1/22/09

Cólera & cólera em Pemba... Desta vez em Mecúfi!

O que o "Notícias-Maputo" nos conta hoje sobre a "cólera" em Cabo Delgado/Pemba:

""Cabo Delgado: Brigada anti-cólera espancada no distrito costeiro de Mecúfi: Mais uma acção popular contra medidas anti-cólera teve lugar em Cabo Delgado, com o espancamento, há quatro dias, de um enfermeiro do Programa Alargado de Vacinação, um motorista e seis activistas, na região de Ngoma, distrito costeiro de Mecúfi, acusados de estarem a dissiminar a doença, numa altura em que, na capital provincial, Pemba, o número de doentes existentes no Centro de Tratamento da Cólera se elevou para 41, muito embora o de óbitos continue o mesmo (três) desde a eclosão da epidemia a 5 de Janeiro corrente.

O facto foi denunciado na segunda reunião que o Governo provincial convocou na quarta-feira para a avaliação do actual ponto de situação da doença, que neste momento, e segundo as estatísticas actualizadas, teve 177 entradas, sete das quais voltaram ao CTC, 141 altas, para uma taxa de letalidade avaliada em 1,7, havendo até às 7.00 horas daquele dia 41 internados por causa da cólera.

A pedido do médico-chefe provincial, Cesário Augusto, o secretário permanente, que dirigiu a reunião do Governo com todos os intervenientes no combate à colera, entre agentes da Saúde, líderes comunitários e presidentes dos bairros residenciais, para além de confissões religiosas e ONG’s, orientou a Polícia, em Mecúfi, para que esclareça o caso o mais rapidamente possível.

Enquanto isso, de acordo com o médico-chefe provincial, a enfermaria de cólera, constituída por três tendas, queimada por populares no bairro Eduardo Mondlane, na cidade de Pemba, está a ser reconstruída para voltar a funcionar, numa altura em que se suspeita que a qualquer momento o CTC que funciona no Hospital Provincial pode revelar-se exíguo caso a velocidade das entradas não venha a abrandar. Já foram montadas as três tendas e decorre a vedação do local por meio de capim, mas ainda se pensa na sua electrificação.

CRITICADA A APATIA DO CONSELHO MUNCIPAL.
No encontro, os participantes criticaram as reiteradas ausências de representantes do Conselho Municipal nas reuniões que visam debater a cólera, nas quais se avançam medidas de luta contra a doença, mesmo tendo em conta que ela não dá sinais de estar a diminuir.

De acordo com o médico-chefe provincial, apesar de o número de óbitos manter-se, o de entradas deve continuar a preocupar, se bem que há situações em que famiíias inteiras encontram-se hospitalizadas, sendo de concluir que as causas da doença estão longe de ser debeladas.

Intervenientes na ocasião estranharam que tanto na primeira como nesta reunião o Conselho Municipal pautasse pela ausência, estando em causa, por sinal, problemas de saneamento do meio, e pediram que quem de direito obrigasse os titulares do município a nelas participarem.

“Este Conselho Municipal parece que não sabe que estamos a tratar da vida dos municípes que controla. Isso, para além da incompetência que já nos habituou, está outra vez a nos mandar passear numa situação de tamanha aflição”, disse um interveniente.

O secretário-permanente, João Ribáuè, em resposta disse que o Governo provincial também se encontrava agastado com o funcionamento e neste caso com a não colaboração do executivo municipal chefiado por Agostinho Ntauale.

“Se o Conselho Municipal fosse um órgão que se demitisse há muito que teríamos feito isso em relação a este da cidade de Pemba”, disse aquele governante, antes de prometer que em dois dias far-se-á uma reunião em que obrigatoriamente o Conselho Municipal deve estar presente, ao lado da Saúde e o Governo provincial para explicar o que tem vindo a fazer nestes dias.

