7/05/07

Sabores do Ibo no Cais do Sodré...em breve podem crer !

Assim me conta e pede o Dr. Carlos Lopes Bento (que conhece o Ibo e o Arquipélago das Quirimbas como ninguém):
- Alguns empresários portugueses ligados A Câmara de Comércio Portugal Moçambique, em Lisboa, pensam, brevemente, abrir um restaurante no Cais Sodré, que vai denominar-se IBO. Pretendem com este espaço dar aos visitantes uma imagem, o mais possível próxima da realidade e por isso, para além de fotos e objectos da ilha em exposição, terá na sua ementa meia dúzia de pratos típicos do Ibo (peixe, carne, caril, achar, doces, bebidas,...), tanto da zona urbana como da suburbana, que mostrem a comida do dia-a-dia como a dos períodos festivos e sagrados, consumidas, ao longo das gerações, pela população da ilha do Ibo .
Os dados que possuo são escassos e por isso venho pedir aos "Filhos do Ibo", especialmente, às sábias senhoras e excelentes cozinheiras, uma ajuda, agradecendo o envio de receitas, que possam prestigiar a cultura alimentar das gentes da ilha do Ibo e contribuir para a sua divulgação. Ao fazê-lo estaremos, todos, a colaborar para a divulgação do Ibo, que, em breve, voltará a ser um grande centro de atracção turística, nacional e internacional.
Peçam aos vossos amigos iboenses que não possuam net, para darem, também, a sua colaboração.
Nota: Todas as receitas deverão conter a identificação de quem a disponibilizou.
Com os meus sinceros agradecimentos, daqui vai um grande abraço do
Carlos Bento


Nota - Interessados em colaborar podem utilizar, para envio de receitas ou do que encontrarem conveniente sugerir, o e.mail portoamelia@gmail.com

7/04/07

Sabe bem voltar a ler...

