terça-feira, 16 de novembro de 2010

O QUARTO ALUGADO - II

Estranhos, ali, eram os estudantes, encolhidos diante daquela libação popular, quase envergonhados por não terem calos nas mãos ou surro nas unhas, filhos de ventres diferentes que não os obrigavam à fedentina da vida.

João sempre gostara do mês de Abril; lembrava-lhe os rebentos pascais com as corolas a despertarem os sentidos. Na janela da carruagem passava o filme do alvoroço primaveril, a terra a despertar, rejuvenescida e liberta. Até as crianças, que acenavam, tinham uma alegria nova, lavada das tristezas de Inverno, como se flores lhes enfeitassem os sorrisos. O olhar rolava pelos campos - quadros de pintores naifes - numa volúpia epidémica. Pensativo, Artur, não dizia nada; parecia que congeminava enredos. Não se sentia à vontade, desconfortável no assento de madeira, mexendo-se na inglória procura de melhor cómodo para o rabo.

- Já estás arrependido de ter vindo?... – sibilou João.

- Podíamos era ter comprado um bilhete de primeira. Por mais qualquer coisa... – Artur, com um esgar de contrafeito, voltou a remexer o traseiro.

- Deixa lá, fica para a vinda.

- Há muito tempo que não andava nesta geringonça. Enquanto o meu Pai não comprou carro, vinha nisto ao Porto. Lembro-me que, numas férias de Verão, andava eu ainda na Primária, trouxe-me com ele. Levantámo-nos de noite e a minha Mãe arranjou-nos uma saca com pão, presunto e azeitonas. Quando chegámos a S. Bento, depois do susto do túnel, fiquei tão palerma que o meu Pai teve que me puxar. Amedrontei-me com o barulho, aquele chiar aumentado das locomotivas debaixo da cobertura, os carregadores a lutarem pelas malas, uma confusão depois lá fora, os eléctricos a tilintarem, as mulheres a venderem chocolates, toda a gente a empurrar-se. Tive tanto medo de me perder, que até nas lojas onde o meu Pai entrava não lhe largava a mão.

- Eu já não posso dizer o mesmo. A primeira vez que vim ao Porto de comboio não tinha mão nenhuma a que me agarrar...

Entre eles fez-se um silêncio que acentuou o ruído sobre os carris e o contorno de algumas conversas. A carruagem perdera, com a descida das matronas das cestas, a inflexão da feminilidade serôdia; à frente deles, um homem aparava as unhas com uma navalha e, nas suas costas, outros debatiam técnicas de trolha. A paragem em cada Estação era um clamor de vozes e correrias. O comboio chegava, como animal encanzinado, num afluxo tumultuário; a locomotiva, resfolgando, parava um bocado adiante para as carruagens ficarem na extensão do cais; os que esperavam e os que vinham saudavam-se; algumas malas passavam pelas janelas; uma azáfama estralejava no éter a lembrar desordens em romarias. Um silvo agudo, idêntico a um assobio de réptil, punha de novo em marcha aquele amontoado férreo e o ramerrão regressava. Nos apeadeiros, as mulheres, de bandeirola verde na mão, enquadravam figuras de sépia.

- Não achas que o viajar de comboio acicata a memória? Assim como um regresso ao passado? – surpreendeu Artur.

- Uma saudosa desfilada do tempo... - acrescentou João.

- Brincadeiras de meninos, os passeios aos montes de onde víamos esta coisa a deitar fumo, o eco do seu apito ao longe, uma recordação perdida para além do olhar...

- Porra, Artur, estás numa forma espectacular...

