2/21/08

Diversificando - Ouvindo o que se fala na internet...

Segundo o BlueBus, uma instalação de arte eletrônica no Science Museum, em Londres, exibe em 231 pequenas telas textos extraidos de salas de chat e foruns.
A objetivo é 'ouvir a internet'.
A instalação, batizada Listening Post, recolhe o conteúdo ao vivo e vozes (sintetizadas em computador) que lêem os textos - sem censura.
A obra foi inaugurada ontem e vai ficar no museu até 19 de fevereiro de 2009.
Leia na BBC, em inglês, aqui.

Situações de pobreza entre as comunidades portuguesas de Moçambique e África do Sul.

Lisboa, 20 Fev (Lusa) - O deputado do PSD para a Emigração José Cesário mostrou-se hoje preocupado com situações de pobreza que encontrou entre as comunidades portuguesas, durante uma visita a Moçambique e à África do Sul.
"Voltam a ser preocupantes as situações de pobreza, incerteza quanto ao futuro e a criminalidade", disse o deputado social-democrata à Agência Lusa um dia depois de ter terminado a deslocação àqueles países.
"Devido a circunstâncias diversas - a agitação popular e a situação económica que não evoluiu tanto como se desejava em Moçambique e uma série de situações que criaram instabilidade na África do Sul, como as sucessivas falhas de energia - há um clima de grande preocupação em relação ao futuro", afirmou José Cesário.
Segundo o deputado eleito pelo círculo Fora da Europa, "os fantasmas vêm ao cimo" quando confrontados com problemas políticos e agitação social.
José Cesário disse ainda ter encontrado nos dois países "muita gente com situações económicas muitíssimo delicadas" e denunciou que continuam a registar-se "algumas situações de violência" na comunidade portuguesa residente na África do Sul.
O ex-secretário de Estado das Comunidades disse ainda que portugueses residentes em Moçambique "sofreram algumas consequências", como danos materiais nos seus veículos, com as manifestações de rua realizadas no início do mês, quando o governo decidiu aumentar o preço dos transportes públicos.
Questionado pela Lusa, José Cesário disse que vai "tentar esclarecer" alguns casos concretos relacionados com as situações de pobreza junto dos serviços competentes, nomeadamente o Apoio Social a Idosos Carenciados (ASIC) nas comunidades portuguesas e o Apoio Social a Emigrantes Carenciados (ASEC).
"Tenho também preparado um conjunto de iniciativas legislativas e uma delas vai ser sobre as questões sociais, do acompanhamento dos nossos compatriotas emigrados há mais tempo e os mais recentes", referiu o deputado, sem dar mais pormenores.
Na deslocação de seis dias que fez aos dois países, José Cesário visitou os consulados de Portugal em Maputo (Moçambique) e em Joanesburgo (África do Sul), reuniu-se com os cônsules, manteve encontros com jovens portugueses e luso-descendentes e reuniões com a comunidade.
Em Moçambique residem actualmente entre 17 a 20 mil portugueses e na África do Sul cerca de 300 mil.
MCL. - Lusa - RTP

2/17/08

Referênciando novamente o pembista e professor RAFAEL DA CONCEIÇÃO...IX - PLÁGIO EM MOÇAMBIQUE - Discussão ou banalização ?...

