6/10/08

Dia de Portugal na Ilha do Ibo !

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O dia 10 de Junho é, anualmente, o dia em que se assinala a morte do poeta máximo da nação portuguesa Luís Vaz de Camões (10 de Junho de 1580) e é também o Dia Nacional de Portugal.
Até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974 era celebrado como o Dia da Raça: a raça Portuguesa.
Históricamente é um feriado que envolve uma série de eventos oficiais em todo o território português e que, este ano, têm como núcleo comemorativo a bela cidade minhota de Viana do Castelo localizada ao norte de Portugal.
Mas, no tempo colonial lá pelo ano de 1970, hà 38 anos e quando Moçambique ainda era considerado parte da nação lusa, também acontecia o "10 de Junho" em todas as cidades da então "Província Ultramarina", inclusive na histórica Ilha do Ibo em Cabo Delgado, no norte moçambicano. E, para que se tenha idéia e conste como registro histórico, acima espelho o "Programa das Festas do Ibo de 1970", mais uma deferência para com este blogue do historiador e professor universitário Dr. Carlos Lopes Bento, antigo administrador e presidente da Câmara Municipal do Ibo, entre 1969 e 1972.

6/09/08

Ronda pela net - Indecisão - Portugal ou os Trópicos ?...

(Clique na imagem para ampliar - Imagem original aqui!)
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Indecisão...tremenda, forte, sofrida até é a que vai pelo coração de muitos de nós que, por opção ou destino, encaminhamos nossas vidas longe do rincão natal, do berço de nossa infância, dos laços familiares, de amigos do peito e dos bancos escolares... E o 'Capitão-Mor', habitante também deste mundo virtual que ameniza distâncias e espaço físicos, 'fala' em poucas e fortes palavras, no seu "Um Portuga Em Apuros Nos Trópicos", com propriedade e sinceridade, desse sentimento que nos 'embriaga', inspira e leva obstinadamente a carregar a "mochila da saudade" entre mundos que amamos (no meu caso três mundos que amo - Portugal, Brasil e Moçambique):
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"Indecisão - Voltar ou não voltar a Portugal, eis a questão que me está a provocar insónias. Se não regressar terei eternas saudades da pátria amada, se vier a partir sentirei falta destas paisagens e da liberdade que sinto por aqui. Quem me dera ser um gigante para poder ter uma perna em cada lado do Atlântico..."
(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a rádio "ForEver PEMBA.FM" no lado direito do menu deste blogue.)

6/06/08

Ronda pela imprensa lusa - O que escreve Albano Loureiro: MAIS PORTUGUÊS !