Desenhou um sorriso de tédio. Tirou, do bolso do casaco, um maço de CT e puseram-se a fumar. A carruagem estava quase vazia. Os trolhas e o homem que, em silêncio e ar desconfiado, cortara as unhas com a navalha tinham saído na Régua. Apearam-se no Pinhão e meteram-se num carro de praça. Até casa de João o trajecto era curto: vinte minutos bem contados por curvas e contracurvas entre desfiladeiros que abortavam no Douro e montes de vinhedos que tocavam o céu. Quando chegaram ao terreiro da aldeia, plantada num alto que abarcava o rio, João, lembrando-se que não tinha dinheiro que chegasse, pediu ao chauffeur para aguardar um instante e correu para os braços e para a bolsa da Mãe. Esta recebeu-o com a generosidade do sangue e ao amigo com a marca da ancestral educação rural; a Aninhas - velha criada da casa desde os tempos dos Avós - nunca mais o largava com aquele carinho da criação. Depois de pagos os vinte escudos do frete, atiraram-se, esfomeados, às fatias de bola de carne, aos jesuítas e ao café com leite, antes mesmo de desfazerem as malas. A Mãe – Carlota por assento teologal e Menina Carlotinha por baptismo popular – sentou-se diante deles, feliz de rever o filho e curiosa por desvendar aquele amigo que ele trazia e de quem lhe falara como um irmão. Afeita aos princípios estabelecidos entre as montanhas, como estas inamovíveis, gostava sempre de saber com quem se dava o filho, não fossem as más companhias estragar-lhe a justificação da existência. A viuvez não lhe secara a finura, dir-se-ia que a sazonara na roleta da vida. Debruçado sobre a chávena, Artur sentia-lhe o olhar inquisidor a investigá-lo num tacteio de caminho desconhecido.

- O Artur é destes lados, não é?... – a voz tinha o tom de quem inicia um interrogatório.

- Sou sim, D. Carlota. Sou do Alto do Cume.

- Terra bonita... Gente fidalga...

- A minha Mãe, depois da morte do meu Pai, vendeu tudo e foi para o Porto.

- Desgostos...

- Mãe, por favor, as férias não são para coisas tristes. Lembre-se que estamos na Páscoa, o tempo da ressurreição...

- Pois é, meu filho, tens razão.

Ela aprendera que os olhos espelham a alma e os lábios o carácter. Os dias seguintes, na naturalidade das horas e dos comportamentos, dariam para o observar, mas, sem perceber muito bem porquê, aquele rosto deu-lhe uma ténue impressão de ferida por cicatrizar.

João e Artur dividiram aposentos: ele, no seu habitual quarto do fundo com janela para a estrada; o amigo, no chamado quarto de hóspedes, em frente do corredor, virado para o pátio da habitação. Esta, vulgar casa de lavoura sem cosméticas arquitectónicas que merecessem distinção, tinha a forma de um L: numa parte, a Casa Um - nome que vinha já do Avô -, ficavam a cozinha, as salas, o quarto de banho e os quartos de dormir; na outra – que, por sequência, era a Casa Dois -, meia dúzia de divisões sem uso diário e que serviam de poiso para tabuleiros onde se espalhavam uvas escolhidas, figos, abóboras e outros frutos de época. No armazém, sob o soalho da primeira, alinhavam-se dois toneis e, numa divisão contígua, uma espécie de celeiro com cachos de cebolas dependurados de uma trave, batatas, feijão, favas secas e uma pequena tulha para o escasso azeite de colheita. Debaixo da segunda, dois lagares, com as respectivas prensas, e, entre eles, pousado nas beiras, o andor do mártir São Sebastião todos os anos ornamentado por D. Carlota, na festa do orago, em obediência à disposição testamentária do marido, que, àquele, toda a vida, devotou veneração. No quintal, espaçoso, com canteiros de cravos definidos por barbantes delicados, cultivava-se, em volta do poço, uma horta de repolhos, tomates e alfaces. A um canto, meio escondidos, ficavam um galinheiro de fecundas poedeiras e o alpendre-garagem do Volkswagen azul, achatado como uma joaninha. Era a sua casa. Ali nascera e se fizera sem artifícios, educado pelos dogmas de uma Mãe vestida de negro e de uns Avós que duplicavam as carícias ao neto de paternidade extinta. O Avô, além de umas leiras espalhadas, negociava em vinhos, calculando comissões, e a Avó subia e descia escadas com canecos de água à cabeça ou bacias de roupa que punha a corar conforme o tempo mandava. A filha costumava dizer-lhe: «Ó minha Mãe, a Senhora julga que estar quieta é pecado?!... Não tem quem lhe faça isso?!...» Ela respondia-lhe: «Trata dessa criança que já tens muito que fazer!...»

