4/11/09

Caminhos da India... Para os noveleiros(as) desse lado do mar! Capítulo 2.

ÉH! VOCÊ NÃO VALE NADA MAS EU GOSTO DE VOCÊ - XÔ TRISTEZA... DIVIRTAM-SE... aí vai um dos temas mais "animados" da novela que atravessa oceanos e nos leva a uma Índia travestida de brasileiros e de sonhos "tapa-crises":


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4/09/09

REINATA SADIMBA: De Mueda para o mundo!

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui)

Diz acertadamente o "Notícias"/Maputo de hoje:

Reinata Sadimba: rejuvenescendo sempre - É uma das faces mais visíveis do cenário artístico moçambicano. Com obras cerâmico-escultóricas que já roçaram as mais prestigiadas galerias de Moçambique, de África e do resto do mundo. Reinata Sadimba, à medida da aldeia de Nimu, no Planalto de Mueda.

Reinata Sadimba voltou recentemente ao Centro Cultural Brasil-Moçambique (CCBM), palco que ela conhece com todos os detalhes, devido às inúmeras vezes que por lá passou.

Na galeria Djanira daquele centro cultural, ela tem patente a sua exposição individual “Rejuvenescer”, formada por cerca de 30 obras de esculturas em cerâmica. Todas talhadas com base na técnica de terracota.

No seu mais recente trabalho artístico, Reinata Sadimba faz uma incessante busca pelo inovativo e transfigura uma acção que se situava somente na cerâmica para trazer uma dimensão mais escultórica. Embora não se separe dos traços e das texturas que caracterizam os seus trabalhos artísticos.

Do ponto de vista temático, nesta exposição, a conceituada artista plástica nos apresenta um discurso social mais feminista. Não se trata de um feminismo exacerbado. Não. Mas, é uma acção discursiva que se centra mais nas relações sociais que dizem respeito à mulher. “Rejuvenescer” também é uma espécie de estrondosa ovação à mulher, aos seus feitos. Mas, também àquilo que ela procura fazer na sociedade e não consegue. E ainda dos seus sucessos, dos seus anseios e das suas realizações. O seu quotidiano.

Mas também “Rejuvenescer” tem a força de ser uma gazua que se lança àqueles que fazem da mulher um escafandro.

Dando uma vista de olhos vemos, nos títulos, que Reinata nos dá que estão lá patentes as sugestões dos problemas sociais que se vive, mas também estão as suas inquietações.

Assim, obras como “Pancada”, “O Arrependido”, ou ainda “Mulher Abandonada” são alguns dos exemplos, dentre vários que podem ser citados.

Uma verdadeira referência nacional e internacional, Reinata Sadimba é uma figura incontornável no panorama artístico nacional, com trabalhos de uma qualidade ímpar e que encerram aspectos de ordem tradicional, social e os comportamentos humanos nas suas variadas multiplicidades.

Reinata Sadimba começou a sua trajectória com o barro pela cerâmica utilitária e quando já estava madura na manipulação deste material e do forno, e também como mulher batalhadora e sofrida, resolveu enveredar pela escultura.

Tendo como base artística a cultura maconde, que, como se sabe, é tradicionalmente rica em escultura em madeira, sobretudo em pau preto, ela vem, por isso, dar uma mais valia exraordinária à arte do planalto dos macondes e ao país, não só pelo figurativo que imprime às suas obras, mas também por romper com uma tradição artística em que a mulher apenas trabalhava o utilitário.

Com obras em museus da Inglaterra e dos Estados Unidos, e com exposições já efectuadas em muitos países africanos, europeus e do mundo, Reinata quer com esta individual mostrar mais uma vez o seu valor artístico.
- Francisco Manjate, Maputo, Quinta-Feira, 9 de Abril de 2009:: Notícias.