(Imagem daqui)
Porque vivo imaginando, voltei a ler e transcrevo as palavras do Miguel lá de Angola, postadas em 14 de Maio de 2006 no SDBlog :
O homem adapta-se facilmente a rituais muito próprios, fora da anarquia que acaba por constituir a grande cidade. Filho de uma, descobri apenas em Pemba como, afinal, um dia é mesmo enorme. Pela primeira vez experimentara a sensação de poder ir a pé de casa para o trabalho, gastando apenas 2 minutos. 2 minutos! Mesmo com passo lento, o máximo que fiz nunca terá ultrapassado os 5 minutos.
Foi com entusiasmo que me disseram que iria conhecer as pedreiras, em Montepuez. Finalmente sairia da cidade e entraria mato dentro, o verdadeiro mato. Iria com o C. ver como estavam as operações, a 200km da cidade. O C. era doido. Literalmente. A Toyota Hilux azul era, na realidade e como vim a saber mais tarde, a pick-up mais perigosa que poderia existir para aquelas estradas. Abalámos ao início da madrugada. O C. adorava impressionar. Ia fazer-me o baptismo. Imagino o que o sacana terá gozado à minha conta. Alguma vez na minha vida tinha eu visto uma picada?! Ou uma estrada em que eram mais os buracos do que o alcatrão? Sem vivalma? Só o verde imenso, entrecortado por uma ou outra aldeia? Agarrei-me onde pude dentro do carro enquanto pensava que a viagem ainda acabaria mal. 120-140km/h naquela merda de estradas? O gajo era chanfrado de todo. E como não podia ir pelo meio da estrada, passou a maior parte da viagem a alta velocidade com metade do carro fora da estrada e a outra no que restava. Sempre a acelerar. A comer capim. A levantar poeira. A fazer fugir cabritos, galinhas, porcos e pessoas. E eu nem sabia que o cabrão do C. era cego de um olho resultante de um grande acidente que tinha tido em Portugal. Aguentei-me. Que remédio.
Delirei com a paisagem. A imensidão. A baía de Pemba. As aldeias que se iam vendo e a forma como os produtos eram colocados junto à estrada para venda mesmo sem ninguém por perto. Sobretudo carvão, era o que mais se via. Parámos na tasca do português, penso que logo a seguir a Metoro - cruzamento que dava acesso a Montepuez, Mueda e Chiúre/Namialo - não me lembro do nome da aldeia, onde o tipo mandava. A tasca com o emblema do Sporting (claro!). Já nos seus 50 e muitos, 60 e poucos, tinha ido na guerra colonial para aquela zona e por lá tinha ficado. Arranjou mulher, moçambicana, com quem tinha muitos filhos. Era o único sítio onde podíamos comer, áquela hora, uma sandocha com omelete e um café batido a meio do caminho. Isso e dois dedos de conversa já que o carro não tinha nenhuma das actuais mordomias. Nem ar condicionado tinha, quanto mais leitor de CD…
Depois da curva da missão católica, Montepuez. Que susto. Aquilo é que era Montepuez? Aquilo?! Lá curvámos à esquerda e entrámos na “estrada” principal. Estrada. Uma picada toda rebentada pelas chuvas, com buracões descomunais e uma cidade sem energia eléctrica durante o dia. Apenas se ligava o gerador à noite e por umas 2 ou 3 horas. Parámos numa tasca também do Sporting do lado direito onde, pelas 6:30, encomendámos logo o almoço. As opções eram poucas: galinha ou cabrito. Só depois é que percebi porque é que eram essas as opções e a razão de encomendarmos aquela hora o almoço. É que ambos são animais de pequeno porte que, pela inexistência de condições de conservação a frio, permitiam que os restaurantes mantivem um stock vivo, permanentemente disponível para os potenciais clientes. O único senão era a necessidade de encomendar com muitas horas de antecedência para matarem os animais e prepará-los para a refeição. Feito.
Demos uma rápida volta pela “cidade”. Era muito pequena. Ao fundo da rua principal, do lado esquerdo, um C-47 da FAP abandonado e o que restava dele sendo possível ver-se ainda a cruz de cristo. Do lado direito a casa do administrador ou a Administração Municipal, uma ou outra ONG e, umas voltas mais adiante, as instalações da empresa. Foi aí que conheci o Firmino. 250Kg em cima de uma pessoa. Vivia em Montepuez com a sua família. A mulher e a filha pequena, de uns 5 anos, pareciam perfeitamente adaptados. Nem queria acreditar. Adaptados? Ali? O Firmino, volta e meia, apanhava malária. Montepuez era um ermo terrível metendo medo à noite. Uma cidade tomada pela escuridão da noite apenas iluminada pelas chamas das velas dos vendedores informais estrategicamente colocados nas zonas mais importantes e onde se comprava de tudo um pouco. Aí e nas tascas que vendiam cerveja e refrigerantes quentes.
Em Montepuez, como em Pemba, o C. dominava. Gostava de demonstrá-lo. Ele era “o” moçambicano da equipa. Irrequieto, pouco tempo passou sem que abalássemos novamente a alta velocidade pela picada que nos faria chegar à pedreira em pouco tempo. Voámos e graças a ser novo e sem problemas de coluna, a viagem fez-se não sem que tivesse mandado duas ou três cabeçadas no interior. O gajo era passado. E eu ali já arrependido por ter aceite o convite para a viagem.
No regresso, a noite tinha já caído sobre a estrada. Nem vivalma. Só mato e o que da picada se podia ver com os máximos sempre ligados. Nenhuma luz artificial. O céu, preto, cheio de estrelas. Tantas. Nem mesmo o céu da serra da Freita tinha tantas. Demorávamos a chegar atá que, após mais uma curva com o carro indeciso se permanecia metade dentro ou se capotava mesmo, as luzes de Pemba apareceram no meio da escuridão para grande alívio. Ah como sabia bem regressar à civilização, à data também conhecida por Alto Gingone!
Miguel
Parte 1

7/03/07

A lista de maravilhas do Chuinga...

