6/14/09

Helsinki, Finland, 12-13 June 2009: Is Mozambique’s elite moving from corruption to development?

By Joseph Hanlon and Marcelo Mosse:

6/13/09

Tem coisa errada lá pelo Conselho Municipal de Pemba...

Cem dias à frente do município de Pemba: Sadique Yacub ainda não recebeu património do Conselho Municipal - O atual Presidente do Conselho Municipal de Pemba, Sadique Yacub, ainda não recebeu o património da municipalidade, porque o seu antecessor, Agostinho Ntauale, não lho facilita, cerca de 100 dias depois de tomar posse naquele cargo, para que foi eleito nas “autárquicas” de Novembro de 2008. Até aqui apenas tem o termo de mandato que enumera os bens existentes, mas tal não foi seguido de um outro procedimento, que seria a sua verificação, pelo que se considera não ter havido a entrega total do poder ao novo gestor da capital provincial de Cabo Delgado.

O “Notícias” há cerca de um mês que foi tacteando à volta deste caso e traz aqui as principais declarações dos intervenientes, a partir da confirmação que obteve de Sadique Âssamo Yacub, de que “é verdade que apenas recebi o termo de mandato, que como sabe pode se considerar um cheque, que neste caso pode ser sem provisão, porque só tem valor depois de uma boa cobrança”.

Depois da cerimónia solene de tomada de posse, Agostinho Ntauale não mais voltou a pisar o Conselho Municipal para a entrega física dos bens patrimoniais da edilidade, inviabilizando o processo que deveria ser normal de passagem do poder ao novel presidente.

A mudança de assinaturas em bancos não obedeceu ao procedimento normal de um pedido, via carta oficial, assinada pelos anteriores sacadores, se bem que o antigo presidente assim não quis, obrigando a que as contas fossem abertas com as assinaturas dos novos titulares, com base nas actas de tomada de posse, igualmente legais.

Aliás, obtivemos a confirmação de que no processo de entrega do termo de mandato Ntauale terá-se recusado a assinar cheques que seriam para salários para o mês de Janeiro.

Sadique Yacub queixou-se às entidades responsáveis em Cabo Delgado, incluindo ao partido de que os dois fazem parte, a Frelimo, do que resultou um encontro no qual Ntauale saiu a comprometer-se que faria a entrega exigida nos dias subsequentes.

Entrementes, a nova equipa vai sabendo que o município tinha em banco apenas 14.000,00Mt (catorze mil meticais) de saldo e debate-se com dívidas deixadas pelo elenco de Agostinho Ntauale, no valor exacto de 7.000.000,00Mt (sete milhões de meticais) a favor de terceiros, incluindo outras sem declarações fiáveis, que se situam em 2.000.000,00Mt.

Sadique Yacub confirma ao nosso Jornal informações que já trazíamos, segundo as quais há bens que constam do termo do mandato que os actuais gestores do município não localizam simplesmente por não existem. E que as chaves da viatura oficial foram-lhe entregues pelo motorista.

“Preocupa-nos o facto de se tratar de bens públicos. Eu já recebi o termo de mandato e não está a haver a tal oportunidade de mos serem apresentados”, lamenta o actual presidente do Conselho Municipal de Pemba.

UM MILHÃO QUE SUMIU? - O municipio recebeu durante o mandato de Agostinho Ntauale 1.000.000,00Mt (um milhão de meticais) destinados à reabilitação da residência oficial do presidente, que Assubugy Meagy, a quem este substituira, em 2003, havia secundarizado por achar extremamente oneroso. Hoje o imóvel continua sem ter sido reabilitado.

“A casa não foi reabilitada, alegando que com o dinheiro comprou material de construção, que bem gostaríamos de localizar quando fosse para nos apresentar os bens patrimoniais da edilidade”, disse.

Visitámos o referido armazém, de diminutas dimensões, onde encontrámos muito papelão, cortinas e algumas outras aquisições que cabem em três caixas que não convencem que tenham custado a totalidade do dinheiro que o Governo provincial transferira para a edilidade.

