segunda-feira, 31 de julho de 2006

LAM - Pemba e Nairobi ligadas duas vezes por semana.


A empresa Linhas Aéreas de Moçambique, inaugurou sábado o voo Pemba-Nairobi, que diz poder vir a responder às necessidades e procura dos utilizadores do transporte aéreo nas regiões norte e centro do país, que, a partir daquela data, não mais precisarão de vir a Maputo para viajarem para os mais diversos destinos do mundo, particularmente para o Médio Oriente, Ásia América e Europa.
Os voos, às quartas e sábados, serão feitos com uma aeronave Boeing-737-200, com capacidade de 108 passageiros, prevendo-se que, terminada a fase experimental (cerca de três meses), a empresa venha a decidir pela manutenção ou aumento das frequências.
Falando à nossa Reportagem em Maputo, à margem da cerimónia de despedida dos primeiros passageiros, o director comercial da LAM, Adérito Macaba, disse que no primeiro voo estava garantida uma ocupação de cerca de 70 porcento da aeronave.
A região norte, em particular, sente-se, com este voo, aliviada da obrigatoriedade de viajar para a capital do país para alcançar aqueles destinos, o que, à partida, implica gasto de menos tempo e dinheiro.
O presidente do Conselho de Administração da LAM, José Viegas, acredita que a abertura desta rota vai ser um catalisador para o desenvolvimento do turismo no norte de Moçambique, particularmente nas províncias de Cabo Delgado, Niassa e Nampula, no quadro do projecto recentemente lançado, denominado "Arco do Norte", devido às facilidades de acesso que este voo oferece.
Viegas reconhece, no entanto, que se trata de um desafio, assumindo o risco que implica a manutenção deste voo, mas promete fazê-lo com maturidade e responsabilidade, porque, segundo as suas próprias palavras, a LAM tem uma ambição de crescer, conquistando "novos céus".
Na circunstância, o PCA da LAM anunciou a construção de raiz de uma terminal da sua companhia em Pemba, a concluir até ao próximo ano.
Esta infra-estrutura albergará uma biblioteca baptizada com o nome de Ângelo Chichava, em homenagem àquele a quem a direcção da LAM considera ter feito muito para o desenvolvimento da empresa.
Para o governador de Cabo Delgado, Lázaro Mate, o arranque destes voo representa a remoção dos obstáculos ao desenvolvimento da sua província e da do Niassa, daí que acredita na melhoria do ambiente de negócios na zona.
Entretanto, os agentes económicos ligados ao turismo receberam o novo produto da LAM com um misto de entusiasmo e cautela.
Francisco Loureiro, recentemente indicado director provincial do Turismo, prefere esperar que o tempo venha a ditar o futuro. "O tempo vai ser o melhor juiz, mas trata-se, sem dúvida, de mais um elemento em direcção ao desenvolvimento da nossa região", disse Loureiro.
O empresário Oseman Yacub disse, simplesmente, que se trata de uma porta aberta para o mundo, sem ser obrigatório viajar para o sul do país à busca de um atraso em relação a planos da viagem.
Maputo, Segunda-Feira, 31 de Julho de 2006:: Notícias

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