10/01/09

NOVA ÁFRICA: A África de hoje na TV pública do Brasil - 2

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui)

Como a emissão e respectiva captação de sinal abrange de momento práticamente só território brasileiro, procuraremos, graças ao YouTube, trazer para este blogue os vídeos da interessante série Nova África, iniciada em 25 de setembro, às 22 hs na TV Brasil.
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Nova África - 1:

Nova África - 2:

Nova África - 3:

9/30/09

Eleições 2009 Moçambique: Últimas Notícias

:: Boletim publicado pela CIP e AWEPA ::

Na Imprensa Moçambicana:

Maputo, quarta-feira, 30.09.2009 - Vertical, nº 1916 - “CC agiu com base em carácter político”, diz G15 - “A comunidade internacional deve decretar sanções económicas e políticas imediatas e incondicionais ao Governo moçambicano por este não respeitar e não fazer respeitar os princípios básicos da democracia e consequentemente o atropelo dos protocolos e das leis nacionais e internacionais”.

Os Partidos Políticos excluidos parcial e/ou totalmente das eleições Legislativas de 28 de Outubro próximo - em acórdãos separados - contestam a decisão e fazem “exigências para garantir a estabilidade no país”. Francisco Campira, porta-voz de 15 forças políticas sublinhou que houve injustiça nas decisões dos dois órgãos, insistindo no cumprimento rigoroso dos riquisitos exigidos por Lei, ou melhor: “cancelamento imediato da campanha eleitoral, demissão imediata e em bloco dos membros do CC e dos órgãos eleitorais, nomeadamente Comissão Nacional de Eleições (CNE) e Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE)”, além de uma convocação pelo Presidente da República (PR) Armando Guebuza, de uma sessão extraordinária da Assembleia da República (AR) para analizar o actual processo político-eleitoral.

Composto pelos partidos PASOMO, SOL, UD, UNO, UPM, PIMNO, PANAMO, PUMILD, PPLM, MPD, UDM, PARENA, Ecologistas, PT e coligação EU, alertam ainda sobre a necessidade da intervenção da SADC e UA, para a tomada de acções contundentes de forma a repor a ordem democrática e jurídica revistas na Constituição e nas demais eis e, “o levantamento da revolta popular, através de manifestações pacificas em todo o país e a abstenção nas urnas”.

Os partidos políticos consideram que “uma mão estranha determinou o afastamento dos partidos, sem olhar para as repercussões que poderão advir da exclusão dos candidatos e dos milhares de moçambicanos que ficarão fora deste processo”, disse o porta-voz do Grupo dos 15, e/ou G15. (redacção e J.Z).

- Principais títulos de hoje na mídia impressa moçambicana:

  • 30/09/2009 Eleições 2009-Boletim nº. 9 sobre o processo político em Moçambique: CC rejeita recurso do MDM e diz que MDM tem falta de candidatos;
  • 30/09/2009 Canal Livre -Ano 1 nº. 48: “Frelimo fomenta medo e terror em Gaza” acusa MDM;
  • 30/09/2009 Canal Livre - Ano 1 nº. 48: Canal de Opinião por Manuel de Araújo - E caiu o pano – CC HOMÓLOGA CNE!
  • 30/09/2009 Canal Livre - Ano 1 nº. 48: Na Assembleia da República Frelimo e Renamo unem-se para expulsar deputados que concorrem pelo MDM;
  • 30/09/2009 Canal Livre - Ano 1 nº. 48: Violência na caça ao voto em Tete - Caravana da Renamo atacada no distrito de Chiuta;
  • 30/09/2009 Canal Livre - Ano 1 nº. 48: Chefe de Relações Públicas do Governo provincial de Tete ameaça jornalista do Canal de Moçambique;
  • 30/09/2009 Diário de Notícias – Edição 1483: Partidos políticos excluídos dizem que vão provocar “revolta” popular e sabotagem;
  • 30/09/2009 Diário de Notícias – Edição 1483: Frelimo e MDM “choramingam”;
  • 30/09/2009 MédiaFAX - Edição 4383: Caso o processo eleitoral não seja adiado, excluídos ameaçam apelar à abstenção;
  • 30/09/2009 MédiaFAX - Edição 4383: Em Maputo para analisar a decisão do CC, Daviz Simango interrompe campanha;
  • 30/09/2009 Vertical - Edição 1916: EDITORIAL - DEMOCRACIA À MANEIRA MOÇAMBICANA E/OU LIÇÕES APRENDER NO FUTURO.

