3/22/09

A Lista de Amigos...

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui.)
Inspirado em e-mail de Amigo:
A Lista
Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você.


3/19/09

PEMBA - Tambo International Art Camp, July 14th - July 20th 2009

(Clique na imagem para ampliar)

Transcrevo o convite:
Join in / Hodina!
Tambo International Art Camp
Pemba - Mozambique,
July 14th – July 20th 2009.

6 days of unique possibilities to experience the multicultural art scene and traditions of Pemba - Mozambique.

Together with local and foreign artists you will participate in:

● Art work shops of dance, theatre, music, design and more;
● Visit local artists like the Mask Mapiko dancers, Makonde carvers, the Arab inspired Tufo choir and more;
● Performances;
● IV Festival ”Celebrating Cultural Diversity”;

The Art Camp takes place at the Cultural Centre ”Tambo”, the home of the Tambo Tambulani Tambo.

Participation fee including food and accomodation: US$ 100.

- Mail: tambulanimoz@gmail.com. Please state art forms of special interest to you.
Organized by Tambo Tambulani Tambo, founded in 1995 in Pemba to promote art through own productions, events and debates to improve conditions of artists.
- Fone: + 258 82 55 95 380 / 82 66 13 400.

Pemba, located at the 3rd largest bay in the world, has over centuries attracted people from many continents to settle creating a multicultural environment.
.
Acrescento em lingua portuguesa:
O Tambo International Art Camp e o Festival "Celebrating Cultural Diversity" 2009 terá lugar de 14 a 20 julho de 2009.

Será uma semana de arte, dança, teatro, música, desenho, artesanato, com lojas, contatos com artistas locais e não só.

Se vier experimentará a diversidade cultural de Pemba e suas belas paisagens naturais.

O objectivo é promover a comunhão da diversidade cultural a partir de Pemba, reunindo artistas e pessoas de outras partes do mundo interessadas em fazer arte, trocar de idéias e experiências culturais, envolvendo-os em todos os trabalhos e atividades.

O título "Celebrar a Diversidade Cultural" 2009 representa sete dias de experiências únicas.

  • Tambo International Art Camp - Programação Convite - Aqui!
  • Associação Cultural Tambo Tambolani Tambo - Pemba - Aqui!
  • Campo Internacional de Arte 2009 - Aqui!
  • Post's anteriores deste blogue sobre o trabalho em Pemba da Associação Cultural Tambo Tambolani Tambo - Aqui!

Relembro: Acontece de 14 a 20 de Julho de 2009 em Pemba - Moçambique.

3/18/09

Moçambique/PALMA - Trabalho escravo encerra empresa!

(Clique na imagem para ampliar)

A reportagem do "Notícias" dispensa mais palavras. Transcrevo:

Cabo Delgado: MITRAB suspende instância turística - A TECOMADJE, Lda., uma instância turística na ilha do mesmo nome, no distrito de Palma, em Cabo Delgado, acaba de ver as suas actividades suspensas por ordem da Inspecção do Trabalho por sujeitar os seus trabalhadores a tratamentos desumanos e violação da lei laboral.

A instituição emprega 50 trabalhadores, dois dos quais de nacionalidade zimbabweana e em situação laboral ilegal no país.

Para além da concessão de emprego a estrangeiros de forma ilegal, consta da lista das irregularidades detectadas a falta de contratos laborais, pagamento de salários mínimos iguais a todos os trabalhadores, independentemente das suas categorias, e privação dos funcionários do direito de férias e de descanso.

Segundo um comunicado do Ministério de Trabalho (MITRAB) ontem recebido na nossa Redacção, a inexistência de horário de trabalho, de equipamento de protecção contra acidentes, falta de inscrição dos trabalhadores no Sistema de Segurança Social e o não pagamento de horas extraordinárias figuram como outros atropelos à lei que vinham sendo cometidos por aquela empresa há largo tempo.

“Adicionado a estas infracções laborais, a empresa violava os direitos elementares de um ser humano, como por exemplo a falta de fornecimento de alimentação condigna e suficiente aos trabalhadores e a criação de condições mínimas para o efeito”, lê-se no comunicado do MITRAB.

A Inspecção do Trabalho em Cabo Delgado, após um trabalho naquela ilha e em resposta à preocupação da população bem como das autoridades distritais de Palma, detectou que os trabalhadores, para além de dormirem em tendas precárias e em travessas de paus por falta de camas, satisfazem as suas necessidades biológicas a céu aberto por falta de sanitários.

Detectou-se ainda que a Direcção da Tecomadje, Lda., dá apenas 20 litros de água aos 50 trabalhadores por cada três dias para efeitos de higiene pessoal, confecção de alimentos e para beber, enquanto que as refeições resumem-se a 400 gramas de arroz e 250 gramas de feijão-manteiga por dia, na razão de pequeno almoço, almoço e jantar.