Esta coisa dos grandes eventos continua a ser pretexto para descanso dos governos e responsáveis políticos, deles se desviando a atenção. É por isso que me rio sempre quando se fala do tempo da outra senhora e do exercício da política com base na trilogia de Fátima, futebol e fado. Como se hoje não se passasse o mesmo. Como vem aí o Euro e anda tudo com a cabeça no ar, nem se dá devida atenção a factos bem importantes e que tanto nos envergonham. A propósito, no mundo do futebol, duas situações deixaram-me absolutamente revoltado pelo completo desprezo dos princípios e valores que devem nortear um comportamento digno. Um ilustre, será que é, português, a quem todos tecem loas e promovem à divindade, em pleno acto público de divulgação mundial, com o maior desplante e descaramento, não hesitou em renegar a língua da sua nacionalidade, Eu até aceitaria, com dificuldade, a justificação usada pelo senhor de que naquele acto apenas utilizaria a língua do país onde se encontrava e que lhe dá trabalho pago a peso de ouro. Mas o que se passou depois em que permitiu exprimir-se noutra língua esquecendo a sua anterior argumentação, deixou-me esclarecido. Não se pode deixar de considerar aquele acto como um enxovalho ao país e à língua daquele senhor, por ele perpetrado e a que os órgãos de comunicação social dos diversos países não deixaram de dar ênfase, como se pôde verificar. E, mais uma vez, fomos alvo da chacota de inúmeros jornalistas estrangeiros, de novo contribuindo para que Portugal e os portugueses sejam tratados com soberba e sobranceria. Cá dentro, qual foi a reacção? Zero. Como o senhor é gente importante, não se corra o risco de beliscar a sua fina sensibilidade. Fosse com qualquer outro e haveria de pagar com língua de palmo. Se até nós próprios nos permitimos este tipo de comportamento, como havemos de fazer com que nos respeitem lá fora? Não há pois que estranhar a resposta do mundo do futebol. A UEFA decidiu suspender o FC Porto das competições europeias. Não vou discutir se o Porto praticou ou não as infracções por que foi condenado. Tão pouco a má estratégia de não ter recorrido, reconhecendo e aceitando a decisão. O que me importa é o facto de uma instituição portuguesa ter merecido do organismo europeu que gere o futebol um tratamento com diferenciação negativa face a casos idênticos. Na verdade, relevante neste caso é que a UEFA decidiu aplicar um regulamento ao clube português que não existia à data dos factos objecto da sanção interna. Erro jurídico. Mais, aplicou o regulamento, condenou o clube, sem que igual prática tenha assumido em casos anteriores que envolveram outras agremiações de países diferentes. Porquê? Fácil a resposta. Porque somos pequenos e não temos dimensão nem peso para fazer valer as nossas posições, facto que até é ajudado pela circunstância de quem tem algum poder e protagonismo, não os usar na defesa dos valores nacionais. Claro que também podemos vislumbrar os interesses económicos e políticos dos lobbys que imperam no futebol europeu. Mas não é só. Se fosse um clube inglês, italiano, alemão, francês, acham que teria o mesmo destino? Esta decisão é aviltante e deve merecer dos portugueses, sem excepção, repúdio e protesto, seja de que forma for, esquecendo-se as clubites agudas e as capelinhas de devoção. Permito-me esta sugestão. Por mim vou já ver quem são os patrocinadores e sponsors da UEFA e ficam já a saber que dessas marcas mais nada comprarei e vou pô-las na lista negra da minha divulgação. É a minha forma de protesto. Pode ser pequena mas não cedo na minha dignidade. Sou mais português e nem por isso sou menos benfiquista.
Albano Loureiro - Advogado
*O autor é advogado e nascido em Porto Amélia/Pemba, filho dos antigos residentes Sr. Loureiro do A. Teixeira e da Professora D. Ana Alcina, sobrinha do Administrador do posto de Metuge (na época colonial), próximo a Bandar e à Companhia Agricola de Muaguide, Fernandes Pinto.Escreve periódicamente para jornal diário "O Primeiro de Janeiro" - Porto, a coluna Opinião.
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Textos anteriores de Albano Loureiro reproduzidos neste blogue:
  • 28/04/2008 - Triste comemoração - Aqui !
  • 15/12/2007 - Triste recorde - Aqui !
  • 05/04/2005 - Uma das muitas histórias do Dr. Alves da Farmácia - Aqui !
  • 14/08/2007 - Opinião - Monotonia - Aqui !
  • 28/08/2007 - Opinião - Universidade de Verão - Aqui !
  • 08/09/2007 - Opinião - Que Luiz ? - Aqui !

PEMBA - Some kids on Pemba...

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original do álbum web Picasa de Marc.)
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Sem comentários:

PEMBA
Veja o video original Aqui !
(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a rádio "ForEver PEMBA.FM" no lado direito do menu deste blogue.)

6/05/08

Crueldade contra os animais, cantora Alaska, touradas, elefantes e o dia mundial do meio ambiente...

