5/01/09

Samora Machel foi um verdadeiro ditador como Estaline, em maus-tratos à população portuguesa!

Embora essa vergonhosa atitude, própria de extremista complexado e repleto de ódio racial não seja novidade para o mundo, transcrevo porque penalizou injustamente vidas e o futuro de milhares de moçambicanos de todas as cores e origens e um País chamado Moçambique, que ainda hoje se ressentem económica e socialmente dessa verdadeira, insana e irresponsável loucura.

Afinal quem não lembra, naquela época tremenda de 74/75, os aeroportos moçambicanos repletos de famílias luso-moçambicanas que, assustadas e ameaçadas a cada discurso demagogo e populista desse senhor, abandonavam todos os seus bens fruto de muito trabalho e suor e buscavam lugar e abrigo nos aviões de volta a Portugal?

- As revelações são de Piotr Evsiukov, primeiro embaixador soviético em Moçambique, em “Memórias sobre o trabalho em Moçambique”.
Maputo (Canal de Moçambique) - Diplomatas soviéticos que deram início às relações diplomáticas entre URSS e Moçambique criticam a política de Samora Machel face à população portuguesa branca, sublinhando que, nesta área, o Presidente moçambicano se comportou de forma semelhante ao ditador soviético, José Estaline.

“De forma dura, como Estaline, Samora Machel tratou os portugueses que viviam em Moçambique. Muitos deles receberam com entusiasmo os combatentes pela independência quando entraram em Lourenço Marques e estavam prontos a cooperar de todas as formas com a FRELIMO”, escreve Piotr Evsiukov, primeiro embaixador soviético em Moçambique, em “Memórias sobre o trabalho em Moçambique”, a que a LUSA teve acesso. “Não obstante, também aqui se revelou o extremismo de Samora Machel. Ele apresentou condições tais de cidadania e residência aos portugueses em Moçambique que eles foram obrigados, na sua esmagadora maioria, a abandonar o país... Com a fuga dos portugueses, a economia de Moçambique entrou em declínio”.

Piotr Evsiukov recorda que Machel era um convicto admirador de José Estaline. “Samora Machel falou- me várias vezes do seu apego e respeito por José Estaline.

Durante a visita oficial de uma delegação de Moçambique à URSS, Samora Machel terminou a viagem na Geórgia. Depois das conversações com Eduard Chevarnadzé, Sérgio Vieira, membro da direcção da FRELIMO, veio ter comigo e pediu-me, em nome do Presidente, para arranjar um retrato de Estaline. Claro que os camaradas georgianos satisfizeram o pedido com agrado”, escreve Evsiukov.

Arkadi Glukhov, diplomata soviético que chegou antes de Evsiukov para abrir a embaixada da URSS em Lourenço Marques, escreve: “Após o fim da Segunda Guerra Mundial, Lisboa, tendo perante si os exemplos da queda dos impérios coloniais da Inglaterra e França, enveredou pela via da reforma intensa do seu sistema colonial, nomeadamente no campo das relações entre raças, da política social e cultural. Tudo isso foi levado à de ‘assimilação’, cujos rastos sentimos com evidência quando chegámos a Moçambique”. “Porém”, continua o diplomata soviético, “esses rastos começaram a desaparecer rapidamente, principalmente depois da entrada na cidade (Lourenço Marques) das unidades militares de medidas e de todo o tipo de limitações (frequentemente inventadas) contra a população portuguesa, não obstante, em geral, ela ser leal e estar pronta a cooperar com os novos poderes”.

Segundo Glukhov, “no fim de contas, isso levou à partida em massa dos portugueses do país, o que se reflectiu de forma grave na sua vida económica e aumentou a tensão nas relações entre raças”.

Segundo os diplomatas soviéticos, a política de Samora Machel provocou atritos com Joaquim Chissano, primeiro-ministro moçambicano, que defendia o diálogo com a população branca.

Evsiukov escreve que Machel reconheceu o seu erro e, “ao aconselhar Robert Mugabe, seu amigo e pretendente ao cargo de Presidente do Zimbabué, disse-lhe para não expulsar os rodesianos brancos da antiga Rodésia do Sul”.
- Canal de Moçambique, José Milhazes/In Lusa, 30/04/2009 06:22:00.

