6/22/09

Turismo reúne Brasil e Moçambique... E as ligações aéreas diretas Brasil/Moçambique como ficam?

Turismo reúne Brasil e Moçambique num acordo que fomenta a formação - Os ministros do Turismo do Brasil, Luís Barreto e de Moçambique, Fernando Sumbana, assinaram em Maputo um memorando de entendimento para intensificar a troca de conhecimentos e a formação na área do turismo.

Segundo Fernando Sumbana, o crescimento do turismo em Moçambique, reflectido por exemplo na actual construção de vários empreendimentos turísticos no país, exige profissionais qualificados.

O camião-escola que já passou pela província meridional de Inhambane, encontrando-se neste momento na cidade da Beira, na província de Sofala, está neste momento a levar a cabo uma formação de profissionais na área do turismo, ao mesmo tempo que, numa acção coordenada entre os Governos dos dois países, foi realizado, em Moçambique, um projecto de formação de formadores de profissionais do sector de turismo no Instituto Dom Bosco.

O ministro brasileiro, por seu lado, disse ser importante aumentar o fluxo de visitantes de ambos os lados, ter mais brasileiros a visitar Moçambique e moçambicanos a ir ao Brasil e colocar o empresariado dos dois países em contacto.

«Vamos ampliar para o turismo a cooperação que já existe nos sectores de saúde e infra-estruturas», disse Luís Barreto.

Entre outras iniciativas, o documento estipula parcerias para viabilizar investimentos nas infra-estruturas turísticas de Moçambique.

Neste momento existem já para contirbuir para a formação de profissionais na área do turismo a Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Inhambane, a faculdade de Hotelaria em Pemba e agora o Instituto Dom Bosco.
- In "Jornal de S. Tomé", 2009-06-22 13:24:03.

ACRESCENTO: Importante esse acordo. Moçambique, desde que apetrechado de infraestruturas eficientes, modernas, acessíveis em preço ao turista internacional, será certamente sucesso porque possui recantos naturais magníficos, quase intocados, como o paradísiaco Arquipélagos das Quirimbas ao Norte, Ibo, Pemba, Gorongoza (reserva de caça felizmente em recuperação mais ao centro do país) e toda a sua costa exuberante em beleza que toca a fronteira com a África do Sul.

Se acrescentar-mos a facilidade da lingua portuguesa que ali é falada fluentemente por sua origem colonial, o que já vem atraindo os turistas do recanto luso e não só, poderá somar-se a possível afluência de milhares de viajantes oriundos do imenso Brasil, sequiosos de novos horizontes tropicais e que contribuirão imensamente para a necessária entrada de divisas de que Moçambique carece. E, acreditamos que bastará as operadoras turísticas brasileiras descobrirem o "filão" imenso e rico (ainda quase secreto ou desconhecido) para que tal ocorra de forma intensa, dados o potencial económico do Brasil nesse ramo e a força apaixonante das belezas naturais moçambicanas.

Mas, para isso, há que começar a pensar ou despertar a atenção das diversas empresas aéreas da região, incluindo a portuguesa TAP e também das agências turísticas brasileiras, da urgência em se criarem vôos diretos entre Brasil e Moçambique que serviriam as necessidades turisticas e de comércio entre os dois países evitando-se em simultâneo as caras, morosas e incómodas escalas via África do Sul. O potêncial de sucesso económico é imenso, mas notamos ninguém vem ponderando ou discutindo este pormenor fundamental. O que é pena!

6/19/09

Buscando no tempo, lá pelo Douro: As “madrinhas” dos bombeiros.

(Clique na imagem para ampliar)

Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique...:

Foi assim em 28 de Novembro de 1995 a cerimónia religiosa da bênção de uma nova ambulância - igual a muitas outras que se repetiram ao longo dos 128 anos da Associação - que, nesse mesmo ano, havia sido adquirida para o serviço de transportes de doentes, uma importante missão do Corpo de Bombeiros da Régua, que presta à população do concelho e aos doentes do Centro de Saúde e do Hospital D. Luís I.

É, por tradição, o acto mais significativo do programa das comemorações dos aniversários da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua. Cada uma das Direcções, nos seus mandatados, pretende não só valorizar o património como dotar de mais meios materiais os bombeiros, de forma que prestem um socorro mais eficaz e um serviço de transporte de doentes com eficácia e qualidade.

