5/09/07

A Arte de Andrea Andrade Paes...


Do interessante Chuinga.L e porque se refere a Andrea Andrade Paes que também possui raízes em Pemba:

filha de Poeta sabe...
.
Tenho saudades
do tempo em que
o mundo era pequeno.
.
Era só ali.

E eu cabia nos ramos
das acácias

e não sabia do longe que existia.

Só do perto
que sentia.
.
""- Ainda há dias, falei do clã de Artistas a que a autora deste poema pertence. Contou-me o JPT que a Andrea Paes acaba de editar "O Mar Verde de Mim e as Terras Brancas Sem Açucar”. Foto e Arte da Andrea Andrade Paes (filha da Poeta Glória de Sant'Anna) também aqui. ..."""""
.
E nós, aqui longe, deste lado do mar IO, vamos lendo e saboreando a arte dos Andrade Paes !
+=+=+=
Diz ainda Andrea Andrade Paes:
- Interessados em adquirir o livro "O Mar Verde de Mim e as Terras Brancas Sem Açucar", poderão enviar e.mail para: chao.de.palavras@gmail.com.
O preço do livro é de 13 Euros, (o transporte já está incluído) e o dinheiro obtido na venda vai ser usado em benefício de 3 Famílias Moçambicanas, necessitadas de ajuda humanitária.

5/06/07

MÃE !


Mãe
(autor - Tere Penhabe)
Mais que a concreta imagem do carinho
és a meiguice que povoa meus dias.

Ainda que o tempo te leve de mim
estarás sempre comigo em todo o caminho.

E não poderão os poemas te fazer justiça
nem palavras haverão para te merecer.
Para minha Mãe e todas as Mães com gratidão e muita saudade !

Aviação em CABO DELGADO - História - Eva Maria Moreira...


Eva Maria Moreira - Primeira piloto comercial em Porto Amélia e Moçambique:
Natural do Porto, obteve com 20 anos de idade, a 9 de Dezembro de 1968, a licença de Piloto Particular de Aeroplanos, realizando o seu exame num Auster D5. A 27 de Março de 1973, tornou-se a primeira mulher Piloto Comercial em Portugal, efectuando as suas provas de exame em Angola, nos Serviços de Aeronáutica Civil, num Cessna 172.
Três anos mais tarde, em Portugal Continental, obteve as qualificações de pluri-motores e instrumentos de voo.
Em Moçambique, ao serviço da ETAPA (Transportes Aéreos de Porto Amélia) e durante cerca de dois anos pilotou bimotores Islander e Aero Comander Shrike 500.
Regressada de Moçambique após a independência, trabalhou ainda na Aero Algarve executando voos de fotografia, turísticos e publicidade com manga.
Ingressou posteriormente nos quadros da LAR Transregional onde, como co-piloto voou aviões Avro, ATP e HS146.
Terminou nesta empresa a sua longa carreira de piloto comercial, averbando alguns milhares de horas de voo.
Texto e foto de Cte. José Vilhena.
A propósito do artigo das mulheres piloto o Vítor Silva, distinto piloto com mais de 7200 horas de voo, que não quer que o chame de Comandante, mas que o continuará a ser para mim e para muitos que o conhecem, fez-me chegar este pedido:
"Nos anos 70 houve uma piloto comercial a operar no Norte de Moçambique, em Porto Amélia. Não me recordo se trabalhava para a Cadelco ou para a Etapa. Que eu saiba foi a primeira piloto comercial a operar em Moçambique e ainda por cima numa zona daquelas. Penso que se chamava Eva e creio que é natural daí do Algarve.
Fiz-lhe o exame de qualificação de plurimotores num BN2 Islander. Por força dum certo machismo (apenas residual) resolvi fazer-lhe a prova com bastante mais rigor do que era habitual para os “matchos”.
A atitude descontraída e eficiente perante o muito exigido, foi absolutamente notável.
Seria muito interessante descobri-la pois foi a primeira Piloto comercial e talvez a única em Moçambique."
Vítor Silva
Extraído do Blogue "Voando em Moçambique"

Aviação em CABO DELGADO - História - Acidente em Porto Amélia em 1945...

