2/23/08

RETORNADOS DE ÁFRICA - A mancha que não se apaga...

...ou o drama ignorado:
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Segundo Luis M. Viana do Diário de Notícias - Lisboa, RETORNADOS - Vivem-se vidas inteiras sem conhecer o desespero. Mas esse sentimento rude, amargo, foi partilhado em 1975 por centenas de milhares de portugueses em Angola sobretudo, em Moçambique, na Guiné (até em Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e Timor), cidades inteiras de pessoas felizes, prósperas, esperançosas, com uma absurda confiança no futuro, viram-se de repente sem vida social, sem emprego, sem casa, com o dinheiro congelado nos bancos e um terrível sentimento de perigo em relação às suas vidas e às da sua família.
O desespero tem espinhos, alguns aguçados, e os seus bicos empurram as pessoas para o abismo. Em 30 de Junho, em Luanda, um grupo de 2500 residentes em Angola anunciou que, não conseguindo obter passagens aéreas ou marítimas para Lisboa, tencionava fazer a viagem até Portugal por via rodoviária, atravessando oito mil quilómetros de países africanos no sentido sul-norte ao longo de 90 dias.
A caravana motorizada esteve organizada para ser constituída por 200 camiões e 500 automóveis particulares, sendo os suprimentos destinados a 15 camiões-frigoríficos com capacidade para transportar 30 toneladas de alimentos cada um.
Alguns veículos foram transformados em oficinas móveis para fazer face à inclemência do trajecto e um dos organizadores, Guilherme dos Santos, fez contactos formais com a Cruz Vermelha Internacional e com a Comissão das Nações Unidas para os Refugiados para, na medida do possível, ajudarem essa travessia das selvas, savanas e desertos do continente africano.
Acabaram por não avançar para esse louco caminho para a morte.
Mais a sul, porém, houve traineiras a largar de Porto Alexandre, cheias de gente, em direcção a Portugal, onde chegaram, com muita sorte, sem males de maior.
Outros barcos de pesca artesanais cruzaram o Atlântico para despejarem no Brasil "retornados" que, afinal, não retornaram a Portugal.
E quase todos os que puderam escaparam por terra em direcção à África do Sul, e a outros países limítrofes, em alguns casos viajando com máquinas de obras públicas que iam aplainando os acidentes do caminho.
"O que dominou o primeiro tempo da chegada foi uma grande confusão na cabeça das pessoas", recorda Rui Pena Pires, sociólogo das migrações e, também ele, retornado de África.
"Mais do que a revolta, as pessoas tentavam perceber como é que se poderiam instalar em Portugal. A fase da revolta veio depois".
Na quantidade tremenda de gente que desaguou em Portugal aconteceu de tudo.
Uma pequena minoria tinha acautelado o seu património e preparado o seu regresso a Portugal. Outra minoria - precisamente aquela que mais tinha a perder com a independência das colónias uma vez que perdera os laços com a metrópole - nunca acreditou no pior desfecho, não preparou coisa nenhuma e veio sem nada, absolutamente nada para além da roupa que trouxe no corpo.
A larga maioria, essa, conseguiu trazer alguma coisa, pouca, mas suficiente para o espectáculo dos caixotes que inundou o cais e o aeroporto de Lisboa.
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Jovens, portugueses.
Com a descolonização, em 1975, abre-se em Portugal o ciclo da imigração, não só com o repatriamento de meio milhão de portugueses radicados nas colónias, mas também com o início de uma migração africana que, ao contrário do repatriamento, teve continuidade até aos dias de hoje.
Do número de retornados recenseados pelo INE em 1981 61% são oriundos de Angola, 34% de Moçambique e apenas 5% das restantes colónias.
Quase dois terços desses retornados nasceram em Portugal (63%), embora esta proporção se inverta nas camadas mais jovens - 75% dos menores de 20 anos eram naturais das colónias.
É muito curiosa a distribuição da origem dos retornados nascidos em Portugal 32% eram naturais do Norte, 36% do Centro e 20% da região de Lisboa.
Os distritos de Lisboa e Porto são os que maior número de pessoas enviou para África (12% e 11%, respectivamente), seguidos por quatro distritos do Nordeste: Viseu, Bragança, Guarda e Vila Real - é aliás com esta migração para África que se inicia o grave problema demográfico que hoje afecta o interior norte do País.
A estrutura por idade e sexo da população repatriada era, em 1981, significativamente diferente da do conjunto da população portuguesa.
Há um predomínio ligeiro da população masculina, 53% são homens, em praticamente todas as classes de idades e um forte peso da população jovem 64% dos retornados tinham menos de 40 anos.
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Os "tinhas".
Quando começou a fazer trabalho de campo com retornados, Rui Pena Pires frequentou algumas reuniões de retornados no princípio dos anos 90. E encontrou os grupos dos ressentidos, dos ainda inconformados com a desgraça de há 15 anos, muito limitado e circunscrito. Eram "os tinhas" (como lhes chamavam todos os outros com irónica condescendência), os que estavam sempre a dizer "eu tinha", "eu tinha"..."
A partir de 1975 as pessoas não tiveram mais tempo para pensar e foram obrigadas a começar a trabalhar de uma forma um pouco mais dura do que o normal para recomeçar tudo de novo", recorda o sociólogo das migrações.
"Foi a melhor coisa que podia ter acontecido se tivessem entrado numa lógica de reclamar e esperar por indemnizações ainda hoje, 30 anos volvidos, haveria situações complicadas de integração".
Sucedeu o contrário, porém.
Os retornados revelaram-se como um grupo com competências muito acima da média da sociedade portuguesa e rapidamente se disseminaram pela sociedade, em vez de se constituírem como uma sociedade colectividade delimitada.
É muito interessante ouvir hoje os retornados falarem das relações entre si "É como companheiros de escola que se encontram passados uns anos e falam sobre a vida do liceu. Quando as pessoas se encontram e acabam por descobrir que são retornados, há logo ali uma relação de afectividade, há um elo comum, resultante de uma desgraça que compartilharam. Depois começam a contar como cada um evoluiu, o que significa que o que é importante já não é o ponto de partida, mas o de chegada, o que interessa é onde se está, onde se chegou".
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Falta acrescentar que até hoje, o desgaste emocional, o sofrimento, os prejuízos morais e materias, a saúde abalada, as mortes, todo o tipo de crimes e a situação dramática vivenciados por milhares de famílias portuguesas e africanas "pulverizadas" atualmente por Portugal e por esse mundo afora e que atravessaram essa fase triste da descolonização portuguesa em África, não foram devidamente justiçados nem compensados. Pelo contrário: Os tais "heróis de barro" responsáveis por essa vergonha, continuam impunes, arrogantes, gabarolas e sorridentes. Descolonizar era necessário. Mas não dessa forma insana, indigna, caloteira !
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A não perder:
Reportagem - RETORNADOS - RDP ÁFRICA - 19/02/2008 - Escute aqui !
In "Moçambique Para Todos" - (Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a "ForEver PEMBA FM" no lado direito do menu deste blogue.)