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Reinata Sadimba nasceu em 1945 na aldeia de Nemu, Moçambique. Filha de agricultores, recebeu a educação tradicional dos Makondes que incluia o fabrico de utensílios em barro. Apesar dos makondes atribuirem o papel preponderante na sociedade às mulheres, em Moçambique, e também na Tanzânia, a escultura é ainda um "trabalho de homens". É provavelmente por esse facto que poucos levaram a sério o trabalho de Reinata no início.
No entanto, em 1975 ela inicia uma transformação profunda das suas cerâmicas tornando-se conhecida pelas suas formas fantásticas e estranhas. Reinata Sadimba é hoje considerada uma das mais importantes mulhes artistas de todo o continente africano.
Recebeu inúmeros prémios e distinções pelo seu trabalho na Bélgica, Suiça, Portugal e Dinamarca e o seu trabalho está representado em várias instituições como o Museu Nacional de Moçambique, o Museu de Etnologia de Lisboa ou a colecção de Arte Moderna da Culturgest e inúmeras colecções privadas em todo o mundo.

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Cabo Delgado: Superlotação das cadeias: Um problema de todos segundo o "discurso" ?? !! ...

Transcrevo do "Notícias"-Maputo: Superlotação das cadeias: Todos devem ser vigilantes - segundo Pedro Sinai Nhatitima, director nacional do IPAJ.

O diretor acional do Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ), Pedro Sinai Nhatitima, disse em Cabo Delgado que a responsabilidade de controlar a capacidade das cadeias e a iniciativa de alertar as autoridades, em casos de superlotação, devem ser de todos, incluindo os próprios reclusos, para que não se repitam no país situações como as que estão a ocorrer em alguns pontos de Moçambique, em que o exemplo de Mogincual, província de Nampula, é o mais recente.

Nhatitima disse não ser desejo de quem quer que seja, muito menos do Estado, a morte de cidadãos nas cadeias moçambicanas por asfixia e outros males decorrentes da superlotação das mesmas, razão porquê a responsabilidade para que isso não aconteça deva ser de todos, desde as autoridades que dirigem as penitenciárias, os guardas prisionais, incluindo os próprios presos.

“É preciso uma vigilância permanente sobre a capacidade das cadeias. O guarda prisional pode alertar à direcção da cadeia, a direcção pode advertir as entidades ao mais alto nível, até influenciar na decisão de quem ordena as detenções. E, porquê não, o próprio recluso chamar à atenção da chefia da cadeia”.

Entretanto e conforme os dados colhidos pelo nosso jornal na cadeia provincial, Cabo Delgado, actualmente com uma população prisional calculada em 890 detidos e condenados, já chama atenção a quem de direito para a sua própria capacidade instalada.

Com efeito, a principal penitenciária da província, sita na cidade de Pemba, com a capacidade de 150 reclusos, hoje comporta mais 42, perfazendo 192, dos quais 147 detidos, provenientes do Tribunal Provincial (51), Procuradoria da República (47) e Tribunal da Cidade (11). Os condenados são apenas 45, uma realidade que deixa a nu a inflexibilidade que há no esclarecimento dos casos entrados.

Os centros abertos de reclusão comportam 212 reclusos, com o do posto administrativo de Miéze, distrito de Pemba-Metuge, a receber mais presos, 196, contra 15 de Namanhumbir, distrito de Montepuez e um de Mecúfi, zona sob a jurisdição do distrito do mesmo nome.

Os mesmos dados indicam-nos que nos distritos há 198 detidos, que adicionados aos 147 da sede provincial nos dá um total de 345, em toda a província e os condenados da sede, mais aqueles nas mesmas condições nos distritos, 288 e nos centros abertos, 212, nos levam ao indicador de 545, em toda a província de Cabo Delgado.

O distrito de Mueda encabeça os distritos com maior população prisional, que vem logo a seguir à sede provincial, com 158, contra a sua real capacidade de 50, dos quais 77 já estão condenados.

Ressalva-se o facto de Mueda assumir o estatuto de cadeia regional, se bem que os vizinhos Muidumbe e Nangade não dispõem de local para a reclusão dos seus cidadãos. A seguir, vem o distrito mais populoso da província, Chiúre, com 77 reclusos, 50 dos quais já condenados.

O distrito de Macomia, na zona central de Cabo Delgado, pode se dar por aparentemente feliz, porque na sua cadeia tem 26 reclusos, dos quais 17 condenados e 9 detidos, podendo ser considerado o que ultrapassou em mais um a sua capacidade instalada, de 25 reclusos. Todavia, os distritos na sua globalidade contribuem para as cifras provinciais, com 486 reclusos.
- Maputo, Quinta-Feira, 9 de Abril de 2009:: Notícias.

