3/26/06

"O Mar Que Toca em Ti" de Inez Andrade Paes continua acendendo corações...


(Clique na imagem para ampliar e poder ler o texto.)

PALAVRAS INDISCRETAS - Por Jacinto Guimarães.
Há notícias feitas de imagens, que dispensam palavras. Despertando emoções, não nos deixam indiferentes.
Outras vezes é o artesanato das palavras que cria as imagens, cerzindo sentimentos que não deixam a vida cair no esquecimento.
Foi assim que li a foto de um jornal e vi um livro de memórias africanas.
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O trabalho inédito de Inez Andrade Paes "O Mar que Toca em Ti" encontra-se à venda na Livraria Minerva de Ovar ou diretamente com a autora, pelo e-mail: inezapaes@yahoo.com.br ao custo de Euros 7,50 (envio pelo correio à cobrança).
Inez Andrade Paes, natural de Pemba - Moçambique e residente em Portugal, é também, além de poetisa de sensibilidade invulgar, artista plástica e escritora.
Alguns de seus trabalhos podem ser apreciados na net, aqui:

Mia Couto e Paulina Chiziane na feira do livro de Turim-Itália.


Os escritores moçambicanos Mia Couto e Paulina Chiziane vão participar na Feira Internacional do Livro de Turim, Itália, entre 4 a 8 de Maio, numa edição que homenageia a língua portuguesa. [3/26/2006]
O encontro, em que Portugal participará como país convidado de honra, contará com a presença de diversos autores de Países Africanos de Língua Oficial Portuguesas (PALOP).Em declarações à Lusa, Mia Couto, disse que, durante a feira, os autores farão a apresentação de excertos de suas obras, seguindo-se “debates informais” sobre os mesmos livros, que serão escolhidos pelos organizadores do evento.

3/23/06

Moçambique - Filho da Primeira-ministra usurpa imóvel habitacional...

Filho da Primeira-ministra usurpa imóvel habitacional.

O deputado da Assembleia da República pela bancada da RENAMO – União Eleitoral, Eduardo Namburete, denunciou durante a sessão de pergunta ao Governo que a Primeira- Ministra, Luísa Dias Diogo, usurpou um imóvel pertencente a um cidadão, localizada no bairro da Sommerchild, numa operação que contou com a colaboração do seu filho menor de idade em conluio com então titular das Obras Públicas e Habitação Roberto White. [3/23/2006]

- Denúncia: - Eduardo Namburete afirmou que a informação solicitada pela sua bancada circunscrevia-se nas questões de transparência e com corrupção, “porque nós entendemos que a corrupção poderá ser combatida de forma eficaz quando o governo decidir colocar a transparência como o princípio basilar da acção governativa”.

“Trazemos, de entre vários casos pouco transparentes, o processo da alienação do imóvel número 720 da Avenida do Zimbabwe que é do conhecimento do senhor ministro das Obras públicas e Habitação”, sublinhou Eduardo Namburete para, depois, acrescentar que o referido imóvel era habitado pela família Faruk Gadit entre 1975 a 1980 antes de ser ilegalmente pelo cidadão português José Sequeira, que viria a subalugá-la à Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (USAID).

Eduardo Namburete afirmou ainda que, nos meados de 1991, o legitimo inquilino do imóvel denunciou esta ilegalidade à Administração do Parque Imobiliária do Estado, antes de mover uma acção judicial no Tribunal Judicial da Cidade de Maputo que culminou com uma sentença despejo.

“Inexplicavelmente, a referida sentença nunca foi executada porque na altura o imóvel encontrava-se sob gestão da USAID”, elucidou Namburete para, em seguida, deplorar o facto de que quando a USAID transferiu-se para as suas novas instalações algures na baixa da cidade e, consequentemente, procedeu a entrega das chaves à APIE, no dia 03 de Janeiro de 2005, três dias antes, portanto, 30 de Dezembro de 2004, o filho da Primeira Ministra de nome Nelson Diogo Silva, dava entrada o seu pedido de ocupação do imóvel.

