6/12/08

Ronda pela imprensa brasileira - Graça Machel alerta sobre possível revolta de moçambicanos.

Milhares de miseráveis moçambicanos que fugiram da onda violência contra os estrangeiros na África do Sul podem se revoltar contra seu governo se suas necessidades não forem preenchidas.
Esta é a opinião da ex-primeira dama moçambicana Graça Machel, casada com o ex-presidente sul-africano Nelson Mandela e conhecida defensora dos direitos criança. Ela falou sobre o assunto hoje, em Maputo, capital de Moçambique, durante conferência sobre a limpeza étnica.
Uma onda de ataques contra imigrantes na África do Sul, que matou pelo menos 60 pessoas no mês passado, obrigou 39 mil moçambicamos a voltar para casa, segundo autoridades.
Alguns fugiram em ônibus lotados enviados pelo governo de Moçambique, outros pegaram trens ou encontraram outros meios para retornar ao país de origem. No entanto, assim que chegaram, tornaram-se mais dependentes de terceiros para sobreviverem.
"Nas primeiras semanas, eles vão chorar nos ombros dos familiares por terem perdido tudo", disse Machel. "Então, eles vão chorar para o governo, e, no fim, vão se revoltar contra o governo e contra quem estiver ao redor deles."
Os sul-africanos mataram 27 moçambicanos durante a onda de violência. Eles acusam os imigrantes de ocuparem as vagas de emprego e cometerem crimes.
Embora nem todos tenham sido agredidos durante os ataques, cenas de violência divulgadas pela mídia, como uma foto de uma moçambicana sendo queimada por um homem, que estampou as páginas dos jornais locais, convenceram muitos a abandonar a África do Sul.
Machel disse que foram as inadequadas condições de vida nas áreas pobres da África do Sul que motivaram os ataques. Ela afirma que a violência é resultado de anos de falta de monitoramento na imigração, o que provocou enorme pressão sobre a infra-estrutura urbana da África do Sul. "Extrema pobreza desumaniza as pessoas e as leva a cometer loucuras", disse ela. "Foi isso que aconteceu em Ruanda há anos atrás."
A África do Sul há muito tem sido um ímã para as pessoas que fogem da pobreza ou da violência em outras nações do continente. Acredita-se que apenas zimbabuanos existam mais de três milhões, os quais fugiram devido ao colapso econômico e a repressão política no país.
- Com Associated Press - 11/06/2008 - 16h30 - FolhaOnLine

Insulto, ofensa ao povo do Zimbabué - "La Dolce Vita" de Grace Mugabe !

(Clique na imagem para ampliar)
.
O mundo democratico vem-se manifestando contra certos ditadores que ainda "poluem" o planeta e os infelizes povos que dizem governar com suas arbitrariedades, com seus desmandos que, não fosse o sofrimento e miséria que causam, chegam a beirar o ridículo, o grotesco.
África também possue, de uma forma ou outra, "disfarçados" ou não, representantes desses "espécimes" que me parece, felizmente se vão tornando cada dia mais raros.
E, Roberto Mugabe é um desses "espécimes" tentando "sobreviver" e "segurar" o poder a todo o custo, sem respeito algum por regras humanas, democráticas ou por seus conterrâneos pobres, infelizes, que se vão espalhando pelo mundo quando podem, fugindo da desdita de suas vidas no antes promissor Zimbabué.
Entretanto, esses ditadores e seus "colaboradores diretos", porque se sentem impunes, donos e senhores de seus "reinos", afrontam-nos e deixam-nos revoltados (para não dizer algo mais pesado) com atitudes como as que abaixo transcrevo, do Jornal eletrónico "A Semana" do dia 09/06/08:
.
La Dolce Vita" de Grace Mugabe.
Mulher do Presidente zimbabweano levantou 80.000 dólares do banco central para gastar na capital italiana enquanto se debatia numa cimeira da FAO o problema da fome no mundo.
Grace Marufu Mugabe, antiga secretária de 44 anos que desde 1996 é casada com o Presidente do Zimbabwe, levantou a semana passada 80.000 dólares (50.845 euros) do banco central do seu país para fazer compras em Roma, enquanto o marido participava na cimeira da FAO sobre a fome no mundo, escreveu ontem o jornal sul-africano The Cape Argus.
A nova e louca despesita da primeira dama, numa altura em que milhões de compatriotas seus estão a viver no estrangeiro por não encontrarem emprego no Zimbabwe, enfureceu mesmo alguns dos altos funcionários do banco, que falaram de uma atitude "desumana", refere o artigo.
É conhecimento geral que a antiga Rodésia necessita de todo o dinheiro que for possível para adquirir alimentos e outros bens essenciais, mas a primeira dama prefere gastar as reservas nacionais nas criações de grandes costureiros; e até mesmo em sapatos, como acontecia com a filipina Imelda Marcos. "Tenho os pés muito estreitos, de modo que só calço Ferragamo", explicou recentemente Grasse, a propósito da sua predilecção pelas colecções do italiano Salvatore Ferragamo.
A forma muito especial de a ex-secretária de Mugabe ter assinalado a cimeira mundial contra a fome verificou-se alguns meses depois de, em Janeiro, ter levantado 100.000 dólares (63.557 euros) para ir de férias com o marido e os três filhos até à Tailândia e à Malásia, tendo-se chegado entretanto a especular que este último destino poderia um dia vir a ser o lugar de exílio para o casal, se a isso fossem obrigados pelas circunstâncias.
Cada uma das deslocações do Presidente e da sua mulher, 40 anos mais nova, significa um grande saque no Tesouro zimbabweano, com o pormenor de que Grace ainda está a beneficiar de uma cotação muito especial: 30.000 dólares zimbabweanos por cada dólar norte-americano, enquanto no mercado paralelo são já necessários pelo menos 1.500 milhões de dólares nacionais para se obter um só dólar dos Estados Unidos.
A mulher cujo casamento com o líder da ZANU-Frente Patriótica ficou a marcar o resvalar do país para o abismo é já conhecida ironicamente como a "primeira compradora" da nação, em vez de primeira dama, dizendo-se até que ela é uma das pessoas mais influentes do regime. E já lhe chegou a ser atribuída a afirmação de que o candidato presidencial do Movimento para a Mudança (MDC), Morgan Tsvangirai, jamais irá ocupar a State House, sede do poder.
Em Roma, enquanto Mugabe ouvia debater a melhor forma de se acabar com a fome no mundo, Grace, nos intervalos das compras, ocupava uma suite de 890 euros diários no Ambasciatori Palace Hotel, em Via Veneto. Era "La Dolce Vita".
- Jorge Heitor - A Semana de 09/06/08 - Fonte: Bar da Tininha-MSN.
  • A notícia no "The Cape Argus" - Aqui !
  • Alguns post's anteriores deste blog sobre a situação social e política vivenciada no Zimbábue - Aqui; Aqui; Aqui; Aqui; Aqui ; Aqui; Aqui e Aqui !