Rubens de Falco - O ATOR, partiu hoje...

Quem não se recorda em terras lusas e africanas do vilão Leôncio que tudo fez para atormentar a vida da escrava branca e bela Isaura?
Pois esse personagem forte, tirânico e dramático da novela Escrava Isaura, baseada no romance de Bernardo Guimarães, produzida em 1976 pela Globo TV e que acompanhamos por 100 capítulos, foi interpretado pelo notável ator Rubens de Falco, falecido esta manhã, aos 76 anos, em decorrência de uma parada cardíaca e enterrado também nesta sexta-feira (22), por volta das 16h40, no Cemitério da Consolação, em São Paulo-Brasil.
Segundo o G1, o corpo de Falco foi velado durante a tarde, no Cemitério São Paulo.
Felipe Costa, sobrinho do ator, contou que vinha sendo tratado em uma clínica aqui em São Paulo, nos últimos dois anos, desde que teve um derrame.
Segundo o sobrinho, mesmo com dificuldades para falar, o ator estava lúcido e acompanhava as novelas na TV.
"Ele fazia sinais quando não gostava da novela, de aprovação ou reprovação. Ele não era mau como o Leôncio, era uma pessoa reservada e gentil", disse Costa, durante o velório.
Rubens de Falco era solteiro e não tinha filhos.
E do mesmo G1, transcrevo - "Paulistano, Falco nasceu no dia 19 de outubro de 1931. Estreou em novelas em 1961, em "Maria Antonieta".
Ele trabalhou na primeira versão da novela "Escrava Isaura" (1976), onde ficou consagrado como Leôncio Almeida, que marcou o ator como "o grande vilão da teledramaturgia brasileira", nas palavras da atriz Lucélia Santos, que viveu a personagem título da novela.
Outro papel de destaque foi em "Sinhá Moça" (1986), em que viveu o Coronel Ferreira.
Benedito Ruy Barbosa, autor da novela, definiu o ator como um ótimo profissional.
"Ele jamais me deu qualquer tipo de problema, sempre foi muito profissional, competente, ciente das suas responsabilidades e ia gravar com as falas na ponta da língua. Lamento profundamente a morte dele", disse o novelista.
Falco trabalhou na segunda versão de "Escrava Isaura", na Rede Record, em 2004, no papel de Comendador Almeida, justamente o pai de Leôncio Almeida. Participou também de "Brida", baseada na obra de Paulo Coelho, pela extinta TV Manchete.
Ao longo da carreira, ele atuou na redes de televisão Tupi, Excelsior, Bandeirantes, SBT e Record, além da Globo.
No total, foram mais de 20 novelas e quatro minisséries - a última foi "Memorial de Maria Moura" (1994)."
Acrescento que, no início da carreira, participou das atividades dos Jograis de São Paulo, ao lado de nomes como Armando Bogus e Ruy Affonso. E esteve em Porto Amélia agora Pemba, em ano que não recordo, onde assisti ainda jovem adolescente, a seu espetáculo no então salão do Club Desportivo de Porto Amélia, se a memória não me engana.

