Praia do Consulado em 1882. Tela de Benedito Calixto. Clique no link para visualizar melhor a tela e ler o texto completo.
As hoje jovens nações de língua portuguesa entre as quais englobo Moçambique, muitas vezes no afã "revolucionário" de se libertarem das sombras de seu passado colonial vão cometendo irresponsável e parcialmente o lapso imperdoável de desprezarem e até ajudarem a delapidar a História e a imagem de figuras fundamentais que deram origem a burgos hoje cidades basilares dessas nações. O que, felizmente, não vem acontecendo com o promissor e fraterno país Brasil, de povo multiracial, alegre, criativo, generoso e orgulhoso de seu passado e laços com Portugal.
Inspirado em post da santista Néia Costa trago para aqui algumas informações históricas cativantes e importantes sobre o porto de Santos/Brasil, o maior da América do Sul, peça chave para a economia do Brasil, surgido em 1531 quando o fidalgo e explorador português Brás Cubas fundou a bela e litorânea cidade de Santos.
Eis uma pequena parte do que leio no portal "Novo Milénio-História do porto de Santos":
"""Logo após a fundação (por Martim Afonso de Souza) da cidade de São Vicente, cellula mater da nacionalidade, Brás Cubas foi procurar um ponto mais abrigado na atual costa paulista para a atracação das caravelas. E fundou Santos, do outro lado da ilha de São Vicente, vislumbrando no estuário santista, onde se fixou, o porto ideal. Estava certo: séculos depois, ali se instalou o maior porto latino-americano de carga geral.
Desde cedo, o Brasil se preocupou com a navegação, bem como com a construção de portos, para as necessidades do seu comércio, devendo-se porém à Carta Régia de 28 de janeiro de 1808, do príncipe-regente D. João VI, a abertura dos portos do Brasil para o comércio exterior com as nações amigas.
Na verdade, a Inglaterra – que então dominava o comércio marítimo e começava a controlar a economia mundial, num papel parecido com o que Estados Unidos da América e o Japão têm em relação à moderna economia internacional.
A partir do ato de 1808, as margens das baías e angras próximas aos povoamentos que se desenvolviam passaram a receber navios que carregavam e descarregavam as mercadorias, em operações rudimentares e morosas, servindo-se de pontes de madeira, de caráter precário e sem segurança (os trapiches).
Com a abertura dos portos ordenada em 1808 por D. João VI, as relações comerciais e a navegação de cabotagem da antiga Capitania de São Vicente foram ampliadas, ocorreu o desenvolvimento dos engenhos e das plantações: o açúcar era então a base da movimentação portuária (as capitanias de São Vicente e Pernambuco foram as grandes produtoras de açúcar do Brasil Colonial).
Até o início da terceira década do século XVI, os navios fundeavam no ancoradouro onde o rio Santo Amaro desemboca, no canal de Barra Grande. Foi o fundador de Santos, Brás Cubas, que percebeu os inconvenientes que nisso havia para os embarcadiços, e resolveu criar outro porto no lado oposto a Santo Amaro, comprando para isso terras na orla oriental do córrego de São Jerônimo, pertencentes a Pascoal Fernandes e Domingos Pires. Nessa área, que compreende o Outeiro de Santa Catarina, marco da fundação de Santos, foi criado por Brás Cubas o porto que serviu de núcleo à nascente povoação, aproveitando o amplo estuário entre as ilhas de São Vicente (onde se localizam as cidades de Santos e São Vicente) e de Santo Amaro (onde fica Guarujá), que oferecia boa proteção aos navios.
Santos e a economia paulista – Definir se foi o desenvolvimento econômico paulista que determinou o crescimento do porto, ou se foi a influência de um porto em local bastante favorável que provocou o progresso da economia regional, toca às raias da célebre questão sobre quem surgiu primeiro, o ovo ou a galinha. O fato é que o desenvolvimento do porto de Santos está intimamente ligado à expansão econômica regional, acompanhando-a desde os tempos áureos do comércio cafeeiro até o momento atual, através da importação dos insumos básicos para a indústria e da exportação dos manufaturados.
E o porto, desde o tempo em que nem poderia ser assim chamado, séculos atrás, sempre refletiu as condições econômicas da região circundante. Assim, no período colonial, ocupou por muito tempo uma posição bem secundária em comparação aos demais portos brasileiros, tanto na importação como na exportação de mercadorias, como conseqüência da pequena expressão econômica de São Paulo naquele período. Segundo dados referentes a 1796, as mercadorias exportadas por Santos para a metrópole portuguesa correspondiam a somente 0,4% do total exportado pelas colônias. Já o Rio de Janeiro participava com 27%, a Bahia com 29% e Pernambuco com 16%. Na importação, Santos detinha 0,6% do total vindo da metrópole; o Rio de Janeiro, 32%; Bahia, 27% e Pernambuco 18%.