Constatadas todas as situações anormais, a Inspecção do Trabalho mandou imediatamente suspender as actividades daquela instância turística por forma a salvaguardar a dignidade humana e a implementação da legislação laboral do país até que sejam feitas as devidas correcções.

Pelas infracções cometidas, a empresa, que viu os seus dois trabalhadores estrangeiros ilegais suspensos, foi ordenada a parar de laborar sem a perda de salários por parte dos trabalhadores, e foi multada em quase 136 mil meticais, valor já pago.

Segundo o comunicado, a instituição iniciou de imediato a correcção das irregularidades, encontrando-se neste momento a produzir blocos de cimento e areia para a construção de alpendres consistentes e de sanitários para os trabalhadores.

O reinício das actividades dependerá da celeridade na regularização das anomalias e dos resultados do relatório a produzir após segunda inspecção.
- Maputo, Quarta-Feira, 18 de Março de 2009:: Notícias.

3/17/09

Régua - Douro: Um discurso do Dr. Camilo de Araújo Correia.

(Clique na imagem para ampliar)

Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua de minha origem e raízes, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique... Para isso estou contando com a gratificante colaboração de um aficionado e morador ilustre da nossa querida cidade capital do Douro - Peso da Régua, o Dr. José Alfredo Almeida.

Complemento que este post refere o Dr. Camilo, médico e escritor da Régua e do Douro, filho do também consagrado médico e escritor João de Araújo Correia.

O Dr. Camilo é igulamente figura inesquecível (pelo menos para os mais antigos naturais e residentes daquela cidade do norte de Moçambique) em Porto Amélia, hoje Pemba onde residiu durante alguns anos da época da "guerra colonial" prestando serviço como diretor do hospital militar anexo ao hospital civil.

Cuidou e salvou vidas assim como bastantes Amigos ali fez e deixou, envolvido nas horas vagas na produção amadora de peças teatrais onde, o saudoso e também colega militar Dr. Simões Coelho, entre outros, o coadjuvava para júbilo da população local carente desse tipo de cultura e lazer.

Companheiro de infância e colega dos bancos escolares de meu saudoso Pai - Jaime Ferraz Rodrigues Gabão, bastantes de seus finais de semana e tardes africanos, que recorda com nostalgia e estilo sem igual em obras escritas, foram passados na varanda frondosa de minha casa em Porto Amélia, entre alguns cordiais cálices de vinho do Porto, pitéus à moda do Douro e Trás-os-Montes primorosamente preparados pela afável e transmontana D. Nair - minha Querida Mãe e conversas que se alargavam até noite alta, quase sempre sobre gentes, costumes e lugares do Douro que jamais esqueciamos daquele lado do mar. Aqui ficam também, em poucas palavras e aproveitando a deixa, minha homenagem e minha saudade por essa personagem de porte da nossa Peso da Régua.
- Jaime Luis Gabão, 17 de Março de 2009.

Esta foto diz tudo: Camilo de Araújo Correia num discurso de um aniversário da Associação como seu Presidente da Direcção. As suas palavras têm o seu sorriso que sempre nos habitou e, certamente, tem um sentido de humor contagiante. Basta, ver olhar atento como alguns dos presentes o ouvem, como é o caso do Chefe Armindo.

Camilo de Araújo Correia é um dos nossos. Vestiu também a nossa farda azul. Mas foi um grande médico e um grande escritor nas “horas vagas”, como ele gostava de dizer a sorrir, seguindo de perto os passos literários de seu pai João de Araújo Correia. Foi nosso amigo, sempre, até a data da sua morte, ocorrida, em finais do ano 2007. Ele, sabe que tem um lugar, um cantinho especial na história dos bombeiros de Peso da Régua. Ele, não só exerceu funções directivas, como ainda foi médico dos bombeiros e, muitos anos, o director do jornal mensário da Associação “Vida por Vida”.

Escreveu muitas e belas histórias na sua vida que foi de uma paixão pelo nosso Douro e suas gentes, pelo seu rio e seus belos barcos rabelos, a navegarem põe entre este imenso teatro de vinhas, que foi o palco da vida de muitas das suas personagens, para todos nós mais reais do que as vezes ele nos fazia crer.

Sobre os bombeiros de Peso da Régua escreveu algumas histórias das suas figuras mais simples, mas cheias de alma e sonhos, os heróis que o tempo e as memórias do fogo nunca apagaram e, sobretudo, da sua grande admiração pelos homens da paz. Duas crónicas, brilhantes, carregadas de sentido de humor e fina ironia, adocicada de um carinho pelos bombeiros, como por essa personagem do Justino podem ler-se nosso livro “125 Anos da Nossa História”.