Ronda pela Imprensa brasileira: Onde se fala de ditadores, Honduras, Irã, Brasil e determinadas simpatias políticas.

Jornal Folha de São Paulo - Editorial - via blog do Noblat:

O Brasil se intromete mais do que deve em Honduras e toma atitude estranha de negar-se ao diálogo com governo de fato.

O envolvimento do Brasil na crise hondurenha foi além do razoável, e provavelmente o Itamaraty já perdeu a capacidade de mediar o impasse. É preciso dar um passo atrás e recuperar a equidistância em relação seja à intransigência de um governo ilegítimo, seja a uma plataforma, dita bolivariana, descompromissada com a democracia.

O Brasil perdeu o mando sobre sua embaixada em Tegucigalpa. A casa está ocupada por cerca de 60 militantes, que acompanham o presidente deposto, Manuel Zelaya. Devido à omissão do governo brasileiro, Zelaya e seu séquito transformaram uma representação diplomática estrangeira numa tribuna e num escritório político privilegiados.

O salvo-conduto para o proselitismo chegou ao ápice no sábado. De dentro da embaixada brasileira, Zelaya conclamou a população do país à revolta. Se o Brasil considera o presidente deposto seu "hóspede", deve impor-lhe a regra fundamental da hospitalidade diplomática: calar-se sobre temas políticos internos. Do contrário, caracteriza-se intromissão de um país estrangeiro em assuntos domésticos hondurenhos.

A propósito, terá o Itamaraty controle sobre todos os cidadãos alojados em sua representação? Sabe, de cada um, a nacionalidade e o motivo de estar ali? O abrigo deveria restringir-se a Zelaya e seus familiares próximos; todos os demais precisam ser retirados da embaixada. Não cabe ao Brasil hospedar a guarda pretoriana do presidente deposto.

Outra posição cada vez mais estranha do Brasil é a recusa absoluta de negociar com o governo interino de Roberto Micheletti. Tal intransigência contraria a tradição diplomática do Itamaraty, não contribui para a dissolução do impasse e cai como uma luva para o objetivo do chavismo -interessado em prolongar a desestabilização política em Honduras.

O presidente Lula negocia com a ditadura cubana e a favor dela interveio na Assembleia Geral da ONU. Em Nova York, afagou o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, que acabava de reiterar a negação do Holocausto e ser flagrado em nova trapaça nuclear.

Logo depois, na Venezuela, Lula se reuniu com golpistas africanos e ditadores homicidas do continente, como Robert Mugabe (Zimbábue) e Muammar Gaddafi (Líbia) -o líder sanguinário do Sudão não pôde comparecer porque poderia ser preso numa conexão aérea.

O regime chefiado por Roberto Micheletti em Honduras ocupa categoria bem mais tênue de ilegitimidade democrática. Violou a Constituição ao expulsar do país um presidente eleito, quando a ordem da Corte Suprema era de prender Zelaya, por afronta a essa mesma Carta.

O governo interino, contudo, respeitou a linha sucessória constitucional, assegurou o poder em mãos civis e manteve o calendário das eleições presidenciais, marcadas para 29 de novembro.

O Brasil precisa recobrar a lucidez diplomática - e, com ela, a sua capacidade de mediação.

Ajudar a dissolver o impasse é a melhor contribuição que o Itamaraty tem a oferecer no caso de Honduras.

