3/12/09

Régua - Douro: Um momento alto da vida do Comandante Carlos dos Santos (1959-1990).

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Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua de minha origem e raízes, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique... Para isso estou contando com a gratificante colaboração de um aficionado e morador ilustre da nossa querida cidade capital do Douro - Peso da Régua, o Dr. José Alfredo Almeida:

Esta imagem é um verdadeiro ícone dos Bombeiros de Peso da Régua e, especialmente, do Comandante Carlos Cardoso dos Santos. Ele é um dos heróis da realização de um evento nacional que ocorreu na nossa cidade, em Setembro de 1980: 24º Congresso Nacional dos Bombeiros Portugueses.

Aqui o Comandante Carlos dos Santos (este o seu nome do bilhete de identidade), na Rua dos Camilos, na nossa cidade, emoldurada de uma enorme assistência de pessoas, dentro do velho jipe Willy's (que ele próprio fora buscar as bombeiros de Sanfins do Douro por troca com uma ambulância), abre o desfile motorizado dos bombeiros portugueses, de quase todas as 436 associações, que foi um dos pontos altos desse Congresso.

Sobre a sua vida e a obra deste grande Comandante no Corpo de Bombeiros de Peso da Régua (ou na Santa Casa Misericórdia) podemos ler uma bela biografia intitulada “O Reguense - Carlos Cardoso dos Santos”, da autoria de Manuel Igreja e ainda um artigo do actual Presidente da Direcção dos Bombeiros de Peso da Régua (in http://bvpesodaregua.com.sapo.pt/) onde destacamos esta parte:

“Não permitiu o destino que eu tivesse a honra de ser director nos anos em que Carlos dos Santos foi Comandante. Se eu tivesse tido essa sorte, sei que aprenderia mais, do pouco que sei, sobre este grande mundo dos Bombeiros. Porém, o destino gosta de nos pregar as suas partidas. E, no meu caso pessoal, essa partida foi ter convivido, alguns anos, com um seu grande amigo, um homem que também dedicou muito da sua vida aos Bombeiros do Distrito de Vila Real, o senhor Rodrigo Félix, um grande director dos Bombeiros Voluntários da Cruz Verde de Vila Real que, certamente aonde estiver, lá no outro mundo, estará a sorrir de satisfação por ter contribuído para o livro da vida de Carlos Cardoso dos Santos. Foi Rodrigo Félix que, em princípios do ano de 1999, me convenceu, sem precisar de me dar muitas explicações, que gostava de propor à Liga dos Bombeiros Portugueses, a atribuição do Crachá de Ouro ao Comandante Carlos Cardoso dos Santos, então já no Quadro de Honra, pelo reconhecimento de 31 anos de missão no comando do Corpo Bombeiros Voluntários do Peso da Régua. A proposta, que mereceu o nosso indiscutível apoio, seguiu o seu caminho e, como todos sabem, foi aprovada por unanimidade. Assim, em jeito de recordação, gostava de ler o que esse amigo escreveu sobre Carlos Cardoso dos Santos:

“A Direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Peso da Régua enviou a esta Federação uma proposta aprovada em sua reunião de 17 de Maio do ano em curso, de condecoração, com o «Crachá de Ouro» da Liga dos Bombeiros Portugueses do Comandante no Quadro Honorário do seu Corpo de Bombeiros, Senhor Carlos Cardoso dos Santos. Pode, assim verificar-se que o Senhor Carlos Cardoso dos Santos prestou serviço activo durante cerca de 31 anos e já se encontra no Quadro Honorário há 9 – 40 anos de serviço.

Pode, ainda, verificar-se a acção desenvolvida na sua Associação e no Comando do seu Corpo de Bombeiros, de tal forma brilhante, que mereceu o reconhecimento da Câmara Municipal do Peso da Régua que lhe atribuiu a Medalha de Prata do Município.

Com efeito, de uma educação esmerada, dialogante, de excelente trato, cumprindo as missões com uma entrega total, o Senhor Comandante Carlos Cardoso dos Santos foi sempre um exemplo como homem e como Bombeiro.

Durante três décadas tudo deu de si em prol do Bem Comum com verdadeiro espírito de voluntariado, muito contribuindo com o seu exemplo, para o bom-nome e prestígio da sua Associação e Corpo de Bombeiros.

A nível do Distrito, foi sempre respeitado e tido como um dos melhores Comandantes de Bombeiros, entre os vinte e sete Corpos existentes.

