5/05/07

Bacia do Rovuma “exposta” nos EUA.


Dados geológicos sobre a bacia do Rovuma serão apresentados próxima semana num fórum sobre tecnologias Offshore, a ter lugar em Houston, nos Estados Unidos da América.
O evento é organizado pela Anadarko, uma companhia petrolífera norte-americana detentora da concessão para a prospecção e pesquisa de petróleo na bacia do Rovuma, no norte do país. Para participar no encontro, já se encontra naquela cidade norte-americana uma delegação moçambicana chefiada pela Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, que integra ainda o governador de Sofala, Alberto Vaquina, e o administrador do distrito de Palma, na província de Cabo Delgado.
Maputo, Sábado, 5 de Maio de 2007:: Notícias

Recados da velha de Quissanga.


Depois de no ano passado ter ouvido a máxima, em Litandacua, aldeia pertencente ao posto administrativo de Chai, distrito de Macomia, um popular a dizer ao governador Lázaro Mathe, que se o Governo não resolvesse o problema dos elefantes, na próxima visita que se reunisse com eles.
Depois de parecer que o conflito entre os animais bravios e o Homem estava a ter solução, numa altura em que o governo decidiu intervir com mais força na gestão do Parque Nacional das Quirimbas, colocando lá um seu membro, que veio a ficar acima da administração do parque.
Depois de relatórios desencontrados entre o parque, o Governo provincial e outras fontes não menos importantes, depois de tudo isso, uma mulher se levantou surpreendeu o Presidente da República ao colocar a sua versão dos factos, uma versão muito diferente do que o chefe sabia, conforme ele mesmo confessou.
A velha voltou a culpar os elefantes da fome que pode flagelar este ano o distrito de Quissanga e por extensão o Parque Nacional das Quirimbas, fazendo outra extensão, chegou a culpar o Governo, que acha, na sua opinião, que o elefante é mais importante que as pessoas.
Disse que não acreditava em nenhuma outra coisa, senão num jogo em que as populações saem sempre a perder. Quis saber da importância dos elefantes que numa noite destroem todo o esforço de um ano, depois ninguém reage em defesa dos camponeses.
Propôs que, a serem muito importantes os elefantes, que o Parque Nacional das Quirimbas abrisse suas machambas, mais grandes que aquelas que estão em blocos para permitir que os elefantes comessem nelas, distraindo-os, assim, a não irem atacar as dos populares.
Seria uma espécie de cordão para defender as machambas dos camponeses, se bem que se acha muito importante a coabitação com os elefantes. Seria o refeitório dos elefantes, que seria muito recheado, com comida à fartura e assim nunca teriam a ideia de ir às pequenas machambas, entretanto a base de sobrevivência de todos os residentes de Quissanga.
Virando-se para o turismo, disse a mesma coisa. Que não estava a ver senão um jogo em que basta que os “grandes” não sofram, não interessa que a comunidade sofra. Falou do facto de que ha áreas onde não se pode pescar, sabendo que a pesca é, para muitos a única actividade para o sustento de famílias.
Ela disse ter andado em todas as ilhas turísticas, Quilálea, Matemo, Medjumbe, entre outras, hoje todas “compradas” e não encontrou nada que lhe satisfaça, porque esse turismo de que se fala “afinal é chegar, construiu uma barraca, fazer casas de bambu e pau-a-pique, logo é turismo! Estão-nos a enganar! E quando eles forem embora o que é que vão deixar, se a casa de paus na mesma semana vai cair. Estão nos a enganar! O Governo sabe, é um jogo!
Pedro Nacuo - Maputo, Sábado, 5 de Maio de 2007:: Notícias

5/03/07

Haxixe de Quissanga apreendido em 1997 está a ser incinerado agora...


Estão em incineração desde a tarde de ontem, nos fornos da Cerâmica de Maputo, as 12 toneladas de haxixe e 800kg de “cannabis sativa”, vulgo soruma, que desde 1998 permaneciam armazenadas nas instalações do Comando da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo. A droga foi apreendida em 1997 no distrito de Quissanga, província de Cabo Delgado e, por razões de segurança, acabou sendo transportada para a capital do país.
João Carlos da Conceição, director da indústria escolhida para levar a cabo o trabalho, explicou à Imprensa que o processo durará sete dias e, para o efeito, dez homens foram destacados. Aliás, conforme explicou, esta incineração não vai fugir muito da que foi realizada em finais de Janeiro último, quando, usando processo idêntico e mesmos dias, foram incineradas 15 toneladas de droga apreendida nas águas de Bazaruto, província de Inhambane, e que havia sido apreendida em 2003.
Problemas financeiros, conforme justificou João Honwana, director do Laboratório de Criminalistíca no Comando-Geral da PRM, foi a razão que ditou o atraso de sete anos para a destruição da droga de Quissanga. O Governo disponibilizou 300 mil meticais para cobrir todas as despesas.
Durante a manhã de ontem as atenções estiveram viradas para a retirada dos embrulhos que constituíam o revestimento do produto, com destaque para a camada anti-água. Concluído este passo, seguiu-se o de jogar ao lume.
De acordo com a Polícia, durante o tempo em que a droga estiver a queimar a guarnição do local será feita por agentes da Força de Intervenção Rápida, isto com vista a evitar que algo de anormal aconteça.
Com relação a este processo, 23 indivíduos foram julgados e condenados a penas de prisão maior pelo seu envolvimento no tráfico das 12 toneladas de haxixe e 800 gramas de soruma.
Maputo, Quinta-Feira, 3 de Maio de 2007:: Notícias

4/28/07

Wazimbo - "Nwahulwana" - Assim canta Moçambique...

