7/13/06

Ainda bem...Mas é em Maputo !


UEM constrói maior biblioteca do país.
O país vai passar a dispor, dentro dos próximos anos, de uma Biblioteca Central, pertencente à Universidade Eduardo Mondlane (UEM), com uma capacidade para acolher pouco mais de 1200 pessoas.
A construção do empreendimento arrancou oficial e simbolicamente ontem, com o lançamento da primeira pedra pelo reitor daquela instituição de ensino superior, Brazão Mazula.
Esta infra-estrutura, que estará localizada no espaço central do Campus Universitário da UEM, vai estar interligada e aberta a outras instituições de ensino e utentes no geral, bem como conectada a bibliotecas de outros países, via Internet.
As obras e apetrechamento são avaliados em cerca de sete milhões de dólares norte-americanos, sendo que a primeira fase, cuja conclusão está prevista para os próximos 12 meses, custará dois milhões de dólares.
Falando ao "Notícias" momentos após o lançamento do empreendimento, o reitor da UEM disse que a Biblioteca Central constitui o coração intelectual da instituição.
Para Brazão Mazula, este projecto é a materialização de um sonho, cuja implementação esteve condicionada a diversos factores, com particular realce para os recursos financeiros.
A infra-estrutura é co-financiada pelo Governo e o Banco Mundial.
"Já sonhávamos com esta biblioteca, porque achamos que uma universidade tem que ter um espaço como este. Temos bibliotecas nas faculdades, mas que são pequenas, e aqui conseguimos agregar todas as áreas do saber", disse Mazula.
A Biblioteca Central contará com três áreas principais, designadamente de leitura, técnica e administrativa, e instalações de apoio.
As áreas de leitura estarão divididas em cinco secções temáticas, nomeadamente Conhecimento Geral, Ciências Sociais e Humanidade, Ciências Puras, Ciências Aplicadas e Letras e Literatura. Dentre outras secções, as áreas técnica e administrativa contarão com tecnologias de informação, salas para leitura em grupo, secção multimédia (colecções especiais), trabalho com computador, restauração e reprodução de livros e mini-auditório.
O tempo total da duração das obras irá depender de financiamentos que estão a ser angariados.
Maputo, Quinta-Feira, 13 de Julho de 2006:: Notícias

7/10/06

Despedida...


Do Livro de Inez Andrade Paes, "O Mar Que Toca em Ti":

...Última madrugada em Pemba...Violento o céu se abria aos poucos e acalmava o Mar. As mesmas casquinhas saíam para a pesca, como se cada uma delas voltasse a tomar o seu lugar na linha d'água.
Última caminhada, mais breve desta vez por causa da partida que se anunciava na hora de maior calor e da visita que estava prometida a um grande amigo de meus pais.
- Ele estava lá com a família, na mesma entrada que tantas vezes surgiu quando o meu Pai o visitava e eu ia junto. Nas traseiras a mesma mangueira se levanta majestosa dum chão amaciado pelos passos dos que ali moram. Figuras esbeltas todas elas.
Um sorriso franco e amigo veio de suas faces magras e despedimo-nos pedindo a Deus um novo reencontro. Outro fio de dignidade vive nesta terra. -
As malas estavam feitas. Só tinha prevenido alguns da nossa partida, mas todos estavam lá. As crianças gritavam por mim enquanto as malas rolavam agora em sentido contrário fazendo compasso entre o estalar das madeiras e as suas vozes, mas os meus olhos evitavam-nas.
Destesto partidas.
Em círculo à volta do carro como um longo abraço, ficaram. Desta vez os pinotes e as danças e os risos estavam presos entre os nossos olhares. Breves acenos separaram-nos. Tenho as suas figurinhas ao longe retidas na memória.
Já no aeroporto, várias mãos amigas pousaram nas minhas.
Com lágrimas trouxe o Mar comigo no olhar.
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O trabalho inédito de Inez Andrade Paes "O Mar que Toca em Ti" encontra-se à venda na Livraria Minerva de Ovar ou diretamente com a autora, pelo e-mail: inezapaes@yahoo.com.br ao custo de Euros 7,50 (envio pelo correio à cobrança).
Inez Andrade Paes, natural de Pemba - Moçambique e residente em Portugal, é também, além de poetisa de sensibilidade invulgar, artista plástica e escritora.
Alguns de seus trabalhos podem ser apreciados na net, aqui:
Gente e Olhares:
http://geocities.yahoo.com.br/arteinez/
O que os meus olhos vêm:
http://geocities.yahoo.com.br/andradepaes/inezfotos.htm
Quadros:
http://geocities.yahoo.com.br/andradepaes/arteinez.htm
Pássaros:
http://geocities.yahoo.com.br/andradepaes/passaros.htm