(Imagem original daqui.)
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Segundo o Blue Bus de hà instantes, "O grupo PETA, People for the Ethical Treatment of Animals, lançou mais uma de suas campanhas contra a crueldade com os animais - e é mais uma a recorrer à nudez. Desta vez, condena as touradas, tradição espanhola, e mostra a cantora Alaska, sucesso no país. Nua, tem nas costas as 'banderillas' que os toureiros espetam nas costas dos touros para enfraquecer o animal por conta da perda de sangue. O anúncio coincide com uma ação dos toureiros espanhois no Parlamento Europeu, em Bruxelas - um esforço para influenciar positivamente os politicos."...
Práticas "tradicionais" como essa que maltratam e matam animais são infelizmente comuns não só em Espanha, como em Portugal e no México perante o deleite de muito "boa-gente" e justificadas como essenciais para conservar folclóricos, arcaicos e desumanos costumes. Devem ser condenadas, denunciadas e combatidas como algo pernicioso que alimenta e leva a um mundo emocionalmente violento, protesto que, desta feita, conta também com a participação polémica mas útil da bela Alaska.
Mas o tema faz recordar e repensar, a propósito, outras crueldades em outros animais pelo mundo adiante (luta de galos, etç.) e em recantos como África do Sul ou Moçambique, onde, por exemplo e com justificativas(?) ambíguas, se matam elefantes acuados em seu meio ambiente invadido pelo crescimento desorganizado de populações e prejudicado pelo desmatamento inconsequente, irresponsável, criminoso que aproveito para realçar já que hoje é também "Dia Mundial do Meio Ambiente".
  • Leia também, porque, entre outras coisas, 'fala' do respeito que deveremos ter como seres pensantes, presumidamente inteligentes, pelos animais - Nicolle Zilli em Adorável Mundo Animal !

6/04/08

Ecos da Imprensa lusa - Manuel Alegre: "Portugueses sofrem porque votaram PS"

Num Portugal socialista empobrecido, em crise, limitado, injusto, sem saúde, de hospitais fechados, velhos desamparados, de produção industrial baixa, nada competitiva, que muito importa, intimidado por vizinhos europeus com poder económico desenvolto, de salários insuficientes para um custo de vida elevado, de políticas equivocadas, políticos insensíveis, birrentos, inconvenientes, teimosos e jovens sem perspectivas de emprego e futuro, vão-se levantando vozes que clamam por justiça, por ajustamento igualitário da sociedade portuguesa, por direito à saúde, ao emprego, à vida com decência...vozes do povo cansado, desgastado, revoltado, já impaciente e de socialistas até, como a de Manuel Alegre, em comício de hà poucas horas em Lisboa, que transcrevo:
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Manuel Alegre: "Portugueses sofrem porque votaram PS".
"Nunca precisei de pedir licença a ninguém para estar onde estou. E, hoje, apetece-me estar aqui!"
Foi desta forma que o deputado socialista Manuel Alegre terminou o seu discurso no comício festa "Abril Maio, Agora Aqui".
Um comício-festa que se realizou ontem à noite no Teatro da Trindade, em Lisboa, com o objectivo de denunciar as "desigualdades gritantes que existem na sociedade portuguesa" e que corporizou um manifesto já subscrito por diversas personalidades da Esquerda portuguesa, desde bloquistas, socialistas a "renovadores" do PCP e outras esquerdas independentes.
Naquele que foi o discurso mais esperado da noite, Manuel Alegre explicou que o comício-festa mais não foi do que um "acto cultural com contornos políticos" e que o que uniu todos os presentes foi "a preocupação, inquietação e solidariedade para com todos os portugueses que passam momentos difíceis porque votaram nos socialistas".
Foi também a forma que este histórico do PS encontrou para responder aos seus companheiros de partido, nomeadamente Vitalino Canas e António Vitorino, que o criticaram por participar num evento que consideram ter sido organizado pelo Bloco de Esquerda para atacar as políticas do Governo.
Neste comício-festa marcaram presença nomes da Esquerda portuguesa tão diferentes como os de Helena Roseta, Francisco Louçã, Miguel Portas, Mário Tomé, o ex-tarrafalista Edmundo Pedro, o general Alfredo Assunção (que foi braço direito de Salgueiro Maia), Alípio de Freitas (antigo companheiro de Zeca Afonso) e José Neves, um dos fundadores do PS.
Os 490 lugares sentados do teatro Trindade foram escassos para todos quantos queriam assistir ao vivo ao evento - no qual discursaram também o deputado José Soeiro e a professora universitária Isabel Allegro Magalhães -, o que gerou alguns protestos, com algumas pessoas a exibirem os cartões do PS. Como alternativa, foi montado um écrã gigante no espaço Chiado, onde a festa pôde ser acompanhada em directo via internet.
Antes dos discursos, houve um momento musical a cargo do vocalista dos UHF, António Manuel Ribeiro, e dos Rádio Macau, que receberam uma grande ovação quando cantaram "Quando uma rosa morre (outra nasce em seu lugar)".
- Jornal de Notícias - 04/06/2008 - 02H00.