“Frelimo monta homens para assaltarem residências de altos dirigentes da Remano”

– Acusa a Remano considerando que está sendo provocada e obrigada a ter que desenterrar os machados de guerra esquecidos há anos.
Maputo – A Renamo acusa a Frelimo de ter um grupo de forças de guarda fronteira recentemente treinado com o intuito de tomar de assalto as residências dos guardas de altos dirigentes da Renamo em Maringue e Cheringoma (Inhaminga). Considera que está sendo provocada de tal forma que serão obrigados a “desenterrar os machados de guerra esquecidos há anos”.

A Renamo convocou na manhã de terça-feira (28.04.09) uma conferência de imprensa, para entre outras acusações, afirmar que dada a existência desses elementos de guarda fronteira naqueles pontos do País, curiosamente onde teve maior influência, “a Frelimo está a desrespeitar os Acordos Gerais de Paz Firmados em Roma em 1992”.

Deu a conhecer igualmente a jornalistas que a existência do referido grupo de forças de guarda fronteira treinado com o intuito de tomar de assalto as residências dos guardas de altos dirigentes da Renamo naqueles distritos foi obtida com base em “informações de fontes fidedignas que o partido tem em todo o País”.

Entretanto, o secretário-geral da Renamo, Ossufo Momade, disse que “é triste que em pleno século XXI Guebuza e seus sequazes, movidos pela ambição desmedida pelo poder ainda pensa em derrubar a Renamo por via da força armada. É uma utopia construída a partir do Comité Central da Frelimo”. Ossufo Momade disse também que a Renamo sempre pautou pela manutenção da paz, tranquilidade e pelo bem-estar do povo moçambicano, razão pela qual convocou a conferência de imprensa para “alertar à sociedade moçambicana e ao mundo em geral sobre os confrontos que se avinham provocados pela Ignorância e desrespeito aos Acordos de Paz perpetuados pela Frelimo e seus seguidores”. Por outro lado, a Renamo considera que a Frelimo por várias vezes tentou aniquilar a Renamo mas sem sucesso. “Várias tentativas nesse sentido fracassaram e muitas outras ainda serão esmagadas. A Renamo está atenta a todas as manobras dos belicistas comunistas e cobardes da Frelimo que sempre a todo custo semearam a continuam a semear o ódio e o luto no seio dos moçambicanos”. Ademais, Ossufo Momade, como quem reconhece que nas vésperas das eleições tem havido muito protagonismo e acusações infundadas entre os partidos políticos, disse “este tipo de tentativas sempre se repete quando se avizinham os pleitos eleitorais.

Como é sabido neste ano a 28 de Outubro irão decorrer as eleições gerais e provinciais e o partido no poder ensaia diversões militaristas”. De acordo com Momade, muitos moçambicanos serão sacrificados e “a Renamo ordena desde já que medidas de contra-ataque sejam levadas a cabo de forma a pôr cobro a todo o tipo de situações que pretendam pôr em perigo a paz nacional”. Aliás, a Renamo através do seu secretário-geral entende que o referido grupo de guardas de residências de altos dirigentes da Renamo que supostamente vai ser atacada pela força de guarda fronteira da Frelimo, pratica nos distritos em alusão várias actividades para o seu auto-sustento. “Eles vão tirando o seu rendimento agrícola para o sustento da suas famílias e, daí, vão se rendendo em missão de serviço partidário para todas as delegações políticas provinciais em todo o País”.

“Fontes da Renamo não mentem”.
Ossufo Momade quando questionado pelo «Canal de Moçambique» qual é o cenário concreto e claro que lhe dá a entender que referida a força armada é da Frelimo e foi treinada para tomar de assalto as residências dos guardas de altos dirigentes da Renamo em Maringue e Cheringoma, respondeu que “as nossa fontes não mentem. Elas nos informam de tudo o que acontece pelo País. Este é um assunto sério e não é por causa dessas informações que estamos a levá-lo ao público”.

Contou que no mês de Fevereiro do ano corrente, alguns elementos da Força de Intervenção Rápida (FIR) “dispararam contra a nossa posição na zona de Grava e não tiveram uma resposta”. Disse também que em Outubro de 2007, a mesma FIR “flagelou os lugares onde vivem os nossos quadros e não tiveram resposta. E neste momento temos informações de que está sendo armada uma força de guarda fronteira para ir atacar as residências nos nossos quadros. O que vier depois disto não será da nossa responsabilidade”.
- Canal de Moçambique, Emildo Sambo e Conceição Vitorino, 30/04/2009 06:20:00.