Carlota estudara, conforme regra daqueles tempos, num colégio de freiras, em Lamego, de religiosidade e disciplina austeras, até lhe saltar aos olhos Joaquim Silvestre, primogénito dos Casais, abastados lavradores dos baixos de Sande. Era um jovem e bem apessoado professor primário numa Escola citadina que, todas as tardes domingueiras, se postava, junto do salão de chá, a vê-la passar rumo aos terreiros dos Remédios. Carlotinha nunca notou a marcação. A clausura colegial retirara-lhe a arteirice de adolescente. Silvestre, por conhecimentos colegiais, soube o seu nome e escreveu-lhe uma inflamada declaração amorosa. O que ele fez! A carta foi direitinha ao Pai que, atónito, tratou de descobrir «o mariola que anda a desencantar a minha
filha!». Quando soube que era o filho do Casais, a quem algumas vezes tratara das carregações, amainou o reproche e não conseguiu esconder um sorriso travesso. Depois de muita cavaqueira com a consorte - que o aconselhava a moderar-se - e noites mal dormidas a magicar no futuro da sua donzela, cruzou-se, por uma daquelas eventualidades que até se afiguram como encontros combinados, em plena rua dos Camilos, na Régua, com o dono do candidato à sua filha. Entraram no Nacional, sentaram-se e pediram dois cafés. Depois de muitas finezas e interesses escondidos a que a natureza humana não resiste, separaram-se com um abraço tão festivo como se tivessem selado um chorudo negócio de vinho a contento de ambas as partes. - Só eu – contava-lhe a Mãe, algumas vezes, nas horas mortas da saudade – não sabia de nada. O teu Avô a fabricar o casamento com o teu Pai e eu, ali enfiada a rezar e a estudar, longe de tudo. Vê lá tu que nem me deram a ler a carta dele, como se fosse a mensagem de um demónio! Não era, de facto, o recado de um demónio, mas uma involuntária predição.

Carlota e Silvestre (re)conheceram-se num almoço de domingo, fingidamente casual, nas férias de Verão. Os Pais haviam-lhe anunciado, de véspera, a chegada de visitas para o almoço. Estava a ajudar a Mãe a pôr a mesa quando elas entraram. Nas apresentações, o rosto de Silvestre trouxe-lhe uma identificação já vista, uma remanescência de qualquer lugar, mas não sabia de onde. Durante a refeição, no meio de conversas sobre míldio, sulfato, perspectivas de vindimas e elogios ao arroz de cabidela, Silvestre lembrou os passeios dominicais e o lugar em que a via ir, no meio daqueles vestidos todos iguais, azul de céu, colarinhos debruados a branco, pela avenida das tílias, «rumo ao retiro – carregando no substantivo - dos Remédios». Decantava a conversa com uns olhos castanhos de sombrio romântico que se lhe fixavam a estudar a reacção. Decididamente o tipo estava a galanteá-la. Empalidecida, fitou o Pai que, à cabeceira da mesa, lhe sorriu numa cumplicidade estranha, ele que tantas vezes a advertia para a manha dos homens. Não estava a perceber nada. Calou-se, envolta em pudor, e foi com alívio que se levantaram da mesa. Ia a retirar-se para o seu quarto, quando a Mãe, desajeitadamente, lhe sugeriu «uma voltinha pelo quintal com um sol tão bonito...». De repente, percebeu-se emboscada. Não desdenhava o Silvestre, o seu ar já maduro, com cara de gente. O subentendimento paternal entreabria-lhe a oportunidade de se libertar de uma submissão quase monástica que os seus dezoito anos, a custo, suportavam. Enquanto passeavam por entre os craveiros, dentro da casa, na sala das visitas, fumando e bebericando café e uns cálices de aguardente velha, os donos dos dois, satisfeitos com «a milagrosa coincidência que Deus quis», desfrutavam já o futuro estatuto familiar; e o Senhor Casais dava carta livre ao Senhor Oliveira – assim se chamava o Avô de João – para lhe colocar o vinho da próxima vindima na Casa Inglesa com quem intermediava.