2/21/08

Diversificando - Ouvindo o que se fala na internet...

Segundo o BlueBus, uma instalação de arte eletrônica no Science Museum, em Londres, exibe em 231 pequenas telas textos extraidos de salas de chat e foruns.
A objetivo é 'ouvir a internet'.
A instalação, batizada Listening Post, recolhe o conteúdo ao vivo e vozes (sintetizadas em computador) que lêem os textos - sem censura.
A obra foi inaugurada ontem e vai ficar no museu até 19 de fevereiro de 2009.
Leia na BBC, em inglês, aqui.

Situações de pobreza entre as comunidades portuguesas de Moçambique e África do Sul.

Lisboa, 20 Fev (Lusa) - O deputado do PSD para a Emigração José Cesário mostrou-se hoje preocupado com situações de pobreza que encontrou entre as comunidades portuguesas, durante uma visita a Moçambique e à África do Sul.
"Voltam a ser preocupantes as situações de pobreza, incerteza quanto ao futuro e a criminalidade", disse o deputado social-democrata à Agência Lusa um dia depois de ter terminado a deslocação àqueles países.
"Devido a circunstâncias diversas - a agitação popular e a situação económica que não evoluiu tanto como se desejava em Moçambique e uma série de situações que criaram instabilidade na África do Sul, como as sucessivas falhas de energia - há um clima de grande preocupação em relação ao futuro", afirmou José Cesário.
Segundo o deputado eleito pelo círculo Fora da Europa, "os fantasmas vêm ao cimo" quando confrontados com problemas políticos e agitação social.
José Cesário disse ainda ter encontrado nos dois países "muita gente com situações económicas muitíssimo delicadas" e denunciou que continuam a registar-se "algumas situações de violência" na comunidade portuguesa residente na África do Sul.
O ex-secretário de Estado das Comunidades disse ainda que portugueses residentes em Moçambique "sofreram algumas consequências", como danos materiais nos seus veículos, com as manifestações de rua realizadas no início do mês, quando o governo decidiu aumentar o preço dos transportes públicos.
Questionado pela Lusa, José Cesário disse que vai "tentar esclarecer" alguns casos concretos relacionados com as situações de pobreza junto dos serviços competentes, nomeadamente o Apoio Social a Idosos Carenciados (ASIC) nas comunidades portuguesas e o Apoio Social a Emigrantes Carenciados (ASEC).
"Tenho também preparado um conjunto de iniciativas legislativas e uma delas vai ser sobre as questões sociais, do acompanhamento dos nossos compatriotas emigrados há mais tempo e os mais recentes", referiu o deputado, sem dar mais pormenores.
Na deslocação de seis dias que fez aos dois países, José Cesário visitou os consulados de Portugal em Maputo (Moçambique) e em Joanesburgo (África do Sul), reuniu-se com os cônsules, manteve encontros com jovens portugueses e luso-descendentes e reuniões com a comunidade.
Em Moçambique residem actualmente entre 17 a 20 mil portugueses e na África do Sul cerca de 300 mil.
MCL. - Lusa - RTP

2/17/08

Referênciando novamente o pembista e professor RAFAEL DA CONCEIÇÃO...IX - PLÁGIO EM MOÇAMBIQUE - Discussão ou banalização ?...