Penso, sinceramente, que o meu amigo Rodrigo Félix, nestas palavras que acabei de citar, disse tudo que o autor do seu livro, o jornalista Manuel Igreja, não disse nas 31 páginas, desta parte de reconhecido grande Comandante. Ainda bem, que deixou coisas da sua vida por contar, alguns pormenores que, mesmo em traços largos, certamente enchiam muitas mais páginas. Para mim, é a oportunidade, de revelar pela primeira vez, algumas palavras em seu reconhecimento, que sei serão ouvidas com profunda emoção pelo Comandante Carlos Cardoso dos Santos”.

Aqui queremos recordar que Carlos dos Santos, com apenas 37 com de idade, tomou posse como Comandante do Corpo de Bombeiros de Peso da Régua, em 3 de Outubro de 1959, em que a Direcção da Associação era constituída por Dr. Júlio Vilela, José Pinto da Silva, Noel de Magalhães, Alfredo Baptista, Augusto Mendes de Carvalho e Teófilo Clemente.

Carlos dos Santos foi ocupar o lugar deixado no fim da sua carreira do grande Comandante Lourenço Medeiros (a quem o escritor reguense dedicou no seu livro “Pátria Pequena” um notável elogio à sua personalidade e carácter) e permaneceu no comando do Corpo de Bombeiros de Peso da Régua até ao limite de idade permitida, até ao de 1990, cumprindo 31 anos de serviço à causa do voluntariado e, sobretudo, ao serviço do bem e do engrandecimento e prestígio da Associação. Teve cargos na direcção da Federação dos Bombeiros do Distrito de Vila Real, mas foi conhecido, respeitado e mesmo admirado pelos seus pares, como um bom e dedicado Comandante.

Foi reconhecido em 1999, por proposta da sua Associação, com o “Crachá de Ouro” da Liga dos Bombeiros Portugueses, entregue no Salão Nobre do Quartel Delfim Ferreira, pelas mãos do senhor Governador Civil de Vila Real, Dr. Artur Vaz.

Esta sua foto, com o seu jipe…. é o rosto de um homem feliz, sereno, solidário e bom que não esquecemos. O rosto de um homem que só fez o bem. Aos bombeiros. A todos nós reguenses. - Peso da Régua, Março de 2009, José Alfredo Almeida.

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3/11/09

Soldados Portugueses mortos em África... Portugal promete reabilitar suas sepulturas.

(Imagem original daqui)

Por ter presenciado a realidade e factos tristes da guerra colonial portuguesa dos anos 60/70 em África onde inúmeros amigos e "camaradas de armas" pereceram sob ataques sempre traiçoeiros e covardes de terroristas, e que ficaram enterrados em diversos cemitérios das ex-colónias, venho acompanhando e destacando também neste blogue o descaso, a omissão infame das autoridades portuguesas ao longo do tempo, pois simples e vergonhosamente "esqueceram" seus heróis mortos na guerra colonial.

Entretanto, a sociedade lusa organizada em "grupos" atuantes de ex-combatentes, suas famílias e amigos, hoje participantes da globalização da informação e utilizando-se da penetração da internet junto da opinião pública mundial vêm ampliando protestos e exigindo cuidados, respeito e dignidade para com a memória e honra desses Heróis que não esquecemos enterrados em cemitérios distantes de sua Pátria de origem. O que está trazendo resultados de tal forma que acabo de ler aqui:

""11 de Março de 2009, 14:57 - Moçambique: Portugal vai reabilitar cemitérios militares nos PALOP - CEMGFA.

Portugal reabilitará, em breve, os cemitérios militares em Moçambique, Angola e Guiné-Bissau, no âmbito de um projecto de preservação e valorização de sepulturas de ex-militares portugueses que morreram na guerra colonial.

Em declarações hoje à Lusa, o Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (CEMGFA) português, Valença Pinto, afirmou que Portugal está a preparar projectos de restauro de cemitérios militares nos Países de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), com destaque para Moçambique, Angola e Guiné-Bissau.

"Estamos agora a preparar projectos para recuperar cemitérios em Moçambique, na Guiné-Bissau e temos entendimentos crescentes com as autoridades angolanas para fazer o mesmo. E temos depois cemitérios mais pequenos e, porventura, mais fáceis de conservar em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste", disse Valença Pinto.

O CEMGFA, que iniciou terça-feira uma visita de cinco dias a Moçambique, prestou hoje homenagem aos militares portugueses enterrados no cemitério de Lhanguene, em Maputo, e destacou a "preocupação" portuguesa em reabilitar as suas sepulturas.

