5/27/09

Buscando no tempo lá pelo Douro: A força do voluntariado nos bombeiros

(Clique na imagem para ampliar)

Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique...:

Esta imagem do início da década de 1960 mostra um grupo de garbosos bombeiros do Peso Régua, os principais responsáveis pela afirmação da vitalidade da Associação que se fundou e cresceu na força do movimento de adesão à causa do voluntariado.

Ela referencia uma das sucessivas gerações de generosos bombeiros que, com o seu espírito de dedicação e de abnegação, contribuíram em inúmeras missões de socorro, para segurança das nossas vidas e bens.

O valor de uma instituição, como a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua, com o peso de 128 anos de história, define-se essencialmente pelos homens que a representaram ou a representam e souberam dar o melhor contributo para o seu engrandecimento.

Ao contrário do que muitos afirmam, nunca estará esgotada a missão de uma associação humanitária que nasceu da vontade do povo e para servir o povo. Para além do seu fim principal – manter um Corpo de Bombeiros – esta intuição proporciona à população da sua comunidade a participação em actividades da área cultural, recreativa, musical e desportiva.

Uma organização social e humanitária só pode permanecer viva e actuante se, no seu seio, tiver cidadãos de elevada dimensão moral e ética, empenhados na defesa de valores fundamentais para a realização humana.

Podemos recordar, através desta imagem, com nostalgia e saudade, formados à entrada da porta principal do Quartel Delfim Ferreira, excelentes bombeiros como Francisco Ferreira, Diamantino Peixe, José Pinto, Manuel Figueiredo, Joaquim Espírito Santo, o Trovão, todos já falecidos, e entre nós, o Agostinho Narciso, o Zé Grande.

Um dia, com mais tempo, do generoso bombeiro Zé Grande havemos de contar a sua engraçada história – há quem diga que é verídica - para obter uma “carta de condução” para conduzir uma grua de construção civil, na extinta firma A Construtora do Douro, onde em jovem trabalhou como servente.

No tempo actual, afectado de grandes crises económicas e dificuldades sociais de vária ordem, o exemplo de dedicação e de solidariedade destes homens – inesquecíveis bombeiros voluntários - deve ser uma referência para os jovens. A eles, a comunidade pede uma maior participação cívica nesta causa do voluntariado nos bombeiros, pilares na salvaguarda da segurança colectiva.

Devemos ter a consciência que vivemos num mundo vulnerável, cada vez com maiores riscos e situações de catástrofes, que fazem com que haja mais pessoas desprotegidas, à espera da ajuda de um bombeiro voluntário.

Neste contexto, visando reforçar e valorizar a causa do voluntariado nos bombeiros, recordarmos que o Conselho Executivo da Liga dos Bombeiros Portugueses divulgou na opinião pública, durante o ano de 2008, uma importante mensagem de que destacamos estas ideias principais:

“O voluntariado nos bombeiros é um meio de integração e inclusão social que contribui para a construção de uma sociedade coesa e solidária. Através do voluntariado nos Bombeiros, os indivíduos adquirem e desenvolvem competências, no contexto de uma formação cada vez mais exigente e diversificada, sendo, por isso, um instrumento de aprendizagem ao longo da vida.

Por outro lado, representa uma forma de as pessoas de todas as religiões, convicções políticas e origem socioeconómica poderem contribuir para a defesa de vidas e bens, o mesmo é dizer, exercem uma cidadania activa e responsável, alicerçada nos valores de solidariedade, da partilha, do trabalho em equipa, da eficácia no cumprimento de uma missão”.

Para que sejam cumpridos os princípios aqui enunciados estamos convencidos que os jovens reguenses aceitarão este desafio proposto, de generosamente assumirem a causa do voluntariado como “soldados da paz”, seguindo os ideais do 1º Comandante do Corpo de Bombeiros do Peso da Régua, Manuel Maria de Magalhães.
- Peso da Régua, Maio de 2009, José Alfredo Almeida.