Até então, o comércio com Santo André da Borda do Campo e com a recém-fundada São Paulo de Piratininga fazia-se partindo do estuário, navegando-se em canoas pelos braços de rio que cortam a região, subindo pela Serra do Mar em lombo de burro e enfim atravessando as matas nevoentas do planalto paulista."""... ...
Acompanhe quase tudo sobre a História do Porto de Santos em trabalho de Carlos Pimentel Santos - aqui!
Um video: Porto de Santos - História.
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Acrescento que Santos hoje, depois de um período nebuloso ainda não muito distante de péssimas administrações municipais voltadas para o populismo ineficiente, está retomando gradativa mas firmemente sua importância onde se harmoniza história, cultura, turismo, desenvolvimento e qualidade de vida. E isso se deve imenso a seu porto, às recentes e promissoras reservas de pétróleo descobertas em sua bacia marítima e à administração municipal do jovem e dinâmico prefeito João Paulo Tavares Papa.
Outros post´s deste blogue sobre a cidade de Santos - aqui e aqui!
Aposentado italiano é preso por manter moçambicana como escrava.
Um aposentado italiano foi preso na sexta-feira passada (28) na cidade de Milão após denunciar à polícia o desaparecimento de uma mulher que ele havia "comprado" por mil euros.
A mulher, 30, havia sido "comprada" em Moçambique e conseguiu fugir da casa do aposentado após quase oito meses de cárcere privado.
Para levá-la à Itália, o homem, 57, havia convencido a mulher de que os dois se casariam. Em Milão, o aposentado violentou-a e prostituiu-a.
"Ele é um homem a serviço total das pulsões sexuais", afirmou a juíza Mariolina Panasiti, que emitiu a ordem de prisão do aposentado.
- da Ansa, em Roma, 03/12/2008 - 11h32, Folha OnLine.
Acrescento - Ficar atrás das grades será castigo suficiente e justo para um CRETINO deste quilate?...
Que "apodreça" por lá, na prisão italiana, é o mínimo que se deseja...
E que sirva de aviso para os inúmeros imbecis que atravessam oceanos em modernas "caravelas voadores", buscando e estimulando o perverso "turismo sexual".
""Três ativistas do grupo PETA, People for the Ethical Treatment of Animals, fizeram um protesto ontem diante de um restaurante da rede KFC em Adelaide, na Australia.
Usavam apenas gorros de Papai Noel, mas esconderam a nudez atràs de uma faixa pedindo boicote à rede de frango frito.
As manifestantes, vegetarianas, criticaram o grande numero de aves mortas de maneira cruel.""
Maputo-O Presidente de Moçambique, Armando Guebuza, considerou, segunda-feira, dia 1, uma "tragédia" o índice de contaminação por HIV no país, incitando os moçambicanos a agirem "a uma velocidade superior à propagação das infecções", para vencer a doença.
"Estamos perante uma tragédia de grandes proporções", disse Guebuza, discursando no lançamento da nova estratégia de aceleração da prevenção da infecção HIV, vírus que provoca a Sida/Aids.
Dados, divulgados por ocasião do Dia Mundial de Combate à Sida/Aids, dão conta que aproximadamente 16 por cento da população moçambicana, entre os 15 e 49 anos, está infectada. Pelo menos 6 por cento das mulheres grávidas moçambicanas estão contaminadas, tornando Moçambique num dos dez países mais atingidos no mundo.
Mas, para o chefe de Estado moçambicano, o país tem registado avanços no combate à Sida, nomeadamente na transmissão vertical, ou seja, na prevenção da transmissão da infecção do HIV da mãe para filho.
"Queremos exortar os nossos compatriotas a aderirem, em massa, aos serviços de aconselhamento e de testagem voluntária que têm estado a conhecer expansão pelo nosso país", apelou. "Quanto mais cedo for detectado o vírus, maiores serão as probabilidades de sucesso do tratamento anti-retroviral. Apresentar-se nas unidades sanitárias muito tarde, com acentuada debilidade imunológica, só frustra o empenho e o investimento de quem quer ajuda com o tratamento", defendeu.
Guebuza exortou igualmente cada um dos moçambicanos a despertar as suas "virtudes de líder" para levar mais compatriotas a assumirem que "há já no país exemplos de boas práticas que podem ser replicados". "A liderança, no contexto deste lema, deve-nos levar a compenetrarmo-nos do facto de que, não havendo cura ainda para este flagelo humano, ele só poderá ser vencido se assumirmos comportamentos e atitudes que nos afastem da possibilidade de nos infectarmos, ou de podermos infectar ou condicionar que outras pessoas se infectem", disse. "A liderança continua a ser a arma mais barata, disponível e ao alcance de todos nós", mas, "a vitória sobre esta tragédia está ao nosso alcance", disse. - In "África21 Digital".