Muitas destas cerimónias realizam-se, após a celebração da missa em sufrágio dos bombeiros falecidos, em frente ao Quartel Delfim Ferreira ou nas imediações do Largo Dr. Manuel Vieira de Matos – este um ilustre reguense que foi bispo de Braga – junto à Igreja Matriz, como acontece com esta documentada pela fotografia, em que distinto padre Arcipreste Luís Marçal celebrou a bênção da nova viatura.

Como acto simbólico para os bombeiros, ele chama a atenção da população, que gosta de assistir e festejar, e conta com a presença de alguns bombeiros e dos directores, orgulhos de mostrarem novos carros, e especialmente as madrinhas (ou os padrinhos) que nobilitam a cerimónia por serem pessoas generosas, beneméritas ou que se tenham distinguido na sociedade pelos seus gestos humanitários com os bombeiros.

Para a posteridade esta imagem, que marca o tempo e a história, assinala a comparência de duas bonitas jovens “madrinhas” - a Marta Monteiro e a Sara Mota – , filhas de duas famílias que sempre apoiaram a Associação, que nesse dia, ajudaram a dar brilho à cerimónia mais esperada por qualquer bombeiro.

E, no rosto dos bombeiros que ali se encontravam, como se fossem receber um presente desejado, vê-se uma satisfação de partilharem esta sua alegria com estas pessoas muito especiais. Sente-se no olhar deles, um indisfarçável orgulho de terem ao seu lado estas simpáticas “madrinhas” dos seus carros.

Por sua vez, as “madrinhas” que tiveram esta oportunidade, sentem-se gratificadas por contribuírem com um pouco de si para a felicidade dos bombeiros. Para muitas, sobretudo as mais jovens, fica realizado um dos seus sonhos da infância, isto é, de um dia na vida estarem mais perto dos bombeiros, andarem nos carros de fogo e entraram na sua casa, onde todos zelam pela segurança dos nossos bens e das nossas vidas.

Como aconteceu com a Marta Monteiro e a Sara Mota que, nesse ano de 1995, entraram na história dos bombeiros da Régua. Para elas, e ainda bem, desta maneira feliz.
- Peso da Régua, Junho de 2009, José Alfredo Almeida.
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- Outros textos publicados neste blogue sobre os Bombeiros Voluntários de Peso da Régua e sua História:
  • A benção da Bandeira - Aqui!
  • Comandante Lourenço de Almeida Pinto Medeiros: Fidalgo e Cavaleiro dos Bombeiros da Régua - Aqui
  • A força do voluntariado nos Bombeiros - Aqui!
  • A visita do Presidente da Républica Américo Tomás - Aqui!
  • Uma formatura dos Bombeiros de 1965 - Aqui!
  • O grande incêndio dos Paços do Concelho da Régua - Aqui!
  • 1º. de Maio de 1911 - Aqui!
  • Homens que caminham para a História dos bombeiros - Aqui!
  • Desfile dos veículos dos bombeiros portugueses - Aqui!
  • Uma instrução dos bombeiros no cais fluvial da Régua - Aqui!
  • O Padre Manuel Lacerda, Capelão dos Bombeiros do Peso da Régua - Aqui
  • A Ordem Militar de Cristo - Uma grande condecoração para os Bombeiros de Peso da Régua - Aqui!
  • Os Bombeiros no Largo da Estação - Aqui!
  • A Tragédia de Riobom - Aqui!
  • Manuel Maria de Magalhães: O Primeiro Comandante... - Aqui!
  • A Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • A cheia do rio Douro de 1962 - Aqui!
  • O Baptismo do Marçal - Aqui!
  • Um discurso do Dr. Camilo de Araújo Correia - Aqui!
  • Um momento alto da vida do comandante Carlos dos Santos (1959-1990) - Aqui!
  • Os Bombeiros do Peso da Régua e... o seu menino - Aqui!
  • Os Bombeiros da Régua em Coimbra, 1940-50 - Aqui!
  • Os Bombeiros da Velha Guarda do Peso da Régua - Aqui!
- Link's:
  • Portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua (no Sapo) - Aqui!
  • Novo portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • Exposição virtual dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • A Peso da Régua de nossas raízes - Aqui!