- Outros textos publicados neste blogue sobre os Bombeiros Voluntários de Peso da Régua e sua História:

  • A visita do Presidente da Républica Américo Tomás - Aqui!
  • Uma formatura dos Bombeiros de 1965 - Aqui!
  • O grande incêndio dos Paços do Concelho da Régua - Aqui!
  • 1º. de Maio de 1911 - Aqui!
  • Homens que caminham para a História dos bombeiros - Aqui!
  • Desfile dos veículos dos bombeiros portugueses - Aqui!
  • Uma instrução dos bombeiros no cais fluvial da Régua - Aqui!
  • O Padre Manuel Lacerda, Capelão dos Bombeiros do Peso da Régua - Aqui!
  • A Ordem Militar de Cristo - Uma grande condecoração para os Bombeiros de Peso da Régua - Aqui!
  • Os Bombeiros no Largo da Estação - Aqui!
  • A Tragédia de Riobom - Aqui!
  • Manuel Maria de Magalhães: O Primeiro Comandante... - Aqui!
  • A Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • A cheia do rio Douro de 1962 - Aqui!
  • O Baptismo do Marçal - Aqui!
  • Um discurso do Dr. Camilo de Araújo Correia - Aqui!
  • Um momento alto da vida do comandante Carlos dos Santos (1959-1990) - Aqui!
  • Os Bombeiros do Peso da Régua e... o seu menino - Aqui!
  • Os Bombeiros da Régua em Coimbra, 1940-50 - Aqui!
  • Os Bombeiros da Velha Guarda do Peso da Régua - Aqui!

- Link's:

  • Portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua (no Sapo) - Aqui!
  • Novo portal dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • Exposição Virtual dos Bombeiros Voluntários de Peso da Régua - Aqui!
  • A Peso da Régua de nossas raízes - Aqui!

5/26/09

O crescimento do MDM e a censura na imprensa moçambicana.

Segundo se lê na blogosfera ligada a Moçambique, a censura imposta pelo partido no poder, "travestido" por força das circunstâncias do mundo atual de democrático mas com histórico de violência ditatorial de esquerda, continua "à vontade" e infiltrada em determinados jornais locais, tentando tolher a verdade da informação livre e com isso "esconder" o real crescimento de um novo partido em Moçambique (MDM), crescimento esse alimentado básicamente por falta de alternativa viável, inteligente e democrática e pelo descontentamento que se amplia entre a população cansada de já longos anos de arbitrariedades, corrupção e elitismos que só beneficiam minorias e os membros do "clube" com a "chave" do governo, (fácil é constatar, enumerar e comparar a "afortunada e rechonchuda meia-dúzia" de "novos-ricos" surgidos do dia para a noite pós-independência, todos envolvidos com o "poder") da maioria do povo que continua pobre, beirando a miséria e penando para ter uma vida condigna:

""No círculo eleitoral da Zambézia : Sessenta mil membros filiam-se ao MDM - A censura no Notícias - SESSENTA mil membros de vários estratos sociais acabam de filiar se ao Movimento Democrático de Moçambique (MDM) de Daviz Simango no circulo eleitoral da Zambézia, esperançosos de uma governação transparente e inclusiva, onde todos tem lugar para contribuir para o desenvolvimento socioeconomico e cultural do pais.

O delegado Político do Movimento Democrático de Moçambique na Zambézia, Margarido Abrantes, disse há dias à nossa Reportagem que não constitui verdade as alegações segundo as quais o partido tem inserção apenas nos centros urbanos. O nosso entrevistado que acaba de regressar de uma périplo que o levou sucessivamente à vários distritos com a excepção de Chinde e Inhassunge disse que o partido está representado a nível dos distritos, não em termos de uma pessoas que coordenada as actividades, mas já tem sedes próprias, membros e recursos materiais e financeiros para funcionar.

A aderência dos membros ao partido é extremamente surpreendente. Abrantes afirmou que para além dos que vem da Renamo e Frelimo, a qualidade dos membros é igualmente boa, sobretudo, jovens academicos com visão e perspectivas de como o pais deve ser governado, pretendem usar o seu potencial intelectual para contribuir para o desenvolvimento do pais.

