quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

SAUDADE AFRICANA

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Onde está a África da minha saudade que conheci quando ainda não sabia que o futuro nunca é o que sonhamos?

África tão longe e tão longa que a recordação parece não ter contornos e o tempo passado permanece em cada dia que a mágoa nos aleija a alma. Acarto comigo um fardo de angústia que me isola no meio de muita gente, aquela solidão feita da repugnância do que se ouve e vê, da ingratidão que não se merece, da violência dos gestos e das palavras, da profanização sacralizada como se, na vida, só valesse o exponencial de todas as manhas.

É na invocação africana que se me diluem a podridão envolvente, a incapacidade da rotina, os olhares mal encarados, a indiferença das bocas fechadas.

Onde está a África dos meus clamores, das lágrimas escondidas nas sombras das noites de escuta?

África da surpresa por amigos esventrados, estendidos nas caixas dum Unimog ou de uma Berliet, e eu, com o seu fio de ouro nas mãos, sem articular uma frase, garganta presa pela afonia, estômago à beira do vómito, a fugir de ver o sangue e os rostos desfigurados, e os camuflados cheios do esterco da morte inglória, e as botas furadas pelos restos do chumbo, e o cérebro tomado por agulhas a picarem-me por todo o lado, por tudo que é corpo e consciência, e a olhar em meu redor sem uma luz na noite a ensinar-me o caminho, sem um som no fim da terra vermelha para me provocar o andar, sem (meu Deus!) uma esperança de que os mortos inocentes pudessem renascer para o meu convívio.

Onde está a África das cantinas no esconso da selva, das trovoadas e das chuvas apanhando-me nos descampados da savana, das queimadas fantasmagóricas nas noites despertas, perscrutando as curvas e os trilhos da traição, dos luares arrebatadores contemplados por entre os mosquiteiros já gastos pelo uso de muitos rostos, os uivos das hienas, atordoadas pelo cio e pela fome, arrepiando-me todo, acelerando o coração, alagando-me de suor, puxando a G-3, aconchegando o caqui, retesando os nervos com o dedo no gatilho?

Onde está a África das manhãs de maresia nas praias de todas as bandeiras azuis, sem ventos nem garrafões ou ossos de frango nas areias; praias tão quentes e tão finas que até parecia que um homem as pisava pela primeira vez, as suas águas tinham lábios de espuma que nos beijavam sempre em ternuras sem fim, corais como conchas vivas de um sonho irrepetível; palmares enormes como naves de catedrais góticas por onde o sol entrava, coado pelos vitrais da folhagem tão fresca, resplandecente e pura como a virgindade de uma criança?

Onde está a África das presunções fardadas, das madrinhas de guerra, das filmagens da Televisão com «um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de propriedades», dos dias de São Vapor com cubas libres e «quem me dera regressar no Pátria!», dos calendários de mulatas nuas repletos de cruzes nos dias já passados, da obrigação de atravessar rios em almadias à procura de esconderijos de armas em ilhas paradisíacas, dos Postos Administrativos onde os sipaios nos deitavam sorrisos pepsodentes, dos funerais com danças de despedida e dos bifes de antílope a enfartaram barrigas vazias de tanta ração de combate?

Onde está a África das noites estreladas num céu tão belo e tão esmagador que dava vontade de ter asas para voar para a lua redonda como uma bola de cristal; noites de ritmos endiabrados, sensuais e espasmódicos, que o sangue fervia nas veias e rejubilava nas têmporas?

Quando o dia clareava e o fogo redondo subia na terra, um feitiço nos ludibriava com a ilusão de paz na vastidão da selva.
- Porto, M. Nogueira Borges - do livro "Lagar da Memória".
  • Outros textos de Manuel Coutinho Nogueira Borges neste blogue!

Conhecemos, respeitamos realmente ÁFRICA? - Chimamanda Adichie... O perigo da história única !

