4/12/08

Moçambique e os biocombustíveis da moda...

(Imagem original encontrada na net)
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Alerta para biocombustíveis em Moçambique do economista Cardoso Muendane, docente na Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM): Alimentação da população poderá ser posta em causa !
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O investimento para a produção de biocombustíveis em Moçambique poderá colocar em causa a alimentação no país, alertou o economista Cardoso Muendane, apelando ao Governo para agir com «muito cuidado».
Cardoso Muendane advertiu para «os riscos» na produção de biocombustíveis em Moçambique, uma forte aposta do Presidente Armando Guebuza.
«Fala-se muito em Moçambique dos biocombustíveis, neste momento de alta de preços de petróleo, como se não houvesse problemas nessa solução. O Governo terá de ter muito cuidado na forma de gerir a atracção de investimentos para a área dos biocombustíveis», afirmou o economista, docente na Faculdade de Economia da Universidade Eduardo Mondlane (UEM).
Segundo refere a agência Lusa, citada pelo semanário Sol, o perigo prende-se com a redução de bens alimentares e a consequente insegurança alimentar, porque a prioridade dos produtores passará a incidir mais sobre os biocombustíveis e menos nas culturas alimentares, alertou Cardoso Muendane. No âmbito desta aposta, também «o preço da alimentação vai subir drasticamente, tornando-se inacessível para a já depauperada população moçambicana», sublinhou. - 2008-04-10 17:17:43 - Fábrica de Conteúdos.
  • CPLP/Economistas: Governo de Moçambique aconselhado a ter "muito cuidado" na opção por bio-combustíveis (RTP-Notícias-12/04/08) - Aqui !
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4/11/08

Brasil - Mais uma vez...Varig suspende vôos para Paris, Madri e México.

Quando ainda nem retomou os vôos para Portugal:
VARIG SUSPENDE VÔOS PARA PARIS, MADRI E MÉXICO.
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O Sindicato Nacional dos Aeronautas informou nesta quinta-feira que a Varig vai suspender as rotas que mantinha para Paris, Madri e México a partir de junho, concentrando suas operações agora na América do Sul.
O motivo da interrupção seriam os prejuízos que as rotas excluídas acarretavam para a companhia.
De acordo com a presidente do sindicato, Graziela Baggio, os executivos da Varig garantiram que não haverá demissões e que os funcionários dessas rotas serão deslocados para operações sul-americanas.
Para Graziela, os argumentos utilizados pela empresa para a medida têm consistência, tanto que no começo deste ano a companhia aérea suspendeu os vôos para Frankfurt, Roma e Londres.
A Varig informou ainda ao sindicato que já fez acordos operacionais com outras companhias para atender seus passageiros a partir de junho.
"Tudo isso na verdade é uma reação à postura do governo e da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que querem liberar as tarifas", afirmou a presidente do sindicato à Reuters.
Ela explicou que com a liberação, as empresas brasileiras não vão aguentar a guerra tarifária com as empresas estrangeiras.
Representantes da Varig não estavam imediatamente disponíveis para fazer comentários.
O lucro da Gol , controladora da Varig, caiu em 2007, totalizando R$ 268,53 milhões contra R$ 684,47 milhões nos 12 meses do ano anterior.
Para a analista Luciana Leocádio, da Ativa Corretora, a Varig foi o "calcanhar de aquiles da Gol. A companhia está pagando o preço por crescer em demasiado sua oferta de assento, em função da aquisição em um mercado de demanda retraída, devido à crise no setor", disse ela em nota em fevereiro, quando foi divulgado o balanço da Gol.
Fonte: Reuters News/Invertia - Quinta, 10 de abril de 2008, 21h33.
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Só nos resta acrescentar que lamentamos. E que a "velha" VARIG continua despertando saudades...Era o principal e acolhedor elo de ligação do Brasil com a Europa-Portugal, além da lusitana TAP !