Desde 12 de Novembro de 2007 que está "adormecido" na "praça" literária moçambicana um atrevido plágio, já anunciado aqui detalhadamente e ilustrado mais uma vez acima.
Três meses e cinco dias se passaram e o assunto, pelo que nos dizem, é tabú onde poucos gostam de "tocar" ou falar...
Receios, temores de mexer com interesses de "comadres", compadrios escusos, vaidades ou círculos fechados onde preponderam reizitos anafados circundados por lacaios bajuladores e acovardados a isso levam.
Banaliza-se com o silêncio, impunidade, cínismo, petulância e adequado descaramento a "história".
Afinal, se nem o contemporâneo, nobre e brasileiro Caetano Veloso se importa e desconhece o plágio, porque haverá o Humilde, Simples e Moçambicano Professor Rafael da Conceição de ver reposto integralmente o direito a sua propriedade intelectual ?
Seria querer demais !...
.
E para que o silêncio não predomine, transcrevo do blog Olhar Sociológico de 03/11/2007 alguns cometários ao título "O que é o que é?: Dois títulos (gémeos) promissores!":
  • Bayano Valy - De alguma forma tínhamos que inventar um outro provérbio: "Don't judge a book by iys author". Isto refere-se a Cezerilo - não se pode chamá-lo gigante intelectual. Mas quem sabe nos surpreende. Pelo menos, ele publica.
    03 November, 2007 15:39
  • Patricio Langa - Bayano, “Pelo menos pública”! Não sei até que ponto esse aspecto é o mais revelante. Se bastasse publicar, qualquer um publicava. Espero que desta vez tenham feito justiça aos donos das ideias que nos andam a fazer ler como se fossem suas. Uns plagiam Gaston Bachelar transformando seus enuciados epistemólogicos em poesia e não citam a fonte. Olha o que me foi dito a propósito do título: “Docência e Investigação: a delícia e a dor de ser o que é”. Caetano Veloso vai cobrar direitos autorais. A sua música é" cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". A autora inverteu as palavras, será que fez menção a fonte? Aí em Maputo anda um debate a proposíto de um estudante do ISCTEM que fez plágio a tese de outro estudante de direito da UEM. Este é um assunto que ainda vamos precisar debater com mais seriedade.
    05 November, 2007 14:39
  • Bayano Valy - Patrício, apanhaste-me em cheio. Não queria antes fazer menção dos plágios deste e daquele ou das aulas via telefone, mas já que mencionas teremos que encontrar uma oportunidade para voltarmos a debater esta questão de plágio. Quanto ao pelo menos publica.... queria alertar ao facto de que às tantas na falta do melhor o pior serve, não é? Mais o que me mais intriga é a facilidade com que alguns "autores" publicam, principalmente obras que se pretendem científicas. Afinal, existe ou não um corpo científico ou uma comissão de pares que dá o seu aval sobre a qualidade de uma obra?
    05 November, 2007 16:48
  • Patricio Langa - Bayano, Fiz uma proposta a uma colega para estudarmos as condições e o tipo de publicação “ciêntífica” que se faz em Moçambique. Há toda uma série de questões que é preciso tomar em consideração, entre as quais orgãos colegiais, revisão de pares, editoras etc. Será que nós sabemos em que estado andam essas coisas? O caso do plágio, que não deve ser o único, deve ser apenas o que se tornou público. Não creio que seja apenas uma questão de ausência de legislação para sancionar esse tipo de práticas como alguma imprensa tenta colocar o problema. A legislação é importante, mas neste momento não é o fundamental. O fundamental para mim é que a nossa prática académica quotidiana não é orientada pela confrontação de ideias, e de teses, previamente estabelecidas. Cada um acha que vai inventar a roda. Assim, para quem é original não há necessidade de citar ninguém. Todo mundo, ou um número considerável, se acha pioneiro. Enquanto noutros contextos se ganha reconhecimento demostrando que lemos os outros e por isso sabemos de que falamos aí parace que não é bem assim. O trabalho académico é essencialmente o de acrescentar conhecimento ao que outros já produziram (refutando, rectificando e inovando). Recordo-me de um ex-ministro da saúde que publicou, se a memória não me falha, pelo menos dois livros de metodologia de investigação (ou qualquer coisa parecida). Nesses livros, megalomaniacos, o homem só se cita a si mesmo. Se não me engano deve ter uma ou duas citações de Sócrates e Platão. Deve-se achar na sequência desses grandes filósofos. Não sei se faz ideia de quanto conhecimento se produziu nestes mais de 2000 anos. Existe também o problema da falta de catalogação adequada das nossas bibliótecas. Ninguém sabe o que existe e o que não existe. Aquilo é uma salada russa. É possível ir buscar uma tese defendida em 1980 e voltar a apresentá-la sem que alguém se dê conta disso. A UEM, por exemplo, têm alguns novos, ainda poucos, biblióteconomistas. Espero que tentem por a casa em ordem. Agora, então, com a Internet não imaginas as dificuldades acrescidas para identificar os plágiadores. Enfim, estas são notas soltas Bayano. É preciso pensar em todas as nuances deste problema até, no meu entender, podermos reflectir sobre o tipo de soluções mais a própriadas. Quem sabe aí se pode pensar num modelo de tribunal académico adequado a nossa realidade. Aqui na Universidade do Cabo existe um departamento de ética e um tribunal académico que lida com esse tipo de casos. Com alguma regularidade os jornais da universidade publicam notícias relacionadas com esse tipo de práticas. O caso do estudante do ISCTEM concerteza terminaria com a sua expulsão e invalidação do grau que pretendia alcançar caso ficasse provada sua culpa. Mas aqui é aqui, e aí é aí! Espero que Caetano Veloso não tenha uma letra igual!
    06 November, 2007 10:59
  • Bayano Valy - Hehehe Patrício, De facto é preciso que reflitamos sériamente sobre isso. As sugestões que avanças já me parecem um bom ponto de partida. Gosto da idéia de um tribunal académico e isso é algo que se pode sugerir aos reitores das universidades. Pode não ser tribunal, mas um corpo em que essas questões podiam ser dirimidas. Só para ironizar: ser expulso ? Com tanta falta de "doutores" aínda pede-se que alunos que cometem fraudes académicas sejam expulsos ? Esse é que é o Moçambique real. Falando sério, penso que podes escrever uma carta aberta aos reitores, tomando como ponto de partida essa situação do ISCTM. A tua ex-colega Salmina já me tinha falado de situações em que alguém apresentava um paper que tinha tirado da net. Isso me leva a uma outra reflexão, que aliás tinhas colocado melhor: a proliferação de universidades ou pseudo-universidades. Será que porque as públicas não podem absorver tanto estudante e porque as privadas querem atraír o maior número possível destes, a qualidade deve ser sacrificada ? Me parece que esse é o caso. É que a ISCTM se fosse bem sério já teria tomado medidas. Penso que não se tem tempo tanto é que o reitor anda a brincar a gestor político. PS: existe um outro doutor no ISRI que publicou um livro sobre o Médio Oriente e não chegou a citar fonte alguma. No meu mundo islâmico, existe também um grande (para mim questionável nalguns momentos) líder cujos escritos acabam semanalmente nos jornais da praça. A maior parte dos livros que "escreve" são traduções de livros já escritos em árabe, que nem chega a citar. Enfim... o ser humano quer a glória sem suor. Mesmo uma escória, não acha? Espero que ninguém tenha dito isso antes.
    07 November, 2007 12:21