7/08/06

Pemba - Processos disciplinares para juízes acusados de extorsão por português.

O Conselho Superior de Magistratura Judicial de Moçambique (CSMJ) abriu processos disciplinares a dois juízes de Pemba, província de Cabo Delgado, no norte do país, acusados de extorsão pelo empresário português Amadeu Oliveira.
Segundo disse o vice-presidente do Tribunal Supremo de Moçambique, Luís Sacramento, nomeado em Outubro de 2005 pelo CSMJ para presidir a um inquérito aos dois juízes, a sua comissão já entregou ao CSMJ os resultados das averiguações e que este órgão abriu acções contra os dois juízes.
"O inquérito foi concluído e os resultados foram entregues ao órgão que mandou averiguar, o CSMJ, que na sequência instaurou processos disciplinares cujos resultados só o CSMJ os pode divulgar através dos seus canais próprios", sublinhou Sacramento.
Em Outubro de 2005, Amadeu Oliveira acusou o juiz presidente do Tribunal Provincial de Cabo Delgado, Carlos Niquice, e uma magistrada afecta à mesma instância judicial, Hirondina Pamule, de lhe terem cobrado cerca de oito mil dólares pela sua libertação após ser detido durante 12 dias, entre Agosto e Setembro de 2005, por alegada burla.
Na origem da detenção de Amadeu Oliveira estiveram queixas de vários empresários locais que se declararam burlados pelo português, na sua qualidade de sócio-gerente da Macaloe, uma das mais importantes serrações do norte de Moçambique.
Na qualidade de órgão de disciplina da magistratura judicial moçambicana, o CSMJ pode aplicar, entre outras sanções, a pena de demissão, reforma antecipada, suspensão e expulsão.
NOTÍCIAS LUSÓFONAS - 07.07.2006 - Via Moçambique para todos.

7/07/06

EPULA (Chuva)



EPULA
à chuva do caju

reboando a galope
vestida de trovões
e de sedas azuis
sobre o matope

não é

esta chuvinha fina
que se deixa cair como cristais
sobre todas as faces
e
não tem a força
dos grandes densos matos

em que se grita EPULA
e em que se ri
com o corpo molhado

Glória de Sant'Anna - Do Livro Algures no Tempo (edição da autora)

7/06/06

Três irmãs ficam paralíticas depois do parto



Ocorreu em Pemba, capital provincial de Cabo Delgado: três irmãs da família Burai ficaram paralíticas após o parto.
A notícia foi veiculada pela pública TVM (televisão de Moçambique).
Uma fonte médica em Pemba, capital da nortenha província de Cabo Delgado, diz não encontrar explicação para o facto, mas acredita que as irmãs sofram de uma doença hereditária, afastando, deste modo, informações que circulam na praça local segundo as quais se trata de feitiço que se abateu nas três irmãs.
Como o azar não vem só, as irmãs foram abandonadas pelos maridos que se furtaram das suas responsabilidades sociais e familiares, e, assim, elas optaram por retornar à casa dos seus progenitores, engrossando a família que, segundo informações, é constituída por vinte e uma pessoas, entre adultos e crianças, sustentando-se de uma módica quantia de um milhão de meticais, ou 100,00 Mtn novos, auferidos pelo chefe da família que labuta num complexo hoteleiro como mainato.
AIM e DN - 06/07/06

7/04/06

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