O município adquiriu aparelhos de ar condicionado, em número não revelado, congeladores e geradores que não estão na sua posse, alegadamente porque o ex-presidente levou-os para a sua residência.

O actual presidente anda na sua própria viatura, porque a oficial está a contas com as autoridades judiciais por causa de uma dívida resultante duma execução não paga em 2000 devido a um acidente em que então se envolvera. O valor inicialmente estava fixado em 15.000,00Mt, que se está dilatando a cada dia que passa, hoje situado em 200.000,00Mt.

“Aqui a questão não é pagar, mas sim inteirar-me do que tenha acontecido, pois é necessário saber em mãos de quem é que estava o carro quando se deu o acidente. Pagar por pagar não ajuda, senão passarei a ser pagador de problemas que nem sequer me são correctamente encaminhados”, respondeu-nos Sadique Yacub, em face da nossa pergunta sobre se o município não tinha dinheiro para pagar a multa.

Entretanto, algumas famílias do bairro de Chiwiba, uma das zonas destinada à construção de empreendimentos turísticos de luxo, estão a acossar a edilidade por terem sido retiradas das suas áreas para projectos do Grupo Siderúrgico e Metalo-Mecânico FERPINTA, do norte de Portugal, aparentemente sem terem sido indemnizadas para assegurarem o seu futuro.

O nosso Jornal, que há menos de um mês esteve na cidade de S. João da Madeira, onde se localiza o grupo, há 35 quilómetros do Porto, soube que o valor estipulado havia sido transferido na totalidade para o município já faz tempo e o administrador daquele complexo industrial, Paulo Pinho Teixeira, assegurou-nos ter enviado para Agostinho Ntauale o dinheiro para sanar as dificuldades que decorreriam da movimentação das famílias, no valor de 680.000,00Mt.

Enquanto não se dão os passos normais para uma boa passagem de testemunho vão chegando ao gabinete do presidente cheques devolvidos, sem cobertura, de novo que lesam a terceiros. Pelo menos dois foram identificados, nomeadamente a favor da gasolineira ÊXITO, no valor de 80.000,00Mt e a um talho, na quantia de 90.000,00Mt.

“Estas duas dívidas tivemos que pagar agora neste mandato”, esclarece Sadique Yacub.

SUPER-WIMBE, UMA OUTRA DISPUTA QUE VAI NASCER - O Restaurante Super-Wimbe, localizado na Praia do Wimbe, encontra-se fechado há mais de um ano. Era explorado por um cidadão que sem ter violado os dispositivos contratuais viu-se preterido através da quebra unilateral do contrato, meteu o caso nas instâncias judiciais que não havendo consenso decidiram por devolver o imóvel ao Conselho Municipal.

As novas autoridades municipais, ao querer lidar com este “dossier”, decidem devolver ao arrendatário, mas colidem com uma realidade às avessas. Na verdade, sem ter rescindido o contrato com aquele, o restaurante acabou sendo arrendado a uma cidadã, de relações familiares do antigo presidente, ao valor de 800,00Mt ao mês, contra os 1 555,00Mt que aquele cidadão pagava.

“Neste caso decidimos repor a justiça, devolvendo-o ao antigo arrendatário, depois de verificarmos que ele não havia violado nenhum dispositivo contratual, com todas as rendas em dia. Sucede que recebemos aqui um convite ao presidente para ir participar na inauguração do restaurante, pela nova arrendatária e nós simplesmente recusámos e desaconselhamo-los a irem à frente com a pretensão”.

O nosso Jornal tem informações de que diferentes equipas auditoras cruzam-se em Pemba, desde a Inspecção Regional-Norte, bem assim a Provincial ligada ao Plano e Finanças, que deixam recomendações que não estão a ser cumpridas por falta da colaboração do ex-presidente.

OPINIÃO DO REPRESENTANTE DO ESTADO - A nossa reportagem procurou o representante do Estado no município de Pemba, Gabriel Adolfo, colhendo o seu posicionamento em face do desrespeito a que estão votadas as normas estatais, bem como por causa dos indícios que parecem bastantes para trazer dúvidas de que tenha havido desvios em que se inclui parte do património comum.

