segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Apontamentos do Tito Xavier: Ilha do Ibo - Igreja de S. João Baptista


Clique na imagem para ampliar. Fotografia propriedade de Tito Lívio Esteves Xavier (realizada antes de 1975), oficial da P. S. P. reformado, piloto de aviões e helicópteros em Cabo Delgado e antigo presidente da Câmara Municipal de Porto Amélia, que faleceu recentemente em Lisboa, dia 27 de Outubro de 2009.
Nota - A fortaleza de S. João Baptista, construída, na ilha do Ibo, entre 1789-1794, destinava-se, essencialmente, a defender os interesses comerciais de Moçambique, então, nas mãos dos mercadores mouros da costa, árabes e franceses.

Foi, até a transferência da capital do distrito de Cabo Delgado, do Ibo para Pemba, que teve lugar na última década do século XIX, o quartel da guarnição militar e nunca foi um entreposto ou prisão de escravos.

Existia na Vila uma cadeia civil instalada no forte de S. José, erigido, nos meados do século XVIII, e, mais tarde, no fortim de Santo António, construído, em 1818. Aí, eram encarcerados, no cumprimento de penas de delito comum, pessoas livres e escravos.

É mera fantasia afirmar-se serem mortos, por dia, 50 a 60 escravos. Só quem desconhece a importância dos escravos - de tráfico e domésticos - nas sociedades africanas e coloniais é que se permite fazer afirmações desta natureza.

Recordo que, em 1798, a população das Ilhas de Querimba era de: 1753 pessoas livres, 1156 pessoas livres descendentes de escravos e de 5993 de população escrava.

Esta era propriedade da população livre.

Os escravos de tráfico chegados às Ilhas eram guardados pelos mercadores nas suas casas, em locais adequados.

Quanto aos escravos domésticos, viviam nos quintais das casas dos senhorios, não se colocando o problema de fuga.

No que toca ao guia da visita, sr João Baptista direi que foi um excelente funcionário da Administração do Ibo.

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