turistas, que bem podem querer conhecer a tal beldade”.
Promete igualmente uma bolsa. “Esperemos que a Regina não decepcione”.
Quem vai ganhar 5 mil meticais e um televisor é Telma António, por se ter posicionado em segundo lugar.
Juliana também arrecadou 5 mil meticais e um DVD, porque ficou em terceiro lugar e a “miss-simpatia” ficou Elvira Damião, que por esta razão receberá 4 mil meticais.
Cada uma das restantes concorrentes, por terem participado, receberá 2 mil meticais.
Tagir Ássimo Carimo diz que neste momento, em relação à ideia dos festivais, vai a discussão o melhor período da sua realização, havendo entretanto um consenso quando à necessidade de os fazer no mês de Outubro.
“É uma ideia preliminar e o objectivo é fazer coincidir com o aniversário da cidade de Pemba, que calha a 18 de Outubro. Seria, por isso, um movimento que teria o seu epílogo no dia do aniversário da cidade e no próximo ano temos a comemoração dos 50 anos de Pemba”.
Pedro Nacuo

1/02/08

Portugal-SAÚDE-Como não é a Digníssima Mãe deles que precisa do serviço de urgências hospitalares...

(Imagem original daqui)
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Em 24 de Abril de 2007 a agência "Lusa" divulgava:
  • "Portugal ofereceu estádio à cidade palestiniana de Al-Kahder - O novo Estádio Internacional da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, Cisjordânia, cuja construção foi financiada por Portugal, através do Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento (IPAD), vai ser inaugurado segunda-feira.
    O recinto, uma oferta de Portugal aos desportistas palestinianos cuja construção custou dois milhões de dólares, tem capacidade para 6.000 espectadores, é certificado pela FIFA e dispõe de piso sintético e iluminação.
    A cerimónia de inauguração, que tem o alto patrocínio do presidente Mahmoud Abbas, abrirá com uma marcha de escuteiros locais, conduzindo as bandeiras de Portugal e da Palestina, e a execução dos respectivos hinos nacionais.
    Na cerimónia discursarão a ministra do Turismo, Khouloud Daibes, em representação do Presidente, Jorge Torres Pereira, representante de Portugal junto da Autoridade Nacional Palestiniana, em nome do Governo português e do IPAD, e o presidente da Câmara de Al- Khader, Adnan Sbeih.
    Segundo informações obtidas pela Agência Lusa, Portugal irá oferecer camisolas dos jogadores Cristiano Ronaldo, Deco e Quaresma, que serão expostas numa sala do estádio Al-Khader.
    Os organizadores estão a envidar esforços para a obtenção de mensagens vídeo de Luís Figo, Cristiano Ronaldo, José Mourinho e Luís Filipe Scolari, para serem difundidas durante a cerimónia.
    Segundo o representante diplomático de Portugal, estas "seriam naturalmente, mensagens de apoio às esperanças e às alegrias bem conhecidas dos praticantes e adeptos do futebol e representariam mais uma forma de passar uma mensagem de paz à juventude palestiniana, na língua internacional, que é o desporto".
    Após a cerimónia inaugural, vai disputar-se um jogo entre a equipa local Al-Khader, reforçada com os melhores jogadores palestinianos, e a equipa Maccabi Akhi Natsrat (Nazareth), uma equipa da primeira divisão israelita, que integra jogadores árabes e judeus.
    Khalil Shahwan, director do Departamento de Juventude e Desportos de Belém, agradeceu, em entrevista publicada hoje pelo diário El-Quds, à "nação amiga portuguesa" pela sua importante contribuição, esperando que esta sirva de exemplo a outros países, para que ajudem o povo palestiniano a realizar as suas necessidades."
- Bonito...politicamente correto. Ficaram todos bem na fotografia!
Entretanto, "rondando" a net, encontrei e transcrevo com a preocupação e angustia de quem vê parentes Queridos, em Portugal, sofrerem as vicissitudes da incompetência, da frieza, da falta de sensibilidade humana demonstrada por quem governa Portugal e com as revolta e repulsa que voto a determinados políticos que, do alto de seus pedestais de vidro, olham para os mais humildes como seres insignificantes:
  • Blog "Eu Jornalista" - "O novo estádio da cidade de Al-Kahder, nos arredores de Belém, na Cisjordânia, cuja construção foi financiada por Portugal, através do Instituto Português de Cooperação para o Desenvolvimento, vai ser inaugurado na próxima segunda-feira... ... ... Já fechámos urgências, maternidades, centros de saúde e escolas primárias, mas oferecemos um estádio à Palestina. Devíamos fechar o Hospital de Santa Maria e oferecer um pavilhão multiusos ao Afeganistão. A seguir fechávamos a cidade Universitária e oferecíamos um complexo olímpico (também com estádio) à Somália e por último fechávamos a Assembleia da República e oferecíamos os nossos políticos aos crocodilos do Nilo."

