Falar sobre os Bombeiros da Régua
não é difícil para as gentes da Régua. Ao longo da vida e do tempo acompanham-nos
em um quotidiano repleto de episódios reveladores de abnegação, doação ao
semelhante, generosidade desinteressada, modelos de coragem, sacrifício e por
aí adiante. Difícil é para quem como eu, nado e criado até aos 9 anos de idade
na sempre estimada Peso da Régua e posteriormente emigrou por força do destino
e das circunstâncias para lugares distantes que juntam África, Europa e América
do Sul, detalhar o caminho grandioso e beneficente para com o povo vareiro, traçado
por essa Instituição já centenária em período no qual, sem abandonar
espiritualmente as raízes, só vivenciei fatos da Régua por notícias, por cartas
e testemunho de meu saudoso Pai, Jaime Ferraz Rodrigues Gabão quando vivo, também por estadias curtas no berço
pátrio para colmatar saudades ou ainda por relatos de Amigos.
E tivesse eu a sabedoria atilada e conhecimento de meu querido, saudoso Pai e de Amigos que pela Régua e arredores pelejam e escrevem, permaneceria horas a fio ‘falando’ sobre os Bombeiros da Régua, contando a ode de seres anônimos, de parentes, de heróis em feitos exemplares, já fenecidos como seres físicos, mas não esquecidos como entes imortais participantes da minha vida, de muitas vidas, da História da Régua e de um dos seus maiores patrimônios, num hoje ininterrupto, estruturado e continuado na pujança de jovens Bombeiros sempre Voluntários.
Portanto, repetirei e para
terminar este meu ‘desabafo’ provocado pelo Amigo José Alfredo Almeida, que é para
eles e por tudo que representam minha inabalável admiração!
30 de Julho de 2011
Este post também pode ser lido no Blogue "Escritos do Douro"
Texto e edição de Jaime Luis Gabão. Colaboração de imagens do Dr. José Alfredo Almeida para o blogue "Escritos do Douro" em Agosto de 2011. Clique nas imagens acima para ampliar.
Falar sobre os Bombeiros da Régua
Jornal "O Arrais", Quinta feira, 11 de Agosto de 2011
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