7/02/08

Diversificando - O maior cálice de Vinho do Porto do mundo está no Pavilhão de Portugal na Expo de Saragoça.

O Pavilhão de Portugal na Exposição Internacional de Saragoça, Espanha, conta com o maior cálice de Vinho do Porto do Mundo, uma peça que integra o livro de recordes do Guinness de 1998, noticia a Lusa.
Com capacidade para 84 litros, 1,53 metros de altura e um peso de 25 quilos, este objecto foi produzido pela Cristal Atlantis há dez anos, integrando nessa altura o famoso livro na categoria de maior copo.
O cálice foi emprestado ao Pavilhão de Portugal pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto e está colocado na sala «Consciência», na zona dedicada ao Rio Douro, onde é mostrado aos visitantes a cultura vinhateira, o trabalho associado à produção do vinho e à energia das barragens.
O tema da participação portuguesa na Expo2008 centra-se nos três rios e bacias hidrográficas mais importantes: Douro, Tejo e Guadiana.
Integram ainda a área expositiva do espaço português as salas «Alerta» - um corredor com diversos espelhos em tom vermelho que se refere a catástrofes como cheias, secas, fogos e poluição - e «Mudança», onde uma instalação interactiva desenvolvida pela Ydreams faz as delícias dos visitantes.
Outra das peças do Pavilhão de Portugal é uma fonte bicéfala do século XVI. Este objecto representa os rostos do rei D. Manuel e da sua irmã, D. Leonor, e foi colocado em Lisboa para fazer o abastecimento urbano de água. Em Saragoça, serve para iniciar a visita à exposição lusa.
A fonte associa duas cabeças coroadas e dois escudos relevados, que representam uma esfera armilar e um camaroeiro. As escamas que decoram a coluna torsa associam-na a uma serpente, numa alusão à água de que o réptil é guardião, dominado pelo rei que garante a distribuição pela população.
A Exposição Internacional de Saragoça decorre até 14 de Setembro num recinto de 25 hectares na margem do Rio Ebro, sob o tema «Água e Desenvolvimento Sustentável».
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Ronda pela net - Mundo irracional, quase animal: Por amar mereceu morrer!