Da última vez, Agostinho Ntauale foi largamente criticado por ter pautado pela auseência, embora tivesse sido pedida a sua presença. Por extensão, boa parte dos seus presidentes dos bairros igualmente gazetou a reunião, o que intrigou os presentes. Na semana passada o nosso Jornal quis saber do edil o que se passava, ao que nos respondeu que a sua direcção estava representada pelos responsáveis dos bairros presentes.

Na oportunidade, Agostinho Ntauale dissera que a edilidade inclusive havia adoptado um novo horário de recolha de lixo, que terminava às 18.00 horas, justamente por causa da cólera.

Na reunião de quarta-feira, para além da ausência do seu presidente, o número de chefes dos bairros diminuiu ainda mais, mas a cólera continua a actuar, principalmente, nos bairros de Cariacó, Natite e Paquitequete.
- PEDRO NACUO, Maputo, Quinta-Feira, 22 de Janeiro de 2009:: Notícias.

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1/21/09

No "paraíso" comunista da China até discurso de Obama é falsificado...

(Imagem original daqui)

Na China, da "liberdade", dos "Jogos Olímpicos do século" dos "direitos desumanos", dos fuzilamentos e das perseguições ignóbeis ao cidadão, enaltecida e louvada por tanto "progressista" vaidoso em voga, nem o discurso de Obama escapa à censura. Afinal a quem querem enganar esses déspotas que humilham e calam seu próprio povo pela força da violenta ditadura comunista...?
Vem assim escrito no portal Terra de hà momentos:

""China censura trechos do discurso de Barack Obama.
Marina Wentzel - 21 de janeiro de 2009 • 07h50 • atualizado às 10h51 - Partes do discurso inaugural do presidente americano, Barack Obama, que falavam sobre "comunismo" e "dissidentes", foram censurados na China.

O principal canal de TV estatal, CCTV, e populares portais de internet tiveram que suprimir as referências feitas pelo presidente americano a temas considerados sensíveis na China.

No discurso de posse, Obama disse: "Lembrem-se que gerações anteriores encararam o comunismo e o fascismo não apenas com mísseis e tanques, mas com vigorosas alianças e convicções duradouras".

Na transmissão da CCTV, o áudio da tradução simultânea foi interrompido a partir do momento em que a palavra "comunismo" apareceu na tela e a imagem do discurso em Washington foi cortada abruptamente para o estúdio em Pequim.

O apresentador da CCTV pareceu ter sido pego de surpresa, mas deu continuidade ao programa perguntando para um convidado sobre os desafios econômicos que Obama enfrentará.

Os portais Sina.com e Sohu.com, muito populares no país, também tiveram que omitir a palavra "comunista" do discurso de Obama.

Dissidentes.
Outro trecho do discurso que foi suprimido dos principais portais chineses falava da "opressão de dissidentes".

"Àqueles que se agarram ao poder através de corrupção e enganação e silenciando dissidentes, saibam que vocês estão do lado errado da história, mas nós vamos estender a mão a vocês se estiverem dispostos a abrir seus punhos", exclamou Obama.

Sites em chinês, como o da agência de notícias estatal Xinhua, omitiram a palavra "comunista", embora a tenham mantido na versão integral em inglês.

Outro site popular, o Netease.cn cortou completamente o parágrafo que mencionava "comunismo e fascismo", porém deixou o trecho sobre "dissidentes", o que motivou internautas a comentar a passagem.

Nas versões online do discurso em inglês o conteúdo original foi preservado na maioria dos casos.

Já nas traduções para chinês, somente sites de Hong Kong puderam publicar a versão integral.

Leitores dentro da China continental, entretanto, não têm acesso a sites de Hong Kong, como os dos jornais Apple Daily e o Mingpao, pois estes portais são constantemente bloqueados pela censura.""
- BBC Brasil - BBC BRASIL.com/Terra.

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Rumo ao paraíso chamado PEMBA...