Para quem não sabe:












Recortes dos Jornais do Espólio do Cte. Nogueira
Foto do CR-AAN do Cte. Vilhena.
Extraído do blogue "Voando em Moçambique"

5/05/07

Bacia do Rovuma “exposta” nos EUA.


Dados geológicos sobre a bacia do Rovuma serão apresentados próxima semana num fórum sobre tecnologias Offshore, a ter lugar em Houston, nos Estados Unidos da América.
O evento é organizado pela Anadarko, uma companhia petrolífera norte-americana detentora da concessão para a prospecção e pesquisa de petróleo na bacia do Rovuma, no norte do país. Para participar no encontro, já se encontra naquela cidade norte-americana uma delegação moçambicana chefiada pela Ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, que integra ainda o governador de Sofala, Alberto Vaquina, e o administrador do distrito de Palma, na província de Cabo Delgado.
Maputo, Sábado, 5 de Maio de 2007:: Notícias

Recados da velha de Quissanga.


Depois de no ano passado ter ouvido a máxima, em Litandacua, aldeia pertencente ao posto administrativo de Chai, distrito de Macomia, um popular a dizer ao governador Lázaro Mathe, que se o Governo não resolvesse o problema dos elefantes, na próxima visita que se reunisse com eles.
Depois de parecer que o conflito entre os animais bravios e o Homem estava a ter solução, numa altura em que o governo decidiu intervir com mais força na gestão do Parque Nacional das Quirimbas, colocando lá um seu membro, que veio a ficar acima da administração do parque.
Depois de relatórios desencontrados entre o parque, o Governo provincial e outras fontes não menos importantes, depois de tudo isso, uma mulher se levantou surpreendeu o Presidente da República ao colocar a sua versão dos factos, uma versão muito diferente do que o chefe sabia, conforme ele mesmo confessou.
A velha voltou a culpar os elefantes da fome que pode flagelar este ano o distrito de Quissanga e por extensão o Parque Nacional das Quirimbas, fazendo outra extensão, chegou a culpar o Governo, que acha, na sua opinião, que o elefante é mais importante que as pessoas.
Disse que não acreditava em nenhuma outra coisa, senão num jogo em que as populações saem sempre a perder. Quis saber da importância dos elefantes que numa noite destroem todo o esforço de um ano, depois ninguém reage em defesa dos camponeses.
Propôs que, a serem muito importantes os elefantes, que o Parque Nacional das Quirimbas abrisse suas machambas, mais grandes que aquelas que estão em blocos para permitir que os elefantes comessem nelas, distraindo-os, assim, a não irem atacar as dos populares.
Seria uma espécie de cordão para defender as machambas dos camponeses, se bem que se acha muito importante a coabitação com os elefantes. Seria o refeitório dos elefantes, que seria muito recheado, com comida à fartura e assim nunca teriam a ideia de ir às pequenas machambas, entretanto a base de sobrevivência de todos os residentes de Quissanga.
Virando-se para o turismo, disse a mesma coisa. Que não estava a ver senão um jogo em que basta que os “grandes” não sofram, não interessa que a comunidade sofra. Falou do facto de que ha áreas onde não se pode pescar, sabendo que a pesca é, para muitos a única actividade para o sustento de famílias.
Ela disse ter andado em todas as ilhas turísticas, Quilálea, Matemo, Medjumbe, entre outras, hoje todas “compradas” e não encontrou nada que lhe satisfaça, porque esse turismo de que se fala “afinal é chegar, construiu uma barraca, fazer casas de bambu e pau-a-pique, logo é turismo! Estão-nos a enganar! E quando eles forem embora o que é que vão deixar, se a casa de paus na mesma semana vai cair. Estão nos a enganar! O Governo sabe, é um jogo!
Pedro Nacuo - Maputo, Sábado, 5 de Maio de 2007:: Notícias