9/29/09

Moçambique e o desmatamento...



Sacos de carvão empilhados ao longo das rodovias em todo o Moçambique são uma visão comum.

O carvão vegetal é popular porque é barato, de fácil transporte e queima mais do que madeira. E é uma próspera indústria que suporta muitas famílias pobres em todo do país.

Mas a crescente demanda por carvão vegetal está a afectar as florestas... ... ...

9/28/09

Moçambicano Carlos Fragoso, ex-presidente da Direcção Nacional de Estradas e Pontes de Moçambique (DNEP) citado em caso de corrupção internacional

CORRUPÇÃO EM MOÇAMBIQUE - Empresa inglesa distribuiu subornos em Angola e Moçambique: A Mabey and Johnson, empresa de construção de pontes, tornou-se na primeira companhia britânica a ser condenada por subornar políticos estrangeiros, incluindo responsáveis angolanos e moçambicanos, noticiou hoje o jornal The Guardian.

Um tribunal londrino revelou sexta-feira a identidade de 12 pessoas, de seis países, que terão recebido subornos da Mabey and Johnson para garantir que a construtora ganhasse diversos contratos de construção de pontes em diferentes países, acrescentou o jornal.

Entre as pessoas nomeadas pelo jornal figuram dois angolanos, António Góis, antigo director geral da agência estatal angolana de pontes, que terá recebido subornos no valor de 1,2 milhões de dólares (818 mil euros), e João Fucungo, antigo director do mesmo órgão, que terá encaixado 13 mil dólares (8,9 mil euros).

Também o moçambicano Carlos Fragoso, antigo presidente da Direcção Nacional de Estradas e Pontes de Moçambique (DNEP), terá sido aliciado com 286 mil libras (312 mil euros) para favorecer a concessão de contratos à empresa inglesa, acrescenta o jornal.

As restantes nove pessoas envolvidas no processo são oriundas do Gana, do Madagascar, da Jamaica e do Bangladesh, todas elas com cargos políticos de relevo.

A Mabey and Johnson declarou-se culpada das acusações de corrupção, numa decisão inédita no Reino Unido, que levará ao pagamento de mais de 6,5 milhões de libras (7 milhões de euros) entre multas e compensações aos governos estrangeiros envolvidos.

A empresa anunciou que, no seguimento do processo, irá promover uma reforma, parar de fazer pagamentos corruptos e despedir cinco executivos.

Timothy Langdale, responsável da Mabey and Johnson (empresa que pertence a uma das famílias mais ricas do Reino Unido), garantiu que vai nascer «uma nova companhia».

As autoridades britânicas concentram-se agora no processo movido contra a BAE, gigante britânico da indústria do armamento, que tem até quarta-feira para se pronunciar sobre as acusações que recaiem sobre si pela mesma suspetia de práticas de corrupção sobre políticos estrangeiros.
- Lusa / SOL .

9/25/09

Galeria de Arte Moçambicana na internet

Foi lançado ontem em Maputo no Consulado Geral de Portugal o site Galeria de Arte Moçambicana e Internacional - http://www.interseccoes.net/. Este site nasce na perspectiva da prossecução da ideia-chave que esteve na base da organização da exposição de Artes Plásticas ''intersecções", exposição que está ainda patente nas instalações do Consulado.

Assim sendo, o site inicia-se com esta mostra, pretendendo-se para ele fazer confluir, no futuro, eventos que traduzem ou permitam cruzamentos de obras de autores moçambicanos que se cruzaram com outros paises, e autores portugueses e outros que se cruzaram com o universo moçambicano.

Expõem em "Intersecções" os artistas plásticos Malangatana, Chichorro, Sitoe, Dito, Idasse, Ciro Pereira, Mazula, Geraldes, João Tinga, Sérgio Veiga e Sônia Sultane.
- Redacção, Diário Independente, Maputo, 24 de Setembro de 2009.