3/20/07

Exploração das florestas em Moçambique: O general desagradado...


A exploração desenfreada da madeira em Moçambique causa polémica na AR moçambicana...
Bastidores da AR…
O general na reserva não perdoa o relatório de Catherine Mackenzie (que ainda não o leu) e a publicações nacionais, tais como o «Canal de Moçambique» e o «Diário da Zambézia» por o terem reportado. O general na Reserva, Bonifácio Gruveta Massamba, manifestou ontem, sem evasivas o seu desagrado pela maneira como parte da comunicação social moçambicana deu cobertura ao relatório da especialista britânica Catherine Mackenzie, onde se reporta a exploração desenfreada da madeira, em touros, na província da Zambézia. O desagrado do general foi manifestado na Assembleia da República (AR) durante o intervalo, ao interpelar o deputado Manuel de Araújo pela bancada da Renamo União Eleitoral. Gruveta que apontou Araújo como o mentor do projecto electrónico «Diário da Zambézia», que se publica a partir de Quelimane, quis saber dele as razões dos jornalistas daquela publicação terem dado enfoque ao relatório de Catherine Mackenzie. “Fale com aqueles seus miúdos. Faltaram-me ao respeito”. No relatório da britânica, encomendado pelo Fórum da Organizações Não Governamentais da Zambézia (FONGZA) o general Massamba é apontado, juntamente com a família Chissano e membros não identificados do seu partido, Frelimo, como parceiros do grupo chinês «Green Crow Group», que está na vanguarda do «Take away Chinês!» naquela parcela do país. Nada mais restou a Araújo, explicar ao general, que os miúdos são profissionais e que o trabalho que desenvolveram foi baseado num documento tornado público. E disse mais: “Eles até estão cá no Maputo a estagiarem para melhor capacitação”. Mais, o desagrado do general não terminou por ai. Após o deputado da Renamo ter estendido as apresentações ao autor destas linhas, ele perguntou: “Trabalha para que jornal?”. “«Canal de Moçambique»”, respondeu. “Eles também escreveram sobre!” exclamou Massamba. Para aquilo que parecia de missão ingrata para Araújo, foram justamente os seus colegas de Gruveta Massamba, pela bancada da Frelimo, António Jorge Frangoulis e Safi Gulamo respectivamente que explicaram ao general que o trabalho de jornalismo era assim mesmo e que a coisa mais importante a ser feita pelo general “era abrir-se para dar a sua versão dos factos e não fechar-se em copas”. O «Canal» prometeu fazer chegar hoje uma cópia do relatório de Mackenzie que Massamba confessou ainda não ter lido.Bonifácio Gruveta Massamba foi o primeiro governador da Zambézia e em alguns círculos da província é chamado de «campeão do saque» e «protector dos predadores»
(Luís Nhachote) - CANAL DE MOÇAMBIQUE - 16.03.2007 - Via "Comunidade Moçambicana no Exterior".

Rio Lúrio em Cabo Delgado - Moçambique poderá produzir energia elétrica ?


Maputo, Moçambique, 19 Mar 07 - A empresa pública Electricidade de Moçambique contratou a norte-americana Black & Veatch para que elabore um estudo ajuizando da capacidade do rio Lúrio, no norte do país, para produzir energia eléctrica. A empresa norte-americana, que já começou a trabalhar neste projecto financiado pela Agência norte-americana para o Comércio e o Desenvolvimento (USTDA, na sigla em inglês), está a analisar três esquemas para optimizar a utilização daquele rio na produção de energia eléctrica. A USTDA, uma agência federal de apoio ao exterior, está a financiar este estudo para apoiar o desenvolvimento de fontes de energia uma altura em que apenas 5 a 10 por cento da população rural de Moçambique tem acesso a energia eléctrica. O rio Lúrio tem uma bacia estimada em 60.800 quilómetros quadrados e um fluxo médio anual de 227 metros cúbicos por segundo. Os três esquemas em estudo envolvem a construção de uma barragem para regular o fluxo do rio perto da vila de Ocua e para produzir 65 megawatts de energia eléctrica e a construção de duas hidroeléctricas a juzante da barragem. O rio Lúrio tem um percurso de cerca de 500 quilómetros desde o sudoeste de Moçambique até à costa noroeste onde desagua a 40 quilómetros a sul de Pemba, capital da província de Cabo Delgado. A Black & Veatch, fundada em 1915, especializou-se no desenvolvimento de infra-estruturas em projectos hídricos, energéticos e de telecomunicações e dispõe de mais de 90 escritórios em todo o mundo, fazendo parte da lista das 500 maiores empresas dos Estados Unidos da América da revista Forbes. (macauhub)