Foi Presidente da Direcção da Associação nos anos de 1964-1965. Do acto da sua posse em 12 de Agosto de 1964, o jornal “Vida por Vida” refere que Camilo de Araújo Correia “usou da palavra de uma maneira que lhe é tão peculiar, historiou a maneira porque aceitou o convite que lhe foi dirigido ainda quando se encontrava em serviço militar em terras africanas e disse dos propósitos que o nortearão no desempenho do cargo, que se resumia em lealdade para como todos, amizade e humanidade no geral”.

Não poderiam ser outras as suas palavras. Sem margem para dúvidas, elas retratam a verdadeira condição de um homem humanista.

Assim, temos todo o gosto em revelar as suas palavras, manuscritas numa caligrafia impecável, num cartão timbrado que, em 7 de Dezembro de 2000, dirigiu ao Presidente da Direcção e ao Comandante dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua:

“Exmos Senhores:
Venho por este meio agradecer-lhes muito honrado a simpatia da oferta da medalha comemorativa dos 120 anos da nossa prestigiada Associação. As minhas sinceras felicitações a quem a concebeu. De um lado, a fachada do quartel, a beleza e a originalidade. Do outro, um minuto de silêncio por quem perdeu a vida no cumprimento do seu abnegado dever. Conheci muito bem o João e o Afonso. O luto da Régua foi o meu luto.
Creiam na muita estima do muito grato,”

Creia Dr. Camilo que nós lhe estamos também muito gratos e saiba que os bombeiros da Régua nunca o esquecerão.

Camilo de Araújo Correia tinha sempre as palavras certas de agradecimento, de ironia e de ternura que nos afogavam de emoções ou nos faziam sorrir. E, na sua memória, estava guardado o respeito por aqueles dois bombeiros que deram o seu melhor à Régua, em missões de serviço onde deram a sua vida por nós.
- Peso da Régua, Março de 2009,
José Alfredo Almeida.

  • Um momento alto da vida do comandante Carlos dos Santos (1959-1990) - Aqui!
  • Os Bombeiros do Peso da Régua e... o seu menino - Aqui!
  • Os Bombeiros da Régua em Coimbra, 1940-50 - Aqui!
  • Os Bombeiros da Velha Guarda do Peso da Régua - Aqui!
  • O Blogue "Escritos do Douro" - Aqui!
  • A Peso da Régua de minhas raízes - Aqui!

3/15/09

Retornados de África - A mancha que não se apaga... 2

(Clique na imagem para ampliar)

Na sua edição de 30º. aniversário em suplemento deste domingo, o "Correio da Manhã" lisboeta, entre o que foi notícia de destaque ao longo dos últimos trinta anos, coloca em relevo o trabalho do 'macua' Fernando Inácio Gil e sua entrega desde 1975 à causa dos apelidados "retornados" que, até hoje, aguardam o pagamento por parte do governo português da indemnização dos bens que tiveram de abandonar em África.

Transcrevo: ""1979 - Meio milhão de portugueses tinha regressado das ex-colónias ultramarinas.

Não foi fácil encontrar trabalho e condições de vida digna.

Natural de Moçambique e a prestar serviço no Instituto de Apoio ao Retorno de Nacionais, Fernando Inácio Gil – que, em 1975, coordenara a ponte aérea entre Lisboa e Luanda – sustentava, em 1979, ser 'falsa a afirmação de integração total'.

Trinta anos depois, 'o que mais dói' a Fernando Gil, septuagenário, é 'o não pagamento da indemnização dos bens'. Não é sequer uma dor pessoal pois, sendo militar e requisitado para o serviço público, entretanto reformado, a vida não lhe correu mal. 'É pelos outros, os que em África construíram uma casa e a arrendaram para garantirem a reforma numa altura em que não havia Segurança Social.'...""

  • O texto integral em formato "pdf" - Aqui!
  • Retornados de África: A mancha que não se apaga... - Aqui!
  • Retornados: Drama ou epopéia inacabada? - Aqui!
  • Espoliados & Retornados - Aqui!

3/14/09

PEMBA - O caos no trânsito...

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui)

Segundo Pedro Nacuo: ""A indisciplina apossou-se do trânsito rodoviário da cidade de Pemba, não tanto porque o número de viaturas aumentou, embora tal não seja inegável, mas sobretudo porque já ninguém controla o quê, ou controla-se aquilo que sempre se conhece.

Em plena jornada nacional de trânsito, dá para recordar que as estradas da paradisíaca cidade de Pemba estão a ficar magrinhas demais. Aqui onde se aloja a única baía moçambicana que faz parte das mais belas do mundo, na também terceira maior baía à escala planetária, para além de aceitar, igualmente, a famosa praia do Wimbe.