6/10/08

Dia de Portugal na Ilha do Ibo !

(Clique na imagem para ampliar)
O dia 10 de Junho é, anualmente, o dia em que se assinala a morte do poeta máximo da nação portuguesa Luís Vaz de Camões (10 de Junho de 1580) e é também o Dia Nacional de Portugal.
Até à Revolução dos Cravos de 25 de Abril de 1974 era celebrado como o Dia da Raça: a raça Portuguesa.
Históricamente é um feriado que envolve uma série de eventos oficiais em todo o território português e que, este ano, têm como núcleo comemorativo a bela cidade minhota de Viana do Castelo localizada ao norte de Portugal.
Mas, no tempo colonial lá pelo ano de 1970, hà 38 anos e quando Moçambique ainda era considerado parte da nação lusa, também acontecia o "10 de Junho" em todas as cidades da então "Província Ultramarina", inclusive na histórica Ilha do Ibo em Cabo Delgado, no norte moçambicano. E, para que se tenha idéia e conste como registro histórico, acima espelho o "Programa das Festas do Ibo de 1970", mais uma deferência para com este blogue do historiador e professor universitário Dr. Carlos Lopes Bento, antigo administrador e presidente da Câmara Municipal do Ibo, entre 1969 e 1972.

6/09/08

Ronda pela net - Indecisão - Portugal ou os Trópicos ?...

(Clique na imagem para ampliar - Imagem original aqui!)
.
Indecisão...tremenda, forte, sofrida até é a que vai pelo coração de muitos de nós que, por opção ou destino, encaminhamos nossas vidas longe do rincão natal, do berço de nossa infância, dos laços familiares, de amigos do peito e dos bancos escolares... E o 'Capitão-Mor', habitante também deste mundo virtual que ameniza distâncias e espaço físicos, 'fala' em poucas e fortes palavras, no seu "Um Portuga Em Apuros Nos Trópicos", com propriedade e sinceridade, desse sentimento que nos 'embriaga', inspira e leva obstinadamente a carregar a "mochila da saudade" entre mundos que amamos (no meu caso três mundos que amo - Portugal, Brasil e Moçambique):
.
"Indecisão - Voltar ou não voltar a Portugal, eis a questão que me está a provocar insónias. Se não regressar terei eternas saudades da pátria amada, se vier a partir sentirei falta destas paisagens e da liberdade que sinto por aqui. Quem me dera ser um gigante para poder ter uma perna em cada lado do Atlântico..."
(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a rádio "ForEver PEMBA.FM" no lado direito do menu deste blogue.)

6/06/08

Ronda pela imprensa lusa - O que escreve Albano Loureiro: MAIS PORTUGUÊS !