A paixão, a afinidade com Pemba pode parecer parcial, favorecimento, vício ou maluquice de velho... Pode ser e até será em parte, quem sabe? Afinal a distância, a imaginação, o tempo, a saudade tão ao jeito lusitano de ser relevam defeitos e enaltecem virtudes, belezas, exacerbam amores perenes, loucos, de idolatria, ardor, entusiamo... afinal de "paixão apaixonada" mesmo, como acontece com adolescentes, jovens, eternos jovens que desejamos ser pelo menos em espírito e sentir ao entardecer da vida e de todos os dias.

Mas, para que esse "complexo" de "parcialidade apaixonada" não se acentue e possa tranquilizar a consciência em busca do equilíbrio sempre necessário, transcrevo a "voz especializada" do portal "travel - iafrica.com", mesmo em inglês tal e qual é publicado, como prova de que minha "paixão" não é louca e tem razão de ser:
- Nota - Poderá traduzir "aqui"!

""
- Pemba Beach paradise, Article By: Richard Holmes, Tue, 20 Jan 2009 10:28.
As our Airlink flight from Johannesburg soars gently down into Pemba, the capital of Cabo Delgado province in far northern Mozambique, I'm keeping a beady eye out for all the trappings of tropical paradise. Palm trees, turquoise water, coral reefs, traditional dhows plying the water, crayfish big enough to be seen from the air... you know the deal. But baobabs on the beach? I realised then that a flying visit to Pemba was going to be more than your average tropical escape.

Situated on what is said to be the third largest natural harbour in the world, the town of Pemba — thanks to increased air access via direct flights on Airlink — is fast becoming the gateway to the fantastic beaches this coast has to offer and the islands of the Quirimbas Archipelago further north.

There's a range of accommodation on offer in the area — from guesthouses to backpackers — but undoubtedly the most luxurious place to stay is the impressive Pemba Beach Hotel. Arabian wind towers, terracotta walls and Moorish arches are a gentle reminder of the days when the calm waters of East Africa were a popular stomping ground for Arabian slave traders to load up their deadly cargo.

Thankfully nowadays the dhows you'll see offshore will be full of tourists and fishermen catching your dinner rather than slaves off to servitude in a distant land. Dhow cruises in the bay are just one of the many options popular with the tourists who come here to enjoy the balmy waters of the Indian Ocean... whether you're in the mood for adrenalin action or something a little more sedate there'll be something to drag you away from that sun lounger.

- Under da sea.
With warm waters, fantastic visibility and incredible array of marine life, diving is a popular option and the Pemba Beach Hotel offers a fully-kitted dive centre where you can do anything from a fun recreational dive right through to advanced certifications. Boat dives (with no launch through the surf!) can take you to a choice of sites within minutes, so you can easily spend a few days blowing bubbles.

One of the most popular sites is 'The Gap', where the reef drops off the edge of the continental shelf all the way to 120m below the surface. If that's a bit extreme for you, there are snorkelling spots just off the beach in front of the resort (equipment provided at the Club Navale) or you can hop on one of the regular snorkelling trips ($25) by boat to coral reefs further afield.

More of a hunter than a watcher? Andre Bloemhof runs regular fishing safaris (either full or half-day) where you can troll for Marlin, Kingfish, Wahoo, Dorado and Tuna on deep-sea reefs and in and around the stunning Quirimbas Archipelago. Starting at $300 per person it's an expensive day out, but is sure to get your heart rate going. For cheaper thrills you can also throw a line off the end of the resort’s jetty, where you might bag yourself a small Kingfish or Snapper.

- Drop the locals a line.
If you want to get a feel for how the local fishermen do it though, hop onto one of the dhow trips run by Kaskazini tours (at Pemba Beach hotel). Run by the ever helpful Genevieve, you can book yourself on well-priced dhow trips ranging from a sunset cruise with their local skipper to a five-day safari exploring the southern islands of the pristine Quirimbas Archipelago.