“É preciso aclarar, em princípio, que se trata de um processo interno, pois o público é aquele que todos assistimos, da tomada de posse. É verdade que dali seguir-se-iam outros procedimentos, incluindo a entrega do património”, disse.

Gabriel Adolfo, que é jurista, disse por outro lado não caber a si a responsabilidade de intervir nesse tipo de situações porque os municípios não são subordinados à representação do Estado nos seus territórios, mas sim é uma relação de colaboração. Há-de ser por isso que não recebeu nenhuma informação oficial do que está a acontecer.

“Não fui notificado de nada, até porque nem devia, mas posso comentar sobre o que se ouve por aí, que coincide com o que o vosso jornal me está a perguntar. Também posso estranhar que isso esteja a acontecer, quando estávamos à espera que a transição fosse a mais pacífica possível, que passaria pela oferta da experiência que um tem e o outro precisa, enfim, algum aconselhamento sobre os aspectos da governação municipal”.

O QUE DIZ O EX-PRESIDENTE? - Perante este conjunto de situações, Agostinho Ntauale diz-se surpreendido e ter pouco a dizer, alegando que os órgãos locais são regidos por lei e controlados pelo Governo do dia e durante os cinco anos em que esteve à frente do município de Pemba a corresponder com a orientação do seu partido sente ter servido os munícipes conforme as suas capacidades.

“Chegou o tempo de a nível do meu partido haver quem me podia suceder, o que é salutar e penso que o novo presidente está a mostrar as suas capacidade, que louvo e admiro, vendo o que está a acontecer na recolha do lixo e as modificações que começaram na Praça 25 de Setembro”.

Em relação aos bens que não foram formal e fisicamente entregues, Ntauale disse que quis fazê-lo, mas foi aconselhado pelos presentes à cerimónia em que tal ia acontecer a não ler tudo, porque seria fastidioso e porque “eu não era funcionário do Conselho Municipal, dirigia uma órgão colegial, não estava sozinho, e os outros, conforme as áreas iriam apresentar o que houvesse por apresentar”.

“Penso que isso aconteceu, talvez o novo presidente quisesse que fosse eu a fazê-lo”, diz Ntauale, que acrescenta que a responsabilidade de quem toma posse é a partir do dia em que isso tem lugar.

Confirmou ter recebido o dinheiro para a reabilitação da residência oficial e que com ele comprou material de construção e “alguma coisa que foi feita lá na casa”.

Confirmou ainda ter recebido dinheiro da FERPINTA, cujos valores foram transferidos para a conta do Concelho Municipal para a facilitação do pagamento das taxas de uso e aproveitamento do solo urbano e benfeitorias das comunidades locais, que entretanto uma das áreas não o recebeu devido a uma informação segundo a qual os populares alteraram por excesso os inicialmente acordados. Mas o Grupo FERPINTA já está licenciado.

Por isso, na opinião do ex-presidente do município de Pemba, nada há a temer, porque todos os actos administrativos foram feitos, incluindo a entrega do relatório do fim do mandato “aprovado pela Assembleia Municipal, de que o actual presidente fazia parte e foi visto a “pente fino”. Esse relatório tem como parte integrante a lista dos bens existentes”.

O assunto relativo ao “Super-Wimbe” Ntauale diz caber às novas autoridades dar o destino que entenderem, depois que o tribunal decidiu pelo retorno ao município, o legítimo dono daquela infra-estrutura.

O MAE SABE DO QUE ESTÁ A ACONTECER EM PEMBA - Dada a invulgar desavença entre as antigas e as novas autoridades municipais, o nosso jornal procurou quem no Ministério da Administração Estatal se pronunciasse à volta deste imbróglio, tendo localizado o director nacional do Desenvolvimento Autárquico, Joaquim Macumbi, que disse que este caso é do seu conhecimento.

