11/27/05

MEMÓRIAS DAS ILHAS DE QUERIMBA...V

Continuação daqui.













3 - OBRAS REALIZADAS E POR REALIZAR: UMA PERSPECTIVA ÉMIC

Os intervenientes e beneficiários da obra concretizada aproveitariam a presença da mais alta autoridade de Moçambique, do Governador de Distrito e das autoridades locais, para, publicamente, testemunharem a sua gratidão e a maneira como encararam a orientação e ajuda material recebidas a favor da melhoria da sua qualidade de vida e, ao mesmo tempo, expressarem alguns dos anseios que gostariam de ver satisfeitos a curto prazo.
Coube tal incumbência a um grupo coral (dufo), constituído por habitantes de ambos os sexos, crentes da religião islâmica, que, em kimwani, cantou os versos de um texto, também escrito em língua portuguesa, escrito pelos lideres locais(1) e responsáveis pelo planeamento e pela execução dos trabalhos.

(1)Nomeio dois deles: um João Macassar, alto dignatário da religião islâmica, felizmente ainda entre os vivos; outro Ali Ame, regedor, já falecido e através deles agradecemos a todos os outros, que foram muitos, chefes e não chefes, que contribuíram para embelezar a sua terra e aumentar a qualidade de vida de toda a população do bairro.
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Por Carlos Lopes Bento - Antropólogo e Professor Universitário.
Este trabalho teve como base uma Comunicação* apresentada, em 26 de Maio de 1992, no Centro de Estudos Africanos, da Universidade Internacional, no Colóquio temático "Experiência Portuguesa em África. Encontro Multidisciplinar".
*A dita Comunicação foi publicada In Separata do Boletim da S.G.L, série 115, nºs 1-12, Jan.-Dez., de 1997, pp 1757.

Mais trabalhos de Carlos Lopes Bento
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Continua nos próximos dias !

11/25/05

A PEMBA do Júlio Carrilho II.

(continuação daqui)

As Origens e o crescimento da cidade.

A pequena povoação à volta do porto.

A formação da avenida Conselheiro Vilaça (mais tarde rua Jerónimo Romero).



Na primeira imagem (talvez antes de 1912), que é um outro pormenor da fotografia precedente (postal reproduzido em Loureiro, op. cit., pág. 175), notam-se claramente demarcadas a estrada principal e o seu cruzamento com a que vem do porto e uma outra que vai a norte, na direção do assentamento de Paquitequete.
A segunda (postal, AHM 2224, pormenor) é datada de 1912 e já aparece o edíficio com telhado de quatro águas, mais tarde destinado ao Tribunal e que ainda existe.
Na terceira (postal, AHM 148, pormenor), não datada, mas certamente do fim dos anos Vinte, é evidente o alinhamento dos edifícios e a realização de passeios.
Fotos e texto extraídos da recente publicação "Pemba as duas cidades" de autoria da Sandro Bruschi, Júlio Carrilho e Luis Lage.
Edição
FAPF (Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane - Maputo - http://www.architecture.uem.mz/
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Continuaremos colocando aqui, nos próximos tempos, imagens inéditas de Pemba e textos deste excelente trabalho "Pemba as duas cidades".
Agradecemos aos autores e a Z. N. C.