Desde 12 de Novembro de 2007 que está "adormecido" na "praça" literária moçambicana um atrevido plágio, já anunciado aqui detalhadamente e ilustrado mais uma vez acima.
Três meses e cinco dias se passaram e o assunto, pelo que nos dizem, é tabú onde poucos gostam de "tocar" ou falar...
Receios, temores de mexer com interesses de "comadres", compadrios escusos, vaidades ou círculos fechados onde preponderam reizitos anafados circundados por lacaios bajuladores e acovardados a isso levam.
Banaliza-se com o silêncio, impunidade, cínismo, petulância e adequado descaramento a "história".
Afinal, se nem o contemporâneo, nobre e brasileiro Caetano Veloso se importa e desconhece o plágio, porque haverá o Humilde, Simples e Moçambicano Professor Rafael da Conceição de ver reposto integralmente o direito a sua propriedade intelectual ?
Seria querer demais !...
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E para que o silêncio não predomine, transcrevo do blog Olhar Sociológico de 03/11/2007 alguns cometários ao título "O que é o que é?: Dois títulos (gémeos) promissores!":
  • Bayano Valy - De alguma forma tínhamos que inventar um outro provérbio: "Don't judge a book by iys author". Isto refere-se a Cezerilo - não se pode chamá-lo gigante intelectual. Mas quem sabe nos surpreende. Pelo menos, ele publica.
    03 November, 2007 15:39
  • Patricio Langa - Bayano, “Pelo menos pública”! Não sei até que ponto esse aspecto é o mais revelante. Se bastasse publicar, qualquer um publicava. Espero que desta vez tenham feito justiça aos donos das ideias que nos andam a fazer ler como se fossem suas. Uns plagiam Gaston Bachelar transformando seus enuciados epistemólogicos em poesia e não citam a fonte. Olha o que me foi dito a propósito do título: “Docência e Investigação: a delícia e a dor de ser o que é”. Caetano Veloso vai cobrar direitos autorais. A sua música é" cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é". A autora inverteu as palavras, será que fez menção a fonte? Aí em Maputo anda um debate a proposíto de um estudante do ISCTEM que fez plágio a tese de outro estudante de direito da UEM. Este é um assunto que ainda vamos precisar debater com mais seriedade.
    05 November, 2007 14:39
  • Bayano Valy - Patrício, apanhaste-me em cheio. Não queria antes fazer menção dos plágios deste e daquele ou das aulas via telefone, mas já que mencionas teremos que encontrar uma oportunidade para voltarmos a debater esta questão de plágio. Quanto ao pelo menos publica.... queria alertar ao facto de que às tantas na falta do melhor o pior serve, não é? Mais o que me mais intriga é a facilidade com que alguns "autores" publicam, principalmente obras que se pretendem científicas. Afinal, existe ou não um corpo científico ou uma comissão de pares que dá o seu aval sobre a qualidade de uma obra?
    05 November, 2007 16:48
  • Patricio Langa - Bayano, Fiz uma proposta a uma colega para estudarmos as condições e o tipo de publicação “ciêntífica” que se faz em Moçambique. Há toda uma série de questões que é preciso tomar em consideração, entre as quais orgãos colegiais, revisão de pares, editoras etc. Será que nós sabemos em que estado andam essas coisas? O caso do plágio, que não deve ser o único, deve ser apenas o que se tornou público. Não creio que seja apenas uma questão de ausência de legislação para sancionar esse tipo de práticas como alguma imprensa tenta colocar o problema. A legislação é importante, mas neste momento não é o fundamental. O fundamental para mim é que a nossa prática académica quotidiana não é orientada pela confrontação de ideias, e de teses, previamente estabelecidas. Cada um acha que vai inventar a roda. Assim, para quem é original não há necessidade de citar ninguém. Todo mundo, ou um número considerável, se acha pioneiro. Enquanto noutros contextos se ganha reconhecimento demostrando que lemos os outros e por isso sabemos de que falamos aí parace que não é bem assim. O trabalho académico é essencialmente o de acrescentar conhecimento ao que outros já produziram (refutando, rectificando e inovando). Recordo-me de um ex-ministro da saúde que publicou, se a memória não me falha, pelo menos dois livros de metodologia de investigação (ou qualquer coisa parecida). Nesses livros, megalomaniacos, o homem só se cita a si mesmo. Se não me engano deve ter uma ou duas citações de Sócrates e Platão. Deve-se achar na sequência desses grandes filósofos. Não sei se faz ideia de quanto conhecimento se produziu nestes mais de 2000 anos. Existe também o problema da falta de catalogação adequada das nossas bibliótecas. Ninguém sabe o que existe e o que não existe. Aquilo é uma salada russa. É possível ir buscar uma tese defendida em 1980 e voltar a apresentá-la sem que alguém se dê conta disso. A UEM, por exemplo, têm alguns novos, ainda poucos, biblióteconomistas. Espero que tentem por a casa em ordem. Agora, então, com a Internet não imaginas as dificuldades acrescidas para identificar os plágiadores. Enfim, estas são notas soltas Bayano. É preciso pensar em todas as nuances deste problema até, no meu entender, podermos reflectir sobre o tipo de soluções mais a própriadas. Quem sabe aí se pode pensar num modelo de tribunal académico adequado a nossa realidade. Aqui na Universidade do Cabo existe um departamento de ética e um tribunal académico que lida com esse tipo de casos. Com alguma regularidade os jornais da universidade publicam notícias relacionadas com esse tipo de práticas. O caso do estudante do ISCTEM concerteza terminaria com a sua expulsão e invalidação do grau que pretendia alcançar caso ficasse provada sua culpa. Mas aqui é aqui, e aí é aí! Espero que Caetano Veloso não tenha uma letra igual!
    06 November, 2007 10:59
  • Bayano Valy - Hehehe Patrício, De facto é preciso que reflitamos sériamente sobre isso. As sugestões que avanças já me parecem um bom ponto de partida. Gosto da idéia de um tribunal académico e isso é algo que se pode sugerir aos reitores das universidades. Pode não ser tribunal, mas um corpo em que essas questões podiam ser dirimidas. Só para ironizar: ser expulso ? Com tanta falta de "doutores" aínda pede-se que alunos que cometem fraudes académicas sejam expulsos ? Esse é que é o Moçambique real. Falando sério, penso que podes escrever uma carta aberta aos reitores, tomando como ponto de partida essa situação do ISCTM. A tua ex-colega Salmina já me tinha falado de situações em que alguém apresentava um paper que tinha tirado da net. Isso me leva a uma outra reflexão, que aliás tinhas colocado melhor: a proliferação de universidades ou pseudo-universidades. Será que porque as públicas não podem absorver tanto estudante e porque as privadas querem atraír o maior número possível destes, a qualidade deve ser sacrificada ? Me parece que esse é o caso. É que a ISCTM se fosse bem sério já teria tomado medidas. Penso que não se tem tempo tanto é que o reitor anda a brincar a gestor político. PS: existe um outro doutor no ISRI que publicou um livro sobre o Médio Oriente e não chegou a citar fonte alguma. No meu mundo islâmico, existe também um grande (para mim questionável nalguns momentos) líder cujos escritos acabam semanalmente nos jornais da praça. A maior parte dos livros que "escreve" são traduções de livros já escritos em árabe, que nem chega a citar. Enfim... o ser humano quer a glória sem suor. Mesmo uma escória, não acha? Espero que ninguém tenha dito isso antes.
    07 November, 2007 12:21