“O que podemos dizer neste momento é que o novo presidente vá à frente, continue com o trabalho que está a fazer e está a ser louvado pelos próprios munícipes. Vá para frente e as instituições competentes chamarão a si a responsabilidade sobre o que aconteceu antes dele tomar posse”, disse.

Macumbi acrescentou que o assunto está a ser seguido com cuidado e encarregar-se-ão do que passou o Tribunal Administrativo, a Inspecção Administrativa local do Estado, a Inspecção-Geral das Finanças e os órgãos de tutela.

“Temos conhecimento, haverá correcções e o devido esclarecimento do que terá acontecido na verdade”, finalizou.
- Pedro Nacuo, Maputo, Sábado, 13 de Junho de 2009, Notícias.

6/12/09

Ronda pela net: Aprendendo e ensinando HISTÓRIA!

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui)

Um dos "milagres" generosos e franqueados a todos pela net, chamado Instituto de Investigação Científica Tropical - IICT, permite nos embrenhemos num absorvente mundo de informação/aprendizado sobre o passado colonial português e o quanto está a ser legado às novas gerações dos jovens países hoje com vida independente e própria.

Segundo a Wikipédia, "o Instituto de Investigação Científica Tropical - IICT é um laboratório de Estado do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior com sede no Palácio Burnay, na Rua da Junqueira, Lisboa, Portugal, que se dedica ao Saber Tropical.

Tem origem na Comissão de Cartografia criada em 1883 e é dirigido, desde 2004, pelo Professor Jorge Braga de Macedo.

O IICT tem por missão o apoio científico e técnico à cooperação com países das regiões tropicais, em particular da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, desenvolvendo a investigação interdisciplinar, aumentando a capacitação em ciência e tecnologia (C&T) nos países-alvo e promovendo o acesso ao seu património histórico e científico.

Desenvolve investigação científica nas áreas das Ciências Humanas e Ciências Naturais e tem como principais prioridades acompanhar o cumprimento dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio e disponibilizar digitalmente o seu vasto património histórico e científico aos países da CPLP.

São também objectivos do Instituto fomentar quer o intercâmbio e a cooperação com outros organismos ou instituições de Ciência e Tecnologia (p.ex. o Centro de Estudos Africanos, quer a capacitação em C&T de quadros necessários às actividades de cooperação com países-alvo e manter, através das novas tecnologias de informação e comunicação, bases de dados sobre as suas actividades de C&T."

Pois é, não percam, "explorem" ou "naveguem" com tempo se gostam do tema... Estudem :)) e divulguem para podermos ajudar a preservar a História em todas as suas nuances, sem distorções políticas convenientes de momento.

- Alguns link's interessantes e didáticos:

  • Instituto de Investigação Científica Tropical/Digital Repository - Porto Amélia - Aqui!
  • Instituto de Investigação Científica Tropical/Digital Repository - Moçambique - Aqui!
  • Missões e Expedições Portuguesas em África - Final do Séc XIX Início do Séc.XX/Do Processo Fotográfico à Conservação e Restauro - Aqui!
  • Conferência: Elite colonial na América Portuguesa: um estudo de caso a partir da documentação do AHU. Pernambuco, séculos XVII e XVIII - Aqui!
  • Ciclo de Conferências/Debates «Império português de Antigo Regime: características estruturantes e papel da pequena nobreza» - Aqui!
  • Memória de cinco séculos da presença de Portugal no Mundo (Video) - Aqui!
  • Centro de Estudos Africanos - Aqui!
  • Biblioteca Central de Estudos Africanos - Aqui!
  • Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto - Aqui!
  • AEGIS - Rede Europeia de Estudos Africanos - Aqui!

6/10/09

Sem palavras transcrevo palavras... Ainda GLÓRIA DE SANT'ANNA

Clique na imagem para ler o texto impresso do "Jornal de Válega", edição do dia 8 de Junho de 2009, escrito por Jacinto Guimarães.

Válega continua de luto. Assim como muitos de nós!

6/08/09

Buscando no tempo lá pelo Douro: A bênção da bandeira.