Sound like far too much exertion? The Sanctuary Spa is the latest addition to Pemba Beach, offering a range of treatments from this well-known South African spa group. Book yourself in for a bit of pampering with a front-row seat to the Indian Ocean.

When evening rolls around, the Quirimbas Restaurantr is the place you want to end up, tucking into the buffet that stretches on into the distance. Fragrant curries, fresh marlin and tuna on the skillet, crayfish tails to your heart’s content and a pile of prawns that does Mozambique’s reputation justice. White tablecloths, excellent service and the musical accompaniment of the Indian Ocean complete the picture of a perfect dinner in the tropics. The beachfront restaurant at the Club Navale is also an option for something more casual, but it’s a place best enjoyed at lunchtimes, eating barefoot with your toes wiggling in the sand.

- Hit the town.
Of course you don’t have to — and shouldn’t — spend all your time in the resort. The town of Pemba doesn’t have the impressive Portuguese architecture or attractions of some of Mozambique's larger towns, but a stroll through the market and Old Town are well worth a few hours, if nothing else to see a little of daily life in Cabo Delgado. The dusty streets occasionally reveal a quaint craft stall or carpenter at work, but the beach is really the place to catch a glimpse of day to day life in Pemba.

Start at the reed village of Paquitequete — a mostly Muslim community of fishermen where a 'Salaam' will elicit a warm smile and perhaps an offer to take their photograph. Children lay in the dust, women sell their catch on the beaches and talented carpenters fix their traditional dhows using the most rudimentary tools; while almost everybody pitches in to haul the fishing nets laden with sardines up the beach.

There are a few roadside markets in town where you can pick up colourful local cloth to take home, but if you’re souvenir hunting your best bet is the Makonde Co-op on the road from town to Wimbe beach, where men and children use rudimentary lathes and chisels to skillfully carve out statues, bowls and masks from enormous logs of indigenous hardwoods. It’s also just a few hundred metres from the airport, so a good place to stock up on souvenir for friends and family back home just before you leave.

And you’ll want to take home a souvenir or three. With a wonderful lack of the ‘bakkie brigade’ who descend on the resort towns further south, Pemba is the kind of place you’ll want to remember. The buildings may be crumbling, but the town still holds an air of Mozambique in days gone. The people are as friendly as ever, and as long as you don’t stray too far from Hylton’s hotel buffet you’ll never go hungry.

For more info:

  • Visit the "Pemba Beach Hotel & Spa" website for more information and to book
  • Airlink flies direct from Johannesburg to Pemba twice weekly, on Tuesdays and Saturdays. For more information on Pemba and the airline's 25 other destinations, visit http://www.flyairlink.com/ or call 011 961 1700.
  • "Kaskazini Tours" are as close as you’ll get to an information bureau in Pemba, and can assist with booking anything from accommodation and tours to flight. Their website should be your first stop when planning a trip.
  • Wimbe Beach is the most popular strip in town, and offers a range of guesthouses and restaurants to suit all budgets. If you’re staying at Pemba Beach Hotel it’s still worth a visit for an evening drink with the sand between your toes.

1/19/09

Lamentável... Em Moçambique ainda se abatem rinocerontes!


Caça furtiva de rinocerontes.
Autoridades moçambicanas acusadas de complacência e corrupção.
* Implicado veterano da luta armada.
“A forma como a lei é aplicada em Moçambique contribui para o problema” (…)
“Nem um único caçador furtivo preso em Moçambique pelo abate de rinocerontes esteve sujeito aos temos da lei da conservação” (…)
“A legislação moçambicana não consegue lidar com os métodos modernos de caça furtiva, e os senhores da caça furtiva tiram partido disso” – fiscal de caça sul-africano.

Pretoria (Canal de Moçambique) - As autoridades moçambicanas foram acusadas de não tomarem medidas eficazes para pôr cobro ao abate ilegal de rinocerontes, uma espécie animal em perigo de extinção.

