quarta-feira, 19 de março de 2008

Jornalista CARLOS CARDOSO - A Justiça que tarda ...

E a "novela" continua...assim como o "compadrio" !
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Diário de Notícias - Maputo, Quarta-feira 19 de Março de 2008 – Edição nº1100 - Protagonistas do “caso Cardoso” novamente juntos na PGR - A nomeação de Ana Maria Gemo, ontem, a directora do Gabinete Central de Combate a Corrupção, cheira à prémio. Garantem fontes deste jornal junto à Procuradoria- Geral da República. Fora Gemo quem, primeiramente, ainda na Província de Maputo ilibou Auguto Paulino, hoje Procurador-Geral da República, no processo de desvio dos 300 milhões de meticais (antiga família), na qualidade de instrutora do processo. Aliás, vários magistrados que falaram ao DN dizem que a novel directora não possui musculatura suficiente, similar a sua antecessora, Isabel Rupia, para mexer com a corrupção que degola o País, dai se considera uma nomeação só para o inglês ver.
(Maputo) Ontem nomeada directora do Gabinete Central de Combate a Corrupção (GCCC), Ana Maria Gemo representou o Ministério Público (MP), aquando do julgamento do mega processo, o mediático “caso Cardoso”. Gemo, contudo, vem a juntar-se a Augusto Raul Paulino, ora Procurador- Geral da República (PGR), cujo presidiu aquele julgamento.
O “casamento” de Augusto
Paulino e Ana Maria Gemo vem desde os tempos que aquele era juiz- presidente do Tribunal Provincial Judicial da Matola, e ela desempenhava as funções de procuradora-chefe da província de Maputo. Aliás, quando se instaurou o processo de desvio dos 300 milhões de meticais (antiga famíla), alegadamente desviados pelo actual PGR dos cofres do Tribunal Provincial e Judicial da Matola, ora arquivado após o Acórdão do Tribunal Supremo, Ana Maria Gemo é que presidiu o caso e tratou de ilibar Augusto Paulino. Portanto, as nossas fontes referem que a sua actual nomeação para o cargo de directora do Gabinete Central de Combate a Corrupção, cheira a prémio, senão “amiguismo”. Por outro lado, Ana Maria Gemo é descrita como próxima ao advogado de Augusto Paulino, o renomado Albano Silva. Representando o MP, no “caso BCM”, Gemo, nas alegações finais, pediu para que todos os réus fossem condenados o que não veio a acontecer. O juiz Achirafo Aboobacar ditou a condenação de sete dos réus a prisão maior e a absolvição dos restantes dez. Assim havia caido por terra a pretensão daquela e do esposo da Primeira Ministra, Luisa Diogo, que tanto bateram-se para tal. Refira-se que o lugar que Ana Maria Gemo agora ocupa, antes pertenceu a dinâmica Isabel Rupia, conhecida a sua frontalidade na investigação de casos de corrupção. Na mesma senda de nomeações, Augusto Paulino nomeou Olinda Noé Cossa passa a procuradora-chefe da Província de Maputo. (Redacção)

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