Acrescento: A imagem acima retrata o edifício da Cadeia Províncial de Cabo Delgado, construído na época colonial (desconheço o ano mas creio que por volta da década de 50) e utilizado até aos dias de hoje.

HÁ 140 ANOS: COMITIVA DA RAINHA DE ANJOANE CHEGA AO IBO.

(Imagem original daqui)

Pelo seu interesse histórico e sócio-político, recordo, hoje, a chegada à ilha do Ibo, no dia 6 de Abril de 1869, da Raínha da ilha de Anjoane(1) e da sua comitiva. A noticia é-nos dada pelo então governador, interino, de Cabo Delgado, Romão Gomes Duro - ofício nº 42, de 7 do dito mês - dirigido ao Secretário Geral de Moçambique, que reza assim:

"IIImo snr. Digne-se V.Exª levar ao conhecimento do Ex.mo snr Governador Geral, interino, desta Província, que, ontem à noite, chegou, a este porto, um pangaio trazendo a seu bordo a Raínha de Anjoane e um Príncipe seu cunhado, com grande comitiva.

Que hoje os mandei cumprimentar a bordo e fazer-lhe os oferecimentos do estilo e que eles vieram a terra, memos a Rainha e me visitaram, aceitando a casa que lhes ofereci, dizendo-me que se demorariam 6 ou 7 dias.

Que à vista disto lhes mandei fornecer o que eles precisassem segundo os seus costumes."

De realçar o habitual acolhimento dos visitantes pelas anfitriãs autoridades coloniais portuguesas, e o seu respeito pela sua cultura e estilo de vida.
- Por Carlos Lopes Bento(2), Lisboa, Abril de 2009.

  1. A ilha de Anjoane faz parte do arquipélago do Cômoro, situado no Canal de Moçambique, a leste de Cabo Delgado.
  2. Antropólogo e prof. Univ.

- Outros trabalhos de Carlos Lopes Bento:

  • As Ilhas de Querimba ou de Cabo Delgado - Aqui!
  • Para a História do Ensino em Moçambique - Parte 3 - Aqui!
  • Para a História do Ensino em Moçambique - Parte 2 - Aqui!
  • Para a História do Ensino em Moçambique - Parte 1 - Aqui!
  • Post's do ForEver PEMBA para a consulta em "Pesquisas" sobre Carlos Bento, Quirimbas, Ibo, História de Cabo Delgado - Aqui!
  • E, por Jeronymo Romero: Supplemento á memoria descriptiva e estatistica do districto de Cabo Delgado - Aqui!

4/07/09

Fr. Albano Fernandes - Talvez ninguém recorde !


(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui)

Talvez ninguém recorde em Pemba... Transcrevo da net:

Fr. Albano passes away. - Konkan, Apr. 6. Fr. Albano, worked as missionary for over 34 years in the province of Guwahati, but his contribution to Goa cannot be forgotten, even though it was just a few years of initial service, and his last days of repose.

In an age when faith is challenged by commitment and dedication, it is rare to find individuals with life time dedications. The rich goan tradition has yet another blessing, in the person of Fr. Albano Fernandes, a Salesian Missionary in the North East. His passing away, at the age of 77, on palm Sunday, 5th April 2009, at 08.25am, at Don Bosco Technical Institute, Fatorda, after a prolonged illness, leaves behind another example of life time service in social and religious sector, in India, especially the North East. The funeral will be held on 7th April 2009, in Don Bosco, Fatorda, at 5 pm.

Born to Mr. Filippo Neri, and Maria Lucia Nune, on 22.06.1931 at Pemba (Porto Amelia, Mozambico), Fr. Albano, grew up in this traditional religious family, and joined the Salesian of Don Bosco in Mozambique. His parents were from Guirim, where his family members still live. He began his novitiate on 14.10.1957, in Manique-Estoril, Mozambique, and due to family decision of returning back to Goa, sort to pursue his formation in the Salesian Society with the Salesian in Goa.

