4/23/08

Pequim, desinteressada e generosa, admite venda de armas ao Zimbabué.

Pequim admite venda (i)legal de armas que vão a caminho de Luanda.
A China admitiu ontem ter vendido ao Governo do Zimbabué as armas a bordo do navio chinês em rota para Angola, com Pequim a defender a legalidade do negócio depois de Moçambique ter recusado à embarcação licença para aportar. “A venda de armas chinesas ao Zimbabué é legal. A imprensa ocidental está simplesmente a usar o assunto para pressionar a China”, disse ontem a agência noticiosa estatal chinesa Nova China, que cita declarações de Guo Xiaobin, investigador do Instituto de Relações Internacionais Contemporâneas da China, uma instituição estatal.
A Nova China não refere quais os objectivos que a “imprensa ocidental” visa atingir, nem comenta o facto de o navio An Yue Jiang, que carrega o armamento, terá abandonado águas sul africanas na sexta-feira depois de um tribunal sul-africano ter recusado que as armas fossem transportadas através do País para o Zimbabué.
Em Fevereiro, um relatório da Comissão dos Negócios Estrangeiros do Parlamento Europeu apelou à União Europeia para que pressione a China a deixar de vender armas aos países africanos e ao Zimbabué em particular.
Maputo - O Observador, Nº 0197, terça-feira, 22 de Abril de 2008.
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Eleições no Zimbawe - Diz o ditador Mugabe: Daqui não saio, daqui ninguém me tira...
Alguns post's anteriores deste blog sobre a situação social e política vivenciada no Zimbábue - Aqui; Aqui; Aqui; Aqui ; Aqui; Aqui; Aqui; Aqui e Aqui !
Religiosos acusam Mugabe de campanha de violência.
Líderes religiosos do Zimbábue pediram hoje ajuda internacional para conter uma campanha de violência do governo de Robert Mugabe que poderia derivar em "genocídio".
"Pessoas são seqüestradas, torturadas e humilhadas ao serem ordenadas a repetir slogans do partido político (Zanu-PF) que supostamente não apóiam", de acordo com um comunicado de uma coalizão religiosa do país divulgado hoje.
"Em alguns casos, elas são assassinadas."
Ao mesmo tempo, países vizinhos do Zimbábue uniram-se para bloquear a entrada de um navio chinês carregado de armas que supostamente iriam para o governo do presidente Robert Mugabe para serem usadas contra a oposição.
Governos, sindicatos, líderes religiosos e grupos de direitos humanos de países que evitam criticar Mugabe - como Angola e Moçambique - intensificaram os protestos para impedir a embarcação de atracar.
O navio está ancorado em alto-mar desde a semana passada, quando foi impedido de entrar na África do Sul.
O presidente da Zâmbia, Levy Mwanawasa, fez um apelo aos países da região que não permitam a entrada do navio. Mwannawasa é um dos poucos líderes africanos críticos de Mugabe, que enfrenta crescente pressão por não divulgar o resultado das eleições presidenciais três semanas após a votação.
Os Estados Unidos também pressionaram países da região para barrar o barco.
O governo chinês defendeu-se hoje, afirmando que o armamento "era parte de um carregamento de produtos militares comercializados entre a China e o Zimbábue", mas admitiu que está considerando levar o carregamento de volta. A embarcação chegou à costa sul-africana na quinta-feira com 77 toneladas de munição, foguetes e morteiros de fabricação chinesa e avaliados em US$ 1,4 milhão. A princípio, o governo da África do Sul afirmou que não tinha razões legais para impedir a embarcação de descarregar o armamento e transportá-lo até o Zimbábue, que não tem acesso ao mar. Isso porque não há um embargo internacional sobre a venda de armas para o país. No entanto, Organizações Não-Governamentais (ONGs) locais e padres da igreja anglicana convenceram um juiz a barrar a entrada do barco.
A embarcação tentou então entrar em Angola, Moçambique e Namíbia, mas foi impedida por ONGs e autoridades dos governos locais.
In " A Tarde OnLine" - Salvador- Bahia - 22/04/2008 (18:41), Agência Estado.

