sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Moçambique: Banco Mundial concede crédito para projectos de saneamento.

Maputo, 13/09/07 - O Banco Mundial anunciou quarta-feira a concessão de um crédito de 11 milhões de euros para apoiar vários projectos de capacitação institucional e de serviços de saneamento em quatro províncias moçambicanas do centro e norte. Os projectos visam a expansão da cobertura dos serviços de água nas cidades de Beira, Quelimane (centro), Nampula e Pemba (norte) e estabelecer plataformas institucionais e de regulação para a gestão de águas em pequenas aglomerações urbanas, indica uma nota do Banco Mundial, hoje divulgada. Segundo o comunicado, esses objectivos do plano recebem, no quadro deste projecto, aprovado em 08 de Agosto de 2007, 11 milhões de euros em subvenções adicionais do Fundo Catalítico para o Crescimento em África. A responsável pela equipa do projecto pelo Banco Mundial, Jane Walker, disse que "o acesso à água afecta significativamente o bem-estar das pessoas através do seu impacto na saúde, educação, igualdade de género, e produtividade". Por isso, acrescentou, "este projecto visa estender particularmente a rede em zonas suburbanas, onde a maioria da população com baixos rendimentos vive e onde a incidência do risco de doenças provocadas pela água é maior". A iniciativa compreende três componentes, designadamente a continuação do investimento e do apoio às cidades da Beira, Quelimane, Nampula e Pemba-Cabo-Delgado, a capacitação institucional e apoio operacional à Direcção Nacional de Águas (DNA) e à Comissão de Regulação da Água (CRA). O auxílio à DNA prevê a criação de uma Unidade de Gestão de Recursos, cujo papel será o de gerir, planear e supervisionar a execução de investimentos e de envolver operadores externos em pequenas aglomerações urbanas, destaca o Banco Mundial. "A Unidade de Gestão de Recursos será concebida para estar em sintonia com os fundos de investimentos sob o proposto projecto "Millennium Challenge Corporation" e vai ser aplicado em quatro províncias do norte do país", conclui.
In - Angola Press-13/09/07

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