7/10/09

ASSIM VIVEM OS JORNALISTAS MOÇAMBICANOS... ou como fazer mau jornalismo!

Não consta do "Manual do Mau jornalismo", mas poderia:

Injustiçados e abandonados - Cerca de 20 jornalista de diferentes órgãos de Comunicação Social moçambicana ao nível da região Centro do País, abandonaram, anteontem, a sala de sessões onde decorria o Seminário regional do Medias em Matéria do Ambiente, alegadamente por sentirem injustiçados e abandonados após aperceberem-se que o mesmo não passava de mais uma burla dos organizadores, nomeadamente: o Centro de Desenvolvimento Sustentável(CDS) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Ministério para a Coordenação da Acção Ambiental(MICOA).

Dados na posse do «vt», indicam que o mau-estar instalou-se logo que os jornalistas das quatro províncias do centro de Moçambique, respectivamente, Manica, Sofala, Tete e Zambézia se aperceberam que a organização não estava presente no evento, aliado ao facto de condições mínimas e necessárias não terem sido criadas para o efeito, isto após sucessivos adiamentos para a sua realização.

Só para citar alguns casos caricatos que devem ter passado despercebido nos organizadores deste evento, os jornalistas não possuíam blocos de nota, guião, esferográficas e nem agendas e muito menos sabiam quem seriam os palestrantes nas sessões, aliado ao facto de que os facilitadores previamente seleccionados não dominavam os assuntos ligados ao meio ambiente.

Por exemplo, questionado sobre o plantio da Jatrofa - os respectivos facilitadores - após insistência dos profissionais da imprensa em querer se inteirar do assunto, refugiaram-se e/ou melhor, chegaram afirmar que a plantação desta cultura, tratava-se de questões propagandísticas do partido no poder em Moçambique, a Frelimo.

Mais, além das humilhações acima descritas, os jornalistas provenientes das outras províncias - após terem sido prometidos o pagamento das despesas de alojamento, dormida e refeições - à última hora foram obrigados a ter que arcar com as suas despesas e um contabilista do MICOA - cuja identidade não foi revelada é alegadamente citado em como tendo dito o seguinte: “aquele que sentir-se injustiçado retire da sala e vá para sua casa pois, o MICOA não recebeu ordens para custear as vossas despesas”.

Dada a violência das palavras - quase meio-infantis do suposto contabilista do MICOA - criou-se um ambiente não propício para que os trabalhos pudessem decorrer a contento e, a título de exemplo, um jornalista, questionou: “será que não houve plano traçado para a realização do evento?”.

PNUD «ENVERGONHADO»
Entretanto, Dulcenea Baquete, representante do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em Manica, deixou estas palavras: “Isto me surpreende! Não foi o combinado com os Parceiros para a realização deste seminário pois, trata-se de uma Iniciativa do Presidente da República(PR), Armando Guebuza e houve um acordo para o pagamento de todas despesas inerentes para os participantes”, tendo acrescentado que “foi falta de coordenação. Estou envergonhada com tudo isto que aconteceu”.

Recordar que o encontro era para realizar-se em 5 dias e com a participação de 30 jornalistas da região centro do Pais, tendo sofrido alterações depois do mau ambiente criado entre jornalistas e organizadores.

Porém, outras fontes referem que o mesmo sucedeu com o realizado na região sul de Moçambique pois, logo que os escribas aperceberam-se da desorganização criada, teriam sem sucesso abandonado a sala.

Por outro lado, os participantes destes encontros questionam o método que os organizadores usam para seleccionar os participantes, havendo alguns casos em que foram convidados adidos de imprensa quando na verdade estes teriam tido o seu “retiro” em Namaacha.

