12/10/05

A PEMBA do Júlio Carrilho VIII.

(Continuação daqui).
Poderão ver este e demais textos com imagens em
Uma relíquia na espera de colocação: O que resta do Forte ROMERO.
O primitivo reduto fortificado foi transformado em um fortim chamado Forte S. Luis em 1863, embora em forma muito mais modesta do projecto aqui apresentado (Montez, op. cit., pág. 75).
Mais tarde foi dedicado a jerónimo Romero e reedificado como aparece na fotografia de cima
(Pereira, op. cit., pag. 224) e ainda hoje existe ao lado da estrada margnal em frente ao mar.
Fotos e texto extraídos da recente publicação "Pemba as duas cidades" de autoria da Sandro Bruschi, Júlio Carrilho e Luis Lage.Edição FAPF (Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane - Maputo - http://www.architecture.uem.mz/
Clique nas imagens para ampliar.
Continuaremos colocando aqui, nos próximos tempos, imagens inéditas de Pemba e textos deste excelente trabalho "Pemba as duas cidades".
Agradecemos aos autores e a Z. N. C.
Visite Pemba em:

12/09/05

Ia mudar...ou o Império do conservadorismo ?

Comentado anteriormente aqui (Junho-2005):
Frelimo nega rever símbolos nacionais.
...refugia-se no amplo debate popular
Renamo contra-ataca: debate era uma fantochada !
Maputo – O partido no poder, Frelimo, com uma maioria no parlamento, rejeitou a revisão dos símbolos nacionais, durante a sessão de quarta-feira, consagrada à apreciação da informação da Comissão Ad-Hoc, para a Revisão da Bandeira Nacional e do Emblema da República, apesar do sim do principal partido da oposição, Renamo.
A Frelimo considerou inoportuna a discussão do assunto e, remeteu a sua defesa a uma esmagadora maioria dos moçambicanos, que não quer ver a mudança daqueles dois símbolos.
Os debates promovidos pela comunicação social demonstraram contrariedade da população na revisão, afirmou o partido Frelimo.
Acrescentou que mudar os símbolos nacionais, seria apagar o esforço do povo, uma vez que eles, são a síntese da história do país. Frelimo argumenta que o júri não apurou nenhuma proposta com qualidade, das 169 submetidas.
A primeira triagem das 169 propostas, resultou na desqualificação de 132 por não reunirem os requisitos necessários ou por fraca qualidade técnica.
Das 37 analisadas, como contendo suficiente qualidade gráfica e invenção, o Júri propôs que fosse considerada para a premiação, apenas três propostas sobre Bandeira Nacional e duas sobre o Emblema da República.
Por seu turno, a maior força de oposição no país, a Renamo, defende um voto favorável à alteração dos símbolos nacionais.
A Renamo argumentou ao longo da apreciação, que os “símbolos nacionais são alterados sempre que o sistema sócio-político se altere de forma profunda”.
Entende igualmente que a participação de 169 cidadãos no concurso do desenho de novos símbolos, reflecte a vontade dos moçambicanos em querer ver mudados os actuais símbolos nacionais.
Acusou os debates promovidos pela imprensa, sobretudo pela Rádio Moçambique, de uma fantochada que tinha em vista confundir a opinião pública. “Eram debates encomendados”, acusou Viana Magalhães, da Renamo e, segundo vice-presidente da AR, acrescentando que grande parte da população moçambicana não tem Rádio e nem acesso ao jornal.
O jurista e deputado pela bancada parlamentar da Renamo, Máximo Dias, questionou na sua intervenção, o facto de se ter criado a comissão ad-hoc para revisão dos símbolos, quando na verdade tal exercício não era necessário.
Já o deputado Luís Boavida, acrescentou que todo o cidadão que não fosse da Frelimo não tinha mais bandeira e nem emblema. “Nas escolas quando se estiver a içar a bandeira, nós continuaremos a cantar e andar, não vamos respeitar aqueles símbolos”, sublinhou.
A decisão final sobre esta matéria poderá ser dada hoje em plenária.
Para o funcionamento da presente comissão especializada foi adoptada uma verba de pouco mais de 1.7 mil milhão de Meticais.
(Benedito Luís/redacção)
Via: mediaFAX - Quarta-feira, 08.12.05, edição n.º 3424
E-mail: mediafax@tvcabo.co.mz