Transcrevo e só acrescento: Impressiona, revolta o acontecimento em si, mas impressionam, chocam também a naturalidade primitiva de conceitos e a impunidade que cercam estes crimes justificados por apodrecidos ditames de honra ou religião que desandam em extremos como os de "Onze de Setembro", e parecidos:
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"A minha filha mereceu morrer por se apaixonar".
- Pai esfaqueou rapariga por falar com soldado.
Abdel-Qader Ali não tem dúvidas: o mínimo que a filha merecia era morrer. O crime da rapariga de 17 anos? Ter-se apaixonado por um dos 1500 soldados britânicos estacionados na cidade iraquiana de Baçorá. "Se eu soubesse no que ela se ia transformar, tê-la-ia matado logo que a mãe a deu à luz", garantiu este funcionário público xiita, numa entrevista ao semanário britânico The Observer.
Dois meses depois de a morte de Rand Abdel-Qader - sufocada e esfaqueada pelo pai e irmãos a 16 de Março - ter chocado o mundo, Abdel-Qader Ali continua em liberdade.
Foi no jardim da sua casa que o homem de 46 anos recordou como teve "o apoio dos meus amigos que também são pais e sabem que o que ela fez é inaceitável". A própria polícia, que chegou a deter Abdel-Qader umas horas, deu-lhe razão. "Todos sabem que os crimes de honra são impossíveis de evitar", disse o iraquiano, segundo o qual "os agentes ficaram ao meu lado o tempo todo a dar-me os parabéns pelo que fizera". Rand Abdel-Qasser terá conhecido Paul, um militar britânico de 22 anos, numa acção de caridade na cidade do Sul do Iraque, em que ambos participavam como voluntários. Como qualquer adolescente apaixonada, apressou-se a contar tudo à melhor amiga Zeinab. "Ela gostava de falar do seu cabelo louro e olhos cor de mel, da sua pele branca e da sua maneira suave de falar", recordou a rapariga de 19 anos em declarações ao Daily Mail. Para as amigas, o britânico era "muito diferente dos homens de cá, rudes e analfabetos". Estudante de Inglês na Universidade de Baçorá, Rand tinha a vantagem de poder falar com Paul sem intermediários. E rapidamente começou a usar todos os argumentos possíveis para prolongar o seu trabalho de voluntariado, que lhe dava a oportunidade de estar com ele. Uma paixão que podia até nem ser retribuída. De facto, Rand e Paul não se terão encontrado mais de meia dúzia de vezes e sempre em locais públicos. "Ela nunca fez nada para além de falar com ele", garantiu Zeinab. Mesmo assim, esta não se cansou de alertar a amiga para os perigos desta amizade: "Disse-lhe vezes sem conta que ela era muçulmana e que a sua família nunca aceitaria que casasse com um soldado britânico cristão. "Como confidente de Rand, era Zeinab quem guardava os presentes que este lhe oferecia, como um leão em peluche para o qual diz agora ser "difícil olhar". E foi o que aconteceu. Quando o pai de Rand soube que a filha se andava a encontrar com o militar, perdeu a cabeça. "Entrou em casa com os olhos raiados de sangue e a tremer", recordou ao The Observer a mãe da rapariga. Quando viu o marido a sufocar a filha com o pé, Leila Hussein chamou os dois filhos, de 21 e 23 anos, para ajudarem a irmã. Mas quando o pai lhes disse o motivo da agressão estes ainda o ajudaram. Considerada "impura", Rand não teve direito a funeral e os tios cuspiram sobre o seu corpo quando este foi lançado a uma vala. Incapaz de viver sob o mesmo tecto que o homem que matou a sua filha, Leila pediu o divórcio e está, desde então, escondida para evitar a vingança do marido. "Fui espancada e fiquei com o braço partido", disse a mulher, que agora trabalha para uma organização que denuncia os crimes de honra. Em 2007, 47 mulheres foram mortas por terem violado "a honra" da família só em Baçorá e desde Janeiro deste ano a Comissão de Segurança da cidade garante que o número já vai em 36. Segundo a ONU, pelo menos cinco mil mulheres são anualmente vítimas de crimes de honra em todo o mundo, e, apesar de a maioria decorrer em países islâmicos, estão a acontecer cada vez mais a muçulmanas que vivem no Ocidente. Apesar da presença britânica, Baçorá é em parte controlada pelas milícias, que definem regras estritas de comportamento. São elas quem impõem os códigos de vestuário, as práticas religiosas e determinam que a prostituição e a homossexualidade são puníveis com a morte.
- Helena Tecedeiro - "Diário de Notícias".
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Segundo a ONU, pelo menos cinco mil mulheres são anualmente vítimas de crimes de honra em todo o mundo, e, apesar de a maioria decorrer em países islâmicos, estão a acontecer cada vez mais a muçulmanas que vivem no Ocidente.

Ronda pela imprensa moçambicana: Inaugurada sede do Arquivo Histórico de Moçambique.

É inaugurado hoje, em Maputo, o edifício da sede do Arquivo Histórico de Moçambique, uma instituição pertencente à Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
O acto será dirigido pelo Ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, acompanhado por vários quadros do cenário educacional e cultural do país e estrangeiros, com destaque para a presença do Reitor da UEM, Padre Filipe Couto, e do Ministro português das Finanças, Teixeira dos Santos.
Esta cerimónia coincide com a semana comemorativa do 74º aniversário do Arquivo Histórico de Moçambique, e o acto será seguido de uma série de debates sobre arquivos e investigação científica, e arquivos e governação.
Ainda no quadro da semana dos arquivos, haverá o encerramento do curso profissional de arquivos, que terá lugar na sexta-feira.
- Notícias, 02Jul2008.

7/01/08

Diversificando - Sandra Pires, cantora portuguesa desconhecida pelos portugueses...