“No dia seguinte a entrega de chaves a APIE pela USAID (04 de Janeiro) o então ministro das Obras Públicas e Habitação Roberto White fez um dos seus últimos despachos como governante, autorizando a ocupação do imóvel pelo jovem Nelson Diogo Silva”, elucidou Eduardo Namburete e denunciou que em treze dias (17 de Janeiro de 2005) o jovem Nelson Diogo Silva requereu a compra do imóvel e apresentou na ficha do seu agregado familiar nomeadamente a irmã, o pai Albano Silva e a sua mãe Luísa Dias Diogo (Primeira Ministra).

Ademais, um mês depois do jovem inquilino ter requerido a compra daquele imóvel, a Comissão de Avaliação de Imóvel de Habitação da Cidade de Maputo publicou um edital na imprensa do dia 22 de Fevereiro, anunciando que o filho menor da Primeira ministra candidatou-se a alienação daquele imóvel.

“Em reacção ao aviso 1/2005 do Ministério das Obras Públicas, que convidava os cidadãos para no prazo de 30 dias, denunciarem qualquer irregularidade que pudesse existir no edital, o cidadão Faruk Gadit informou ao actual ministro das Obras Públicas e Habitação que na verdade ele era o legítimo inquilino e não o cidadão Nelson Diogo Silva e solicitava o acautelamento para se evitarem ilegalidades”, explicou Namburete e acrescentou que para comprovar a titularidade do imóvel Faruk Gadit apresentou cópias das listas telefónicas das quais consta seu nome como cliente daquela provedora dos serviços de telefonia naquele endereço.

Aquele parlamentar da oposição manifestou-se constrangido pelo facto do titular das Obras Públicas e Habitação ter indeferido, no dia 20 de Setembro de 2005, o expediente de Faruk Gadit sob alegação de que as listas telefónicas e facturas de água não constituía prova idónea de que tenha sido inquilino daquele imóvel entre 1975 a 1980.

“Nos países onde a gestão de coisa pública é feita de forma transparente e as regras são aplicadas para todos de igual maneira, um contrato de água, luz ou de telefone, ou mesmo uma factura de fornecimento de um desses serviços é comprovativo suficiente de domicílio de um cidadão”, elucidou Namburete para, em seguida, admitir a possibilidade de governo não acreditar na seriedade das empresas que prestam estes serviços.

“Se o cidadão Gadit apresentou cópias das listas telefónicas como prova de residência naquele endereço, qual teria sido o comprovativo que o cidadão Nelson Diogo Silva apresentou ao senhor ministro em como ele era o inquilino daquele imóvel para além do apelido e as credenciais de ser filho da Primeira Ministra?”, indagou Namburete e acrescentou que o cidadão Faruk Gadit possui cópia do contrato de arrendamento daquele imóvel celebrado com o APIE no dia 3 de Setembro de 1976.

Eduardo Namburete admitiu a possibilidade do actual ministro das Obras Públicas e Habitação Felicio Zacarias não estar em condições de decidir contra o descendente da sua superior hierárquico “contrariando a teoria de que no governo do combate ao deixa-andar ninguém está acima da lei”.

Acrescentou ainda que a boa governação, transparência e o combate a corrupção não se faz com discursos nem com seminários, “mas sim, com acções inequívocas de que o governo está comprometido a combater a corrupção a todos os níveis”, elucidou Eduardo Namburete para, depois, reiterar que para a sua bancada parlamentar o governo liderado pelo partido FRELIMO é incapaz de combater a corrupção e a anarquia que impera nas instituições públicas.

- Tribunal Administrativo em ribalta - Faruk Gadit afirmou em declarações a este hebdomadário que interpôs recurso junto ao Tribunal Administrativo contestando o indeferimento da exposição que dirigiu ao actual ministro das Obras Públicas e Habitação Felício Zacarias.