(Clique na imagem para ampliar)
Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique...:

Esta imagem de 29 de Novembro de 1959, da autoria do fotógrafo reguense Baía Reis, assinala a cerimónia da bênção de uma nova bandeira da Associação dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua que se realizou na Igreja Matriz com a bênção do distinto pároco Dr. Avelino Branco, acolitado pelo senhor José da Silva Pinto (filho do benemérito que mais tarde abraçou o sacerdócio e foi um dos fundadores da vizinha Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fontes), por ocasião das comemorações do 79º aniversário da instituição.

Esta bela bandeira que, se encontra guardada no Museu da Associação (também visitável em: http://www.museudodouro.pt/exposicao_virtual/BVRegua.html), foi oferecida, com veneração aos bombeiros da Régua, por uma figura muito conhecida e carismática no Peso da Régua, o senhor Manuel Pinto, – temos uma fotografia sua que aqui mostramos em sua homenagem - já falecido, residente na freguesia de Canelas que, segundo sabemos, a essa data, se encontrava emigrado na Venezuela.

Pode ver-se, através desta imagem, que a bandeira é transportada pelas mãos de um grande bombeiro, o Chefe Joaquim Laranja e é agarrada numa das pontas pela madrinha do acto, a bonita menina Maria Celeste da Silva Pinto (actualmente emigrada em Inglaterra), uma filha deste nosso benfeitor. Em sua volta, encontram-se presentes vários cidadãos, ainda nossos conhecidos, que assistiam a esta singela cerimónia.

A bandeira é o símbolo máximo da Associação que a representa em todas as sessões solenes, desfiles de bombeiros, cerimónias oficiais, funerais de todos aqueles que estiveram a serviço desta nobre causa e ainda nas mais importantes festividades religiosas, como é o caso da procissão solene em honra de Nossa Senhora do Socorro, a quem os Bombeiros da Régua prestam homenagem e devoção.

Na bandeira estão todas colocadas as condecorações atribuídas a esta Associação e ao seu Corpo de Bombeiros, das quais destacamos as seguintes:

O grau de Cavaleiro da “Ordem da Benemerência” (1930), o grau de Oficial da “Ordem da Cruz de Cristo” (1931), o título de membro Honorário da “Ordem do Infante D. Henriques” (1984), o Crachá de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses (1980), a Medalha de Honra da Câmara Municipal de Peso da Régua (1989), a Medalha, de Ouro de 2 estrelas (1977) da LBP, a Medalha de Mérito de Mérito, de grau Ouro da Federação dos Bombeiros do Distrito de Vila Real (1980) e ainda os Louvores da Câmara Municipal do Peso da Régua, Câmara Municipal de Armamar e do Governo (1904 e 1931).

Para além destas mercês honoríficas, destaca-se ainda o título de “REAL ASSOCIAÇÃO” que foi concedido à Associação pelo Rei D. Luís I, em 1882, - dois anos após a sua fundação -, designação que adoptou ainda durante alguns anos.