"As nossas vidas, as nossas culturas, são compostas por muitas histórias sobrepostas. A romancista Chimamanda Adichie conta a história de como descobriu a sua voz cultural - e adverte que se ouvirmos apenas uma história sobre outra pessoa ou país, arriscamos um desentendimento crítico.""
  • Clique em "view subtitles" para acionar legendas em português. O clipe dura 18,49 minutos. Convém assistir até ao final.
  • Chimamanda Adichie: O perigo da história única - link original! (Agradecemos a A. M. G. L. a pertinente e significativa sugestão).

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A "linguagem secreta" dos elefantes...

Segundo a BBC-Brasil, os elefantes têm uma "linguagem secreta" que os homens estão tentando decifrar. Será que conseguem?...

- Pesquisadores do zoológico de San Diego, na Califórnia, estão estudando o que chamam de "linguagem secreta" dos elefantes.

Os pesquisadores estão monitorando formas de comunicação entre os animais que não podem ser captadas pelo ouvido humano.

Muitos dos sons emitidos pelos elefantes ocupam frequências inaudíveis para nós.

Na pesquisa que está sendo conduzida no Zoológico de San Diego, microfones sensíveis a essas baixas frequências e aparelhos de localização via satélite foram acoplados a oito elefantes fêmeas.

Assista à reportagem:

In - BBC-Brasil, 22/02/2010.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Em nome da Pátria - Portugal, o Ultramar e a Guerra Justa


O Tenente-Coronel, piloto Aviador, Comandante de Linha e Mestre em Estratégia, João José Brandão Ferreira é um dos autores militares que merece palmas por não se enfeudar ao espírito corporativista da geração que renegou os seus deveres e traiu o juramento que fez em relação à guerra do Ultramar.

Ainda está por escrever a História do golpe militar que de cobardes fez heróis e de golpistas fez mitos que começam, agora, a desdizer-se, uns aos outros, em obras de saldo que se inspiram umas nas outras, não para cada qual aperfeiçoar a verdade, mas para se defenderem das recíprocas acusações e contradições que se avolumam e que daqui a cem ou duzentos anos, quando já não existirem o medo e o complexo, vão reduzir-se ao oportunismo primário. Poucos serão aqueles que ainda não escreveram o seu testemunho sobre a Guerra do Ultramar. Uma das provas do que deixamos dito é a contradição crescente, por cada mais um protagonista que surge no mercado. Nenhuma bate certo, porque a essência do golpe foi a revolta dos capitães do quadro contra uma lei que saiu e que dava oportunidade aos milicianos de continuarem, querendo, a prestar serviço. Essa possibilidade amedrontou os militares profissionais que temiam a concorrência dos milicianos. Retardavam as promoções, interferiam na antiguidade, nas comissões de serviço, nas condecorações, nos proventos. Salvar o povo, foi o pretexto. Mas não o motivo primeiro. Que a guerra do ultramar teria que ter um fim, é inegável. Mas mais o desejavam os milicianos e os filhos do povo que nada tinham a ver com a guerra do que aqueles que, sabendo dela, acorriam à Academia militar e se preparavam para a enfrentar, profissionalmente.

As montras das livrarias estão hoje cheias dessas resmas de papel, porque todos reclamam uma heroicidade que só resultou em sucesso, porque a opinião pública não percebeu os intentos da revolução. Hoje, friamente, pode concluir-se por essa evidência.

Entretanto chegou-nos um volume de 600 páginas do Tenente-Coronel Brandão Ferreira, que é uma honrosa excepção. Preocupou-se ele em explicar o modo como se processaram as últimas campanhas militares ultramarinas, entre 1954 e 1975. Está longe de ser consensual na sociedade portuguesa. Bem pelo contrário, tem-na dividido profunda e transversalmente. Por isso começam a ser horas de encontrar consensos baseados na correcta interpretação dos factos históricos e nas verdadeiras intenções dos principais protagonistas do momento.