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui)
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Despertou-me a atenção reportagem de horas atrás na "RTP Internacional". Mais ainda sua voz.
Sandra Carla de Lopes Morato e Leal Pires conhecida artisticamente por Sandra Pires nasceu em Díli, Timor-Leste, em 26 de Agosto de 1969.
Foi criada pelos avós paternos até aos 13 anos em Leiria. Depois de passar novamente por Timor, refugiou-se, devido aos conflitos violentos que assolaram Timor em 1975, com os pais, na Austrália.
Atualmente é uma das mais requisitadas cantoras líricas na Áustria (Europa), onde reside.
É práticamente desconhecida em Portugal e no mundo de expressão portuguesa. Por enquanto...!
O MAR:
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Escute "Here I Am" por Sandra Pires aqui:
(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a rádio "ForEver PEMBA.FM". O player localiza-se no menu deste blogue, lado direito. )

Ronda pela imprensa lusa: Blogosfera - Caso da suspensão do "Póvoa online"...

O caso está a dar que falar na blogosfera lusa.
Afinal, onde se situam o direito à liberdade de expressão crítica, frontal, direta, sem subserviência aos poderes político e económico e o abrigo via anonimato, sem regras, de analistas que, ao utilizarem um blogue, provocam debate e crítica sem a credibilidade da transparência de um nome real?
A responsabilização do que se afirma como verdade buscando, para uns construir e para outros, denegrir, é censura ou legalidade?
Transcrevo do Expresso de hoje:
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Blogue encerrado, caso comentado.
Fala-se sobre o encerramento do blogue "Póvoa Online" ordenado pela Justiça.
- Expresso, Carolina Reis-Segunda-feira, 30 de Jun de 2008.
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Nunca tinha acontecido em Portugal: um tribunal mandou fechar um blogue. Em causa estão os post's do "Póvoa Online", onde eram criticados os autarcas da Póvoa de Varzim.
"Actualmente (a Póvoa de Varzim) apenas oferece lixo, areia da praia contaminada e um mar poluído, tudo supervisionado por autarcas agarrados ao poder e sustentados por uma teia de corrupção que corrói toda a gestão municipal. Vingou a lei do cimento".
São frases como esta que levaram o presidente do município, Macedo Vieira, e o vice-presidente, Aires Pereira, a pedir aos tribunais o encerramento do blogue.
Decidiu a Justiça que os autores do Póvoa online difamavam os autarcas.
Decidiram os outros "camaradas" blogues comentar o assunto.
"Era como se José Sócrates agora decidisse censurar o "Trip na Arcada" ou o nosso livro "Declaração de Amor ao Primeiro-Ministro", escreve o "Trip na Arcada".
A liberdade de expressão é posta em causa e a palavra censura vem à baila em alguns posts. "Porque acredito na liberdade de expressão e não admito as novas "comissões de censura", porque acredito que o poder corrompe, porque acredito que a aberração urbanística (entre outras matérias pardas) da Póvoa de Varzim só é possível por imbecilidade ou corrupção da autarquia e porque não acredito na justiça que é praticada no rectângulo, que se permite fechar um blog que incomoda e ao fazê-lo abre caminho a mais acções semelhantes, manifesto desta forma a minha solidariedade com o "póvoa online" e o meu mais profundo desprezo pelos sensíveis autarcas e pela justiça que lhes dá cobertura e protecção!", lê-se no blogue "Apanha Moscas".
O caso é mesmo apelidado de escândalo:
"Nem na Internet estamos seguros. Mais um caso de escândalo e abuso de poder das autoridades Portuguesas", escreve o blogue "ruicruz.forunsbb.com".
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"Encerraram" o "Póvoa Online". E agora temos o "Póvoa OffLine".
Entretanto, aqui fica outro "caso", de tons próximos à blogosfera, que tocam a liberdade de expressão, o poder político ou alguns de seus membros, sensíveis e com alergia a críticas:
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Autor de blogue processa Sócrates.
Em resposta à queixa apresentada pelo primeiro-ministro, que o acusa de difamação, António Caldeira resolveu mover um processo semelhante, por se considerar «vítima da verdade».
O autor do blogue "Do Portugal Profundo" vai processar o primeiro-ministro, José Sócrates, por difamação e denúncia caluniosa.
António Balbino Caldeira, professor do Instituto Politécnico de Santarém, publicou vários artigos, desde Fevereiro de 2005, sobre a alegada utilização indevida do título de engenheiro e o percurso académico do primeiro-ministro, temas que fizeram rebentar a polémica.
Perante isto, o chefe de Governo decidiu mover, na semana passada, uma queixa-crime contra Caldeira, na sequência dos artigos no blogue.
O advogado José Maria Martins foi nomeado para representar o professor, que pretende uma indemnização.
António Caldeira vai ser ouvido esta quinta-feira no Departamento Central de Investigação e Acção Penal, como testemunha, com base num inquérito relacionado com a obtenção do diploma de licenciatura e do uso do título de engenheiro por parte do primeiro-ministro, e como arguido no processo de difamação apresentado por Sócrates.
- "aeiouQuiosque", Terça, 26 de Junho de 2007 às 15:54
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E diz o José da Grande Loja do Queijo Limiano de hà pouco:
"...O direito à indignação, por vezes, surge em manifesto de blogs, assim organizados anonimamente.
Alguns, chamam-lhes cobardes.
Mas esquecem a coragem de quem, sabendo de desmandos no governo da coisa pública, preferem calar a denunciar.
Por outro lado, merece ainda uma nota, o facto de este género de blogs, fazerem o papel dos antigos "pasquins", em modo de panfleto escrito ou até em modo oral, de voz disfarçada e que nas aldeias antigas, serviam para divulgar pela calada da noite, em modo anónimo, os escândalos que todos conheciam mas ninguém se atrevia a enunciar publicamente.
Atingindo indubitavelmente a consideração alheia, denotam também uma impunidade reinante. Não a que se prende com a responsabilização dos seus autores anónimos, mas de um modo mais subtil e evidente, a que se mostra a todos e que passa pela impossibilidade de os poderes públicos, moralizarem a vida política, pública, em certos lugares.
Os tribunais, cada vez mais, não servem para esse efeito.
A prova simples e directa, reside na pequeníssima quantidade de corruptos julgados e condenados.
Por outro lado, a sociedade de outras instituições, mormente as políticas, tudo parecem fazer para escamotear e abafar as situações conhecidas, publicamente escandalosas e que deveriam fazer soar todas as campainhas de alarme público.
Na ausência de moralização, e perante a evidência de completa ausência de eficácia dos poderes públicos, alguns optam pela via dos blogs anónimos, para tentar equilibrar os pratos da justiça social.
Não os aplaudo em pé e publicamente.
Mas também não serei eu quem lhes atira pedras."