Pois é...digo eu para fechar: Não é a digníssima Mãe desses senhores que carece de proteção hospitalar decente e próxima em caso de emergência. Residem em templos repletos de benesses sociais e cívicas exclusivas, com o padre de plantão ao pé do altar... E, se assim não acontecer, qualquer avião particular ou helicóptero será solução imediata e rápida que os levará para os melhores centros hospitalares, quem sabe além fronteiras ou até à vizinha Espanha. O "resto", que aguente e pague a ambulância e os impostos ! ...ou morra !

QUÊNIA - A nova vergonha africana...

Milhares fogem de violência após eleição no Quênia
Dezenas de milhares de quenianos deixaram suas casas nos últimos dias para fugir da onda de violência que tomou conta do país africano desde as eleições presidenciais realizadas na última quinta-feira.
Os confrontos se intensificaram a partir de domingo, quando foi confirmada a reeleição do presidente Mwai Kibaki. O resultado oficial foi contestado pela oposição e provocou protestos e episódios de violência nas principais cidades do país.
A onda de violência, considerada a pior registrada no país nos últimos anos, já deixou mais de 250 mortos em diversas cidades.
Agências internacionais de ajuda humanitária alertaram que o país se encaminha para uma catástrofe caso os confrontos continuem.
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Queimados vivos
O pior incidente ocorreu na cidade de Eldoret, no oeste do Quênia, onde pelo menos 30 pessoas, entre elas 25 crianças, foram queimadas vivas na manhã desta terça-feira dentro de uma igreja.
Na hora do ataque, estavam dentro da igreja cerca de 400 pessoas que se refugiavam da violência nas ruas da cidade. Uma multidão cercou o prédio e ateou fogo.
O pastor Jackson Nyanga disse à BBC que muitas pessoas foram espancadas antes que o prédio fosse incendiado.
As pessoas que se refugiavam na igreja pertenciam ao grupo étnico Kikuyu, o mesmo do presidente Kibaki.
Segundo correspondentes da BBC no Quênia, a região de Eldoret tem um histórico de tensão entre diferentes grupos étnicos, e nos últimos dias centenas de Kikuyus têm procurado abrigo em igrejas e na delegacia de polícia da cidade.
A Cruz Vermelha disse que pelo menos 70 mil pessoas ficaram desabrigadas na região de Eldoret desde o início dos conflitos e descreveu a situação como uma calamidade.
O porta-voz do governo, Alfred Mutua, acusou apoiadores do principal candidato de oposição, Raila Odinga (que pertence ao grupo étnico Luo), de uma campanha sistemática de violência étnica... ...
BBCBrasil.com - 02/01/08 - Leia a notícia na íntegra aqui !
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Entenda a crise no Quênia
A divulgação do resultado das eleições presidenciais do Quênia, realizadas no último dia 27 de dezembro, provocou protestos da oposição e mergulhou o país na pior onda de violência dos últimos anos.
Centenas de pessoas morreram ou ficaram feridas em confrontos em diversas cidades do país e dezenas de milhares foram obrigadas a deixar suas casas para fugir da violência.
A Comissão Eleitoral deu a vitória ao presidente, Mwai Kibaki, reeleito para um segundo mandato de cinco anos. No entanto, o principal candidato de oposição, Raila Odinga, contesta o resultado e afirma que houve fraude.
Entenda a crise desencadeada pelas eleições.
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Qual a diferença desta eleição para as anteriores realizadas no Quênia?
O presidente Mwai Kibaki foi eleito em 2002 com a promessa de mudança, encerrando 40 anos de domínio de um único partido, o Kanu, no governo.
As eleições de 2002 foram amplamente elogiadas, depois de votações anteriores marcadas por alegações de irregularidades e violência étnica.
O presidente do Quênia na época, Daniel arap Moi, concordou em deixar o poder depois de 24 anos de governo. O candidato apoiado pelo presidente também aceitou a derrota.
No entanto, nas eleições atuais a impressão é de que o Quênia retrocedeu.
Observadores da União Européia criticaram o pleito e disseram que alguns dos resultados divulgados na capital, Nairóbi, eram diferentes dos apurados nos distritos eleitorais. Em algumas regiões, o número de votos foi maior do que o número de eleitores registrados... ...
BBCBrasil.com - 02/01/08 - Leia a notícia na íntegra aqui !

