5/04/08

ForEver PEMBA - Até breve ou até à volta !...

Andaremos, nos próximos trinta dias, por espaços menos virtuais que impedirão possivelmente a regular criação de post's neste blog.
Mas, o ForEver PEMBA continuará vivo, "forever young" como diz a canção, dedicado aos Amigos de sempre, com todos os seus arquivos desde Março de 2005 liberados para acesso, seus "robôs" laterais de notícias funcionando, informando dia a dia o que vai acontecendo e é destaque no mundo, principalmente em Moçambique, ligações (link's) para portais e blog's que acompanhamos, além do variado rol de (937) sons e temas musicais escolhidos que compôem a ForEver PEMBA FM . É só sintonizar e 'deixar correr'...
Portanto continue vindo aqui. Sua visita é o contra-peso fundamental que justifica a experiência interessante, estimulante abraçada desde antes de 2005 com o nome de ForEver PEMBA.
Para amenizar a ausência e o tempo, abaixo ficam 26 link's para obras de literatura clássica conhecidas, de diversas têndências e origens, que poderão agradar. É só clicar no título para ler ou imprimir. Fazem parte do acervo do excelente e "sobrevivente" portal brasileiro "Domínio Público" já aqui citado em 07/07/2007.
Também abaixo fica um video curioso que nos tenta mostrar "500 milhões de anos de evolução em 5 minutos"...
Espero apreciem... Até breve ou até á volta !

  1. A Divina Comédia -Dante Alighieri
  2. A Comédia dos Erros -William Shakespeare
  3. Dom Casmurro -Machado de Assis
  4. Cancioneiro -Fernando Pessoa
  5. Romeu e Julieta -William Shakespeare
  6. A Cartomante -Machado de Assis
  7. Mensagem -Fernando Pessoa
  8. A Carteira -Machado de Assis
  9. A Megera Domada -William Shakespeare
  10. Sonho de Uma Noite de Verão -William Shakespeare
  11. Dom Casmurro -Machado de Assis
  12. Do Livro do Desassossego -Fernando Pessoa
  13. Poesias Inéditas -Fernando Pessoa
  14. Tudo Bem Quando Termina Bem -William Shakespeare
  15. A Carta -Pero Vaz de Caminha
  16. A Igreja do Diabo -Machado de Assis
  17. Macbeth -William Shakespeare
  18. A Tempestade -William Shakespeare
  19. O pastor amoroso -Fernando Pessoa
  20. A Cidade e as Serras -José Maria Eça de Queirós
  21. Livro do Desassossego -Fernando Pessoa

500 milhões de anos em 5 minutos !


(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a rádio "ForEver PEMBA.FM" no lado direito do menu deste blogue.)

Dois poemas para uma MÃE !

(imagem recolhida na net)

MÃE
Deste-me a vida com o teu sofrimento.
De ti me alimentaste com amor.
Sofrias quando eu tinha alguma dor.
Por mim velavas a todo o momento.

Nunca de ti, ouvi qualquer lamento.
Jamais, quando me portava pior,
deixaste de me dar o teu valor
de afecto, sem qualquer ressentimento.

Nunca, outra qualquer mulher no mundo,
me amou tanto ou tanto me quer bem.
Com amor sincero, simples e profundo,

só tu me amaste. Tu e mais ninguém.
Por esse amor tão terno e fecundo:
Apenas estes versos, minha MÃE...

Autor - Mário Mendes - Peso da Régua (Do livro "A pena, que apenas...")

PARA SEMPRE

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

Autor - Carlos Drummond de Andrade (aqui)

RETROCESSO - Liberdade de imprensa sofre ameaça em Moçambique !

03-05-2008 17:18:53 - Maputo, 3 Mai (Lusa) - O Instituto para a Comunicação Social da África Austral (MISA) afirmou que a ameaça à liberdade de imprensa em Moçambique tem crescido e que os jornalistas enfrentam obstáculos no exercício diário da profissão.
O relatório sobre a situação da mídia na África Austral foi divulgado para celebrar o Dia Mundial de Liberdade de Imprensa, comemorado neste sábado.
Segundo o texto, apesar de o país africano ter um quadro jurídico legal que facilita a prática do jornalismo, nos últimos anos este cenário tende a mudar. A Lei de Imprensa de Moçambique, datada de 1991, é considerada a melhor da região. "A mídia tem esbarrado com muitos obstáculos no exercício de seus direitos, incluindo assaltos à mão armada em algumas redações", diz o relatório.
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Roubo.
O documento aponta como exemplo o caso do semanário Magazine Independente, editado em Maputo. Em 22 de julho de 2007, o veículo foi assaltado por seis indivíduos armados que feriram guardas da empresa e roubaram 12 computadores.
Segundo o MISA, alguns analistas e o diretor do Magazine Independente, Salomão Moyana, o ataque foi praticado para silenciar a publicação, pois há muitas "dúvidas de que este foi um simples roubo". "Isso foi uma tentativa de transmitir a mensagem aos restantes órgãos de comunicação social do país. Foi um claro ataque à liberdade de imprensa e de expressão", diz o Instituto para a Comunicação Social da África Austral.
Os assaltantes levaram sómente do disco rígido dos computadores, que contém toda a informação da máquina, deixando os monitores na redação.
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Incidentes.
O relatório do MISA lembra que, meses depois, em 2 de outubro, um outro grupo roubou dois computadores do jornal eletrônico Vertical, uma publicação distribuída via fax e e-mail, também editado em Maputo.
De acordo com o editor do jornal, Victor Matsinhe, os criminosos roubaram computadores e gravadores usados pelos repórteres, mas "não havia sinais de que o estabelecimento tenha sido quebrado".
Victor Matsinhe descartou a possibilidade de que a invasão ao seu jornal tenha tido como objetivo intimidar os jornalistas, já que a publicação não divulgou nenhum artigo sobre figuras importantes ou assuntos delicados. Além disso, em 2007, houve um aumento de número de casos de jornalistas processados. Os tribunais passaram a exigir o pagamento de grandes somas em dinheiro para indenizar as vítimas caluniadas pelos órgãos de comunicação social moçambicanos.
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Texto anterior da Ag. LUSA sobre o tema:

Post's anteriores deste blog sobre o assassinato do Jornalista Carlos Cardoso, de António Siba Siba Macuácua e sobre a liberdade de imprensa em Moçambique: Aqui 1! Aqui 2 ! Aqui 3 ! Aqui 4 ! Aqui 5 ! Aqui 6 ! Aqui 7 ! Aqui 8 ! Aqui 9 ! Aqui 10 !

MOZAMBIQUE no coração e na voz de Bob Dylon...

(Clique na imagem para ler e ver melhor)
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Encontrei na net, no portal do luso-moçambicano "Malhanga".
E podem ouvir clicando Aqui!
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Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a rádio "ForEver PEMBA.FM" no lado direito do menu deste blogue.)

5/02/08

Brasil colocado na condição de Investment Grade num processo que começou no 2º mandato de Fernando Henrique Cardoso.

(Imagem original daqui. Clique na imagem para ampliar)
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Em Nova York, a diretora e analista da Standard and Poor’s Lisa Schineller, responsável por ter colocado o Brasil na condição de Investment Grade, disse que o grau alcançado nesta quarta é resultado da estabilidade dos últimos cinco anos, num processo iniciado nos anos 90, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso: "É um processo que começou no fim dos anos noventa, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, com a mudança do câmbio flutuante e controle da inflação e política fiscal. A partir de 2003, com a administração do presidente Lula, houve continuidade, e, há quase dez anos, o Brasil vem cumprindo as metas fiscais".
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Brasil ganha grau de investimento, mas segue longe do topo - A agência de classificação de risco Standard & Poor's concedeu ao Brasil, na quarta-feira (30), o patamar de grau de investimento. A decisão representa uma melhora na recomendação do Brasil, que passa a ser considerado investimento seguro para investidores estrangeiros.
A classificação foi comemorada pelo governo, que afirmou que o Brasil "foi declarado um país sério", nas palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A notícia também animou investidores, que levaram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a encerrar o mês de abril com recorde histórico, em alta de 6,33%. Com a elevação da nota do Brasil pela S&P – que passou de BB+ para BBB-, o país atinge o primeiro degrau da classificação chamada de 'grau de investimento'. Permanece, no entanto, a nove passos do topo – onde estão países como Estados Unidos e Alemanha, considerados sem risco de inadimplência. Nos degraus acima do Brasil, estão ainda países como Croácia, México, Tailândia, Chile e Itália.
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Outras agências.
A expectativa agora, segundo o economista-chefe da López León Markets, Flávio Serrano, é de que as outras duas grandes agências de classificação de risco, a Moody's e a Fitch, sigam a indicação da S&P e elevem a nota brasileira. A Moody's dá ao país a nota Ba1, enquanto a Fitch coloca o Brasil no patamar BB+. Nos dois casos, a um passo do grau de investimento. Para Hugo Penteado, economista-chefe do Asset Management do Banco Real, o grau de investimento concedido pela Santandard & Poor's indica que o país está na direção certa em sua política econômica, mas ainda falta uma segunda indicação para não ter restrições de aplicação. "Para o Brasil ser considerado local grau de investimentos, evitando a restrição de aplicação de várias entidades no mundo todo, precisa de uma segunda agência também com nota grau de investimentos nas duas dívidas. A Moodys está perto de fechar esse ciclo, pois já colocou a dívida em moeda estrangeira de longo prazo no grau de investimento", disse.
01/05/2008 - 16h31 - Atualizado em 01/05/2008 - 16h37 - pesquisado na net e no G1 Economia & Negócios.

O Primeiro de Maio já foi e não há o que comemorar - Os perdedores da globalização: classe média e trabalhadores !

