3/19/08
Ronda pela net - Chavez cada dia mais impopular na Venezuela...
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!
ILHA DE MOÇAMBIQUE: "Jokwe" arrasou património histórico.
Os ventos violentos quebraram varias janelas e respectivos vidros assim como arrancaram a cobertura, abrindo brechas que permitiram a infiltração da água da chuva que se registou durante a noite do dia 7, quando o museu se encontrava encerrado. Este facto contribuiu para a destruição total de um tapete de grandes dimensões produzido na década de 1960.
As destruições do "Jokwe" não pararam por aí. Na sua caminhada imparável e destruidora arrasou espécies vegetais da ilha, incluindo as resistentes palmeiras com décadas de vida que se localizavam no Jardim da Memória, inaugurado em Agosto do ano passado com pompa e circunstância para homenagear os escravos que foram trocados como mercadoria para trabalhar nas Américas e noutras ilhas do Índico. O Jardim da Memória é um espaço físico para fazer convergir o passado e o presente do povo da ilha e de outros com que se foi relacionando ao longo do tempo.
O projecto foi desenhado conjuntamente por Moçambique, ilha Reunião - domínio francês do oceano Índico que cresceu principalmente através do trabalho escravo de muitos moçambicanos arrancados de vários pontos do que é hoje o nosso país e transportados a partir da Ilha de Moçambique – e Madagáscar. As ilhas do Índico, principalmente a Reunião, têm estado nos últimos anos a “perseguir” o seu passado no nosso país.
A fortaleza de São Sebastião, que resistiu a intensos bombardeamentos da artilharia holandesa por volta no terceiro quartel do século XVI – na vã tentativa de expulsar os portugueses –, não resistiu desta vez ao "Jokwe", que lhe arrancou algumas portas.
A maqueta da fortaleza, uma bonita obra que tem mais de um século e que se pode ver logo à entrada daquela fortaleza, é única em África. Sofreu sérios danos cuja recuperação se adivinha difícil.
A primeira mesquita erguida no país, no século XIX, o museu da marinha bem como o templo hindu foram “vandalizados” pelo "Jokwe", que na sua marcha arrancou chapas de zinco e de lusalite, destruiu portas e janelas, assim como algumas prateleiras que suportavam alguns objectos valiosos da antiguidade. Na sua queda pura e simplesmente deixaram de existir para a amargura dos gestores locais.
Outro património histórico na Ilha de Moçambique que ficou sem a vedação, nomeadamente a capela de São Francisco. Alguns panfletos contendo informação para turistas – que não param de chegar àquela cidade apesar dos danos causados pelo Jokwe – foram violentamente arrancados do local onde tinham sido fixados.
Celestino Gerimula, director do Gabinete de Conservação da Ilha de Moçambique (GACIM), precisou que do levantamento efectuado por equipas do seu sector para avaliar o grau dos estragos causados pela passagem do ciclone por aquela velha cidade indicam a necessidade de mobilizar valores bastante altos para custear as obras de reparação.
“Não basta pensar na aquisição dos materiais para a reconstrução, nomeadamente tintas, madeira do tipo pau ferro, portas, vidros, tapetes entre outros, mas essencialmente no que vão facturar os técnicos especialistas em trabalhos de restauração de museus e monumentos antigos que teremos de recrutar”, disse Gerimula.
Apontou que na Ilha de Moçambique se encontram alguns técnicos especialistas na área de conservação de museus. A ida e permanência destes insere-se no quadro dos acordos rubricados pelo governo visando a restauração de algum património histórico edificado. Os mesmos poderão ser recrutados dentro do dialogo que as partes deverão manter visando a concretização do objectivo do GACIM.
A fonte precisou que a sua instituição funciona apenas com um fundo de bens e serviços, muito rígido e, consequentemente, não pode suportar tamanha intervenção que os imóveis afectados pela intempérie necessitam.
A Ilha de Moçambique, uma cidade cujos imóveis, num total de 1.749, foram construídos à base de cal e pedra e nos bairros basicamente de cobertura de macuti e estacas de mangal, tem 52 monumentos histórico-culturais, para além de 12 locais históricos.
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!
3/18/08
Diversificando - Como a Páscoa está aí...vamos a um bom bacalhau ?
Fizeram tentativas com vários peixes da costa portuguesa, mas foram encontrar o peixe ideal perto do Pólo Norte. Foram os portugueses os primeiros a ir pescar o bacalhau na Terra Nova (Canadá), que foi descoberta em 1497. Existem registros de que em 1508 o bacalhau correspondia a 10% do pescado comercializado em Portugal.