Vaidoso, agradeço à IO e transcrevo daqui:
Segunda-feira, 2 de Julho de 2007
""Última hora, só termina a 3 de Julho, li aqui, e a minha lista de maravilhas é esta:
Ainda podem enviar as vossas "7 maravilhas" e o 'link' do ‘post’ onde as listarem para:
7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com
A votação sai a 7 deste mês no 'blog que teve a ideia, o sentido das coisas.
Ah, isto não é uma 'corrente' e, mais uma vez, obrigada ao
digital no Índico e ao lanterna acesa, que votaram no 'chuinga'.
e-publicado por IO às 23:37

7/01/07

Sons de Moçambique para seu final-de-semana...

Do YouTube - André Cabaço participou em vários projectos ao lado de artistas como nos projectos "Sons da Fala" e "Sons da Lusofonia" como representante de Moçambique. Mas é principalmente como compositor que se destaca a carreira musical de André Cabaço. A pesquisa de ritmos, canções, técnicas de execução de instrumentos musicais tradicionais de Moçambique faz com que André seja capaz de incluir no seu repertório, temas inspirados nas diversas tradições dos diferentes grupos étnicos existentes no país. André Cabaço é autor de vários trabalhos musicais, tendo também musicado peças teatrais. Após a sua participação em dois álbuns anteriores "Xipapa-Pala" e "Bassopa", " A punga ni nhama" é o último álbum de André Cabaço. Na sua música, André Cabaço tem a preocupação de buscar o diálogo/aliança entre tradição e contemporaneidade de instrumentos, ritmos e melodias de Moçambique. Dando continuidade ao trabalho que fazia em Moçambique no domínio da música popular, permite-se também incorrer por outros estilos musicais como o funk, jazz ou house. Indubitalvemente um dos mais representativos artistas da música actual de Moçambique:

(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" o "Rádio Moçambique" no lado direito do menu deste blogue.)

Exposição ARTE MAKONDE NO SÉC. XXI: DESAFIOS/COLÓQUIO.

CONVITE
Inauguração
Exposição ARTE MAKONDE NO SÉC. XXI: DESAFIOS/COLÓQUIO
NTALUMA,
escultor
REINATA SADIMBA, ceramista
__________________________
DIA 6 DE JULHO às 18H30
Biblioteca Museu da República e Resistência
Rua Alberto de Sousa, nº 10 A - Lisboa
metro: ENTRECAMPOS
Nome - Fank Arroni Ntaluma
Data de nascimento - 25/08/1969
Naturalidade - Nanhagaia / Cabo Delgado
País -
Moçambique
Morada - Portugal
Formação - 1990/92 - Curso de Escultura no Museu de Etnologia de Nampula.
1997/2002 - Co-fundador e dirigente da Escolinha de Escultura Ntaluma em Maputo.
2003 - Monitor de escultura na Escola de Escultura Maconde / Associação Lusófona para o Desenvolvimento, Cultura e Integração em Lisboa.
Técnicas - Escultura em madeira.
Vive em Portugal desde 2002.

Nome - Reinata Sadimba
Data de nascimento - 1945
Naturalidade - Nemu / Mueda
País -
Moçambique
Morada - Maputo
Formação - Filha de camponeses recebeu a educação tradicional da etnia maconde, que inclui o fabrico de objectos utilitários em barro.
1993/95 - Participou em workshops em Maputo e Londres.
Técnicas - Cerâmica
Em 1972 durante a luta armada ingressa na Frelimo. Em 1980 emigra para a Tanzânia onde permanece até 1992, voltando então para Maputo.
Mais sobre arte makonde e sobre estes artistas de Cabo Delgado-Moçambique aqui

6/27/07

Imagens para a História de Cabo Delgado e Moçambique.

Imagens/documentos para a História de Cabo Delgado-Moçambique e que recomendo aqui - http://www.panoramio.com/user/266007 e aqui .