(Imagem original daqui. Clique para ampliar)
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O Radicalismo das Sociedades por Acções.
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O radicalismo do capitalismo liberal com as suas leis radicais do mercado, em voga, espalha-se como as pragas do Egipto. As consequências vemo-las também nos países em vias de desenvolvimento que, em vez de beneficiarem com o Globalismo do mercado, como seria de esperar, não saem do impasse. A classe média é destruída na Europa, os pobres cada vez se assemelham mais aos pobres da América. O erário público é que tem de socorrer com biliões de Euros para impedir a bancarrota dum mercado financeiro desregulado praticado por bancos e accionistas sem moral.
Precisa-se duma política com lugar para o particular, para o trabalhador. Este, apesar de produzir grande riqueza vê os lucros da empresa serem comidos pela praga dos gafanhotos de instituições de acções, que, apesar da produtividade das empresas, as destroem para satisfazerem a ganância e o desejo de expandir à custa do pequeno. Já o Padre António Vieira dizia: “Não só vos comeis uns aos outros, senão que os grandes comem os pequenos. Se fora pelo contrário, era menos mal. Se os pequenos comeram os grandes, bastara um grande para muitos pequenos; mas como os grandes comem os pequenos, não bastam cem pequenos nem mil para um só grande.”
O problema é que, também, se não pode ter confiança na esquerda porque perdeu o comboio da história não tendo compreendido a nova era do globalismo. Os socialistas, por sua vez, são os melhores saristães do turbo-capitalismo porque o promovem sem que ele fique com remorsos, ainda agarrados a ideias internacionalistas à custa da própria cultura e do povo simples. Ao Centro-direita falta-lhe uma filosofia conservadora consequente moderna e, além do mais, os países pequenos estão condenados a ver a banda passar e o que é desonrante ainda os governos a bater-lhe palmas. É preciso um capitalismo de rosto humano em serviço do humanismo e não só apenas do lucro.
A justiça social, numa economia global, tem que ser acompanhada a nível global por estruturas universais à imagem dos sindicatos que surgiram nas economias nacionais provenientes da revolução industrial.
A injustiça social e as desigualdades entre as elites e o proletário já fazem lembrar o futebol. Os espectadores é que têm de pagar os ordenados exorbitantes dos futebolistas. O que aqui acontece de livre vontade acolá acontece por obrigação. A lógica, porém, é a mesma. O Estado, ao permitir que instituições firam o nervo da honra do trabalhador, torna-se cúmplice e não merece o respeito de quem, apesar do trabalho intensivo, não ganha para ter uma vida digna. Há pessoas que apesar do trabalho ainda estão dependentes do apoio social devido aos pobres.
Na potência que é a Alemanha, o poder de compra dos trabalhadores, desde a Unificação da Alemanha, não sobe.
O pior ainda é que apesar de se assistir ao aumento da pobreza nos países ricos, não se vê uma subida correspondente nos povos em via de desenvolvimento, como seria de esperar com uma boa globalização. Os problemas continuam.
As fronteiras entre uma injustiça aceitável e uma injustiça inaceitável cada vez são menores. Naturalmente que um estado injusto vive melhor de alguns ricos e muitos pobres do que de muitos remediados e poucos ricos. O que lhe importa é o tilintar da moeda nos ministérios da economia e das finanças.
O distanciamento do Estado em relação aos seus cidadãos está a tomar proporções que favorecerão o aparecimento de grupos extremistas por todo o lugar. Os aparelhos militares terão de ser reforçados em tempo previsível.
Por enquanto, os Estados europeus ainda poderiam ter mão nas grandes multinacionais. O capitalismo nacional ainda se deixaria orientar por considerações de solidariedade e de respeito para com os trabalhadores e para com os cidadãos. Os grandes accionistas não têm terra nem têm alma. Só conhecem o deus Mamon. E ao seu serviço querem o homem e a cultura como parte da sua mercadoria.
Além disso os tubarões internacionais são incontroláveis e a pontos de ganharem maior poder que muitíssimos países. Este é, além dum perigo para os trabalhadores, um perigo para as nações.
Urge criar uma cultura da solidariedade em vez da exploração. São precisas medidas que humanizem a globalização. Esta fomenta o medo e desmiola a dignidade humana, pondo a pessoa ao seu serviço e disposição. O trabalho hoje tornou-se inseguro subjugando assim o trabalhador a uma especulação que só pode criar vítimas. A economia de mercado extremista vive bem da carência dos mais fracos. As leis darwinistas da natureza reprimem as leis positivas culturais alcançadas até ao século XX.
É o roubo descarado à natureza e ao homem. Geisler, um político cristão alemão constata: “Quando eu era Secretário Geral do CDU (União da Democracia Cristã) havia o slogan ’Liberdade em vez de Socialismo’. Hoje tinha que se dizer ‘Solidariedade em vez de Capitalismo’”.
Precisa-se duma economia de mercado ecossocial.
- António da Cunha Duarte Justo - Alemanha - In Moçambique para todos.