Para encurtar razões, que este tipo de enredos casamenteiros rematavam-se sempre da mesma maneira, pois aquela época não consentia emancipações ou recusas ao familiarmente ajustado, Carlota e Silvestre legitimaram a sua união, no ano seguinte, em cerimónia a condizer com a vetustez da velha Sé, num trigueiro sábado de Maio – as Mães dos noivos assim diligenciaram por ser o mês de Maria - do ano em que os ares andavam turvos e a Polónia, com os panzers hitlerianos à porta, sem ter a quem pedir socorro. O velho Casais meteu uma cunha ao Director Escolar – aproveitando, sem rebuço, o copo de água em que era um dos convidados – para o filho ser transferido para a Escola da terra de Carlotinha. Esta fez-se, assim, exemplar doméstica, ou antes, Dona de Casa, deixando a canseira dos livros e a prisão colegial. As núpcias foram em Lisboa, gastando as poucas horas disponíveis fora do hotel, sito nas imediações do Chiado, a visitar a Torre de Belém, o Mosteiro do Jerónimos, o Palácio Cor de Rosa em que mal tilintava a espada do Fragoso, o da Assembleia Nacional, cujo anexo de S. Bento guardava o grande filho de Santa Comba Dão, o Jardim Zoológico e a Boca do Inferno; não falharam, também, uma revista no Parque Mayer, o corropio do Bairro Alto, Alfama e Mouraria à procura da sombra da Severa, assim como as prendas para os Pais nos Armazéns Grandela. Regressaram revigorados e felizes, recebidos com mimos e risinhos coniventes. Poucos meses depois, Silvestre caiu na cama, destroçado por um inexplicável cansaço que lhe embargava as forças e suores incompreensíveis a minguarem-lhe as carnes. Alvoraçados, consultaram o Dr. Feliciano, médico de ambas as famílias. As análises pedidas mostraram um aumento anormal dos glóbulos brancos – leucócitos lhes chamaram – , os vermelhos muito abaixo do mínimo. Como a resposta à medicação era nenhuma e o emagrecimento acentuado, recorreram aos melhores Especialistas do Porto. Por alvitre de um primo afastado do Casais, até a Lisboa foram, penosamente, na peugada da fama de um, em derradeira esperança de cura. Todos os consultados animavam os acompanhantes, e lá iam dizendo, simplificando, para susterem mais perguntas, que era uma infecção no sangue. Só depois da sua morte, que pouco demorou, e com a Carlota grávida, é que os familiares souberam que tinha sido uma leucemia a causa de tamanha tragédia. Ela, esgotada de tanto padecimento e desiludida pelo luto, agarrava-se à barriga como se temesse um fadário igual para o fruto da sua breve união. Quando o pariu e lhe escutou o primeiro choro, foi como se um grito de injustiça lhe brotasse das entranhas.

- João!

- Mãe!

- É o telefone para o teu amigo.

