3/24/08

Ronda pela net - Tibete: Viver e morrer no teto do mundo ou a opressão da ditadura chinesa.

De António Oliveira no lusitano "Estrada Poeirenta":
.
O Tibete
Mais cedo ou mais tarde, as manifestações tinham de regressar. E a repressão também voltou em força. Significa que os protestos estão a ser levados muito a sério por Pequim. A polícia chinesa já causou centenas de mortes só nos nos últimos dias. Por tudo isto, o Tibete voltou às manchetes dos media mundiais. Com um regime de terror instaurado, muitos tibetanos esperam agora ajuda das instâncias internacionais. Mas tal como o Darfur, Quénia, Zimbabué e Haiti, só para mencionar estes, vão ter de esperar. Por nada. O ocidente não vai ajudar os tibetanos, como não ajudou a Birmânia. Na balança dos interesses ocidentais, o Tibete é um incómodo. O Dalai Lama bem pode implorar, dizendo que o Tibete está a ser vítima de um genocídio cultural. O ocidente mostra-se preocupado, para os media. Depois das câmaras de televisão desaparecerem, assunto encerrado. Têm medo de enfrentar a China. Um país que pesa cada vez mais nos cofres das grandes potências. E por saber isso, Pequim faz o que quer. Diz que é uma questão interna e ninguém se intromete. Depois de algumas críticas soft, o ocidente acaba por se calar. Mas há um novo peso na balança: os Jogos Olímpicos. Será esta uma boa altura de punir a China, boicotando o evento? Há muita gente que pensa que sim. Mas os países ocidentais entendem que não. Há uma semana, os Estados Unidos retiraram a China da lista dos piores violadores dos direitos humanos. Sem que Pequim tivesse mexido uma palha, note-se. Os restantes países ocidentais vão pelo mesmo caminho. Business a quanto obrigas. Mas será esta via uma fatalidade? Tem mesmo de ser assim? Eu acho que não. E os tibetanos já provaram que não vão baixar os braços. Dizem eles que o Nirvana também se pode conquistar a lutar nas ruas.
.
Post' s deste blog que falam da China:

E acrescento: Vergonhosa, de dar vómitos a omissão dos tais "grandes" do Ocidente, embriagados pelos interesses económicos !

Moçambique - Estrada vai ligar Maputo a Pemba em 2009.

MacauHub - Maputo, Moçambique, 24 Mar/2008 - As cidades de Maputo e Pemba deverão ficar ligadas por estrada a partir de 2009, de acordo com o programa de reconstrução e ampliação da Estrada Nacional Nº 1, afirmou em Maputo o presidente do Fundo de Estradas, Francisco Pereira.Falando à margem da reunião de avaliação do desempenho e revisão do Programa Integrado do Sector de Estradas (Prise), realizada em Maputo, Pereira disse que a ligação entre as duas cidades é uma das prioridades do programa do sector de estradas para o triénio 2007/09. Para o efeito, decorrem há sensivelmente três anos obras de reconstrução e ampliação da EN1, um empreendimento orçado em cerca de mil milhões de dólares e que estão a ser executadas em fases, tendo sido já concluída a primeira fase que contempla os troços Marracuene/3 de Fevereiro, em Maputo, Incoluane/Chicumbane, em Gaza, Chissibuca/Massinga, em Inhambane e Muxúnguè/Inchope, na província de Sofala. Continua problemático o troço que liga Namacurra e Alto Molócuè, na província da Zambézia, cujas obras já deveriam estar concluídas, conforme o contrato de adjudicação assinado com a construtora Tâmega. Contudo, há garantias que a EN1 vai estar em melhores condições de transitabilidade até finais do próximo ano, com a realização da terceira fase do Prise, cujo arranque está previsto para o presente ano, o qual, dentre os vários troços, vai contemplar a reconstrução das secções Chimuara/Namacurra e rio Ligonha/Cidade de Nampula.
Informações avançadas por Francisco Pereira, em relação ao desempenho do sector de estradas, indicam que não foi possível cumprir na totalidade o programa delineado para o ano passado, devido às inundações que afectaram algumas regiões do país.
O presidente do Fundo de Estradas disse ainda que para 2007 estão disponíveis cerca de 200 milhões de dólares, mas que devido aos programas de emergência impostos pelas inundações não foi possível aplicá-los estando, no entanto, já asfaltados 800 quilómetros da EN1.