Esta importante distinção régia, apenas atribuída a algumas associações no nosso país, testemunha a grande importância que os bombeiros do Peso da Régua sempre tiveram.
Por fim, é de salientar que as associações humanitárias dos bombeiros voluntários de Ermesinde, de Cheires (Alijó) e da Figueira da Foz concederam à Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua, o honroso título de “SÓCIA HONORÁRIA”.
- Peso da Régua, Junho de 2009, José Alfredo Almeida.
- Outros textos publicados neste blogue sobre os Bombeiros Voluntários de Peso da Régua e sua História:
  • Comandante Lourenço de Almeida Pinto Medeiros: Fidalgo e Cavaleiro dos Bombeiros da Régua - Aqui
  • A força do voluntariado nos Bombeiros - Aqui!
  • A visita do Presidente da Républica Américo Tomás - Aqui!
  • Uma formatura dos Bombeiros de 1965 - Aqui!
  • O grande incêndio dos Paços do Concelho da Régua - Aqui!
  • 1º. de Maio de 1911 - Aqui!
  • Homens que caminham para a História dos bombeiros - Aqui!
  • Desfile dos veículos dos bombeiros portugueses - Aqui!
  • Uma instrução dos bombeiros no cais fluvial da Régua - Aqui!
  • O Padre Manuel Lacerda, Capelão dos Bombeiros do Peso da Régua - Aqui
  • A Ordem Militar de Cristo - Uma grande condecoração para os Bombeiros de Peso da Régua - Aqui!
  • Os Bombeiros no Largo da Estação - Aqui!
  • A Tragédia de Riobom - Aqui!
  • Manuel Maria de Magalhães: O Primeiro Comandante... - Aqui!
  • A Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • A cheia do rio Douro de 1962 - Aqui!
  • O Baptismo do Marçal - Aqui!
  • Um discurso do Dr. Camilo de Araújo Correia - Aqui!
  • Um momento alto da vida do comandante Carlos dos Santos (1959-1990) - Aqui!
  • Os Bombeiros do Peso da Régua e... o seu menino - Aqui!
  • Os Bombeiros da Régua em Coimbra, 1940-50 - Aqui!
  • Os Bombeiros da Velha Guarda do Peso da Régua - Aqui!

- Link's:

  • Portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua (no Sapo) - Aqui!
  • Novo portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • Exposição Virtual dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • A Peso da Régua de nossas raízes - Aqui!

6/05/09

Casa de Cultura de Cabo Delgado, no bairro de Cariacó, na cidade de Pemba.

Diz o Notícias/Maputo do último dia 3Jun:

""Foi fácil perceber que havia graves problemas de liderança e de pensamento na Casa de Cultura de Cabo Delgado, no bairro de Cariacó, na cidade de Pemba. Se bem que até Outubro do ano passado aquelas instalações não passavam de um conjunto de infra-estruturas, sem acção que se assemelhasse a um propósito formativo ou informativo concebido, para além das esporádicas exibições de grupos culturais, mas ao sabor de datas oficialmente apontadas como se tratasse de efemérides a celebrar. Era mais casa de dança do que verdadeiramente de cultura, um conceito que vai para além daquela manifestação cultural.

Chegou-se a pensar que havia falta de vontade política por parte da estrutura que superintende a instituição, nomeadamente, a Direcção Provincial de Educação e Cultura, bem como as infra-estruturas que já haviam começado a apresentar um panorama que deixava dó em quem precisa daquele local para a sua real atribuição.

Saído duma recente formação e trazendo uma experiência em gestão de anos à frente do Departamento da Administração e Finanças da sua Direcção Provincial da Educação e Cultura, o jovem Cesário Valentim pegou nas rédeas com uma diminuta equipa e fez o diagnóstico do sector. E descobriu que muito há por fazer para que aquele espaço se chame realmente Casa de Cultura, muito mais quando se quer dar o rótulo de provincial.

Do trabalho resultou uma matriz de actividades que potencia cinco pilares, conforme o director da Casa de Cultura aponta: “o primeiro grande problema reside nos recursos humanos, para o que nos propomos a formar os poucos existentes para que sejam capazes de fazer acontecer as coisas”.

Na verdade, a Casa de Cultura de Cabo Delgado dispõe de apenas três funcionários e a estratégia foi pegar neste diminuto número e dar-lhe competências que já estão a dar os primeiros frutos, ao exemplo do funcionamento pleno da iniciação artística (dança, música, pintura e outras artes).

Estão actualmente inscritas 300 crianças inscritas para frequentar a Casa de Cultura de Cabo Delgado, onde aprendem e aperfeiçoam diversas modalidades culturais.

SEDE DE EVENTOS - O segundo pilar referenciado por Cesário Valentim está no calendário de eventos, que acabam sendo responsáveis por também recrear sobretudo aos jovens sedentos de actividades que ao mesmo tempo eduquem e trazem momentos de lazer.