«Tudo não terá passado de uma «grande traição»? A pergunta pertence ao ilustre militar que acrescenta: «falamos de questões incontornáveis no panorama da história contemporânea portuguesa, aqui abordadas de um modo muito pouco ortodoxo em relação às ideias que a «história oficial» nos apresenta».

O autor começa por explicar a sua motivação: «decidi enveredar pela «carreira das armas» quando terminei o antigo 5º ano, no Liceu de Oeiras. Estávamos no ano de 1969. Preparei-me e entrei para a Academia Militar, em 20 de Outubro de 1971. Foi aí que o 25 de Abril me apanhou...

Nunca me conformei com a perda das nossas províncias ultramarinas, que na altura representavam cerca de 95% do território nacional e 65% da população portuguesa. Sobretudo pela forma iníqua e desastrosa como tudo se processou, já para não falar dos indecorosos comportamentos políticos e militares que então se registaram. Mais: até hoje, nunca houve a coragem de se assumir isso, nem de retirar as respectivas consequências. Em seguida, assisti ao desmantelamento de umas magníficas Forças Armadas que chegaram a dispor de 220 mil homens espalhados por quatro continentes e outros tantos oceanos. Motivado por todas estas perplexidades, decidi estudar o que se tinha passado, bem como a verdadeira razão que estava por trás dos acontecimentos.

O objecto deste livro é a justiça da guerra e o direito de fazê-la». O autor cita Melo Antunes que «pouco antes de morrer acabou por reconhecer que se tinha tratado de uma tragédia». E também Almeida Santos que, publicou uma obra onde declara «reconhecer que toda uma série de coisas que tinham corrido mal - «obviamente por causa dos militares, que não quiseram combater mais». Por outro lado, os combatentes começaram por ser execrados e condenados por lutarem numa guerra «imperialista», ao serviço dos «colonialistas» e de um «governo fascista». «Cerca de um milhão de homens ficou arrumado nas prateleiras do esquecimento e da ignomínia. Exaltaram-se desertores». E Brandão Ferreira é mais claro: «Este livro pretende demonstrar que Portugal fez uma guerra justa e, além disso, tinha toda a razão do seu lado!»

Adriano Moreira, afirma no Prefácio que nos Estados Unidos, em 1971, se verificou uma manifestação da sociedade civil contra o envolvimento do país na Guerra do Vietname. E que entre 19 e 24 de Abril desse ano, mais de 500 mil pessoas convergiram para Washington com o propósito de convencer a Administração a mudar de rumo. Os veteranos, os mutilados daquela guerra, deitaram fora as suas medalhas, cansados e arrependidos de terem participado nela. Não foi o aparelho militar que forçou o governo, mas o cansaço da sociedade civil. «Em Portugal, pelo contrário, foi uma decisão militar que colocou um ponto final na guerra», mas por razões paradoxais: eles tinham escolhido a profissão da armas. Tiveram de ser chamados, em reforço, aqueles que nada tinham a ver com essa profissão. Ora, em vez de serem os milicianos e os soldados em geral, a revoltar-se, deu-se o contrário: com medo de serem prejudicados nos direitos, os profissionais traíram os seus deveres. E aqueles que foram em seu socorro, provando ser tão bons como eles, foram traídos, perseguidos e enxovalhados.

Este livro é a voz dessa ignomínia.
- Peso da Régua, Barroso da Fonte, Dr. - bf@ecb.hopto.org - In Notícias do Douro, 12/02/10

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Pemba nua e crua... XXIV

Continuação:

As magníficas praias próximas a PEMBA:
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Agradecendo ao V. D. a amável partilha destas imagens, encerramos com este post a série de "Imagens de uma PEMBA que não está nos guias turísticos"... ou imagens de uma PEMBA bela, injustiçada pela incompetência, degradada quando a responsabilidade sai da alçada da própria natureza, sempre competente e pujante, passando para as mãos da sociedade moçambicana contemporânea, que a ignora e despreza.