O que se disse ou comentou anteriormente:

  1. Em 12 de Novembro último foi divulgado aqui o plagio !
  2. Em 13 de Novembro de 2007 - Moçambique Para Todos - aqui !
  3. Em 14 de Novembro de 2007 - Lanterna Acesa - aqui !
  4. Em 15 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  5. Em 16 de Novembro de 2007 - Ma-Schamba - aqui !
  6. Em 16 de Novembro de 2007 - Vouguinha - aqui !
  7. Em 16 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  8. Em 17 de Novembro de 2007 - Lanterna Acesa - aqui !
  9. Em 18 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  10. Em 20 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  11. Em 22 de Novembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  12. Em 12 de Dezembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !
  13. Em 12 de Dezembro de 2007 - Lanterna Acesa - aqui !
  14. Em 13 de Dezembro de 2007 - Vouguinha - aqui !
  15. Em 14 de Dezembro de 2007 - Moçambique Para Todos - aqui !
  16. Em 15 de Dezembro de 2007 - ForEver PEMBA - aqui !

2/16/08

Porque o combustível é caro em Moçambique...

(Clique na imagem para ampliar)
Informa-nos por e.mail um Amigo - Analisemos o porquê de o preço de combustível estar caro em Moçambique:
O que os ministros não dizem é que cobram 4 (Quatro) vezes o IVA. Por isso o combustível é mais caro em Moçambique em relação aos Países vizinhos.
As contas:
- Preço básico de compra da gasolina é de 15.09 MT;
- Após correcção do preço+custos de importação+custo básico+direitos aduaneiros, passa a 17.95 MT;
- Após dois (2) IVAs (34%), o preço para distribuidor salta para 32.61 MT;
- Após IVA no distribuidor, passa para 32.98 MT;
- Após IVA no retalhista, finalmente atinge o preço que temos que pagar: 35.49 MT. Mais do que o dobro do preço básico.
A tabela oficial acima confirma.
E ainda qustiona:
- O IVA cobrado sobre os direitos aduaneiros, não será imposto cobrado sobre imposto ?
- Isso não viola uma das regras da Organização Mundial do Comércio (WTO) que Moçambique subscreveu ?