After completing three years of required training, he was then sent to Yercaud (Chennai), for another three years of formation, where he took his perpetual vows in the society of Don Bosco. After his theological studies in Kotagiri, he returned back to Goa, and was ordained in Don Bosco Panjim, on 6th June 1967. For five years after his ordination he worked in Don Bosco Panjim, helping out in the Oratory. For two years (1972-4), he was the administrator of Don Bosco Panjim, and it is here, that sprung his missionary vocation, to go to the remote parts of the country, and dedicate his life, in the service of poor and abandoned youth. The challenging missions of the North East was much spoken of then, and so he was posted in the community of Sojong for two years (1974-6), where he would later come again and be Rector and Parish Priest of the community for 6 years. He was worked for ten years in Umwai (1976-86), where his dedicated services are still remembered by the locals. Besides working at the grass roots, his administration capabilities cannot be undermined.

In 1992, he was nominate the Diocesan Administrator in Diphu for two years. His fine sense of duty and planning, were tested further when in he was called to the center in Don Bosco Guwahati, where he was Parish Priest for 8 years (1995-2003). He was made the Secretary to the Arch-bishop of Guwahati for three years from 2003-6. He was assigned to the community of Don Bosco Fatorda, in June 2008, to recover from his sickness. The Salesians and the many in Goa will remember Fr. Albano, for his human touch. He was also quick at languages and could easily converse in Portughese, English, Italian, Konkani, Karbi, Tiwa (Lalung), Hindi, Garo. He joined the salesians as a late vocation after his BA studies, and as such knew well the importance of keeping personal contacts. It his during his time, that the Don Bosco Oratory began to spring to life. He revitalized the Past-pupils movement keeping close contacts with them and showing them a keen interest in development. It is during his time that many of the stalwarts were nurtured and formed, like Mr. Armando Colaco (Dempo Sports), Timoteo Fernandes, etc. `Fr. Albano was like a father to me, encouraging and motivating me all the time. Sweet memories of Fr. Albano will always remain. It`s a pity that I`m in Bahrain with Dempos and won`t be able to attend his funeral`, said Mr. Armando Colaco, on being informed of the sad demise. Fr. Albano is also the pioneer of the Don Bosco night School, who later appointed Mr. Jertrude S Rebello as the Principal. Today, it is perhaps the only night school of the Goa board of education.
- By Ralin De Souza, DomBosco India Information Service, 07/04/09.

  • Poderá traduzir o texto aqui!

4/06/09

Buscando no tempo lá pelo Douro: Os Bombeiros no Largo da Estação.

(Clique na imagem para ampliar)

Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique...

Magnifica imagem de um dia de festivo para os “soldados da paz” da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua, que comemorava o seu 75º aniversário, no dia 28 de Novembro de 1955.

Esta imagem é o rosto de uma cidade num tempo da sua história, que aqui mostra o Largo da Estação, um espaço de grandes referência para a vida da cidade do Peso da Régua, o verdadeiro e ainda actual “interface” de comunicações, o lugar das partidas e chegadas das pessoas e mercadorias ligadas ao vinho e à vinha, donde os passageiros partiam em camionetas para outros destinos das Beiras, Trás-os-Montes e Alto-Douro.

Do olhar sobre a imagem ficamos com a beleza do edifício da estação de caminho de ferro e o seu imponente cais de mercadorias, uma rara peça de arquitectura, a ser hoje utilizada para espaços de lazer e restauração, onde o comboio da linha do Douro (1873-1887) chegou em 1879, sendo considerado uma revolução social, económica e humana (se todas fossem assim…) para a região a duriense. Ainda ficamos atentos com a nostalgia dos comboios parados na bela linha do Corgo, um soberbo troço de 25 km, entre montanhas e socalcos do Douro património da humanidade, até Vila Real, inaugurada em 1906 e encerrada em 25 de Março de 2009 (!!!) para se realizarem obras de segurança. Ao fundo da rua, um olhar para a grande casa comercial “Viúva Lopes” com o telhado e paredes consumidas pelo grande incêndio que a atingiu em 1953.