4/22/08

Os pecados da "sagrada família" em Moçimboa da Praia

Em Mocimboa da Praia Frelimo confisca material de jornalista.
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O SNJ, que três dias antes celebrou os trinta anos da sua existência e até ofereceu um diploma de honra ao presidente da Frelimo(?), repudia o acto da «Sagrada Família».
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Maputo (Canal de Moçambique) – Dois membros do Comité Distrital do Partido Frelimo, em Mocimboa da Praia, na Província de Cabo Delgado, num acto típico do «quero, posso e mando», confiscaram, no passado dia 14 de Abril, "um bloco de notas, cassetes áudio e gravador" do jornalista Pedro Rafael, afecto à Rádio Televisão comunitária de Mueda, refere um comunicado do Sindicato Nacional dos Jornalistas (SNJ). Aquele jornalista ter-se-ia deslocado para aquele distrito para reportagem rotineira e em passagem por um local onde decorria uma reunião pública promovida pelo partido Frelimo. Foi o seu pecado. E logo uma reunião promovida pelo Comité Central... (até o voo da LAM que vinha de Pemba na quarta-feira passada teve que esperar na pista trinta minutos pelos membros do CC)… De acordo com a nota do Secretario Executivo do SNJ, antes de ser confiscado o material de Pedro Rafael, este foi ameaçado e forçado a "os seguir e a um alegado interrogatório fora do local do comício". "Duas horas depois do sucedido", prossegue a nota de repúdio à violação da Lei de Imprensa emitida pelo SNJ, "o equipamento confiscado foi devolvido ao repórter". Este acto de «quero, posso e mando», ocorreu três dias depois de o SJN ter comemorado 30 anos da sua existência. A celebração de efeméride, bastante pomposa, decorreu nas instalações do grupo MBS e o presidente da República e o Partido Frelimo foram agraciados com «diplomas de honra». A atitude do partido Frelimo em Mocimboa da Praia, também conhecido como a «sagrada família» fere a Lei de Imprensa em vigor no país – 18/91 – mais concretamente os artigos 27 (direitos dos jornalistas no exercício da sua função), e 29 (livre acesso às fontes de informação). Serve ainda de referência dizer que o secretário-geral do Sindicato Nacional dos Jornalistas (SNJ) é simultaneamente chefe da redacção da Rádio Moçambique. O «Canal de Moçambique» tentou contactar o secretário- geral do partido Frelimo, Filipe Paúnde, afim de lhe dar oportunidade de explicar esta prática que se pensava ultrapassada e conforme aqui se regista está de volta ao País.
Luís Nhachote, 2008-04-21.

Porto de Pemba vai ser ampliado.

Gaborone, Botswana, 22 Abr - Moçambique vai proceder à expansão do porto de Pemba, no norte do país, para facilitar a exploração de petróleo na região, de acordo com a edição de Abril da "newsletter" da Southern African Global Competitiveness Hub.
A organização, com sede em Gaborone, Botswana, é uma iniciativa do governo dos Estados Unidos da América para promover o comércio internacional da África Austral não apenas com os Estados Unidos mas também intra-regionalmente.
"O volume de carga processada entre Outubro de 2006 e 2007 aumentou de 66939 para 75990 toneladas", afirmou Orio Benzane, director do porto, à "newsletter".
A publicação adianta que um projecto de expansão no valor de de vários milhões de dólares permitirá que o porto processasse rapidamente maiores volumes de cargas.
O porto de Pemba situa-se na província de Cabo Delgado, na terceira maior baía do mundo, mas, não obstante as suas águas profundas e a sua localização estratégica não passa de um porto regional.
MacauHub- 22/04/08

Moçambique - HIV/SIDA o flagelo que deve ser discutido e informado...