Que estas imagens simples e esta série de post's sirvam pelo menos de advertência, de alerta e despertem consciências.

O futuro estável de um Moçambique que ansiamos ecológicamente correto está em jogo. E, não o fazemos ou dedicamos a nós, mas sim aos jovens do Moçambique de hoje e do "século XXI".

Aioé !

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Trago nos olhos a lonjura das savanas e no coração a saudade da inocência.
Tenho o cérebro a estalar de memórias das picadas vermelhas e nas mãos o cheiro do capim.
Repercutem-se-me na alma os ruídos das noites de vigia e sua-me o corpo pela angustia do não-regresso.
Olho o mar.
É grande, sem tamanho, os rigores do fim do dia a chorarem no horizonte.
Não tem estradas que me levem à terra morena e já não há Niassas nem Impérios que acompanhem os peixes voadores.
Da terra morena vêm-me notícias de fome a de guerra como castigo imposto por homens que lutaram só por si.
O mar não traz os sons de África, nem a fragrância das queimadas ao entardecer.
Não há lassidão - só lixo - na quietude das areias desertas, e um desapego de víola cigana que geme (ou grita?) para os lados do acampamento onde se fazem cestos com os vimes da solidão.
Do lado de cá ao mar não há tembas de pó com embondeiros crucificados.
Nem veredas de acácias rubras ou coqueiros de brincos dourados.
Não há crianças de sorrisos brancos e olhos doces.
Nem seduções de batuques em terreiros de flores.
Nem descobertas de frutos, palhotas de bambu ou almadias com peixes prateados.
Não há velhos, com cabelos de arame farpado, fumando a liamba do esquecimento, nem velhas de cigarro ao contrário, guardando a cinza como um borralho contra o frio.
Nem sequer o silêncio das horas sem relógio e raparigas estilhaçando, por entre dentes de raízes da selva, o riso do encantamento.
África de insondáveis mistérios, terra de fogo e céu de mar, desejos (in)satisfeitos no veludo sensual dos corpos, na virgindade da natureza-primeira, nos apelos distantes do frêmito e da racionalização enlouquecida.
Manhãs nascidas num espanto tão súbito que o dia chega a parecer uma constância sem penumbra, uma orgia de calor e de suor num mundo de carne despida.
Do lado de cá do mar não há musas africanas cozinhando a mandioca nas brasas da paciência.
Nem batinas brancas evangelizando as primaveras da inocência.
Nem um sol a morrer como se a vida abraçasse a morte num beijo de eternidade.
Não há, não há mesmo, a melancolia das folhas da selva anunciando - como gotas condensadas num vento funerário - a chegada da reclusão do fim da tarde.
Aioé! Amigos que deixaram os sonhos nos caminhos vermelhos do sangue, os braços desfeitos nas minas da traição.
Aioé! Embondeiros de Cabo Delgado, palmares da Zambézia, negras de corpo afeito às noites dos remorsos brancos, batuques de febres enfeitiçadas.
África: Aioé!
- Porto, 03/07/04, M. Nogueira Borges - "Miradouro"
  • Outros textos de Manuel Coutinho Nogueira Borges neste blogue!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Pemba nua e crua... XXII

Continuação:

Imagens de uma PEMBA que não está nos guias turísticos... ou imagens de uma PEMBA bela, injustiçada pela incompetência que a leva, célere, a estado de completa degradação. Acompanhem neste e próximos post's que iremos publicando, as imagens quase sem palavras porque, elas (imagens), falarão por si só.

A Pemba que cresce desordenadamente, sem sanitarismo social:
Saindo de Pemba:
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Continua...

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Pemba nua e crua... XXI

Continuação:

Imagens de uma PEMBA que não está nos guias turísticos... ou imagens de uma PEMBA bela, injustiçada pela incompetência que a leva, célere, a estado de completa degradação. Acompanhem neste e próximos post's que iremos publicando, as imagens quase sem palavras porque, elas (imagens), falarão por si só:
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Continua...