Moçambique: Província de Cabo Delgado com menor valor de exportações em 2007

As exportações da província de Cabo Delgado ascenderam a 20,33 milhões de dólares em 2007, informou o jornal Notícias, de Maputo, citando a Direcção Provincial da Indústria e Comércio.
No entanto, o valor das exportações de 2007 representa uma queda de quase quatro milhões de dólares relativamente aos 24 milhões registados em 2006 e substancialmente inferior aos 70 milhões de dólares de 2005.
A redução verificada resultou da proibição de exportação de algumas espécies de madeira em toros imposta pelo Governo para se privilegiar a exportação de produtos com maior valor acrescentado.
O algodão em fibra, produto exportado pela empresa Plexus, foi o que mais receitas teve, ao registar mais de 10 milhões de dólares em 2007, a que se seguiu a madeira serrada, que conseguiu arrecadar 3,344 milhões de dólares.
Por seu turno, a castanha de caju processada, que durante o período em análise foi exportada para a África do Sul, Alemanha, Japão e EUA, registou cerca de 1,5 milhões de dólares, enquanto a castanha em bruto registou apenas 197 mil dólares.
Ainda durante o período em análise, a exportação da madeira em toros permitiu arrecadar perto de dois milhões de dólares, seguindo-se a semente de algodão que registou uma receita de cerca de 923 mil dólares.