O referido despacho datado de 22 de Setembro e que tomou conhecimento do mesmo no dia 19 de Outubro de 2005, portanto, 29 dias depois, informava ao cidadão Faruk Gadit que o ministro das Obras Públicas e Habitação indeferiu a sua exposição alegadamente pelo facto de não ter apresentado provas idóneas de que tenha sido inquilino do imóvel no período compreendido entre 1975 à 1980.

“O exponente não apresentou ao Ministério das Obras Públicas e Habitação nenhuma prova idónea de que tenha sido inquilino do imóvel.

As cópias que apresenta das listas telefónicas, das quais consta o seu nome como cliente de uma empresa de telecomunicações não fazem prova de que era inquilino da casa, pelo que indefiro”, citação do despacho de Felício Zacarias.

Faruk Gadit estranhou o facto do Gabinete do Ministro das Obras Públicas e Habitação não ter lhe notificado sobre o despacho que recaiu sobre sua exposição o que pressupõem que alguns funcionários do MOPH afecto ao gabinete de Felício Zacarias estejam envolvidos na negociata.

Entretanto, o pai do menino que alienou a casa, o advogado Albano Silva, tem uma postura pública em relação a este jornal.

Sempre e sempre diz que não fala.

Por seu turno, no gabinete da PM, Luísa Diogo, insistimos para obter dela um comentário sobre estas questões que foram levantadas no Parlamento mas os seus colaboradores marcaram um encontro que provavelmente só poderá ocorrer daqui a dez dias.

Alvarito de Carvalho - In Zambeze.

3/22/06

Madonna, Rui Paes, Lotsa de Casha e os Galgos ingleses...


(Clique na imagem acima para ampliar e poder ler o texto incluso)
O livro da Madonna (e Rui Paes de Pemba) - Lotsa de Casha está de novo em foco.
Desta feita Madonna e Rui Paes autografaram os primeiros 25 livros que, vendidos a 11,50 Libras (incluindo embalagem e transporte), reverterão o produto da venda a favor do movimento contra o assassinato dos cães Galgos (ingleses).
Muitos deles são brutalmente assassinados depois de já não servirem para as corridas....isto em Inglaterra !!!
Esta associção - The Retired Greyhound Trust - surge para despertar e sensibilizar donos de Galgos...para que os entreguem e não os matem...

3/21/06

Reinata Sadimba e a Ndona makonde...



- No meu tempo as mulheres que não faziam tatuagem na cara não eram mulheres” - (Reinata Sadimba), - mas agora se alguém fizer isso eu bato”.

- A tatuagem “dinembo” ocupa a face. Circula-a, marca-a; A “ndona” (furo do lábio e da língua), afirma-a definitivamente. “Ninguém pode dizer que sou macua ou jauá”,
(Reinata Sadimba)



Link's :
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Porto Amélia/Pemba - Quem são os Makonde ?
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Porto Amélia/Pemba - A estatuária Makonde.
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Reinata Sadimba no Ma-Schamba.
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Reinata Sadimba - Mãos de escultura.

3/20/06

HIV/SIDA - Moçambique.

Governo quer duplicar medicamentos para seropositivos:

O Governo moçambicano pretende, até final do ano, aumentar dos actuais 20 mil para 40 mil o número de seropositivos que beneficiam de antiretrovirais, medicamentos que retardam os efeitos do vírus do HIV/SIDA.
O director nacional adjunto da Saúde, Martinho Djedje, afirmou que as autoridades sanitárias querem até ao termo do ano em curso alargar os postos de atendimento a pessoas infectadas pelo vírus do HIV/SIDA.
Djedje anunciou a expansão do tratamento com antiretrovirais na primeira Reunião Nacional das Infecções de Transmissão Sexual e HIV/SIDA, que juntou quadros do Ministério da Saúde moçambicano.
O alargamento da rede de distribuição destes medicamentos vai incidir sobre as unidades sanitárias das zonas rurais, principalmente do centro e norte do país, uma vez que a maioria dos beneficiários de antiretrovirais são do sul, sobretudo da capital, onde cerca de 10 mil seropositivos já recebem assistência.