12/08/05

A PEMBA do Júlio Carrilho VI.

(Continuação daqui)

As Origens e o crescimento da cidade - O porto no apogeu do seu desenvolvimento:
Na metade dos anos Sessenta a ponte-cais é terminada e a zona portuária já possue sua completa funcionalidade (fotografia aérea conservada no DCU).
Poucos anos depois (ínicio dos anos Setenta), enquanto a edificação no planalto está em pleno desenvolvimento, continua o crescimento da parte baixa da cidade, é terminada a estrada de circunvalação e cresce o bairro informal de Paquitequete, mas a encosta do planalto, hoje completamente ocupada por assentamentos informais, ainda está livre (fotografia aérea conservada o Conselho Municipal de Pemba).
Fotos e texto extraídos da recente publicação "Pemba as duas cidades" de autoria da Sandro Bruschi, Júlio Carrilho e Luis Lage.

Edição FAPF (Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane - Maputo - http://www.architecture.uem.mz/
Clique nas imagens para ampliar.
Continuaremos colocando aqui, nos próximos tempos, imagens inéditas de Pemba e textos deste excelente trabalho "Pemba as duas cidades".Agradecemos aos autores e a Z. N. C.

12/07/05

Moçambique - Fome !


Que fique claro: Agradar é secundário. Deseja-se sómente ajudar, contar, notíciar, denunciar e divulgar, em nossa ótica, o que é bom e o que é mau para África, Moçambique e Pemba.
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Terça, 29 de novembro de 2005, 15h23
Fome leva autoridades de Moçambique ao desespero
A fome em Moçambique deixou aproximadamente 50 mortos nas últimas semanas, entre eles pelo menos quatro crianças, em uma situação que desespera as autoridades e que levou um governador local a recomendar à população que se alimente com frutas silvestres e aumente suas orações.
Segundo relatórios da Rádio Moçambique, os quatro menores morreram de desnutrição há vários dias.
A situação mais dramática está no sul do país, nos distritos de Massinga e Vilankulo e na província de Inhambane.
De acordo com os relatórios dessas regiões, um grande número de crianças não terminará o ano letivo, no próximo mês, por causa da fome.
Moçambique, uma ex-colônia portuguesa na África, está na lista dos países mais pobres do mundo desde sua independência, em 1975, devido, entre outras razões, a uma sangrenta guerra civil que durou mais de 15 anos (1977-1992).
Esta situação de pobreza e falta de recursos alimentícios gera atritos entre as autoridades e as ONGs, pois o Governo negou várias vezes que as mortes tenham sido causadas pela fome.
No entanto, o jornal moçambicano Domingo, um semanário considerado pró-governamental, publicou uma ampla reportagem sobre vários casos de mortes de pessoas devido à falta de alimentos e a complicações alimentícias.
Além disso, o Governo pediu ajuda à comunidade internacional por causa da falta de comida nos locais mais necessitados do país, mais ainda recusa decretar estado de emergência, o que colocaria em evidência a fome que os moçambicanos estão sofrendo.
A situação tem sido tão alarmante que o governador da província de Inhambane, Lazaro Mathe, recomendou aos habitantes que rezem e se alimentem de frutos e sementes que crescem livremente para criar uma alternativa à falta de alimentos.
"Rezem e comam mangas e caju", pediu Mathe aos moçambicanos.
O sul do país e a província de Zambézia, no norte, são as principais regiões turísticas do país, mas também são os locais onde a pobreza e má nutrição são mais críticas.
Calcula-se que cerca de um milhão de pessoas corram o risco de passar fome extrema em decorrência da falta de chuva para a agricultura de subsistência.
O país inteiro sofre há anos uma grave seca que obrigou muitas pessoas a cultivarem produtos mais resistentes à escassez de água.
Entre outros, cresceu o cultivo da batata doce, muito rica em vitamina A, e da mandioca.
A falta de alimentos é especialmente delicada para os que têm aids, doença que afeta 12% da população de Moçambique. Os anti-retrovirais devem ser aplicados com uma dieta rica e equilibrada, o que é cada vez mais difícil no país.
As organizações humanitárias começaram a distribuir alimentos nos povoados mais isolados e tentam ampliar sua área de cobertura para chegar a mais pessoas que sofrem com a fome diariamente.
Via: "Terra"