Já em 1596, no reinado de D. Manuel, se mandava cobrar o dízimo da pescaria da Terra Nova nos portos de Entre Douro e Minho. Também pescavam o bacalhau na costa da África.
O bacalhau foi imediatamente incorporado aos hábitos alimentares e é até hoje uma de suas principais tradições. Os portugueses se tornaram os maiores consumidores de bacalhau do mundo, chamado por eles carinhosamente de "fiel amigo". Este termo carinhoso dá bem uma idéia do papel do bacalhau na alimentação dos portugueses.
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!
Assalto a missão católica no Chiúre deixa ferido missionário português. II
Segundo dados avançados pelo comandante distrital da Polícia, em Chiúre, Matias Jacob, o assassino confessou o crime. Raulito foi detido após ter sido atingido a tiro num confronto com a polícia.
Consta que Raulito é bem conhecido pelas suas façanhas nos meandros do crime, apesar da sua tenra idade.
- Assalto a missão católica no Chiúre deixa ferido missionário português - Aqui !
Governo de Portugal solicita "protecção acrescida".
Maputo - MediaFax, terça-feira 18de Março de 2008, Nº 3998 - Portugal pediu às autoridades moçambicanas “protecção acrescida” para a missão católica assaltada Sexta-Feira, em que um missionário português ficou gravemente ferido, embora esteja “já livre de perigo”, disse ontem o secretário de Estado das Comunidades, António Braga, citado pela agência de Notícias LUSA.
“O pedido às autoridades moçambicanas foi feito através da Embaixada de Portugal”, precisou António Braga, que acrescentou existirem mais cidadãos portugueses na missão, situada na província de Cabo Delgado.
António Braga adiantou que o missionário português, gravemente ferido no assalto, já recebeu a visita de pessoal da Embaixada de Portugal em Maputo, que lhe manifestou disponibilidade para o apoio que venha a ser necessário, e salientou que “felizmente, está livre de perigo”.
O missionário João Gonçalves, de 78 anos, encontra-se presentemente no hospital Central de Maputo, devendo ter ainda que ser submetido a intervenções cirúrgicas.
Em Maputo, em declarações à Agência Lusa, o responsável pela congregação dos Missionários da Boa Nova - a que o missionário pertence -, padre Anastácio Jorge, relatou que João Gonçalves chegou a Maputo inconsciente, acompanhado por um enfermeiro do hospital de Pemba .
“O médico que o atendeu no hospital Central de Maputo disse logo que o estado dele era grave. Ficou na reanimação do hospital Central”, disse o padre dos Missionários da Boa Nova.
Anastácio Jorge referiu que o missionário, há cerca de 40 anos em Moçambique, está agora “fora de perigo e consciente” e foi, entretanto, transferido para a clínica do hospital Central.
Contudo, acrescentou, “tem os braços muito estragados e vai ter que ser operado”, situação que “está a ser avaliada pelo médico”.
Além dos golpes que sofreu nos membros, acrescentou o padre Anastácio Jorge, o ataque de que foi alvo o missionário português provocou-lhe ainda danos na visão, cuja extensão está ainda a ser avaliada.
João Gonçalves ficou gravemente ferido num assalto à missão católica de Chiúre, em Cabo Delgado, em que foi morto um segurança moçambicano.
De acordo com o responsável pela diocese de Pemba, Agostinho Adriano, tudo se terá passado na madrugada de Sexta-Feira, no momento em que um grupo de assaltantes entrou na Paróquia de Santa Isabel.
“Foi um assalto de noite. Os homens, armados de catanas, atacaram primeiro o guarda e mataram-no”, disse Agostinho Adriano, referindo que depois feriram o missionário português com golpes “nos braços e nas pernas”.
O missionário português foi transferido de Chiúre para Pemba e daí para Maputo, a capital do país.
Fonte ligada à investigação disse à Lusa que o móbil do assalto foi a tentativa de roubo de painéis
solares.
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!
3/17/08
Ronda pela net - Faz o que eu digo, não faças o que eu faço...
Mas o curioso é que, até então, Spitzer era reconhecido pelos grupos de direitos humanos como um político extremamente duro contra a prostituição, que foi definida por ele como “a escravidão dos tempos modernos”. Ganhou fama como procurador combatendo o problema. E, em seus primeiros meses de governo, assinou uma lei que punia os homens que pagavam por sexo, passíveis a partir de então de pegar até um ano de prisão. A idéia era reprimir a demanda com rigor. Ironicamente, é justamente essa lei que ele aprovou que agora pode mandá-lo para a cadeia.