Uma das nossas fontes revelou que os organizadores destes seminários, “devem não ter percebido a mensagem deixada pelo Presidente da República pois, no lugar dos mesmos serem abrangentes, criou-se um círculo de amigos, sobretudo, quando os mesmos versam também a distribuição de algum subsídio/migalhas”, apelando-se a uma urgente rectificação dos processos selectivos, havendo casos de jornalistas, sobretudo, os chamados da imprensa independente que “nem são convidados para os mesmos”.

Um escriba disse em Chimoio ao «vt» que “mais do que a realização de seminários, estes eventos são de uma pouca vergonha, onde o álcool e a promiscuidade - a exemplo do acontecido em Xai Xai - estão acima das cabeças dos organizadores pois, muita das vezes, as pessoas que idealizam os eventos, usam fundos do Estado para fins não recomendados pelo Chefe do Estado”.

Aliás, nestas andanças os escribas, bastantes vezes têm sido os mais sacrificados. Contam-se histórias até de arrepiar cabelos, porém, engendradas por outros colegas que a bem pouco tempo também estiveram nestas jornadas, mas que menosprezam seus colegas e os casos de Chimoio e Xai-Xai, talvez sirvam de exemplo para aquelas pessoas que “sem escrúpulos e vergonha, querem saciar os seus apetites a custa de colegas”, disse outro repórter em Chimoio, visivelmente, consternado com a situação que viveu.

SNJ
Victorino Machirica, representante do Sindicato Nacional de Jornalistas(SNJ) em Manica, abordado sobre o dilema, resumiu: “esta gafe mancha-nos. Estamos a cumprir uma das recomendações do Chefe do Estado que - numa reunião com os editores da Comunicação Social Moçambicana disse para que todos os jornalistas participassem sem excepção - A não planificação de algumas actividades dá nisto. Estou envergonhado pois, fui e a pessoa encarregue de contactar os jornalistas e, não só. Também encarreguei- me de encaminhar a lista dos respectivos participantes”, acrescentando que “não contava com esta situação; sinto-me um aldrabão para com os meus colegas jornalistas, por um assunto planificado e não bem coordenado por quem de direito.
- José Sebastião, Vertical – 10.07.200, via MPT.

7/09/09

Inclusão Digital: Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, ganha banda larga gratuita sem fio

Um bom exemplo a seguir em Moçambique (e não só), onde a maioria da população é carente também de informação:

Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, ganha banda larga gratuita sem fio - Projeto de inclusão digital já existe no morro Santa Marta e chega aos 100 mil moradores da comunidade carente retratada em filme.

O bairro carioca Cidade de Deus, que ficou famoso após o lançamento do filme de mesmo nome em 2002, vai estrear neste mês sua rede de banda larga sem fio gratuita.

O projeto de inclusão digital é do governo do Estado do Rio de Janeiro, que pretende transformar o Rio no "primeiro Estado 100% digital", e é feito em parceira com a Pontifícia Universidade Católica do Rio (PUC-RJ) e tecnologia da Motorola.

O morro Santa Marta está incluso desde março no projeto, que também trabalha para oferecer internet gratuita em alta velocidade na região do Jardim Batan, na orla de Copacabana e Ipanema.

O programa prevê ainda a oferta de serviços gerais para a população, como agendamento de consultas no INSS, pesquisas escolares, emissão de segunda via de contas e acesso a micro empresários para desenvolver a economia local.
- IDGNow - São Paulo, 08 de julho de 2009 às 18h03.

7/08/09

Ronda pela blogosfera: Salama de Pemba!

Pemba. Wow.

A mere three days after arrival, I feel like I have quickly fallen into step with life here.

After a luxurious first night out at Russell’s, an open air restaurant/bar, eating and watching Wimbledon, the real work began on Monday.

With steady persistence we were finally able to secure all the official Mozambican rubber stamps that we needed to gain governmental blessing to begin our work in Maringanha on the water wells. Walking around town that first day I quickly learned that Pemba is a small beautiful place but fairly impoverished. The red dirt roads along the white sandy beaches are littered with dozens of children in various levels of school clothing with bright inquiring eyes. They curiously stare as I follow Kathleen and Shyam who comfortably navigate the streets and the locals in Portuguese and Macua as they point out everything from the local market, to the hospital, to the police station meeting all the friends they’ve made along the way.