A facilidade que Deus criou para quem tem a tarefa de controlar, para o caso de Pemba, é que há uma entrada, via terrestre, só tem uma única via, até ao aeródromo, depois do que pode, querendo, voltar, ir ao Wimbe/Expansão ou continuar a viagem ao encontro do centro da cidade.

A subir, no chamado Bem-Vindo, tem-se pela faixa direita, claro, na descida, um local que há seis anos tínhamos chamado a atenção, nesta página, para o facto de que a estrada estava muito apertada porque ali vivia um grande mecânico, razão por que os carros “doentes” ocupavam uma boa parte da estrada, tornando-a apertada e dificultando a visibilidade de quem por ela transitava, ainda que não fosse de qualquer veículo. Era a oficina do meu amigo Ruben. Este saiu do local, mas vieram barracas: uma, duas, três, vinte, e agora há quase meia centena delas.

A aparente prosperidade tomou conta do local, ao mesmo tempo que os “chapa” escolheram o local para levar os seus clientes. E ficou duas vezes apertado: pelas barracas e os seus clientes e também por causa dos carros, “chapa” e autocarros que ali deixam ou levam os seus passageiros.

Do outro lado, já na faixa pela qual vínhamos, também há um local de paragem dos transportes semicolectivos, mas estava previsto, por isso menos embaraçoso, assim como acontece em relação à paragem mais famosa de Pemba, a do embondeiro. Um reparo, mesmo assim: do outro lado da faixa, onde também estava previsto que parassem veículos, através da reentrância que se faz para casos afins, a estrada continua, mesmo assim, apertada, porque o local onde deveriam estar os passageiros, um agente económico entendeu transformá-lo num parque dos seus automóveis para o serviço de “rent-a-car”. Os passageiros ficam agora na estrada à espera da viagem e ela tornou-se pequena.

Havia sinal que proibia que depois da rotunda frente ao Comando do Décimo Batalhão das FADM, veículos, com peso total superior a oito toneladas transitasse, obrigando a que eles desviassem ao encontro da marginal que os conduziria ao Porto. O objectivo era evitar a degradação acelerada da “25 de Setembro” que foi feita não para aquele tipo de veículos. É por isso que a reabilitação pela CMC seguiu a estrada que admitia o trânsito pelos camiões e cavalos e não no interior da cidade onde se previa que só transitassem veículos ligeiros.

Hoje todo o tipo de veículos, incluindo os que transportam madeira, algodão e outro tipo de mercadoria, transitam tanto na “25 de Setembro” como em todas as outras, sem excepção. Então, nas ruas que não previam camiões, as viaturas ligeiras devem encostar, os motociclos “idem” aspas, para que os “monstros” passem.

Nas “Batatas”, para além de tudo (curva, ser mercado), agora é uma paragem de todos os transportadores de passageiros: táxis, “chapa”, autocarros, incluindo o TPM-Pemba. Quando estes todos disputam o espaço, não há viatura que transite, a estrada não só fica apertada como acaba não existindo!

Nas horas de ponta fica uma chatice em que todos se insultam, mas sem dirigirem os insultos a quem deixou florescer a indisciplina.

Na mesma avenida, já na casa China, para além dos camiões que servem a esta, os “chapa” vieram engrossar a desnecessidade de diminuir a estrada, já param em paralelo, deixando a estrada muito magrinha, fechando totalmente as entradas particulares das casas vizinhas, incluindo para a nossa delegação.

No mercado Marínguè, para além dos táxis, temos a degradação da estrada que está a torná-la mais apertada ainda e do outro lado do Desportivo, o Viking e os Correios disputam a capacidade de quem mais diminui a estrada.

Em todo o mundo as paragens são determinadas pelas autoridades competentes, neste caso o Conselho Municipal, conforme as conveniências e não o sabor das inconveniências, conforme se pode ver do que atrás foi dito. Criar embaraço de propósito, para haver acidentes, é o que parece estar a ser feito em relação ao mercado das Batatas, na casa China, no Marínguè e no “Bem-Vindo”, do lado das barracas.

Isto é que se devia controlar e disciplinar, numa pequena cidade onde o resto é de somenos importância, porque todos se conhecem: sabemos de quem é um ou outro carro, se é legal ou não, se o seu condutor está ou não encartado, etc. ... Sabemos de tudo, mas perdemos muito tempo em controlar o conhecido e deixamos aquilo que periga a vida das pessoas na via pública.

Ou fazemos as duas coisas ou façamos, principalmente, esta última.

Em nossa opinião, evitar acidente é criar condições para que não haja acidente. Ou não é?""
- Pedro Nacuo, Maputo, Sábado, 14 de Março de 2009 :: Notícias