3/16/07

Estrada une Montepuez e Lichinga.


Maputo, 15 Mar (Lusa) - As obras de reforma da estrada que une as regiões de Montepuez e Lichinga, no norte de Moçambique, avaliadas em 21,2 milhões de euros (R$ 58,6 milhões), vão ser financiadas pelo Japão, anunciaram fontes oficiais em Maputo nesta quinta-feira.O contrato de financiamento para as obras, que serão feitas em uma extensão de 201 quilômetros da rodovia, será firmado nesta sexta-feira em Maputo pela ministra moçambicana das Relações Exteriores, Alcinda Abreu, e o embaixador japonês em Moçambique, Tatsuya Miki.O concurso público para a realização das obras foi lançado em fevereiro. As propostas das empreiteiras interessadas deverão ser entregues até 12 de abril.Trata-se de uma obra considerada "muito importante" para o norte do país africano, e que permitirá combater o isolamento da província de Niassa, e em particular de sua capital, Lichinga."É uma obra muito importante para a província de Niassa, que não se ligava de forma adequada à província [vizinha] de Cabo Delgado [onde fica Montepuez]. O objetivo é que Niassa saia do isolamento e tenha ligação com uma estrada nacional e com um porto", disse à Agência Lusa uma fonte do Ministério de Obras Públicas e Habitação de Moçambique.Atualmente, a ligação por estrada à capital de Niassa leva a desvios pelo interior do país vizinho Maláui.O concurso envolve dois contratos para pavimentação de estradas - a via é de terra batida em grande parte de sua extensão - e construção de pontes.O primeiro contrato diz respeito a um trecho de estrada de 135 quilômetros entre Montepuez e a cidade de Ruaça."A estrada atual em terra encontra-se em más condições, e desta forma pretendemos melhorar seu revestimento convencional", de acordo com o "anúncio específico de concurso pré-qualificação de empreiteiros".O segundo contrato em concurso diz respeito ao trecho de 66 quilômetros entre Litunde e Lichinga, e que inclui a construção de duas pontes, a pavimentação, o "revestimento superficial simples e duplo", a "limpeza, reabertura de valas e sinalização" e a "demolição de estruturas existentes".
Lusa - 15-03-2007 12:31:28

3/15/07

Canadiana Artumas vai prospectar petróleo em Cabo Delgado.


Toronto, Canadá 15 Mar 07 - O governo de Moçambique atribuiu uma concessão à empresa com sede no Canadá Artumas para a exploração de petróleo e gás natural na bacia do rio Rovuma, no norte do país, anuncia hoje o jornal The Globe and Mail.Nesta concessão, a moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos controla 15 por cento com a Artumas a deter os restantes 85 por cento.A concessão tem 8 anos de validade podendo ser prolongada por mais 25 anos caso seja descoberto petróleo.A zona de exploração da bacia do Rovuma é, na sua maior parte, "offshore", abrange uma área de 60 mil quilómetros quadrados nas províncias de Nampula e Cabo Delgado e foi dividido em sete sectores pelo governo.Outras empresas já envolvidas na exploração de petróleo e gás natural na bacia incluem a Anadarko Petroleum, dos Estados Unidos da América, a Petronas da Malásia, a norueguesa Norsk Hydro e a italiana ENI. (macauhub)