Mas, o nosso olhar na imagem fica preso no grandioso desfile do Corpo de Bombeiros de Peso da Régua, onde estão incorporados bombeiros de associações amigas convidadas, com uma numerosa assistência a ver e apoiá-los, e ainda os carros de fogos que se usavam no tempo, que hoje pela sua fantástica beleza nos fazem sonhar e gostar ainda mais dos nossos soldados da paz. Algumas dessas relíquias, esses carros que povoaram memórias e brincadeiras de infância, os quais podemos ver guardados nos museus dos bombeiros.

Este aniversário de “Bodas de Diamante” da Associação teve um vasto programa de festejos, destacando-se a publicação de uma revista comemorativa, com a colaboração especial do escritor João de Araújo Correia, que escreveu um soneto em memória do bombeiro João dos Óculos, assinalava uma nova fase de crescimento e de modernidade quer em infra-estruturas quer em equipamentos, tudo conseguido por uma Direcção sabiamente dirigida pelo ilustre e prestigiado advogado, Dr. Júlio Vilela e um Corpo de Bombeiros sob a orientação do grande comandante Lourenço Pinto Medeiros (1949-1959).

Para melhor conhecermos esta fase da vida da associação, os seus primeiros setenta e cinco anos de existência, os momentos de sacrifícios e anseios, em que venceu a determinação de todos, transcrevemos um interessante texto assinado pelo Dr. Júlio Vilela, em nome da Direcção, onde diz o seguinte:

“Agradecemos, profundamente sensibilizados, o carinho e o amparo dispensados à velhinha e prestigiosa instituição que temos a honra de representar.

Completa ela agora setenta e cinco anos de existência.

Despida de recursos, a sua vida, tão longa quão prestimosa, é uma soma infindável de dedicações, esforços e sacrifícios.

No entanto, desde o punhado de homens generosos que a fundou e constituiu o seu primeiro Corpo Activo até àqueles que hoje a servem, um pensamento e uma preocupação tomaram o espírito de todos: torná-la cada vez maior e mais eficiente.

Depois de beneficiada com o apetrechamento essencial correspondente à sua importância e às modernas exigências dos serviços de incêndios, inaugura ela, neste momento, o Novo Quartel, primeira e mais premente fase de acabamento do seu edifício-sede, ainda há bem pouco reduzido a um esqueleto que, embora se avizinhasse como projecto de obra grandiosa, era por muitos considerado como a forma definitiva de um sonho.

O sonho, porém, tornou-se dia a dia em realidade, se bem que penosamente.

É outra soma de novas dedicações, novos esforços e sacrifícios irão completar.

A AHBV do Peso Régua sabe, entretanto, e porque julgar continuar a merecer o auxílio de todos, que tal soma vai, mais uma vez, verificar-se”.

Assim, fica-se a saber que a mais bela casa dos bombeiros portugueses, “obra grandiosa” que hoje admiramos, desenhada em 1930, pelo arquitecto portuense Oliveira Ferreira, demorou mais de 20 anos a sair do seu inicial “esqueleto”, caso não fosse essa “soma infindável” de dedicações e sacrifícios de homens bons e generosos, cujos nomes esta Associação terá de escrever em letras de ouro na sua já longa história.

E um deles será sempre, o do Dr. Júlio Vilela.
- Peso da Régua, Março de 2009, José Alfredo Almeida.

- Outros textos publicados sobre os Bombeiros Voluntários de Peso da Régua e sua História:

  • A Tragédia de Riobom - Aqui!
  • Manuel Maria de Magalhães: O Primeiro Comandante... - Aqui!
  • A Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • A cheia do rio Douro de 1962 - Aqui!
  • O Baptismo do Marçal - Aqui!
  • Um discurso do Dr. Camilo de Araújo Correia - Aqui!
  • Um momento alto da vida do comandante Carlos dos Santos (1959-1990) - Aqui!
  • Os Bombeiros do Peso da Régua e... o seu menino - Aqui!
  • Os Bombeiros da Régua em Coimbra, 1940-50 - Aqui!
  • Os Bombeiros da Velha Guarda do Peso da Régua - Aqui!

- Link's:

  • Portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua (no Sapo) - Aqui!
  • Novo portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • Exposição Virtual dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • A Peso da Régua de nossas raízes - Aqui!