João e Artur, no fundo do quintal, contemplavam o vale, esmagado entre penhascos que se levantavam lancinantes às cumeeiras dos astros, o rio correndo cheio de graça na rudeza da paisagem. Espreitava-se a parte ribeirinha do Pinhão e a sua ponte, abarcavam-se montes e montes de vinhedos com solares de vigia, elos de estradas e calços de simétricas escamas em dorso gigante, tudo envolvido por um silêncio imponderável de fim de tarde que dava a impressão do lento esmorecer de um gemido longínquo. Ele era, de facto, dali. Conhecia aquele recomeço do viço, os cheiros da erva e da terra ressuada, aquela doçura de promessas de frutos e a alegria das maias a repelirem o diabo. Era dali, mas, às vezes, julgava-se estranho àqueles rumores dos trabalhos e das vozes das gentes; àquela orografia ondulada de proporções colossais, sideral e terráquea, tão compacta e eloquente que agitava a alma.

- Era a minha Mãe – informou o Artur quando se lhe voltou a juntar.

- Podias-lhe ter telefonado, mal chegaste. Estás à vontade.

- Eu sei. Passou-me.

- Está tudo bem?

- Telefonou para saber se tínhamos chegado direitos. O resto não sei... Isto é mesmo bonito... Aquilo lá no alto o que é?

- Não estou a ver.

- Aquelas bolas suspensas nos fios.

- Ah! dizem que é por causa dos aviões.

- Olho para isto como se não tivesse nascido aqui, nem memória tenho.

- Amanhã vamos à tua terra.

- Nem penses. Irei lá, se for, quando já ninguém se lembrar de mim.

- Não queres ir pôr flores no teu Pai?!

- Claro, mas isso é diferente. O cemitério fica desviado da aldeia e não há olhos a cheirar. Aborrecem-me as perguntas de saco, estou mesmo a imaginar, como vai a Mãezinha, foi uma pena o Paizinho, e o Menino anda bom?, nunca mais cá vieram... Como se estivessem a tirar a pele a um gajo, a despir as misérias familiares... E se encontrar por lá a beata, a quem a minha Mãe manda, todos os meses, dinheiro para o arranjo da campa, ainda durmo lá. É uma chata que nem imaginas.

- Eu acho graça a isso... É como se todos fossem da família.

- Família?... Não alinho muito nessa coisa do mito da franqueza aldeã. São implacáveis, não perdoam nada, e cilindram qualquer um sem dó nem piedade. Não se pode dar um peido que toda a gente sabe e, se gostarem de ti, em vez de um dás cem...

- Gente ruim há em todo o lado. Não encontras, na cidade, a ajuda das pessoas daqui. Estás a encruar, falas como um citadino. Claro que lá passamos despercebidos, somos um número, aqui temos um nome, um passado...

- E futuro... Um futuro do caralho...

- O futuro somos nós que o fazemos...

- Deixa-te de merdas... Não me venhas com frases feitas. Quem gosta da agricultura é masoquista. Desde que perdi o meu Pai, perdi a terra. Com ele morreu tudo. Quando a minha Mãe resolveu vender a casa e as terras ao meu Tio até fiquei satisfeito, assim como se me libertasse de um fardo, como um namoro antigo desfeito por uma traição intolerável, entendes?...

- Podíamos dar uma volta enquanto falamos. Que dizes?

- Ver o quê?...

- Pedras, lagartixas, vinhas, oliveiras, um sabugueiro perdido, gente suada, canalha com ranho, mulheres emprenhadas, borrachões, raparigas sem cremes...

- João, vê se te acalmas...

A Mãe, com um xaile verde azeitona sobre os ombros para se resguardar da fresca do entardecer, desceu as escadas da cozinha, enxotando o Leão que, aos pulos, a envolvia em afagos.

- Vou à Senhora do Monte – insinuando a informação num convite.

- Estava precisamente a dizer ao Artur para irmos dar uma volta... Deixe, eu levo-lhe a chave – disse João.
Continua...

- De M. Nogueira Borges* extraído com autorização do autor de sua obra "O Lagar da Memória".
  • Também pode ler M. Nogueira Borges no blogue "Escritos do Douro". *Manuel Coutinho Nogueira Borges é escritor nascido no Douro - Peso da Régua. A imagem ilustrativa acima, recolhida da net livre e composta/editada em PhotoScape, poderá ser ampliada clicando com o mouse/rato.

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