Para a História do Ensino em Moçambique - parte 4

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui..)

PARA A HISTÓRIA DO ENSINO EM MOÇAMBIQUE - ESCOLAS E ALUNOS DE CABO DELGADO HÁ 150 ANOS: MATÉRIAS, FREQUÊNCIA, APROVEITAMENTO E PROBLEMAS .
Por Carlos Lopes Bento(1)
(Continuação daqui)

IV PARTE
Sistema de Ensino e matérias lecionadas.
1857-2º Sem.

As matérias de Ensino e o sistema seguido durante o Semestre, foram os mesmos que nos outros se tem seguido, a saber:
- Ler, Escrever e Contar;
- Doutrina Cristã, Moral e Civilidade;
- Gramática Portuguesa, Análise e Regência gramatical;
- Aritmética propriamente dita;
- Ortografia e Caligrafia prática;
- Noções da Historia Sagrada, do Velho e Novo Testamento;
- Noções de Geometria, Geografia e Historia ge¬ral e de Portugal;
- E desde 7 de Dezembro próximo passado, em que lhe foi dada, por substituto João Ferreira do Costa Sampaio, têm também tido regularmente o Ensino de Francês e Inglês.
Tudo pelo sistema de Ensino Simultâneo Normal.

Todos os alunos da Escola frequentaram as três pri¬meiras matérias, e frequentam por escala e segundo os seus adiantamentos as que se lhe vão seguindo. Uns 21 alunos frequentaram Gramática Portuguesa, e, destes, uns 8 se exercitaram em análise e regência gramatical, em ortografia prática, em noções de Geometria, de Geografia, de Historia Sagrada e de Portugal. Uns 30, com mais ou menos aproveitamento, se exercitaram em caligrafia prática, e os mais, segundo o adiantamento ou progressos que vão apresentando, foram passando das classes inferiores para as superiores da escrita. Uns 12 alunos na Escola, que desenvolvem operações maiores de Aritmética, em maior ou menor escala, segundo o adiantamento que vão apresentando; e além destes, muitos desenvolvem as quatro espécies fundamentais, e outros se exercitam nelas.

Finalmente, de entre os alunos, alguns há, que tendo frequentado todas as matérias de Ensino Primaria superior, que se ensinam nesta Escola, se aperfeiçoam nelas e se adiantam em contabilidade; e, destes, uns 6 frequentavam ao mesmo tempo a Língua Francesa, e 1 a Inglesa, com aproveitamento, e pelo seu desenvolvimento em todas as matérias, perguntados, não envergonharão o Professor que os ensinou, nem farão desmerecer o seu tra¬balho e método de Ensino, enfim, todos os alunos que se acham em circunstâncias disso, passam de umas matérias às outras sucessivamente.

1858-1º Sem.
O sistema de ensino tem sido o mesmo seguido nos anteriores semestres: o ensino simultâneo normal; e as matérias ensinadas durante o semestre, as mesmas do semestre anterior, a saber:
- Ler, Escrever, Contar;
- Doutrina Cristã, Moral e Civilidade;
- Gramática Portuguesa;
- Análise e Regência;
- Caligrafia e Ortografia, prática;
- Aritmética propriamente dita;
- História Sagrada, do Velho e Novo Testamento;
- Noções de Geometria, de Geografia e História em geral e de Portugal; e
- Francês.

Aproveitamento.
1857-2º Sem.
E pode com verdade dizer-se, que, no geral, todos, têm tido aproveitamento, tanto quanto as circunstâncias especiais deste País, e a qualidade dos Escolantes o permite.
Este aproveitamento seria indubitavelmente maior, e mais fácil de conseguir, se a Escola tivesse um Ajudante competente, porque, o número de alunos e de matérias que ensina, e tem de ensinar, como Escola graduada, altamente o reclama, pois é sabido e conhecido, que quando os alunos duma Escola excedem a 30, já ela para ter bom e regular andamento, carece de um Ajudante.
1858-1º Sem.
Todos os alunos, no geral, frequentaram, regularmente, tiveram na verdade bom aproveitamento, tanto quanto as circunstâncias especiais do País o permitem.(139)
E cinco houve, dos mais adiantados, que frequentaram com vantagem o Francês. E um que frequentou o Inglês, enquanto o substituto lhe pode dar lição.
É verdade que este aproveitamento será indubitavelmente maior e mais fácil de conseguir, e mesmo teria melhor andamento a Escola, se o seu professor tivesse um ajudante competente; porque o número de alunos e de matérias que ensina e tem de ensinar altamente o reclamam; pois é verdade reconhecida que quando os alunos de uma escola excedam a 30, já ela, para ter bom andamento, carece de ajudante.

