12/30/08

Junto ao mar da Paraíba...

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CAMINHO PERDIDO

Se as noites envelhecessem,
se os meus olhos cegassem,
se os fantasmas dançassem
em blocos de neve para que me ensinassem o caminho
por onde eu caminhei.

A cidade sem porta, as ruas brancas de
minha infância que não voltam mais.

Se minha mãe se abruma,
se o mar geme,
se os mortos não voltam mais,
se as matas silenciosas
não recebem visitas,
se as folhas caem,
se os navios param,
se o vento norte
apagou a lanterna,
eu tinha nas minhas mãos somente sonhos.
eu tinha nas minhas mãos somente sonhos!

- Manoel Caixa D'Água.

O poeta Manoel José de Lima, mais conhecido como Caixa D’Água, faleceu com 72 anos aos 27 de Março de 2006 em João Pessoa, Paraíba - Brasil.

Caixa D’Água, ao longo de sua vida lançou 12 livros, alguns de poesia e outros contando suas histórias desde o período da infância até a idade adulta na cidade de João Pessoa.

Adorava caminhar pelas ruas da cidade que tanto amava, sempre vestindo um terno branco.

Dizem ter sido o último boêmio da Paraíba.

O poeta gostava de viver a noite intensamente e dormir durante toda a manhã.

Caixa D'Água também era tido pelo cantor e compositor baiano Gilberto Gil como uma das melhores referências da Paraíba. E, todas as vezes que cantava em João Pessoa e Campina Grande, fazia reverências ao poeta.
- Fonte: Lista Essas Coisas (Carlos Aranha).

12/24/08

Ecos do Brasil - Quase um Feliz Natal...

O espetáculo é magnífico. Longe do frio inverno europeu que enche o peito-coração de eternas lembranças dos natais imortais acontecidos em infâncias saudosas, a vida encaminha o ser humano quase peregrino em busca de natais mágicos africanos para o calor de recantos encantados como este do país Brasil, gigante em hospitalidade, calor humano e arte. Em poucas e mal alinhavadas palavras faço aqui resumo do que disse Augusto Pinheiro da Folha de São Paulo/2005 sobre o encanto do pôr do Sol em Jacaré - João Pessoa - Brasil, palavras essas que se podem aplicar todos os dias a todos os espectáculos que o pôr do sol mágico dessa nobre praia da Paraíba nos oferece quase como exclusivo presente de Natal:

"O sol começa a descer por trás da vegetação da ilha da Restinga, na outra margem do rio Paraíba, colorindo o céu de amarelo, laranja e lilás. Então se ouvem os primeiros acordes do "Bolero", de Maurice Ravel. É assim o pôr-do-sol da praia do Jacaré, em Cabedelo (Grande João Pessoa), que cativa turistas como se fosse um monumento histórico famoso. Jurandy do Sax, codinome de José Jurandy Félix, 49, que ganhou notoriedade por tocar o "Bolero" no saxofone, apresenta-se no bar Golfinho, na entrada da praia do Jacaré que, na verdade, é banhada pelo rio Paraíba. Segundo Jurandy, a tradição de tocar o clássico de Ravel ao pôr-do-sol na praia do Jacaré surgiu há cerca de 20 anos, quando um grupo de amigos estava escutando a trilha sonora do filme "Retratos da Vida", que traz a música. "Eles curtiram tanto o momento que repetiram outras vezes."

Para ele, tocar a música ao pôr-do-sol já se tornou um ritual, "algo espiritual". "Tenho que tocar onde eu estiver. Já toquei na estrada, no Rio de Janeiro e em Jacareí (SP)."

Jurandy realiza a performance, de cerca de 20 minutos, diariamente. Partindo de uma canoa, com um remador, de um píer vizinho ao do bar, ele solta as primeiras notas quando passa em frente ao Golfinho.

A novidade agora é a participação de um violino, que encontra o sax quando Jurandy desembarca no píer do bar. Os dois então são acompanhados, do palco, pela banda, que conta com bateria, guitarra e baixo.

Jurandy ainda tenta ingressar no "Guinness Book" (livro dos recordes) como o músico que mais vezes executou o "Bolero". "Já fiz 1.700 apresentações", contabiliza.

Depois do "Bolero", Jurandy toca "Asa Branca", de Luiz Gonzaga, e "Meu Sublime Turrão", de Genival Macedo, espécie de hino não-oficial da Paraíba. ... ...""""
- Leia a reportagem na íntegra aqui!

  • Videos no YouTube sobre o tema "Pôr do Sol na Praia do Jacaré" - Aqui!
  • Portal de João Pessoa, a cidade "Onde o Sol nasce primeiro" - Aqui!



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