O que se disse ou comentou anteriormente:

  1. Em 12 de Novembro último foi divulgado aqui o plagio !
  2. Em 13 de Novembro de 2007 - Moçambique Para Todos - aqui !
  3. Em 14 de Novembro de 2007 - Lanterna Acesa - aqui !
  4. Em 15 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  5. Em 16 de Novembro de 2007 - Ma-Schamba - aqui !
  6. Em 16 de Novembro de 2007 - Vouguinha - aqui !
  7. Em 16 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  8. Em 17 de Novembro de 2007 - Lanterna Acesa - aqui !
  9. Em 18 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  10. Em 20 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  11. Em 22 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  12. Em 12 de Dezembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  13. Em 12 de Dezembro de 2007 - Lanterna Acesa - aqui !
  14. Em 13 de Dezembro de 2007 - Vouguinha - aqui !
  15. Em 14 de Dezembro de 2007 - Moçambique Para Todos - aqui !
  16. Em 15 de Dezembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !

2/16/08

Porque o combustível é caro em Moçambique...

(Clique na imagem para ampliar)
Informa-nos por e.mail um Amigo - Analisemos o porquê de o preço de combustível estar caro em Moçambique:
O que os ministros não dizem é que cobram 4 (Quatro) vezes o IVA. Por isso o combustível é mais caro em Moçambique em relação aos Países vizinhos.
As contas:
- Preço básico de compra da gasolina é de 15.09 MT;
- Após correcção do preço+custos de importação+custo básico+direitos aduaneiros, passa a 17.95 MT;
- Após dois (2) IVAs (34%), o preço para distribuidor salta para 32.61 MT;
- Após IVA no distribuidor, passa para 32.98 MT;
- Após IVA no retalhista, finalmente atinge o preço que temos que pagar: 35.49 MT. Mais do que o dobro do preço básico.
A tabela oficial acima confirma.
E ainda qustiona:
- O IVA cobrado sobre os direitos aduaneiros, não será imposto cobrado sobre imposto ?
- Isso não viola uma das regras da Organização Mundial do Comércio (WTO) que Moçambique subscreveu ?