"Mas estes (cemitérios) de Moçambique, Guiné-Bissau e Angola, que são maiores, por razões históricas que já são conhecidas, justificam a nossa preocupação no respeito pela dádiva desses homens que morreram pela bandeira portuguesa", acrescentou.

O projecto de preservação e valorização dos cemitérios está a cargo das Forças Armadas, através da Liga dos Antigos Combatentes de Portugal, e é descrito como sendo "muito ambicioso".

O CEMGFA afirmou contudo que, por enquanto, o objectivo das Forças Armadas portuguesas restringem-se a conservação dos cemitérios militares e afastou a possibilidade de transladar os corpos dos soldados para Portugal.

"É um processo muito complexo o projecto de remoção e transladação de corpos de portugueses sepultados em cemitérios militares portugueses nos PALOP, pois já passaram 34 anos desde a independência destes Estados africanos", disse.

"Fazer remover estes corpos todos é um projecto muito custoso de ponto de vista financeiro", frisou.

Actualmente, algumas famílias ou pequenas comunidades portuguesas a que esses antigos militares pertenciam têm suportado individualmente os custos de transladação dos restos mortais para Portugal.

"Apesar da comparticipação de Portugal, não há, neste momento, nenhum projecto do Estado nesse sentido (transladação), ao contrário, o projecto de Estado é preservar os locais onde estão esses corpos", disse Valença Pinto.

Além de se deslocar ao cemitério de Lhanguene, o CEMGFA encontrou-se hoje com o seu homólogo moçambicano, Paulino Macaringue, e com o ministro da Defesa moçambicano, Filipe Nyussi, com quem discutiu a cooperação bilateral, considerando-a "muito frutuosa no interesse dos dois países".""
- MMT. - Lusa/SapoNotícias.


  • Outros post's deste blogue sobre a guerra colonial na antiga África portuguesa e seus combatentes - Aqui e Aqui!

Ronda pela blogosfera lusa - Sócrates e a liberdade...

Embora escrito hà um ano atrás com publicação no jornal Português "Público" e no blogue "Sorumbático", pela contemporaneidade do tema e evolução dos acontecimentos tanto a nivel de Portugal com em outros recantos onde tanto se apregoa democracia e liberdade, permito-me transcrever com a devida vénia e para reflexão "aquèm e além mar", este interessante texto do ilustre duriense Dr. António Barreto:

"" 7.1.08 - Sócrates e a liberdade - por António Barreto.

EM CONSEQUÊNCIA DA REVOLUÇÃO DE 1974, criou raízes entre nós a ideia de que qualquer forma de autoridade era fascista. Nem mais, nem menos.

Um professor na escola exigia silêncio e cumprimento dos deveres? Fascista!

Um engenheiro dava instruções precisas aos trabalhadores no estaleiro? Fascista!

Um médico determinava procedimentos específicos no bloco operatório? Fascista!

Até os pais que exerciam as suas funções educativas em casa eram tratados de fascistas.

Pode parecer caricatura, mas essas tontices tiveram uma vida longa e inspiraram decisões, legislação e comportamentos públicos.

Durante anos, sob a designação de diálogo democrático, a hesitação e o adiamento foram sendo cultivados, enquanto a autoridade ia sendo posta em causa. Na escola, muito especialmente, a autoridade do professor foi quase totalmente destruída.

EM TRAÇO GROSSO, esta moda tinha como princípio a liberdade. Os denunciadores dos “fascistas” faziam-no por causa da liberdade. Os demolidores da autoridade agiam em nome da liberdade. Sabemos que isso era aparência: muitos condenavam a autoridade dos outros, nunca a sua própria; ou defendiam a sua liberdade, jamais a dos outros. Mas enfim, a liberdade foi o santo e a senha da nova sociedade e das novas culturas. Como é costume com os excessos, toda a gente deixou de prestar atenção aos que, uma vez por outra, apareciam a defender a liberdade ou a denunciar formas abusivas de autoridade. A tal ponto que os candidatos a déspota começaram a sentir que era fácil atentar, aqui e ali, contra a liberdade: a capacidade de reacção da população estava no mais baixo.

POR ISSO SINTO INCÓMODO em vir discutir, em 2008, a questão da liberdade. Mas a verdade é que os últimos tempos têm revelado factos e tendências já mais do que simplesmente preocupantes.