A acusação é de um fiscal de caça da província sul-africana de Mpumalanga, citado num artigo da autoria da jornalista Yolandi Groenewald do semanário «Mail & Guardian».

A fonte refere que “o abate ilegal de pelo menos 12 rinocerontes durante a quadra festiva eleva para quase 100 o número de animais caçados furtivamente na África do Sul no último ano”.

O número crescente de rinocerontes abatidos tem como pano de fundo alegações de que “as autoridades moçambicanas não estão a fazer o suficiente para combater conhecidos suspeitos de caça furtiva e em alguns casos poderão estar a apoiar essa actividade”.

O referido fiscal de caça sul-africano seguiu as pegadas de caçadores a actuar na província de Mpumalanga, as quais foram dar ao território moçambicano. Segundo ele, “a forma como a lei é aplicada em Moçambique contribui para o problema”, acrescentando que “nem um único caçador furtivo preso em Moçambique pelo abate de rinocerontes esteve sujeito aos temos da lei da conservação”. Infelizmente, adiantou, “a legislação moçambicana não consegue lidar com os métodos modernos de caça furtiva, e os senhores da caça furtiva tiram partido disso”.

O fiscal de caça salientou que “nenhum dos caçadores furtivos detidos em Moçambique por actividades ilegais no Parque Nacional de Kruger e no Parque Nacional do Sabié na província moçambicana de Gaza, permaneceu na cadeia por mais de duas semanas”. Ele disse que as pessoas nestas condições “incluem transgressores que foram apanhados por duas vezes por práticas idênticas.”

A jornalista Yolandi Groenewald afirma que “os principais suspeitos do abate de rinocerontes são cidadãos moçambicanos ao serviço de sindicatos vietnamitas que operam a partir da África do Sul. Esses sindicatos fornecem armas de grande calibre aos caçadores furtivos, incluindo arcos e flechas por serem armas silenciosas.”

Ainda segundo o mesmo fiscal de caça sul-africano, “um líder comunitário moçambicano, residente no Parque Nacional do Limpopo, havia abatido rinocerontes no Parque Nacional de Kruger em três ocasiões diferentes. As autoridades perseguiram o líder comunitário, tendo penetrado em território moçambicano onde veio a ser preso em cada uma das vezes. Todavia, nunca foi condenado em tribunal, tendo regressado uma quarta vez ao Parque Nacional de Kruger para caçar rinocerontes, encontrando-se agora sob custódia das autoridades sul-africanas”.

Em 2007, foram abatidos cinco rinocerontes na fronteira do Parque Nacional de Kruger com Moçambique. Uma equipa formada por elementos da polícia de guarda fronteira de Moçambique e pessoal dos parques de Kruger e Sabié prendeu dois suspeitos que tinham em sua posse armas de grande calibre, equipamento de rasteio e binóculos. Os suspeitos e as provas foram entregues ao comandante da polícia da Moamba.

O fiscal de caça sul-africano atrás citado informou ainda as autoridades policiais na cidade de Maputo da ocorrência. Não obstante estas diligências, os dois suspeitos foram condenados ao pagamento de uma multa de 1.250 randes e postos em liberdade. Na opinião do fiscal de caça citado no artigo do «Mail & Guardian», “a multa deveria ter sido de pelo menos 1,5 milhões de randes” pois esse é o valor das pontas de rinoceronte encontradas na posse dos malfeitores.

A fonte citada pelo semanário sul-africano disse suspeitar que “a polícia da Moamba é corrupta e presta ajuda a caçadores furtivos”, acrescentando que “num dos casos, obteve-se o nome da pessoa que estava por detrás dos caçadores furtivos, a qual foi detida. Porém, essa pessoa era um veterano da luta armada e com estreitas ligações a políticos e à própria polícia. Num espaço de uma semana, essa pessoa foi posta em liberdade, acreditando-se que não tenha sequer pago nenhuma multa.”