Falta de assuidade e suas consequências
1857-2º Sem.
A pouca assiduidade dos alunos deste País e as amiudadas faltas que comentem, a sua pouca inclinação, no geral para o estudo, são também um tropeço não pequeno para o encarregado da educação e instrução da mocidade; porque, já pelas amiudadas doenças que afligem as crianças neste País, já porque mui a miúdo perdem semanas inteiras de aplicação, por irem para o Continente com as famílias que para aí vão curar das suas culturas; e já, finalmente, por eles não serem aplicados, pela maior parte fazem longas e amiudadas faltas, que não há remédio senão tolerar e dissimular, atentas as circunstâncias especiais do País. Faltas estas que forçam o Professor a ensinar aos estudantes, por duas, três e quatro vezes o que já es¬tava ensinado e aprendido. E que aumentam consideravelmente o trabalho do Professor, e fazem com que os alunos percam os seus lugares de classe, e fazem, finalmente, com que seja impossível explicar as matérias por classe: o que tão conveniente e recomendado é em todos os sistemas de Ensino.

1858-1º Sem.
Muito é para lastimar também a pouca assiduidade dos alunos e as amiudadas e longas faltas que cometem e a pouca inclinação que têm para o estudo, no geral, faltas que não há remédio, senão tolerar e dissimular, atentas as circunstâncias especiais que se dão. Doutro modo, nenhum aluno haveria na Escola. Inquestionavelmente reconhece-se que é condição e hábito dos Povos menos ilustrados. Condição e hábito que só com o tempo, paciência e perseverança se pode pouco a pouco suavizar.
Não é porém menos verdade que estes factos paralisam completamente os esforços dos Professores e forma, sem contradição, um grande tropeço para o encarregado da instrução da mocidade.
Porque já, pelas amiudadas doenças que afligem as crianças neste País, já, por muito amiúdo perdem semanas e meses de frequência, por irem para o continente com as famílias que para ali vão tratar das suas culturas, já, finalmente, por serem pouco aplicadas e terem, no geral, pouco gosto pelo estudo, cometem, como disse, largas e amiudadas faltas, que não é possível deixar de tolerar em vistas das circunstâncias que se dão.
Infelizmente, porém, estas faltas forçam o Professor a ensinar aos estudantes por duas, três, quatro ou mais vezes o que já estava ensinado e aprendido; Fazem que o estudante tenha de andar na escola triplicado tempo, do que andaria se estes factos não se dessem, aumentando consideravelmente o trabalho do Professor e fazem com que os alunos percam os seus lugares de classe; Finalmente que seja impossível explicar aos alunos as matérias por classes, o que é de tão reconhecida e recomendada utilidade.

Localização, funcionalidade do edifício e serviço de limpeza.
1857-2º Sem.
A localidade da Escola e seu edifício também não é o mais conveniente, nem se presta aos fins para que estão servindo. É pouco central e adequada e, além disso, carece de reparos e arranjos, especialmente, a clarabóia que lhe dá a principal claridade, que, por mal construída, por mais consertos que se lhe façam, introduz sempre na Escola toda a água que em qualquer dia de chuva lhe cai em cima, e alaga a bancada principal dos alunos, o que alem de inconveniente há-de acabar um dia de arruinar completamente o terraço e inutilizar a Escola.(30)
O serviço e limpeza da Escola também não é feito, nem o pode ser com a regularidade necessária, por não haver quem o faça.
A Escola, actualmente, não tem nenhum servente efectivo, como teve sempre, para ser empregado neste serviço, não podendo deixar de ter, ao menos um servente constante, para lhe fazer a limpeza.