It was unclear to me just how the majority of the people that I saw around town lived until my first trip to the village that afternoon. There the dirt and rock huts that line the sand roads are peppered with goats and chickens. They freely roam the grounds as children play with makeshift plastic bag and rubber band soccer balls.

Our presence as the band of Kunyas (white people – yes, I am now white), goes more or less undisturbed. The major exception is when we walk by a group of local women, who all ask to be my friend, in particular. To us it is unclear why, while Abdul our translator, seems to think my stature makes them think I could be a child, I remain unconvinced of their desire to adopt a Kunya child.Shyam and I took the evening to test the water samples we had on the Petrifilm to try and quantify E-Coli and Coliform levels – I must say incubating cardboard agar strips on your back while sleeping is just as little fun as the description would indicate.

Nonetheless, today dressed in traditional skirts we arrived in the village to get more water samples and interview as many people as we could find at the wells. Divided into groups we tackled the two wells that showed E-Coli and Coliform contamination to try and understand local water habits.

Using the women’s attraction to both myself and Kathleen we were able to get some clear answers. Women come to collect water 2-5 times a day, 2-3 buckets at a time for the entire family and use it for everything from eating to cooking to washing. Carrying their buckets on their heads they make the trip, which in general for the 1300 or so population of Maringanha is no more than a five minute walk.

Few women make the connection between bouts of ill health and contaminated well water which will be an inherent challenge in promoting our product and the local population’s uptake of the pasteurized water. At home in our “Real World-esque” house over dinner at the kitchen table, we continue to toss around ideas about how to implement an effective case-control study of the pasteurizers to evaluate health – randomly selecting a test group, giving them clean, new and different coloured water buckets and having a local person man the pasteurizer, which would be set up as close to the well as possible, seems like the most feasible idea to date.

Finishing the day with my first dip in the Indian Ocean, I am painfully aware that we have much work to do.

We will return to Maranganha tomorrow and find more women to talk with geared specifically towards diarrhea and health and hopefully start building the pasteurizer on Monday.

Spreading knowledge of the public health risks of dirty water, mixing water used for hygiene and consumption, and creating the appropriate infrastructure to remedy the problem is a lofty challenge but the summer is young still. Also, Drew has mutton chops - please email him and make him shave. Obrigada.
- Alisha (By Shyam, on July 7th, 2009).

Ecos da imprensa Moçambicana: Perto de 15OO doentes abandonam tratamento...

Cerca de mil e quinhentos pacientes infectados pelo Sindroma de Imunodeficiência Adquirida, SIDA, na província de Nampula, abandonaram o tratamento antiretroviral que vinham usufruindo, segundo estatísticas do sector da Saúde relativos ao intervalo entre o ano de 2007 a esta parte, período em que foram testados positivos pouco mais de dezassete mil pacientes num universo de 58.785 suspeitos de viver com o vírus do HIV ao nível das unidades sanitárias locais.

O sector da Saúde naquela parcela do país que esteve reunido em mais um conselho coordenador provincial debruçou-se em torno das acções levadas a cabo no sentido de conter os níveis de infecção pela chamada doença do século e concluiu que 599 pacientes que sofriam infectados pelo HIV/Sida morreram no período em análise.

No entanto, do universo de pacientes vivendo com o HIV/Sida ao nível da província e que abandonaram o tratamento antiretroviral, 434 retomaram voluntariamente ao uso da terapia para debelar os efeitos daquela doença de transmissão sexual.

O abandono pelos pacientes da terapia contra os efeitos do HIV/Sida em Nampula é interpretado pelo sector da Saúde como estando ligado a dificuldades de acesso a alimentos com nutrientes que possam fazer face aos efeitos colaterais dos antiretrovirais, aliada às longas distâncias que têm que percorrer para atingir a unidade sanitária mais próxima, estimada actualmente em 25 quilómetros contra o dobro em 2005.