“Apesar disso ser extremamente bom, devo dizer igualmente as idéias que os membros trazem, independentemente de ter ou não escolas são muito importantes para definir a nossa estratégia eleitoral; por isso, eu disse que temos membros de todos os estratos sociais e profissionais; filiaram-se ao nosso partido porque vêm o MDM como a única salvação e alternativa de governação do país; estão fartos de serem excluídos e marginalizados e querem uma oportunidade para provar as suas capacidades de pensar e saber fazer bem as coisas”, disse o nosso entrevistado para que o partido já está a trabalhar na mobilizar de mais membros nos Postos Administrativos e Localidades da província da Zambézia para também namorar os indecisos. Alias, a fonte disse igualmente que uma parte significativa desses membros que o partido angariou desde a sua apresentação pública há dois meses são os chamados indecisos que acham que agora chegou a altura de tomar uma decisão para sua participação da vida política como cidadãos conscientes.

“Os cidadãos perderam a esperança da Renamo e a alternativa para salvar o pais é o MDM que no seu programa apresentado publicamente traça as linhas mestras de um verdadeiro combate a pobreza; não combater pobreza de discursos políticos; é um programa pragmático”, disse Margarido Abrantes para depois acrescentar que a principal mensagem transmitida que está cativar as pessoas a filiarem se ao MDM é de um “Moçambique Para Todos” pelo facto de o partido no poder estar alegadamente a excluir muita gente da sua governação, a exemplo do que está acontecer com actual governação do partido Frelimo na Zambézia que ignorou todos os Zambezianos.

“A Frelimo em trinta e cinco anos não trouxe mudanças na política económica e só está a forçar os cidadãos, incluindo os funcionários públicos a acreditar todo quanto dizem quando na verdade está longe da realidade; a Renamo não conseguiu devolver aos cidadãos moçambicanos o bem estar social; então, nessa perspectiva o MDM aparece como o partido que vai salvar o país que está a beira do colapso”, disse.

Segundo Margarido Abrantes, a pobreza em moçambique só poder combatida com a alocação de infra-estruturas nos locais onde existem os recursos naturais por forma que esse potencial seja utilizado para dar emprego aos cidadãos.

Apontou com exemplo, o ramo da madeira onde estão envolvidos muitos dirigentes políticos que ao invés de pagarem salários justos exploram os seus compatriotas para além de estarem a dizimar as florestas e a aumentar a pobreza absoluta que não se cansam de afirmar que estão a combatê-la.

“Os chineses levam as quantidades de madeira que quiserem sem pagar impostos mas o governo continua impávido e sereno; um cidadão que quer tirar madeira para fazer um banco e vender e comprar pão para a sua família é preso; é um autentico contraste”, disse.

Todos esses males só podem ser combatidos por alguém que foi educado dentro de uma cultura de respeito e amor ao próximo. Segundo o delegado Político do MDM, essa pessoa só pode ser o Presidente do MDM o jovem engenheiro Daviz Simango que já tem créditos firmados na praça pública que é uma pessoa comprometida com o desenvolvimento do pais.

Entretanto, no dia da apresentação pública o campo de futebol da sagrada ficou lotado por completo e não havendo espaço para meter sequer uma agulha. Há muita expectativa em torno do movimento criado pelo Daviz Simango considerado pelos jovens como a única esperança para os seus múltiplos problemas, nomeadamente, falta de emprego, formação profissional, oportunidade de estabelecimento de negócios. Os financiamento para desenvolver negócios são para pessoas localizadas, escolhidas a dedos.

Entretanto, dentro de poucos dias arranca a capacitação dos fiscais e membros que irão trabalhar em Outubro nas Assembleias de Voto em matérias do pacote eleitoral.""
- Jocas Achar - In Moçambique Para Todos.

  • Segundo o "Moçambique Para Todos": Fazendo uma pesquisa no GOOGLE, ainda lá está: ...21 de Maio de 2009-No círculo eleitoral da Zambézia: Sessenta mil membros filiam-se ao MDM... - Aqui (em branco)!
  • Segundo o "Refletindo sobre Moçambique": Continuo a questionar sobre o paradeiro dum artigo de notícias publicado no Jornal Notícias e que sumiu milagrosamente - Aqui!