10/16/05

O Jardineiro Fiel


Recomendação cinematográfica: "O Jardineiro Fiel":
África-Quênia: Após uma ativista ser assassinada, seu marido parte em viagem para descobrir o que realmente aconteceu com ela.
Dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles (Cidade de Deus) e com Ralph Fiennes, Rachel Weisz e Pete Postlethwaite no elenco.
Sinopse: Uma ativista (Rachel Weisz) é encontrada assassinada em uma área remota do Quênia. O principal suspeito do crime é seu sócio, um médico que encontra-se atualmente foragido. Perturbado pelas infidelidades da esposa, Justin Quayle (Ralph Fiennes) decide partir para descobrir o que realmente aconteceu com sua esposa, iniciando uma viagem que o levará por três continentes.
A obra é baseada no best-seller com o mesmo nome, escrito por John Le Carré.
E Meirelles obtém êxito ao dirigir a adaptação por mostrar um ponto de vista mais terceiro-mundista e menos britânico para a história de Le Carré.
Assim como o romance, o filme começa com a morte de uma das personagens principais.
A incansável ativista política Tessa Quayle (Rachel Weisz) é encontrada morta, brutalmente assassinada, num local isolado do norte do Quênia.
Seu marido, mais velho do que ela, é Justin (Ralph Fiennes), um diplomata de carreira ligado ao Alto Comando Britânico em Nairóbi mais preocupado em cuidar de seu jardim e manter as aparências.
De início, Justin recebe a notícia com o sangue-frio de um verdadeiro aristocrata britânico.
De fato, é seu sócio, Sandy Woodrow (Danny Huston), e não Justin, quem vomita quando vê o corpo mutilado de Tessa no necrotério.
Sua reação é complicada pelas indicações que o assassinato pode ter sido um crime passional, já que o médico queniano (Hubert Kounde) com quem ela viajava desapareceu e é dado como o principal suspeito do crime.
Então Justin começa a fazer descobertas que podem fundamentar os boatos sobre outras infidelidades de sua jovem esposa.
Entretanto, o que ninguém na comunidade britânica de Nairóbi esperava era o amor profundo que esse homem ainda sente pela mulher que não chegou a conhecer muito bem, já que seu casamento durou tão pouco.
A história avança de maneira não linear, e Justin passa a empreender uma busca ferrenha por uma explicação para a morte de Tessa.
Então, em flashbacks, ele começa a examinar mais de perto quem foi de fato sua mulher.
À medida que confronta o que tinha evitado enxergar, se aproxima de Tessa, começa a compreender seu ponto, entender o que importava para ela e a amá-la ainda mais.
Essa odisséia o arrasta para o mundo obscuro das multinacionais farmacêuticas, ou "farmas", como são conhecidas as gigantes do setor.
Tratam-se de organizações com recursos e poder econômico tremendos, praticamente nações, que não pensam duas vezes antes de testar drogas novas nas miseráveis populações do Terceiro Mundo.
A investigação de Justin sobre o que pode ter levado alguém a mandar matar sua mulher o conduz até um território assustador e sinistro, onde as pessoas não se sentem mais seguras sob o sol do meio-dia do que na escuridão misteriosa da noite.
Ele visita Kibera, a maior favela da África subsaariana.
Em Londres, o governo britânico confisca seu passaporte.
Ele viaja a Berlim com passaporte falso para entrevistar o assustado diretor de um grupo de fiscalização das farmas.
Voltando ao Quênia, confronta pessoas que têm sangue nas mãos, e depois vai ao Sudão, onde encontra refugiados vivendo em condições aviltantes.
A viagem chega ao fim no local estranhamento belo onde sua mulher morreu.
Vale observar que, apesar de o governo queniano ter feito muitas críticas ao livro e ao filme, o mesmo governo autorizou Meirelles a rodar o filme em seu território.

A África de todos nós no mundial de futebol...

Angolanos recebem prémio de 1,35 milhões de dólares.

12-10-2005 16:55:19 - O Governo de Angola atribuiu um prémio de 1,35 milhões de dólares (1,12 milhões de euros) à selecção angolana de futebol, que sábado assegurou a qualificação para o Campeonato do Mundo de 2006, a disputar na Alemanha.
O anúncio do prémio foi feito em Luanda pelo ministro angolano da Juventude e Desportos, Marcos Barrica, durante uma cerimónia de homenagem aos ''palancas negras'', que vão estar presentes pela primeira vez numa edição do Mundial de futebol.
A selecção angolana assegurou a presença no Mundia/l2006 ao vencer no Ruanda por 1-0, terminando o Grupo 4 da zona africana de qualificação em igualdade pontual com a Nigéria, mas com vantagem no confronto directo graças a uma vitória em Luanda (1-0) e um empate (1- 1) em Kano.
O prémio atribuído pelo Governo angolano abrange jogadores, técnicos, equipa médica e funcionários administrativos envolvidos nesta campanha, não tendo sido divulgado qual o valor que cada um vai receber.
Caso o prémio seja idêntico para todos, cada elemento da selecção nacional angolana receberá cerca de 45.000 dólares (37.500 euros).
Os ''palancas negras'' vão ainda receber um prémio de 150.000 dólares (125.000 euros) oferecido pelo MPLA, partido no poder em Angola, contando ainda com o valor que está a ser recolhido no âmbito de uma campanha nacional de apoio à selecção.
Esta campanha, denominada ''Eu Acredito'', já recolheu cerca de 42.000 dólares (35.000 euros) em donativos de cidadãos angolanos depositados em contas abertas em cinco instituições bancárias.
A recolha destes donativos prossegue até sexta-feira, estando previsto que o prémio seja entregue numa cerimónia que a realizar segunda-feira em Luanda.
Fonte: Lusa