O «Mail & Guardian» tentou obter um comentário das autoridades policiais moçambicanas, mas tudo em vão. Ao contactar Carlos Comé, um alto quadro da polícia moçambicana, este disse apenas que “haviam sido criadas comissões mistas entre a África do Sul e Moçambique com o objectivo de ajudar Moçambique e lidar com os desafios que enfrenta.”

Entretanto, num despacho de Joanesburgo, a Agência de Notícias Francesa, AFP, refere que “11 caçadores furtivos, incluindo três cidadãos chineses, para além de sul-africanos e moçambicanos, que fazem parte de um sindicato, haviam sido detidos sob a acusação de abate de rinocerontes em parques na África do Sul”.

A AFP cita uma fonte da polícia sul-africana como tendo referido que as pontas de rinocerontes são vendidas em mercados asiáticos por um valor que oscila entre os 1.820 e os 2.530 dólares por quilograma. Cada ponta pesa entre 8 e 11 quilos.
- Canal de Moçambique, Redacção / Mail & Guardian / AFP), 2009-01-19, 06:27:00.

Ecos da imprensa lusa - Quando as Verdades de D. Policarpo incomodam...

Recentemente Dom Policarpo, Cardeal Patriarca de Lisboa, comentou e alertou em entrevista, para as diferenças profundas existentes entre as sociedades católica e muçulmana e os cuidados a ter quando acontecem casamentos de jovens com essas crenças religiosas.

Não hostilizou, simplesmente alertou com franqueza direta e simples para os problemas inevitáveis consequentes nessas uniões matrimoniais quase sempre "contratadas" pelos pais ou familiares onde, inúmeras vezes a submissão, escravidão, humilhação da mulher e até maus-tratos e o poder de vida ou morte são normais e permitidos. Os exemplos de insucesso, funestos, tristes, de quem se aventura nesse tipo de relacionamento mais íntimo, são sobejamente conhecidos, divulgados e até relatados em filmes e literatura especializada. E as raras excepções de algum sucesso acontecem quando os "protagonistas" abandonam a duras penas e contrariando as famílias, em sua vida conjugal, as diferenças culturais, o radicalismo islâmico ou o fervor religioso católico.

Pois, de imediato, se levantaram as habituais "vozes" convenientes dos arautos cínicos e inconformados da demagogia que gosta de "aparecer" e parecer verdade, "malhando" com espalhafato burlesco o lúcido D. Policarpo, como "escudeiros" defensores de um mundo irreal, fictício perante a realidadade e a intolerância violenta, radical a que diariamente assistimos por esse mundo afora, desde a Sérvia, Kosovo até ao Médio-Oriente, Israel, Palestina, etç., sempre com justificativas religiosas de intolerância inaceitáveis e atos que beiram a selvajaria, sempre legitimados, incentivados por lideres fanáticos, desumanos.

Mas, felizmente, nem todas as "vozes" rezam pela mesma cartilha do "politicamente correto" ou dos defensores dos direitos do absurdo que só aparecem quando "a barriga que dói" é a "dos outros"... Li no Expresso de hoje e transcrevo o seguinte texto de autoria de Henrique Monteiro, onde se fala também de Cabo Delgado em Moçambique e do relacionamento tantas vezes amigável entre pessoas de crenças e raças diferentes, com quem tive a felicidade de conviver pacificamente em minha infância/adolescência africanas, amizades essas que conservo até hoje apesar de nossas "diferenças" religiosas:

""Três histórias simples para enquadrar uma mais complicada: Um dia, num país islâmico, há mais de 20 anos, o guia, motorista e tradutor que me acompanhava convidou-me para ir a sua casa. Disse-me mal daquele regime teocrático e - como grande prova de confiança em mim - pediu à mulher que me mostrasse o cabelo, o que ela, timidamente fez, como se na nossa cultura não fosse a coisa mais trivial do mundo ver o cabelo de uma mulher. É que as mulheres daquele país, por lei - lei do Estado, não só lei religiosa -, só podem mostrar o cabelo aos pais, filhos e maridos.