Eleições no Zimbabwe - Diz o ditador Mugabe: Daqui não saio...daqui ninguém me tira ! - III

Ano 3 - N.º 548 Maputo, Sexta-feira, 11 de Abril de 2008
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Volte face na África do Sul sobre tentativa de fraude eleitoral no Zimbabwe
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Joanesburgo (Canal de Moçambique) 11/04/2008 - O vice-ministro dos negócios estrangeiros da África do Sul, Aziz Pahad, declarou ontem que a Comissão Eleitoral do Zimbabwe devia explicar a razão do silêncio a que se remeteu quanto aos resultados das eleições presidenciais de 29 de Março último. As declarações de Pahad surgem alguns dias após o presidente sul-africano, Thabo Mbeki, ter declarado a correspondentes no Reino Unido que “se devia aguardar pelo resultado das eleições” realizadas naquele país faz no próximo domingo duas semanas.
O governo sul-africano havia inclusivamente rejeitado a possibilidade de uma intervenção das Nações Unidas, tal como fora solicitado pelo Movimento para a Mudança Democrática (MDC), partido vencedor das eleições no Zimbabwe. A África do Sul, que presentemente detém a presidência do Conselho de Segurança, havia igualmente manifestado a sua oposição à hipótese de uma sessão extraordinária deste órgão da ONU destinada a analisar a crise naquele país.
O volte face do governo sulafricano surge na sequência da iniciativa do chefe de estado zambiano, Levy Mwanawasa, que é o presidente em exercício da SADC, em tomar a dianteira, convocando uma cimeira de emergência para discutir o problema zimbabweano. A cimeira da SADC, a realizar-se amanhã em Lusaka, tem como pano de fundo o coro de protestos por parte das forças vivas do Zimbabwe em virtude da tentativa de fraude eleitoral ensaiada pelo regime no poder neste país. Impossibilitado de repetir a burla de 2002, em que a oposição se viu privada de assumir o poder, não obstante o mandato que lhe fora conferido pelo eleitorado, o regime encabeçado por Robert Mugabe optou desta vez por proibir a ZEC (Comissão de Eleições do Zimbabwe) de divulgar os resultados das eleições presidenciais ao mesmo tempo que, numa clara manobra de intimidação, desdobrava efectivos do seu aparelho repressivo um pouco por toda a parte do país, e, no melhor estilo populista, ordenava os seus «Tom Tom Macoutes» a invadir propriedades agrícolas.
A política de apaziguamento até agora seguida pelos chefes de Estado da SADC será confrontada em Lusaka com o dilema deles continuarem a pactuar com um regime corrupto, que não hesita em recorrer de forma sistemática à burla eleitoral, ou tomarem em linha de conta a vontade da esmagadora maioria de um povo que nas urnas deu nota negativa a uma partido e a um chefe que há muito caíram no descrédito. Ao chefe de fila do regime caduco de Harare resta a esperança de, em Lusaka, os seus tradicionais aliados da SADC virem a pressionar os vencedores do escrutínio de 29 de Março a integrarem um “governo de unidade nacional” em que a “figura histórica”, isto é, o próprio Mugabe, continuaria como timoneiro de um país na bancarrota devido à ruinosa política económica da ZANU-PF.
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Ecos da Imprensa lusa - Portugal/Brasil: Desinteresse brasileiro em investir e comprar em terras portuguesas...