1858-1º Sem.
A localidade da escola e seu edifício não é também a mais conveniente e pouco se presta para os fins. É pouco central e adequada e muito carece de reparos, porque o centro do seu terraço está ameaçando ruína, como já foi visto pelo Inspector das Obras Públicas; e a não ser os pontaletes colocados, necessariamente, já teria havido um desastre. E nos dias em que há chuva, alaga e põe em completa desordem toda a Escola pela imensa quantidade de água que mete dentro dela, o que é negócio que reclama providências.

Em 26 de Maio de 1860, o Boletim Oficial de Moçambique publica o “Mapa do Movimento dos alunos da Escola Principal de Instrução Primária da Província de Moçambique, durante o 2º semestre do ano de 1859, declarando quantos são os alunos europeus, nativos e asiáticos que frequentaram a Escola no dito semestre e a religião a que cada pertence”, datado de 15.4.1860 e assinado pelo Professor Guilherme Henrique Dias Cardoso. Dele extraíram-se os seguintes dados:

  • Existiam em 1.7.1859, 44 alunos, sendo:
    -4 Europeus Cristãos da cidade de Moçambique;
    -24 Cristãos Nativos: 17 da cidade de Moçambique, 1 Inhambane, 2 Sofala, 2 de Tete e 2 do Ibo:
    -16 Mouros Nativos: 13 da cidade de Moçambique, 1 de Lourenço Marques, 2 Inhambane.
  • Entraram no 2º Semestre de 1859, 12 alunos, sendo:
    -2 Europeus Cristãos da cidade de Moçambique;
    -5 Cristãos Nativos: 4 da cidade de Moçambique e 1 Quelimane;
    -4 Mouros Nativos da cidade de Moçambique;
    -1 Asiático Cristão da cidade de Moçambique.
  • Saíram no 2º Semestre de 1859, 13 alunos, sendo:
    -2 Europeus Cristãos da cidade de Moçambique;
    -5 Cristãos Nativos: 2 da cidade de Moçambique e 2 Tete;
    -6 Mouros Nativos: 5 da cidade de Moçambique e 1 de Lourenço Marques.
  • Existiam em 31.12.1859, 43 alunos, sendo:
    -4 Europeus Cristãos da cidade de Moçambique;
    -24 Cristãos Nativos: 18 da cidade de Moçambique, 1 Inhambane, 2 Sofala, 1 Quelimane e 2 do Ibo;
    -14 Mouros Nativos: 12 da cidade de Moçambique e 2 Inhambane;
    -1 Asiático Cristão da cidade de Moçambique.
  • Os alunos saídos tiveram os seguintes destinos:
    -3 foram para Lisboa na Fragata
    -2 embarcaram para aprender pilotagem
    -3 foram aprender ofícios
    -4 voltaram para as famílias
    -1 foi riscado por incorrigível.
1) - Prof. Univ. e Antropólogo.
(continua)

  • Para a História do Ensino em Moçambique - Parte 3 - Aqui!
  • Para a História do Ensino em Moçambique - Parte 2 - Aqui!
  • Para a História do Ensino em Moçambique - Parte 1 - Aqui!
  • Post's do ForEver PEMBA para a consulta em "Pesquisas" sobre Carlos Bento, Quirimbas, Ibo, História de cabo Delgado - Aqui!

6/18/09

Pemba na galeria de Sanne Houlind - flickr!

(Clique na imagem para ampliar)

Esta segunda imagem da interessante "galeria de Sanne Houlind" mostra um bairro da cidade de Pemba. E, o que nos chama a atenção, é o crescimento desorganizado da cidade, notório na imagem, e o perigoso lixo que se vai acumulando pelas vielas à volta das habitações populares... Velhos costumes a dispensar com urgência e atitudes rigorosas, necessárias que se esperam dos gestores municipais, no plano urbanistico, para que Pemba não se transforme (se não é que já se transformou) num centro de doenças e insalubridade e numa, a breve prazo, decadente, caótica, pretensa cidade turística.
  • Galeria de Sanne Houlin no flickr em slide-show:



6/17/09

Ilha do Ibo na galeria de Sanne Houlind - flicKr!

Passem por Aqui, revejam a histórica Ilha do Ibo e não só!