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Informando é que a gente se entende: Falta a verdade na História de Moçambique !

Retalhos da Imprensa moçambicana de hoje:

A propósito do dia dos Heróis moçambicanos - Falta a verdade na História de Moçambique!
Maputo (Canalmoz) – O advogado e político moçambicano, Máximo Dias, diz que as autoridades moçambicanas devem divulgar a real História nacional, pois, segundo ele, no que actualmente é sabido, muita coisa está omitida passando por isso o povo a não conhecer a Historia real do país.

Máximo Dias adianta que a verdade precisa de ser dita “para que todos fiquemos claros quando, como e onde morreram Eduardo Mondlane e Samora Machel”, figuras que no seu entender reúnem consenso de heróis nacionais.

“Não tenhamos medo da verdade. O povo precisa de saber da real História do nosso país, como Eduardo Mondlane, Samora Machel foram assassinados porque eles são grandes símbolos do heroísmo nacional”.

Num outro desenvolvimento, Máximo Dias diz lamentar a atitudes de outros partidos da oposição que não se fazem presentes, como de costume, nas cerimónias de Estado.

“É de lamentar mas cada um sabe como age e quais são as suas intenções. Mas como povo ninguém pode contestar o heroísmo de Eduardo Mondlane”, disse Máximo Dias, presidente de MONAMO. Acrescentou ainda que Eduardo Mondlane, arquitecto da Unidade Nacional, “não morreu pelo partido Frelimo porque naquela altura não havia partido político mas sim, uma ampla frente política moçambicana. Por isso ninguém devia estar fora pelo menos neste dia”.
- (Egídio Plácido) - 2010-02-04 06:35:00 - CanalMoz.

As novas gerações têm o direito de saber a verdade - Há que parar com mentiras sobre a história dos heróis nacionais - segundo deputados da Assembleia da República.
Maputo (Canalmoz) – Contrariamente às declarações do chefe do Estado Armando Guebuza, segundo as quais as escolas devem continuar a ser o lugar privilegiado para a transmissão do legado histórico dos heróis nacionais para as novas gerações, assim taxativamente como vem escrito nos manuais escolares, há quem diga que o imperioso é reformar o currículo e trazer ao conhecimento dos alunos a face verdadeira da história.

O deputado do Movimento Democrático de Moçambique, Lutero Simango, filho do Reverendo Urias Simango ex-vice-presidente da Frente de Libertação de Moçambique, (FRELIMO), disse que o Governo tem a obrigação de fazer conhecer a verdadeira história dos heróis nacionais às presentes gerações, assim como, o papel de cada um na luta de libertação nacional. Simango disse ainda que há necessidade de se parar com toda uma série de mentiras que estão sendo ensinadas às crianças nas escolas.

Acrescentou também que a escola como principal veículo de transmissão dos ideais dos heróis nacionais, deve antes de mais buscar a autenticidade daquilo que ensina para evitar que a verdade chegue de forma informal.

Questionado sobre em que se funda a verdade por ele referida, o deputado afirmou que “há uma série de histórias ou coisas que não existiram, não aconteceram, mas no entanto estão sendo transmitidas às crianças como se tivessem acontecido”. Referiu por exemplo a história do próprio Eduardo Mondlane, o arquitecto da unidade nacional, que está sendo mal transmitida através do currículo escolar nacional, "estando agora as crianças a aprenderem coisas que não existiram”.

“A verdade sobre os heróis nacionais, em particular a de Mondlane está fora dos livros, e cabe ao Governo, trazer a verdade” acrescentou Lutero Simango filho também ele de um herói nacional não reconhecido pelo grupo político que se apoderou da história e a tem vindo a contar à sua maneira e feição.