Portugal/Brasil: Desinteresse brasileiro em investir e comprar em terras portuguesas frustra empresários e diplomatas.
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Lisboa, 10 Abr (Lusa) - O aparente desinteresse do Brasil em investir e comprar em Portugal produtos em maior quantidade e de maior valor, apesar dos apelos e esforços oficiais, deixa insatisfeitos diplomatas e empresários dos dois países, que ainda assim continuam optimistas.
Depois de o embaixador de Portugal no Brasil, Francisco Seixas da Costa, ter qualificado de "confrangedora" a "incapacidade de alargar o leque de exportações" portuguesas para o Brasil durante o Colóquio "1808-2008 E o Futuro das Relações Económicas Portugal/Brasil", Luiz Felipe Lampreia - embaixador brasileiro em Lisboa e actual administrador da Partex (Gulbenkian) - assumiu-se como pessimista, afirmando que tal "dificilmente vai mudar".
"O Brasil é um importador considerável, mas o que constitui a parte mais importante das importações são as mercadorias como o trigo e o petróleo, e também bens duráveis como máquinas e equipamentos que Portugal não produz", disse o embaixador, que actualmente é também conselheiro do grupo EDP no Brasil, depois de ter recentemente deixado a adminstração do grupo Sonae.
Até porque a China se assume cada vez mais como importante fornecedor do Brasil, Lampreia considera improvável um reforço da componente tecnológica na composição das exportações portuguesas - hoje praticamente circunscritas a vinho, azeite, bacalhau e outros chamados "produtos da saudade", populares junto da grande comunidade portuguesa no país sul-americano.
Já quanto aos investimentos no Brasil, Lampreia mostra-se mais optimista, tendo em conta o actual cenário de estabilidade macroeconómica no país, crescimento da economomia e as importantes descobertas petrolíferas, que envolvem a Galp Energia e cuja produção vai implicar importante dispêndio, uma vez que as reservas estão a grande profundidade e longe da costa.
"As empresas portuguesas estão bem situadas [no desenvolvimento do sector petrolífero brasileiro], fazendo parte de sociedades que exploram blocos de petróleo. E vão poder associar-se a esta expansão", disse Luiz Felipe Lampreia.
Quanto ao investimento brasileiro em Portugal, "é uma desilusão para todos a falta de interesse dos empresários brasileiros", que não parecem interessados em utilizar o país como uma "rampa de lançamento" para a União Europeia, conforme tem sido proclamado nos últimos anos a nível oficial, assumiu o embaixador Francisco Seixas da Costa.
Isto, referiu, apesar de algumas excepções - nomeadamente da Embraer, que comprou a OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal, e da CSN, que controla a Lusosider, mas que ainda assim colocou travão a um volumoso investimento de expansão que tinha previsto em Portugal.
O embaixador brasileiro em Lisboa, Celso Vieira de Souza, mostra-se optimista quanto ao cenário do investimento, mas assume que no comércio externo tem havido nos dois países uma "incapacidade de diversificar" a composição das exportações.
"Cabe aos governos incentivar a vinda de delegações comerciais e promover o fortalecimento das relações económicas e comerciais", defendeu o embaixador brasileiro.
Antes, já o presidente da AICEP Portugal Global, o também embaixador Basílio Horta, havia afirmado "não se resignar aos valores" do comércio bilateral e investimento, "principalmente nesta fase", em que o Brasil está "em posição ascendente na cena económica mundial".
"Os números dão uma noção de um potencial de melhoria claro", com "o investimento brasileiro muito aquém das potencialidades", e Portugal "não se revendo" na composição das exportações para a maior economia sul-americana, sobretudo de produtos tradicionais.
Também para Ricardo Salgado, presidente do Banco Espírito Santo (BES), "há um potencial colossal a aproveitar" nas relações económicas bilaterais.
Exemplo disto, referiu, é a inexistência de um fluxo turístico significativo do Brasil para Portugal, apesar de os portugueses estarem entre os maiores visitantes do país sul-americano, e de a TAP ter um papel preponderante nas ligações entre os dois continentes.
O investimento brasileiro em Portugal é historicamente pouco significativo, e, no ano passado, ficou-se pelos 92 milhões de euros, a 19ª posição no fluxo de investimento directo estrangeiro total em Portugal, enquanto que Portugal foi o primeiro investidor estrangeiro no Brasil entre 1998 e 2000, e em 2006 e 2007 ocupou a 5ª posição.
As exportações portuguesas têm vindo a crescer, mas a balança é ainda largamente favorável ao Brasil, e o perfil dos produtos vendidos é considerado ainda tradicional.
RTP.pt - © 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.2008-04-10 16:55:01

Ronda pela net - Brasil: Próximas eleições e os blogues...

(Do GlobalVoices - Post original em inglês - Aqui!)
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Eleições & blogoesfera no Brasil - Avanço ou retrocesso na liberdade de expressão em decisão do TSE ???
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Pela atenta Paula Góes do GlobalVoices - O Brasil está se aquecendo para as eleições municipais deste ano, em outubro, quando os eleitores irão às urnas para escolher representantes para as administrações locais. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acabou de aprovar a regulamentação dessas eleições e mais uma vez perdeu a oportunidade de discutir propaganda política no formato eletrônico através da internet. Ferramentas como o Twitter, Orkut, Facebook, You Tube, newsletters eletrônicas, mensagens de texto SMS, blogues e outros recursos da 'web social' - tecnologias de suma importância nos dias de hoje para que eleitores se informem e se fortaleçam - não foram objetos de uma análise mais ampla na legislação e, como resultado, mais uma vez foram deixadas no limbo.
Dois dos artigos da resolução, especialmente, causaram um certo espanto na blogosfera, a começar pelo primeiro:
“A propaganda eleitoral nas eleicões municipais de 2008, ainda que realizada pela Internet ou por outros meios eletrônicos de comunicação, obedecerá ao disposto nesta resolução.”
E em seguida o artigo 18, que define que:
“A propaganda eleitoral na Internet somente será permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral.”
Acrescente a essas linhas a decisão de que toda e qualquer campanha para as eleições de 2008 só será permitida a partir de 6 de julho, ainda que na internet (onde de fato já começou em redes sociais e em blogues), e sacuda esse mix de desinformação.
SERÁ QUE SILENCIARÃO OS INTERNAUTAS ?...