6/14/09

Ronda pela net: Jornalismo brasileiro relembra o Moçambicano Eusébio - Pantera Negra...

Encontrei hoje na net.
Transcrevo pela dimensão deste ídolo grandioso e ao mesmo tempo simples que faz parte das memórias de nossa adolescência.
Por mérito, continua a ser, para mim e muitos de nós, o NÙMERO UM do desporto português, moçambicano e além fronteiras. Tanto é assim que o brasileiro GloboEsporte.com dedica-lhe reportagem neste dia 14 de Junho.
Aqui fica, com a devida vénia à "Globo", porque vale a pena ler e é homenagem a este gigante do futebol luso-africano que sempre recordaremos, gratos por todas as alegrias que nos fez viver:

""Amigos do Pantera Negra relembram histórico do maior craque do futebol português e revelam que apelido do jogador quando criança era 'Didi'. - Eusébio conseguiu reconhecimento internacional e títulos jogando pelo Benfica e pela seleção portuguesa durante as décadas de 60 e 70, mas a glória é compartilhada pelo povo de Moçambique, terra natal do craque, que reencontram o ídolo que costuma fazer visitas freqüentes aos amigos.

- Ele vem sempre aqui. A última vez foi em janeiro e quando chega é aquela festa. Ele jogava com os dois pés, corria muito e, tecnicamente, era o melhor. Tinha um chute mortífero impressionante. A qualquer distância o “gajo” marcava. - contou Bessa, ex-companheiro de Eusébio no Sporting do Moçambique no começo da década de 60. Segundo ele, Eusébio - que nasceu no dia 25 de janeiro de 1942 quando Moçambique era ainda uma colônia portuguesa - está no mesmo patamar que Pelé e Maradona. - Se for para citar outros grandes comparados a ele, lembro apenas desses dois.

Guerra complica o futebol no Moçambique - Além do Sporting do Moçambique, o companheiro de Eusébio jogou em grandes clubes do país como o Textáfrica e Ferroviário na época em que o futebol tinha uma exposição muito maior. Hoje, a paixão dos moçambicanos permanece, mas o esporte ainda se reergue, junto com todo o país que ficou em ruínas com a guerra civil (1976/1992).

- A guerra atrasou muito o nosso país. Não podíamos viajar, jogar, disputar torneios por conta dos conflitos - conta Bessa. Nessa época, Eusébio já estava bem longe e quase pendurando as chuteiras (1979) após, entre muitas conquistas, ser considerado o melhor jogador do Mundial de 1966. Atualmente, 17 anos após o término do conflito, o esporte caminha para o crescimento.

- Acho que o futebol moçambicano está melhorando. Muitos jogadores vão para o exterior e adquirem mais experiência. O Dominguez, por exemplo, é um deles - afirmou Bessa sobre o jogador que está no futebol sul-africano.

“Os Brasileiros”, o primeiro time de Eusébio - Natural de Maputo, Eusébio começou a dar seus primeiros dribles no bairro de Mafalala, região bem pobre, a cerca de 15 minutos do centro da capital (que na época, ainda se chamava Lourenço Marques).

- Ele praticamente nasceu jogando bola. Quantas vezes deixava de ir ao colégio só para jogar futebol! Era uma ligação impressionante! Eusébio sempre foi simples, uma pessoa muito boa e um fenômeno nos gramados – afirmou Alfredo da Silva, amigo de infância de Eusébio que serviu como guia da reportagem do GLOBOESPORTE.COM em Mafalala. A primeira equipe de Eusébio foi um time amador de garotos que tinha um nome bastante sugestivo: “Os Brasileiros”. Cada jogador tinha um apelido que se referia a algum jogador canarinho da época. Eusébio, por exemplo, foi apelidado de Didi.""
- GloboEsporte.com, 14 de Junho de 2009, 10h05.

  • Eusébio da Silva Ferreira - Aqui!
  • Bessa, amigo de Eusébio, mostra fotos antigas do eterno craque do Benfica - Aqui!
  • Alfredo, outro amigo de infância de Eusébio - Aqui!
  • FOTO: Eusébio tira ‘casquinha’ da taça - Aqui!
  • Em Roma, Eusébio lembra rivalidade com Pelé ao comparar Messi e C. Ronaldo - Aqui!