As causas desta evolução estão, umas, na vida internacional, outras na Europa, mas a maior parte residem no nosso país.

Foram tomadas medidas e decisões que limitam injustificadamente a liberdade dos indivíduos.

A expressão de opiniões e de crenças está hoje mais limitada do que há dez anos.

A vigilância do Estado sobre os cidadãos é colossal e reforça-se.

A acumulação, nas mãos do Estado, de informações sobre as pessoas e a vida privada cresce e organiza-se.

O registo e o exame dos telefonemas, da correspondência e da navegação na Internet são legais e ilimitados.

Por causa do fisco, do controlo pessoal e das despesas com a saúde, condiciona-se a vida de toda a população e tornam-se obrigatórios padrões de comportamento individual.

O CATÁLOGO É ENORME. De fora, chegam ameaças sem conta e que reduzem efectivamente as liberdades e os direitos dos indivíduos.

A Al Qaeda, por exemplo, acaba de condicionar a vida de parte do continente africano, de uma organização europeia, de milhares de desportistas e de centenas de milhares de adeptos.

Por causa das regulações do tráfego aéreo, as viagens de avião transformaram-se em rituais de humilhação e desconforto atentatórios da dignidade humana.

Da União Europeia chegam, todos os dias, centenas de páginas de novas regulações e directivas que, sob a capa das melhores intenções do mundo, interferem com a vida privada e limitam as liberdades.

Também da Europa nos veio esta extraordinária conspiração dos governos com o fim de evitar os referendos nacionais ao novo tratado da União.

MAS NEM É PRECISO IR LÁ FORA. A vida portuguesa oferece exemplos todos os dias. A nova lei de controlo do tráfego telefónico permite escutar e guardar os dados técnicos (origem e destino) de todos os telefonemas durante pelo menos um ano.

Os novos modelos de bilhete de identidade e de carta de condução, com acumulação de dados pessoais e registos históricos, são meios intrusivos.

A videovigilância, sem limites de situações, de espaços e de tempo, é um claro abuso.

A repressão e as represálias exercidas sobre funcionários são já publicamente conhecidas e geralmente temidas.

A politização dos serviços de informação e a sua dependência directa da Presidência do Conselho de Ministros revela as intenções e os apetites do Primeiro-ministro.

A interdição de partidos com menos de 5.000 militantes inscritos e a necessidade de os partidos enviarem ao Estado a lista nominal dos seus membros é um acto de prepotência.

A pesada mão do governo agiu na Caixa Geral de Depósitos e no Banco Comercial Português com intuitos evidentes de submeter essas empresas e de, através delas, condicionar os capitalistas, obrigando-os a gestos amistosos.

A retirada dos nomes dos santos de centenas de escolas (e quem sabe se também, depois, de instituições, cidades e localidades) é um acto ridículo de fundamentalismo intolerante.

As interferências do governo nos serviços de rádio e televisão, públicos ou privados, assim como na “comunicação social” em geral, sucedem-se.

A legislação sobre a segurança alimentar e a actuação da ASAE ultrapassaram todos os limites imagináveis da decência e do respeito pelas pessoas.

A lei contra o tabaco está destituída de qualquer equilíbrio e reduz a liberdade.

NÃO SEI SE SÓCRATES É FASCISTA. Não me parece, mas, sinceramente, não sei.

De qualquer modo, o importante não está aí. O que ele não suporta é a independência dos outros, das pessoas, das organizações, das empresas ou das instituições.

Não tolera ser contrariado, nem admite que se pense de modo diferente daquele que organizou com as suas poderosas agências de intoxicação a que chama de comunicação.

No seu ideal de vida, todos seriam submetidos ao Regime Disciplinar da Função Pública, revisto e reforçado pelo seu governo.

O Primeiro-ministro José Sócrates é a mais séria ameaça contra a liberdade, contra autonomia das iniciativas privadas e contra a independência pessoal que Portugal conheceu nas últimas três décadas.

TEMOS DE RECONHECER: tão inquietante quanto esta tendência insaciável para o despotismo e a concentração de poder é a falta de reacção dos cidadãos. A passividade de tanta gente.

Será anestesia?

Resignação?

Acordo?

Só se for medo...
- In «Retrato da Semana» - «Público» de 6 de Janeiro de 2008.
- Transcrito do Blogue "Sorumbático".

3/10/09

Praia do Moçambique no... Brasil!

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui.)