“Queremos essencialmente ocupar os jovens com debates à volta de temas da actualidade para influenciá-los a terem a cultura de falar de coisas úteis. Como sabe, o número de jovens em universidades está a crescer e é cada vez mais necessário que eles se ocupem nesse tipo de convivência, também para a sua formação e autoformação. O último foi relacionado com o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de Maio), que foi muito bem acolhido”.

Por outro lado, e já no que o director da Casa de Cultura chama de terceiro pilar, estão projectos de desenvolvimento infraestrutural de curto, médio e longo prazos. Presentemente e no curto período de tempo à frente daquela instituição, já foi concluído o bloco administrativo, que vai acolher gabinetes para os diferentes departamentos, estando a atrasar a sua utilização porque se espera pelo fornecimento do mobiliário, cujo concurso já foi lançado.

O bloco foi financiado pelo governo provincial e agora a equipa de Cesário Valentim pensa no passo seguinte, nomeadamente, a construção de um palco coberto, um bloco de três salas de aulas e um módulo de casas de banho adjacentes, para o que, igualmente, se acha disponível o financiamento, no valor de quatro milhões de meticais, proveniente da mesma fonte.

“E já estamos a pensar em 2010, ano em que pretendemos vedar a parte frontal da Casa de Cultura e a reabilitação da tribuna, cujas negociações nos dão indicações de que estejamos no bom caminho”.

Em paralelo terá que ser pavimentado o recinto frontal onde, de há uns meses para cá, tem funcionado uma feira dominical de artesanato, que acolhe muitos trabalhos de arte, incluindo de fazedores vindos dos distritos, que domingo a domingo se deslocam ao bairro de Cariacó, onde funciona a Casa de Cultura.

Informação e divulgação da cultura de Cabo Delgado, por via da promoção das feiras de artesanato, que devem ser permanentes, é outra actividade que vai ser complementada pela exposição da gastronomia local, mas para que a instituição seja uma fonte de quase toda a informação cultural da província, segundo o director da Casa de Cultura, urge sistematizar a riqueza cultural existente, a partir duma pesquisa que está já a dar os seus primeiros passos.

“Nós queremos transformar a Casa de Cultura em armazém de toda a informação sobre a cultura em Cabo Delgado, a partir donde se encontra toda a informação da província, sobre cada distrito. Neste momento há três quadros a fazer pesquisas em três distritos e até ao fim deste ano queremos arrumar a informação de pelo menos seis distritos, nomeadamente Quissanga, Metuge, Chiúre, Namuno, Montepuez e Mueda”.

CULTURA PARA PROMOVER TURISMO - Cesário Valentim sonha também em tornar a Casa de Cultura numa referência também por causa do turismo cultural. Vai-se, portanto, ter a informação completa e assim se poderá promover melhor o turismo cultural, porque estará disponível um lugar onde quem quiser vai buscar a informação sobre cultura na província, mesmo a partir da capital provincial.

Vai ser um trabalho aturado, mas ao mesmo interessante do ponto de vista intelectual, partindo do princípio de que quase a totalidade dos distritos possuem um manancial de informação necessário e que necessita de preservação.

Para exemplo, o primeiro distrito que a equipa de pesquisa da Casa de Cultura Provincial de Cabo Delgado, escolheu é Quissanga, situado na zona central da província, com 2.060 quilómetros quadrados, onde as principais actividades económicas são a pesca, agricultura, pecuária e produção de sal e dança-se dikiri, kirimo, limbondo, baleto, shimbambanda, makusanya, mapiko, nampapara, makorokoto, bampi, nchaíla, rumba, herekeze, ekola e nihere e a população é, como em Palma, eximia na arte de fabricar esteiras de palha.

Há em Quissanga locais históricos, como seja as báswara (residências dos primeiros habitantes locais), o fortim de Quisssanga, mesquita central, considerada o templo muçulmano mais antigo no norte de Moçambique, construída em 1650, aldeia Nraha e a Lagoa Bilibiza, alguns destes lugares são sagrados.
- Maputo, Quarta-Feira, 3 de Junho de 2009, Notícias, Pedro Nacuo.