Um dia, em Maputo, um muçulmano meu amigo, oriundo de Cabo Delgado, no Norte do país, insistiu para que jantasse com ele. O meu amigo bebeu álcool (embora muito pouco e mesmo assim sob o olhar reprovador da mulher, que não usava véu).

A conversa foi sobre temas diversos e poderia ter sido a mesma com um casal católico ou judeu.

Há cerca de 20 anos, o Expresso no âmbito de um inquérito que fez a Jorge Sampaio (e no qual colaborei) perguntou-lhe o que faria ele se um dos seus filhos se casasse com um negro. Ele respondeu que jamais se oporia, mas que aproveitaria a oportunidade para chamar a atenção desse filho para as prováveis diferenças culturais que iria encontrar.

Estas três histórias vêm a propósito da quantidade de palavras, a meu ver erradas, que se disseram acerca de uma intervenção do cardeal-patriarca de Lisboa. D. José Policarpo referia-se ao cuidado - "cautela", disse ele - que as jovens portuguesas devem ter ao casar com um muçulmano.

Reparem que ele não disse que elas não se deviam casar, ou que qualquer casamento seria infeliz. Disse apenas que deviam ter cautela. Ou, de outro modo, disse o mesmo que Jorge Sampaio, ou o que diria qualquer pessoa sensata - chamou a atenção para o provável choque cultural.

Encheram-se páginas de mulheres casadas com muçulmanos e que são felizes. Bebo à sua saúde.

Se são felizes, fizeram bem em casar-se com os homens que desejaram. Mas há milhões de páginas negras de vil submissão, humilhação e maus-tratos físicos - que são legais (sublinhe-se esta palavra 300 vezes) - em certos países islâmicos, como a Arábia Saudita, para dar um exemplo.

Cautela, pois, como diz o cardeal-patriarca.

A chicotada, a chapada, a impossibilidade de sair de casa, o repúdio puro e simples pode esperar a mulher incauta.

Isto é desconhecido? Não!

É mentira? Não!

É racista? Não!

É uma afirmação verdadeira, mas daquelas verdades que ninguém quer que se digam.

Estas verdades estragam as construções e engenharias sociais em que se baseia a nossa cultura.

Por isso preferimos raciocinar sobre construções a fazê-lo sobre a realidade para assim construirmos um mundo de fantasia. Na presente edição em banca, pode ler-se uma reportagem sobre alguns casamentos entre muçulmanos e portuguesas.

Como se fica a perceber, a realidade é, por vezes, perversa.
- Henrique Monteiro - Expresso, Lisboa - 19/01/2009.

1/18/09

Caminhos da India... Para os noveleiros(as) desse lado do mar!

Do grupo de relacionamentos "Bar da Tininha - Multiply":

Estreia na Globo-Brasil a nova novela "Caminhos da Índia", escrita por Glória Perez e dirigida por Marcos Schechtman. Muito embora não seja "chegado" em novelas, trago aqui o tema levando em conta tudo que muitos de nós, participantes do bar da Tininha, vivenciamos e absorvemos desta cultura antiga e repleta de personalidade tradicional das Indias na então Porto Amélia hoje Pemba, convivendo com bons amigos e famílias de origem indiana, inclusivé nos bancos escolares, amigos esses que o são até aos dias de hoje, embora espalhados pelo mundo uns, outros ainda por Moçambique, África do Sul e na própria índia. Para eles também este texto. E para que possamos relembrar por comparação, os inúmeros filmes a que assistiamos no cinema da nossa cidade nos idos anos 60/70.

O player do ForEver PEMBA disponibiliza desde já para audição o tema musical principal da novela (novela que acreditamos também será lançada em breve no recanto luso) "Kajra Re" (Alisha Chinai-Bunty Aur Babli)... E que será um sucesso nas rádios certamente e muito em breve. Para o escutar, embora o player funcione automático, é só clicar no titulo colocado com a posição "1" entre outras "novidades"ali incluidas da cada dia mais internacional e de qualidade música indiana.