Próximo a Florianópolis no estado de Santa Catarina - Brasil, existe uma praia que nos lembra Moçambique pelo nome: Praia do Moçambique.

Segundo o Guia Floripa, ""O nome da praia foi dado em função dos "moçambiques", molusco semelhante à ostra, encontrados em suas areias. No entanto, ela também é conhecida por Praia Grande.

A mais extensa praia da Ilha conta com 7,5 km de areias claras e macias, quase intocadas pelo ser humano.

Por fazer parte do Parque Florestal do Rio Vermelho, uma reserva de aproximadamente 400 mil metros quadrados com vegetação predominante de pinus, não há construção alguma no local. A paisagem torna-se ainda mais árida com as dunas, que cortam a linha entre a vegetação rasteira e o oceano.
O mar é aberto, de tombo (a profundidade aumenta abruptamente, após uns poucos passos em direção ao mar) e com ondas agitadas. O contato com a Corrente das Malvinas torna a água muito fria. Embora essas características não atraiam muitos banhistas, a praia, que costumava ser semi-deserta, fica razoavelmente movimentada na alta temporada, com muitos surfistas que vêm de outras cidades. Mesmo assim, ainda é uma das mais vazias da Ilha.

Distância da praia ao centro de Florianópolis: 29 kms.""

Enfim, fica aqui a curiosidade interessante da existência de uma praia no belo Brasil, assim chamada porque existe também um molusco denominado Moçambique que por lá prolifera....

Não é Moçambique mas que lembra, lembra... Nem que seja só pelo nome!

  • Portal da Prefeitura Municipal de Florianopolis - Aqui!

3/09/09

Os Bombeiros de Peso da Régua e… o seu menino!

(Clique na imagem para ampliar.)

Em atenção aos "vareiros" que nos lêm e visitam por esse mundo virtual afora, alguns post's irei trazendo de um outro blogue ("Escritos do Douro") onde se fala do Douro em Portugal, da cidade de Peso da Régua de minha origem e raízes, de sua história e cultura, de personagens que marcam e dão exemplo e de outras coisas mais que não só da "vinha e do vinho do Porto", de Pemba e Moçambique... Para isso estou contando com a gratificante colaboração de um aficionado e morador ilustre da nossa querida cidade capital do Douro - Peso da Régua, o Dr. José Alfredo Almeida:

Nesta bela imagem, com mais de meio século de vida, da autoria do fotografo A. Santos, dono do antigo estúdio “Foto Reguense”, que existiu num prédio da Rua João de Lemos, pertencente hoje aos herdeiros do médico Egídio Viana, a figura central é um menino vestido com uma farda de bombeiro, um ilustre reguense de nome José Figueiredo Pinto da Fonseca, que sobressai, com um olhar sereno e feliz, no meio de uma galeria de bombeiros notáveis dos anos de 1930 a 1950.

Gostaríamos de saber mais da razão desta foto, sobretudo o que ela queria assinalar, mas não conseguimos essa informação. Apenas soubemos que a esse tempo, era comum os bombeiros adoptarem como “mascote” uma criança.

Do grupo de nove bombeiros voluntários fardados ao rigor identificamos, na parte superior, os nomes de José Maria Almeida Júnior, Gastão Mirandela, Claudino Clemente e Joaquim Laranja e, na parte inferior, os de Alberto Loureiro de Almeida e Sampaio Coutinho.

O bombeiro Gastão Mirandela ostenta na sua farda duas medalhas de mérito, o que já prova o seu reconhecimento como um grande e valente bombeiro.

Encontramos no nosso arquivo uma carta escrita, há alguns anos, pela senhora D. Elvira Maria de Figueiredo Pinto da Fonseca Pereira Guedes, já falecida, uma preciosa relíquia na arte de bem escrever, com emoção, amor e respeito aos bombeiros do seu tempo, daqueles anos de 1930-50, que conheceu de perto, com eles conviveu e até muito ajudou, que aqui reproduzimos:

”Exmo Senhores:
Desde pequena fui habituada a respeitar os bombeiros da minha terra. Vivi paredes meios com eles quando o quartel era no Cimo da Régua e a sineta ficava perto do meu quarto, de maneira, o que fazia que quando tocava a sineta de noite me despertava a ponto de traumatizar os meus primeiros anos de vida.