Moçambique: Onde se rouba dos mais vulneráveis.

- Save the Children descobre vários casos de roubo de bens por familiares, deixando órfãos de SIDA sem nada.
- 1,6 milhões de jovens moçambicanos com SIDA.
- Explosão de número de órfãos destabiliza estruturas sociais.
Num programa efectuado em 4 distritos moçambicanos, Save the Children descobriu que é comum para familiares roubarem os bens deixados por pais às suas crianças quando morrem.
Com a taxa de mortalidade por SIDA a disparar – 1,6 dos 10 milhões de crianças em Moçambique são seropositivos e 380.000 perderam um ou os dois pais e a taxa de prevalência nacional é de 16,2 por cento – a situação de desprotecção está a causar ruptura social em alguns distritos.
O código civil de Moçambique estipula que os bens passam automaticamente aos filhos e esposo/a.
No entanto, o estudo efectuado por Save the Children demonstrou que cerca de metade dos inquiridos no distrito de Bárue não sabiam dos seus direitos.
Muitas vezes o código entra em conflito com a lei tradicional, que estipula que os bens passam para os homens e por esta razão é frequente para familiares masculinos ficarem com a casa, a maior parte das propriedades, os animais e o dinheiro, enquanto familiares do sexo feminino recebem roupas e utensílios de cozinha.
Além disso, a prática de poligamia leva a uma situação em que a primeira mulher geralmente tem mais poder e influência e só ela sabe quais são os bens do marido e 80 por cento dos inquiridos no estudo declararam que um testamento oral (e não escrito) seria suficiente e que é a prática normal.
Além disso, a burocracia e a dificuldade envolvida em fazer um testamento escrito desencoraja as pessoas, que muitas vezes têm de fazer várias visitas a um tribunal.
Save the Children, uma ONG sem fins lucrativos, revela no estudo que os órfãos de pais com SIDA são frequentemente vítimas de abusos, exploração sexual e laboral.
Várias ONG estão a efectuar campanhas de sensibilização e informação, para que as populações saibam os seus direitos, para não se tornarem vítimas de exploração.
Bento Moreira - Pravda.Ru

12/31/07

FELIZ 2008 - Sand Fantasy - A magia das mãos de Ilana Yahav.

Sand Animation é a modalidade de arte executada pela artista israelense Ilana Yahav.
Consiste em desenhar com areia sobre uma tela de vidro e ir moldando esse desenho.
A beleza está na seqüência de desenhos que cria, transformando-os e substituindo-os com apenas uns poucos movimentos de mão.
Aliada à plasticidade visual apreciamos a trilha sonora que nos mergulha em toda uma atmosfera ímpar.
Esculpe, desenha e pinta com uma sensibilidade que impressiona.
Uma de suas performances - aqui:

(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a "Last.FM" no lado direito do menu deste blogue)

  • Demais videos de Ilana Yahav aqui !
  • Sand Fantasy - aqui !

FELIZ 2008 !