2/15/08

Algo vai mal no Millenium BIM em Pemba...

Carta publicada no caderno Opinião do Noticias de Maputo publicada nesta manhã de sexta-feira-15/02/08, protestando sobre o mau atendimento bancário da agência do Millenium BIM em Pemba:
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SR. DIRECTOR!
Agradeço a cedência do espaço destinado aos leitores, na certeza de que mais interessados quisessem ocupá-lo. Pedi-o para gritar em voz alta sobre a forma como o balcão de Pemba do Banco Internacional de Moçambique trata os seus clientes.
O que vi no balcão do Millenium BIM, em Pemba, no dia 5 de Fevereiro corrente, deixa muito a desejar. O mau atendimento aos clientes parece-me resultado de uma anarquia que se está a viver naquele banco, depois das mudanças operadas muito recentemente.
No balcão do BIM, em Pemba, não é novidade o abandono do posto de trabalho por parte dos funcionários ali afectos, o que é reforçado pelo facto de só funcionarem duas das quatro caixas, que têm momentos em que, simultaneamente, são abandonadas. As restantes estão permanentemente sem figura humana, como se fosse bom para o banco a existência de muitas pessoas e intermináveis bichas.
A minha indignação baseia-se na realidade que se assiste no banco, de que os funcionários estão a todo o momento a receber expediente de colegas do mesmo banco, que, por sua vez, trazem de amigos seus, dentro das bichas ou ausentes ou ainda que entraram pela porta-de-cavalo.
Não fica bem, nos tempos que correm, haver discriminação de qualquer espécie para o atendimento de um cliente. Não precisamos ser todos parentes, amigos ou da mesma cor dos funcionários, aliás, não foi isso que nos moveu a procurar um banco. Acontece em muitas partes do mundo, vão me dizer, mas aqui em Pemba atinge níveis de abuso aos clientes.
Imaginem, sinceramente, que eu e mais pessoas tenhamos ficado naquela data, só para efectuar um depósito, das 9 às 14 horas, altura em que metemos o nosso “bico” na caixa para o que vínhamos fazer. Mas neste espaço de tempo assistimos a várias práticas ilícitas dos(as) “caixas” que iam atendendo o expediente vindos não da bicha, ante o olhar impávido da própria gerente do balcão.
Não conformados com tais práticas, procurámos junto da gerente manifestar a nossa insatisfação e ficámos arrependidos, com a resposta que dela recebemos: “ esta é a nossa maneira de trabalhar”. Abanou a cabeça e virou-nos as costas logo a seguir!
Das muitas perguntas a fazer, há que destacar as seguintes: até quando a vivermos com esta situação? Nesta altura do campeonato, em que se fala de reformas em quase todas as instituições, incluindo as bancárias, que apostam na capacitação dos seus funcionários, também nos modos de atendimento ao público, eficiência nos trabalhos, de modo a concorrem no mercado global?
Será que o Departamento das Relações Públicas desta instituição não passa de um sector simplesmente emblemático, deixando a sua missão de estar permanentemente sintonizado com os clientes?
É de lamentar profundamente esta maneira de trabalhar do Millenium BIM, em Pemba, e o mais provável é perder gradualmente a clientela e confiança do público em geral, nesta altura em que os bancos BCI-Fomento e Barclay-Moçambique apostam e estudam a possibilidade de expandir e explorar os seus serviços em todos os distritos do país.
Januário Cássimo Sualé

Diversificando - Utilidade pública virtual...Primeiros Socorros !

Transcrevo do imprescindível blog do jornalista brasileiro Ricardo Noblat:
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O site Primeiros Socorros traz várias dicas do que fazer quando se deparar com situações inesperadas como afogamento, asfixia, hemorragias, picadas de inseto e queimaduras.
Apesar da importância de aprender as instruções básicas, é óbvio que a principal recomendação em situações como essas é chamar imediatamente alguém capacitado para prestar socorro.
  • Primeiros Socorros - aqui !
  • Blog do Noblat - aqui !