O “clube” de heróis nacionais é restrito.
Por seu turno, Ismael Mussa também deputado da AR pelo MDM disse que o seu partido defende a não restrição do grupo de heróis nacionais. Isso porque segundo disse o grupo dos considerados heróis nacionais é bastante restrito e favorecedor apenas do partido no poder. Mas ainda assim, segundo Mussa, o seu partido tem uma nova postura, contrariamente àquela por que a oposição se tem pautado. Disse que o MDM reconhece os órgãos do Estado por isso participa das cerimónias do Estado.

Não sei se é restrito o grupo de heróis nacionais.
Já Eduardo Mulémbwè, antigo presidente da AR, disse diz que “a data é para exaltar todos aqueles que deram as suas vidas para um Moçambique melhor e a estes todos os moçambicanos devem render-lhes homenagem”. “Todos que tombaram por um Moçambique soberano merecem ser homenageados não só hoje, mas sim todos os dias”. Questionado sobre a alegada restrição do grupo dos heróis nacionais aos da Frelimo. “Não sei se o grupo dos heróis nacionais é restrito ou não”, disse o ex-presidente da Assembleia da República.

Está sendo cumprido o sonho do meu Pai.
Por sua vez, Eduardo Mondlane Júnior, filho de Eduardo Mondlane, disse que todo o País deve render homenagem a todos os heróis nacionais, aqueles que deram suas vidas para um Moçambique mais unido, autónomo e desenvolvido. Questionado se está sendo cumprido o sonho do seu Pai, que era de um Moçambique unido em que os moçambicanos fossem donos do seu próprio destino, Mondlane Júnior disse o seguinte “Logicamente que sim, o povo está unido do Rovuma ao Maputo, e o desenvolvimento está sendo gradual. Está sendo cumprido parte do sonho do meu pai.”

Temos que exaltar os heróis nacionais.
Já o Presidente do Conselho Nacional Da Juventude (CNJ), Osvaldo Pitersburgo disse que “os legados históricos da geração de 1962 devem nortear a forma de agir da nova geração”. Acrescentou que “os desafios são diferentes, mas a causa é a mesma: o desenvolvimento do País, a autonomia dos moçambicanos”. Pitersburgo disse ainda que “é necessário que seja difundida a história dos heróis nacionais, de modo a valorizar e popularizar a nossa história”.

A verdade porém é que os heróis nacionais ainda só são os que a Frelimo quer. Os muitos outros heróis que forçaram a Frelimo a aceitar a democracia pluralista ainda não são reconhecidos.

Os jovens, esses, parecem estar alheios a tudo isso e com outras preocupações mais práticas.
- (Matias Guente) - 2010-02-04 06:24:00 - CanalMoz

Pemba nua e crua... XX

Continuação:

Imagens de uma PEMBA que não está nos guias turísticos... ou imagens de uma PEMBA bela, injustiçada pela incompetência que a leva, célere, a estado de completa degradação. Acompanhem neste e próximos post's que iremos publicando, as imagens quase sem palavras porque, elas (imagens), falarão por si só:
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Continua...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Pemba nua e crua... XIX

Continuação:

Imagens de uma PEMBA que não está nos guias turísticos... ou imagens de uma PEMBA bela, injustiçada pela incompetência que a leva, célere, a estado de completa degradação. Acompanhem neste e próximos post's que iremos publicando, as imagens quase sem palavras porque, elas (imagens), falarão por si só:
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terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Pemba nua e crua... XVIII

Continuação:

Imagens de uma PEMBA que não está nos guias turísticos... ou imagens de uma PEMBA bela, injustiçada pela incompetência que a leva, célere, a estado de completa degradação. Acompanhem neste e próximos post's que iremos publicando, as imagens quase sem palavras porque, elas (imagens), falarão por si só:
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Continua...

A antiga "Pensão Moderna" agora "Locanda Italiana"

A Antiga Pensão Moderna, da Família Vazelino, agora restaurada e de propriedade de um cidadão italiano, continua como casa de hóspedes e restaurante especializado em comida italiana.
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