  • Leia o texto integral e comentários - Aqui !
  • As regras e instruções para as eleições 2008 no Brasil estão disponíveis no site do TSE - Aqui !

4/10/08

Eleições no Zimbabwe - Diz o ditador Mugabe: Daqui não saio...daqui ninguém me tira ! - II

(Imagem original daqui)
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Tendai Biti apelou à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e à União Africana (UA) para que intervenham de forma "a evitar um banho de sangue" no Zimbábue.
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Harare, 9 abr (Lusa) - O silêncio dos líderes regionais sobre a crise eleitoral e institucional no Zimbábue é criminoso, disse nesta quarta-feira à Agência Lusa o secretário-geral do Movimento para a Mudança Democrática (MDC, oposição), Tendai Biti.
Tendai Biti apelou à Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral (SADC) e à União Africana (UA) para que intervenham de forma "a evitar um banho de sangue" no Zimbábue.
Só uma condenação regional e uma intervenção dos líderes africanos poderá impedir que o Zimbábue mergulhe no caos, disse Biti, que destacou o aumento de incidentes violentos entre forças de segurança, milícias do partido no poder (a Zanu-PF, do presidente Robert Mugabe) e veteranos da guerra de libertação leais a Mugabe, de um lado, e a população que votou na oposição, de outro.
"África foi lenta a reagir no caso de Ruanda e em outros países, o que resultou em genocídios e conflitos desnecessários. A África está sendo muito lenta a responder aos apelos do povo do Zimbábue e a situação está ficando insustentável", disse Tendai Biti.
As preocupações de Biti são partilhadas por Jestine Mukoko, diretora da Zimbabwe Peace Project, organização não-governamental que está recolhendo diariamente um número considerável de queixas contra as forças de segurança.
"Desde 29 de março que em vários pontos do país cidadãos indefesos têm sido visitados, espancados e intimidados verbalmente por agentes da polícia e apoiadores do partido Zanu-PF", disse Mukoko à Agência Lusa em seu escritório, em Harare.
As 15 operadoras que recebem telefonemas de todos os pontos do Zimbábue têm recebido constantemente relatos de incidentes de violência contra a população, especialmente nas áreas onde o MDC obteve a maioria dos votos, que lhe deu vitória nas legislativas. O mais recente relatório divulgado pela Zimbabwe Peace Project menciona casos como o ocorrido em Gweru. Várias pessoas relataram terem sido agredidas por policiais uniformizados, que diziam: "Votaram de forma errada". Matabeleland North e Binga são outras regiões que a ONG, que tem por missão recolher dados sobre a violação aos direitos humanos e a violência do Estado contra os cidadãos, está monitorando com grande apreensão.
Na capital, Harare, a situação é tensa. Os residentes continuam seguindo com grande ansiedade a situação. O impasse na divulgação dos resultados eleitorais levou a esmagadora maioria das pessoas a acreditar que Robert Mugabe perdeu as presidenciais e não aceita a derrota. Vários residentes da capital disseram à Agência Lusa que a frustração e o desespero são os sentimentos dominantes e que muitos zimbabuanos sentem que a única saída é emigrar para os países vizinhos. Na fronteira com a África do Sul, em Beit Bridge, observadores afirmaram que um número crescente de zimbabuanos tem abandonado o país desde 29 de março. "Não sabemos o que fazer das nossas vidas: se vamos para as ruas e começamos a quebrar e a queimar tudo, o presidente terá, então, a oportunidade de mandar as forças policiais agredir e matar o povo. Se nos mantivermos calmos e ordeiros, nos chamam de covardes. Estamos entre a espada e a parede e morrendo lentamente de fome", disse à Lusa Moses Matara, um técnico de informática da capital.
Por António Pina, da Agência Lusa - 09-04-2008 14:21:50.

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