Outros post's deste blogue a respeito de HIV/SIDA:
Moçambique - HIV/SIDA: o flagelo que deve ser discutido e informado - Aqui!
Oportuno, o "De Rerum Natura" cita o duriense António Barreto em mais uma de suas crónicas dominicais no jornal "Público" e em seu próprio blogue "Jacarandá". O foco é o famigerado e copiado laptop "Magalhães", a alfabetização lusitana e o marketing político populista que o atual governo luso também copia de outros recantos onde se adoça a boca dos carentes e necessitados com "esmolas" e promessas ineficazes mas que redundam em voto:
"""O Governo continua a distribuir Magalhães, na convicção, fingida ou não, de que com tal gesto está a estimular a alfabetização, a cultura, a curiosidade intelectual, o espírito profissional, a capacidade científica e a criatividade nacional. Será que nas áreas do Governo e do partido não há ninguém que explique que isso não acontece assim? Segundo a OCDE, o abandono escolar na União Europeia foi, em 2007, de cerca de 15 por cento. Portugal, com 36,3 por cento, tem a taxa mais alta. Mais de um terço da população entre 18 e 24 anos não completou a escola e não frequenta cursos de formação profissional. Só 13 por cento da população activa adulta completou o ensino secundário e perto de 57 por cento apenas terminaram o primeiro ciclo do básico. Ainda segundo a OCDE e um estudo de Susana Jesus Santos (do banco BPI), a distribuição dos tempos de aulas nas escolas, para alunos de nove a 11 anos, mostra como a juventude portuguesa está orientada. Em Portugal, a leitura (e o Português) ocupa 11 por cento do tempo de aulas. Na União Europeia, 25. Em Portugal, a Matemática ocupa 12 por cento. Na União Europeia, 17.
Que é que o Magalhães tem a ver com isto?
Nada. Absolutamente nada!" - António Barreto""
- Post's anteriores sobre o laptop "Magalhães":
Magalhães", um computador pouco português e a poesia popular... - Aqui!
Mundo Lusófono - "Magalhães", um computador pouco português. - Parte 2 - Aqui!
Mundo Lusófono - "Magalhães", um computador pouco português. - Aqui!
"Magalhães" - Primeiro laptop popular português sairá em Setembro. - Aqui!
"Magalhães" - quem vence a guerra dos portáteis para crianças? - Aqui!
Sob o lema "Nunca se é demasiado velho para viver seus sonhos", o casal Alec and Cherry Yarrow vai percorrendo a costa de Moçambique desde a África do Sul no iate Rainbow Gypsy e relatando por blogue as impressões do que vão encontrando.
Chamou-nos a atenção sua passagem hà poucas horas por Pemba e Ibo já a caminho da Tanzânia.
Tentarei, em curtos parágrafos, colocar aqui algumas poucas linhas do que nos dizem sobre a Ilha do Ibo. O texto na versão original em lingua inglesa está aqui :
""O Ibo foi decepcionante, um triste reflexo do que era a ex-colônia portuguesa em toda a sua glória.
Nenhum dos restaurantes descritos no Lonely Planet, como locais para comer, ainda existiam... ... apenas as habituais mãos estendidas de jovens na praia correndo para o barco que se recusam a deixar ir. Havia muitos deles a tentar convencer-nos para contrata-los como "guias profissionais" ou guardas, cada um tentando afugentar os demais "concorrentes"... Explicámos que não precisavamos de um guia, mas ainda assim eramos seguidos por uns poucos persistentes...
O Ibo está cheio de edifícios abandonados, um reflexo da incapacidade ou falta de qualquer interesse em manter tudo o que os europeus têm deixado no tempo. Alguns estão a ser restaurados, principalmente com dinheiro estrangeiro é claro.
Encontramos uma moradia particular que chamou a nossa atenção e imaginação, com um grande jardim murado e uma enorme árvore que dá sombra. A casa não tinha janelas nem telhado, as paredes estavam a cair por todo o jardim.
O que nos surpreendeu foi que nesta ilha que é tão quente, não é feito uso da sombra e frescor admiráveis destes jardins. Em vez disso vimos crianças sob o sol e areia quentes, apáticas, talvez desnutridas...
Depois de três horas de caminhada pela Ilha do Ibo sob o calor intenso, retornanos ao nosso barco, puxamos âncora e continuamos no sentido norte da Tanzânia, parando repentinamente na pequena ilha das Rolas... ...""