E segundo dizem, "já corre por cá o boato que Glória Perez, além de irritar diversos outros escritores por estar convocando todos os grandes atores da emissora, inclusive os que ainda estão no elencos de outras novelas, fez uma cópia da novela O Clone escrita por ela em 2001.

Segundo o "Estadão"(Brasil) deste domingo, um amor impossível e um casamento prometido realizado, a princípio, sem amor compõem o enredo inicial da trama de Glória Perez. A mocinha é Maya (Juliana Paes) e seu par é Bahuan (Márcio Garcia). O marido prometido é Raj (Rodrigo Lombardi) que, por fim, se apaixonará por Maya. Faz-se aí o triângulo amoroso da vez.

Qualquer semelhança com O Clone (2001) não é coincidência. Caminho das Índias traz de volta elementos clássicos do universo novelesco de Glória Perez e explora personagens e situações que o público adora por serem bem executados. Com a nova novela, pode-se dizer que a autora realiza uma trilogia que começou em 1995, com Explode Coração. As três novelas apresentam, como trama central, um triângulo amoroso e a impossibilidade de um amor por causa de diferenças culturais.

Isso não significa que Caminho das Índias não seja original. Ela simplesmente carrega a marca registrada da autora - assim como Manoel Carlos sempre leva o Leblon e suas Helenas à casa dos espectadores e Walcyr Carrasco usa, em suas melhores tramas, a comédia pastelão e o núcleo rural marcante."

Sinopse de Caminhos da Índia:

A trama gira em torno de um amor proibido entre os indianos Maya e Bahuan, entre encontros e desencontros aparece Raj e assim se formará um triângulo amoroso.

Personagens:

-> Maya (Juliana Paes) é uma moça alegre que pertence à uma família de comerciantes. Apaixona-se por Bahuan e terá um filho.

-> Bahuan (Márcio Garcia) estudou nos EUA mas pertence a classe baixa da Índia, sendo muito humilhado quando criança. Torna-se sócio da empresa Cadore.

-> Raj (Rodrigo Lombardi) é o sonho dos pais para casar-se com Maya e obter a empresa Cadore.

-> Opash (Tony Ramos) é um indiano orgulhoso, defensor do sistema de castas utilizado na Índia.

-> Komal (Ricardo Tozzi) é irmão de Maya, rapaz muito sério, que ao longo da novela terá que se casar e mudará seu comportamento.

-> Sura (Cléo Pires) será casada com Amitab (Danton Mello) e mãe de Anusha. Ela será a grande rival de Maya.

->Tarso (Bruno Gagliasso) sofre de esquizofrenia.

-> Zeca (Duda Nagle) um garoto rico que arruma briga com todo mundo, mas é sempre defendido por seu pai, o personagem de Antônio Calloni.

-> As personagens de Marjorie Estiano, Letícia Sabatella e Malu Mader serão vilãs.

Elenco:
Lima Duarte, Laura Cardoso, Christiane Torloni, Alexandre Borges, Mara Manzan, Humberto Martins, Ísis Valverde, Caio Blat, Glória Pires, Osmar Prado, Stênio Garcia, José de Abreu, Vera Fischer e Cláudia Jimenez.

A Trilha Sonora e o Resumo dos Capítulos de Caminhos da Índia serão divulgados durante o decorrer da novela.

  • Página Oficial da novela - aqui!

O video do tema musical

(Evite sobreposição de sons "desligando" o player em funcionamento que se localiza no menu deste blogue, lado direito)

Aqui fica portanto a "novidade"... Esperamos a "ficção" contribua mais uma vez para "resguardar" e "amparar" o "povo" perante a "realidade" tantas vezes árdua e injusta do quotidiano.