No entanto, a Saúde naquela parcela considera que as transferências constantes de um distrito para o outro dos técnicos do sector com treinamento para administração dos antiretrovirais são factores que estimulam o abandono do tratamento. É que os pacientes sentem quebrado o segredo do seu estado serológico em relação ao HIV/Sida quando de tempos em tempos tem que lidar com um outro profissional da Saúde para administração dos anti-rectrovirais.

O sector da saúde recomendou no referido encontro o abandono desta estratégica, adicionalmente reforçar o seu quadro de pessoal dos distritos com psicólogos para que possam jogar um papel motivador junto dos pacientes no concernente à pertinência do uso da terapia antiretroviral.

Os distritos que têm merecido uma atenção especial dos programas de prevenção e combate ao HIV/Sida por parte do sector da Saúde em Nampula são de Eráti, Meconta, Malema, alem de Nacala-Porto, Ribáuè incluindo a cidade de Nampula, que tem uma taxa de incidência da doença superior a media da província.

Flávio Wate Director Provincial da Saúde em Nampula, precisou que a pandemia do HIV/SIDA afecta seriamente a força onde os funcionários do seu sector não são uma excepção. Acrescentou que o seu sector vai reforçar as acções de divulgação das medidas preventivas contra aquela doença mortífera, privilegiando os grupos vulneráveis. A taxa de incidência do HIV/SIDA em Nampula é de oito por cento, numa população estimada em quatro milhões de habitantes.
- Maputo, Quarta-Feira, 8 de Julho de 2009:: Notícias.

Ecos da imprensa moçambicana: Escolas dos distritos recebem computadores

O ministério da Ciência e Tecnologia vai distribuir até ao final de Julho corrente cerca de 1000 computadores a 44 escolas em igual número de distritos do país.

Hoje, o MCT vai entregar computadores à Escola Secundária de Angoche (no distrito do mesmo nome), Escola Secundária de Mossuril (no distrito de Mossuril), Escola Secundária da Cidade Alta (no distrito de Nacala-Porto) e ao Instituto Agrário de Ribáwè (no distrito de Ribáwè), todos na província de Nampula. Cada escola receberá 20 computadores destinados aos alunos, devendo ser usados como instrumentos de apoio ao processo de ensino e aprendizagem. Esta iniciativa insere-se nos esforços do Governo com vista à expansão do acesso das populações às Tecnologias de Informação e Comunicação e redução do fosso digital.
- Maputo, Quarta-Feira, 8 de Julho de 2009:: Notícias.

Ecos da imprensa lusa: Português detido em Moçambique por caça ao elefante!

Um português e um francês foram detidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM), no passado dia 25 de Junho, na cidade da Beira por presumível autoria de crimes de abate ilegal do animal protegido, caça em período de defeso, posse ilegal de armas de fogo e furto de dispositivo electrónico, informa o Parque Nacional da Gorongosa.

Victor Ildefonso Anselmo, 47 anos de idade, de nacionalidade portuguesa e o francês Juliene Raymond, 56 anos, caçadores profissionais indiciados no abate ilegal de um elefante e apoderado indevidamente de um colar - transmissor do sinal via satélite do Parque Nacional da Gorongosa (PNG), no dia 18 ou 19 de Junho último, perto de Chiramba, no distrito de Chemba.

Segundo o director do Departamento de Conservação do PNG, Dr. Carlos Lopes Pereira, o elefante denominado G4, facilmente identificável pelo colar – transmissor de grande porte que levava ao pescoço, movimentava-se, frequentemente, entre o Parque e o rio Zambeze, passando pelas Coutadas de Caça, facto conhecido pelos responsáveis e pelas comunidades.
- Publicado em 08 de Julho de 2009, Aqui!