Para saborear neste final-de-semana:


(Para não dar sobreposição de sons, não se esqueça de "desligar" o Rádio Moçambique no lado direito do menu deste blogue.)

4/26/07

Faleceu o João Paulo do Conjunto Académico...


Li no "Beira Meu Amor" e transcrevo com pesar.
Que seu espírito nos cante lá do alto:
(link's com a voz + sons de João Paulo e Conjunto Académico postados na net pelo "Malhanga")

E assim escreve hoje 0 Manuel Palhares:
""Acabei de saber, agora, da morte do João Paulo!
Telefonei ao meu amigo Rui Brazão, um dos elementos do Conjunto Académico, o qual me disse estar o caixão a entrar, nesse momento, no cemitério onde o João Paulo vai ficar. Deixamos, portanto, a conversa para logo à noite. Queria saber pormenores, pois nem sequer sabia que o João Paulo estivesse doente.
Que pena que eu sinto pela sua partida. Era, na altura em que o conheci, um jovem cheio de talento, alegre, mas reservado, quase tímido. Recordo duas das suas passagens pela Beira, de estar com ele em Lisboa e, pela última vez, na Madeira. Fui sempre sabendo dele pelo Rui...
Obrigado João Paulo, por tantas horas de boa música que porporcionaste a muitos jovens portugueses da nossa geração, não esquecendo aqueles que cumpriam o serviço militar no ultramar português e a quem, tu e os teus colegas de conjunto, suavizaram as saudades de casa.
Adeus amigo!
Manuel Palhares
Odivelas, 25 de Abril de 2007.""

4/19/07

Em Pemba: Governo entrega pesquisa e exploração de petróleo "on shore" no norte.



Maputo, 18/04 - O Governo moçambicano assina hoje o contrato de concessão para a pesquisa e produção de petróleo na área "on shore" do Bloco do Rovuma (norte), que será entregue às empresas Artumas Moçambique Petróleo e Empresa Nacional de Hidrocarbonetos. A cerimónia de assinatura dos contratos, em que participa a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, terá lugar em Pemba, província de Cabo Delgado (norte). As autoridades moçambicanas têm dado conta da existência de fortes indícios de presença de petróleo na bacia do Rovuma (rio que separa Moçambique da Tanzânia, no norte do país) e no delta do Zambeze (centro). "Do ponto de vista geológico, há potencial para ocorrência de petróleo", disse recentemente o presidente do Instituto Nacional de Petróleo (PCA), Arsénio Mabote, indicando que a existência no país de hidrocarbonetos associados ao petróleo, como o gás e o carvão mineral, criam a expectativa de que é também possível encontrar crude nas águas moçambicanas. A possibilidade de existência em Moçambique de reservas petrolíferas passíveis de exploração comercial tem, de resto, atraído ao país algumas das principais empresas do ramo. Companhias como a Norsk Hydro (Noruega), Anadarko Petroleum Corporation (Estados Unidos), ENI (Itália) e Petronas (Malásia) têm estado activas na prospecção de petróleo no país. A Galp Energia, através ENI (accionista de referência da empresa, com 33,34 por cento do capital), poderá também entrar na exploração de blocos ganhos pela empresa italiana em Moçambique. Na corrida está também a petrolífera Petrobras, que em Outubro do ano passado firmou com a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH, estatal) um acordo para a exploração de petróleo e gás natural em Moçambique, com a intenção de iniciar a exploração nos primeiros meses deste ano.A empresa brasileira já actua num bloco de exploração em Moçambique, em parceria com a Petronas (Malásia), na produção de hidrocarbonetos na foz do rio Zambeze. A companhia petrolífera malaia deverá, entretanto, começar no primeiro semestre deste ano a sua fase II de pesquisas de petróleo no Delta do Zambeze, estando prevista a realização de um furo "off shore" com um custo de 20 a 25 milhões de dólares (14,6 a 18,3 milhões de euros). A Norsk Hydro, por seu turno, manifestou recentemente o desejo de prosseguir com as actividades de pesquisa e prospecção de petróleo na bacia do rio Rovuma, embora sem confirmar a existência de crude no país. Por divulgar está ainda o relatório de impacto ambiental do projecto de levantamento sísmico "off shore" na bacia do Rovuma, tendo o Governo prometido a divulgação do documento até Maio. A zona em prospecção é descrita pelos especialistas como muito sensível por se situar no Parque Nacional das Quirimbas, constituído pelo arquipélago com o mesmo nome, uma cadeia de 28 ilhas habitadas, onde residem algumas espécies marinhas protegidas e é uma das mais importantes zonas turísticas de Moçambique.
Angola Press - 18/04/07