Esta coisa dos grandes eventos continua a ser pretexto para descanso dos governos e responsáveis políticos, deles se desviando a atenção. É por isso que me rio sempre quando se fala do tempo da outra senhora e do exercício da política com base na trilogia de Fátima, futebol e fado. Como se hoje não se passasse o mesmo. Como vem aí o Euro e anda tudo com a cabeça no ar, nem se dá devida atenção a factos bem importantes e que tanto nos envergonham. A propósito, no mundo do futebol, duas situações deixaram-me absolutamente revoltado pelo completo desprezo dos princípios e valores que devem nortear um comportamento digno. Um ilustre, será que é, português, a quem todos tecem loas e promovem à divindade, em pleno acto público de divulgação mundial, com o maior desplante e descaramento, não hesitou em renegar a língua da sua nacionalidade, Eu até aceitaria, com dificuldade, a justificação usada pelo senhor de que naquele acto apenas utilizaria a língua do país onde se encontrava e que lhe dá trabalho pago a peso de ouro. Mas o que se passou depois em que permitiu exprimir-se noutra língua esquecendo a sua anterior argumentação, deixou-me esclarecido. Não se pode deixar de considerar aquele acto como um enxovalho ao país e à língua daquele senhor, por ele perpetrado e a que os órgãos de comunicação social dos diversos países não deixaram de dar ênfase, como se pôde verificar. E, mais uma vez, fomos alvo da chacota de inúmeros jornalistas estrangeiros, de novo contribuindo para que Portugal e os portugueses sejam tratados com soberba e sobranceria. Cá dentro, qual foi a reacção? Zero. Como o senhor é gente importante, não se corra o risco de beliscar a sua fina sensibilidade. Fosse com qualquer outro e haveria de pagar com língua de palmo. Se até nós próprios nos permitimos este tipo de comportamento, como havemos de fazer com que nos respeitem lá fora? Não há pois que estranhar a resposta do mundo do futebol. A UEFA decidiu suspender o FC Porto das competições europeias. Não vou discutir se o Porto praticou ou não as infracções por que foi condenado. Tão pouco a má estratégia de não ter recorrido, reconhecendo e aceitando a decisão. O que me importa é o facto de uma instituição portuguesa ter merecido do organismo europeu que gere o futebol um tratamento com diferenciação negativa face a casos idênticos. Na verdade, relevante neste caso é que a UEFA decidiu aplicar um regulamento ao clube português que não existia à data dos factos objecto da sanção interna. Erro jurídico. Mais, aplicou o regulamento, condenou o clube, sem que igual prática tenha assumido em casos anteriores que envolveram outras agremiações de países diferentes. Porquê? Fácil a resposta. Porque somos pequenos e não temos dimensão nem peso para fazer valer as nossas posições, facto que até é ajudado pela circunstância de quem tem algum poder e protagonismo, não os usar na defesa dos valores nacionais. Claro que também podemos vislumbrar os interesses económicos e políticos dos lobbys que imperam no futebol europeu. Mas não é só. Se fosse um clube inglês, italiano, alemão, francês, acham que teria o mesmo destino? Esta decisão é aviltante e deve merecer dos portugueses, sem excepção, repúdio e protesto, seja de que forma for, esquecendo-se as clubites agudas e as capelinhas de devoção. Permito-me esta sugestão. Por mim vou já ver quem são os patrocinadores e sponsors da UEFA e ficam já a saber que dessas marcas mais nada comprarei e vou pô-las na lista negra da minha divulgação. É a minha forma de protesto. Pode ser pequena mas não cedo na minha dignidade. Sou mais português e nem por isso sou menos benfiquista.
Albano Loureiro - Advogado
*O autor é advogado e nascido em Porto Amélia/Pemba, filho dos antigos residentes Sr. Loureiro do A. Teixeira e da Professora D. Ana Alcina, sobrinha do Administrador do posto de Metuge (na época colonial), próximo a Bandar e à Companhia Agricola de Muaguide, Fernandes Pinto.Escreve periódicamente para jornal diário "O Primeiro de Janeiro" - Porto, a coluna Opinião.
.
Textos anteriores de Albano Loureiro reproduzidos neste blogue:
  • 28/04/2008 - Triste comemoração - Aqui !
  • 15/12/2007 - Triste recorde - Aqui !
  • 05/04/2005 - Uma das muitas histórias do Dr. Alves da Farmácia - Aqui !
  • 14/08/2007 - Opinião - Monotonia - Aqui !
  • 28/08/2007 - Opinião - Universidade de Verão - Aqui !
  • 08/09/2007 - Opinião - Que Luiz ? - Aqui !

PEMBA - Some kids on Pemba...

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original do álbum web Picasa de Marc.)
.
Sem comentários:

PEMBA
Veja o video original Aqui !
(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a rádio "ForEver PEMBA.FM" no lado direito do menu deste blogue.)