O caso de Spitzer reforça a tese de quem acredita que por trás de todo moralista se esconde um hipócrita.
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!
Assalto a missão católica no Chiúre deixa ferido missionário português.
Agência Ecclesia 17/03/2008 13:00 - O Ir. João Gonçalves, missionário português da Sociedade Missionária da Boa Nova (SMBN), foi ferido num assalto à missão católica de Chiúre, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, durante o qual foi morto um segurança moçambicano.O Pe. Albino dos Anjos, superior Geral da SMBN, manifesta à Agência Ecclesia a sua preocupação, condenando o ataque contra a missão e “lamentando profundamente a morte de um cidadão moçambicano”, que desempenhava as funções de guarda.
“Obviamente, estamos muito preocupados com a situação do nosso colega, porque o atentado físico contra a sua integridade foi grave, foi um assalto violento, no qual realmente sentimos a nossa fraqueza perante esse tipo de criminalidade”, aponta.
O actual Geral da SMBN foi missionário no Chiúre durante mais de dez anos. Segundo este responsável, o assalto terá sido levado a cabo por quatro indivíduos, com o objectivo de “roubar uns painéis solares”.
O Pe. Albino dos Anjos espera que as autoridades moçambicanas “possam desenvolver a investigação, de forma a responsabilizar” os autores do ataque.
Segundo a agência Lusa, o Ir. João Gonçalves, de 78 anos, está agora "fora de perigo" no Hospital Central de Maputo, mas vai ainda ter que ser submetido a intervenções cirúrgicas.
O Superior Geral da SMBN considera que o trabalho dos missionários em Moçambique irá continuar, para “servir o povo”, “mantendo a serenidade e a confiança, ainda que com sofrimento” e "superando as adversidades que vão surgindo".
“Isto não nos assusta, mas é claro que estamos preocupados”, acrescenta.
Para o Pe. Albino dos Anjos, esta é uma situação sem ligação a “atentados contra missionários que trabalham em diversas províncias de Moçambique”, mas insere-se num “tipo de criminalidade emergente no país”, perante a “incapacidade governamental de oferecer condições de emprego” aos jovens.
“Esta situações não acontecem por acaso, há causas conhecidas, e esperamos que todos os intervenientes da sociedade possam ter uma atitude positiva e preventiva”, conclui.
Em Novembro de 2006 foi assassinada em Moçambique a portuguesa Idalina Gomes, uma leiga missionária que se encontrava a trabalhar na Missão da Fonte Boa, situada numa zona remota da província de Angónia, a mais de 200 quilómetros de Tete, capital da província com o mesmo nome, junto da fronteira com o Malawi. Estava ao serviço da Organização “Leigos para o Desenvolvimento”.
A jovem missionária morreu na sequência de um ataque levado a cabo por um grupo armado, na residência jesuíta onde se encontrava. Na ocasião foi ainda assassinado o Pe. Waldyr dos Santos, brasileiro de 69 anos, tendo ficado feridos outros dois religiosos.
A Sociedade Missionária da Boa Nova foi criada no ano de 1930, tendo completado mais de 75 anos de história ao serviço da missão cristã em Angola, Brasil, Japão, Moçambique, Portugal e Zâmbia. É uma Sociedade de Padres diocesanos e de Leigos que se consagram por toda a vida à evangelização do mundo: actualmente, tem 130 membros, entre sacerdotes e leigos, presentes em Portugal, Moçambique, Brasil, Angola, Zâmbia e, desde 1998, no Japão.
Em 11 de Abril de 1937 aportaram em Moçambique os primeiros cinco missionários da Sociedade Portuguesa das Missões Católicas Ultramarinas (hoje SMBN), e foi-lhes confiada a Missão de S. Paulo de Messano.
O número de membros foi aumentando e em 1940 contava 15 sacerdotes e 3 irmãos. O campo de acção da Sociedade estende-se hoje por: Maputo; Chibuto; Nampula; Pemba.
Ao longo de 68 anos, de 1937 a 2005, mais de 200 missionários passaram por Moçambique, edificando a Igreja, criando comunidades e paróquias; fundando escolas, colégios e seminários; colaborando na construção de hospitais e centros de saúde.
No Chiúre, a equipa missionária é formada por três Padres e um Irmão (P. António Gonçalves e P. José Marques da SMBN, P. João Torres, da Diocese de Braga, e o Ir. João Gonçalves) para as paróquias de Chiúre, Ocua e uma comunidade de Irmãs Salesianas residentes no Chiúre e outra de Missionárias da Boa Nova residentes em Ocua.
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte de Moçambique, na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!