Brinquei com os primeiros quarteleiros, com o João dos Óculos e tantas vezes acarinhada pelos Comandantes Afonso Soares e Camilo Guedes, pelos senhores Gastão Mirandela, Claudino Clemente, Joaquim Laranja. Lembro ainda do patrão Álvaro e mais tarde do Zé Pinto quarteleiro, dos Trovões, e um cãozinho chamado Voluntário. Toda a corporação era venerada em minha casa como heroína de bondade e abnegação, talvez porque um homem que foi durante muito tempo o seu Comandante, era meu tio-avô, refiro-me a Lourenço Medeiros, cujos últimos anos de vida, só pensou ficar no novo quartel e no quarto dos rapazes, como ele dizia.

Depois, já rapariga, trabalhei muito para vós com a Senhora D. Branca Martinho. Quantos espectáculos, festas, exposições de capacetes… quase era obrigatório trabalhar para os bombeiros da nossa terra.

Acontece que no passado dia 1 de Outubro, fui transportada a Vila Real numa das vossas ambulâncias e a simpatia foi tanta, tanto o carinho e a amabilidade, que eu acho-me devedora e aproveito o vosso próximo aniversário para enviar uma pequena oferta e, peço, para transmitirem aos homens que me levaram a minha gratidão muito grande (…).

Pela vossa gentileza creia-me muito grata.”

São de comover estas suas encantadoras memórias. Todos os nomes daqueles bombeiros são homens que hoje gostamos de os recordar. Somos devedores a esta simpática senhora de uma infinita gratidão, pela sua ternura e generosidade pelos bombeiros de seu tempo de menina.
- Março de 2009, José Alfredo Almeida.
Peso da Régua.

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3/06/09

Corpo de Afonso Tiago aparece no fundo do rio Spree...

Em 20 de Fevereiro último, alertado pelo JPT, transcrevi aqui o questionamento da blogosfera, amigos e familiares sobre Afonso Tiago, jovem engenheiro português desaparecido em Berlim dia 10 de Janeiro deste ano?
Hoje, porque acabei de tomar conhecimento na net, lamento transcrever o que se escreve no "Sapo Noticias" de hà momentos:

Corpo de Afonso Tiago descoberto hoje no fundo do rio Spree.
O corpo do Afonso Tiago foi hoje encontrado pela polícia alemã no fundo do rio Spree com todos os seus pertences (carteira, telemóveis, etc).

De acordo com uma fonte da Rede Judiciária Europeia «ainda se desconhecem as causas» e também «se se tratou de um acidente ou de um crime».

Em declarações ao SAPO, Ivo do Carmo, amigo de Afonso Tiago, que foi hoje informado pelas autoridades alemãs do aparecimento do corpo do jovem engenheiro, afirmou que o corpo não apresenta sinais de agressão.

Ivo do Carmo foi a última pessoa a ver Afonso Tiago na noite em que desapareceu. Foram juntos até à estação de Ostbahnof, levantaram dinheiro juntos e depois Afonso seguiu em direcção a casa.

«O corpo do Afonso vai ser autopsiado em Berlim para se chegar a conclusões sobre o que aconteceu», referiu à Agência Lusa a procuradora Adélia Martins, da rede Judiciária Europeia.

António Braga, Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, que acompanha Cavaco Silva na visita à Alemanha, já se pronunciou. Braga afirmou lamentar a morte do engenheiro português e enalteceu o trabalho das autoridades alemãs, que, no seu entender, fizeram todos os possíveis para encontrar Afonso Tiago.

Depois de o rio Spree ter sido a primeira hipótese tida em conta pela polícia, esta semana as buscas no local foram retomadas devido à subida da temperatura. Também esta semana, as autoridades alemãs obtiveram autorização para analisar os registos telefónicos do engenheiro de 27 anos.

Durante a visita oficial de Cavaco Silva à Alemanha, que decorre durante esta semana, o Presidente Português conversou com as autoridades alemãs e declarou que estas classificaram o caso do desaparecimento do jovem como «bruxedo», por não o conseguirem explicar.

O corpo de Afonso Tiago é já o segundo cadáver de um cidadão estrangeiro encontrado nos últimos três dias, em Berlim. Na terça-feira passada as autoridades alemãs encontraram o corpo de um colombiano que estava desaparecido desde 14 de Fevereiro.

Afonso Tiago estava desaparecido desde o dia 10 de Janeiro.
- Sapo Notícias, @Vera Moutinho, 06 de Março de 2009, 15:03.
  • Caso de Afonso Tiago é "bruxedo", dizem as autoridades alemãs - Aqui!
  • Onde está Afonso Tiago, desaparecido em Berlim...? - Aqui!