Praga dos tempos modernos que massacra o mundo e os povos mais humildes e desinformados. Busca-se uma cura que ainda não surgiu, mas avanços têm sido feitos que amenizam e podem até controlar a evolução da moléstia, o que, complementado com prevenção, educação e informação dificulta seu progresso e a contaminação. Moçambique é um dos países que muito tem sofrido com essa doença. Milhares de moçambicanos têm perecido e milhares ainda morrerão por causa desse vírus malvado. Mas, felizmente, algo vem sendo feito tentando sustar o avanço da doença. Talvez com alguma timidez ou pouca exposição, mas está aí e deve ser divulgado:
(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a rádio "ForEver PEMBA.FM" no lado direito do menu deste blogue.)
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"No nosso país, como em outros países da África Austral, o impacto do HIV/SIDA é multisectorial, não poupando nenhum sector. Este impacto resulta num ciclo vicioso que no fim se manifesta na pobreza e subdesenvolvimento. A pobreza aumenta a vulnerabilidade à infecção pelo HIV e a fraca capacidade de resposta aos seus efeitos. Por outro lado, o HIV/SIDA tem efeitos negativos que interferem em todas as esferas do desenvolvimento, criando mais pobreza. Sem desenvolvimento sustentável não é possível combater eficazmente o HIV/SIDA e com o HIV/SIDA não pode haver desenvolvimento sustentável. O reconhecimento de que a problemática do HIV/SIDA não é apenas um assunto de saúde, mas sim um problema de desenvolvimento e que tem implicações em todos os sectores e níveis, faz com que seja necessário adoptar estratégias multissectoriais e a todos os níveis para melhor responder às implicações da pandemia do HIV/SIDA. Estas estratégias precisam de ter uma boa coordenação e interdependência a nível nacional como a nível internacional. A implementação destas estratégias deve sempre ter em vista a integração de acções de prevenção e mitigação do HIV/SIDA em todos os sectores já existentes, e não a criação de novos sectores específicos para o HIV/SIDA. Para isso é preciso que todos os sectores e níveis actuem de forma coordenada e colaborativa para prevenir e reduzir a ocorrência de novas infecções e prevenir e reduzir os impactos resultantes das infecções já ocorridas."
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Mais:
Nova abordagem do HIV/SIDA para deficientes em Moçambique.
Maputo, Moçambique (PANA) - Organizações não Governamentais moçambicanas vão lançar, esta semana, uma nova abordagem que presta uma atenção especial ao rumo das pessoas deficientes na luta contra o HIV/Sida, noticiou terça-feira a Agência de Informação de Moçambique (AIM) citando um comunicado do Fórum das Associações Moçambicanas para Pessoas Deficientes (FAMOD).O FAMOD indicando que as pessoas deficientes são estigmatizadas e têm, por conseguinte, menos oportunidades de se casar, declarando que elas, devido a esta situação, têm tendência a ter mais do que um parceiro sexual e relações sexuais instáveis.De acordo com o fórum, as mulheres e crianças deficientes são mais expostas à violação e têm pouco ou nenhum acesso a serviços de saúde de qualidade e a informações sobre o HIV/Sida.De acordo com estatísticas de 2007 sobre a prevalência do HIV em Moçambique, pelo menos 324 mil pessoas deficientes são igualmente seropositivas.Estatísticas da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que cerca de dois milhões de pessoas em Moçambique são deficientes até a um certo grau e as organizações que trabalham com elas afirmam que os deficientes são excluídos dos programas de luta contra a pandemia da sida.O FAMOD, em parceria com a ONG europeia Handicap International e outros parceiros, previu um seminário esta semana para lançar a Campanha Africana sobre as Pessoas Deficientes e o HIV/Sida.O objectivo deste seminário é divulgar as directivas da Campanha Africana sobre as Pessoas Deficientes e o HIV/Sida em Moçambique e fazer tomar consciência aos dirigentes políticos e ao público da vulnerabilidade das pessoas deficientes face à pandemia.A reunião tem igualmente por objectivo assegurar um melhor acesso à despistagem do HIV, a uma assistência médica e ao tratamento para as pessoas deficientes.A Campanha Africana é coordenada pelo Secretariado da Década Africana (1999-2009) para as Pessoas Deficientes e pela Handicap International.
Maputo - 04/03/2008 - PanaPress.
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Seropositividade em grávidas aumenta em Cabo Delgado.
Mais de mil mulheres grávidas, das 17 mil submetidas a testes de HIV/SIDA no primeiro trimestre deste ano na província de Cabo Delgado, tiveram resultados positivos.
O chefe da Repartição da Saúde na Comunidade em Cabo Delgado, Francisco Paulo, disse que em igual período do ano passado tinham sido diagnosticados mais de 640 casos da doença em mulheres grávidas. Francisco Paulo exortou a população para maior adesão aos testes de HIV para o controlo do seu estado, especialmente para mulheres grávidas, responsáveis pelo estado de saúde dos seus filhos.
Maputo, Terça-Feira, 22 de Abril de 2008:: Notícias

4/19/08

Nas ruas de Santos-Brasil um bonde (elétrico) do Porto-Portugal.

(Clique na imagem para ampliar. Imagem original daqui)
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Informamos aqui em Setembro de 2005 que três elétricos (bondes) doados pela Sociedade de Transportes Coletivos do Porto, de Portugal, chegaram ao cais portuário da cidade de Santos - Brasil.
Os veículos foram trazidos pelo navio Aliança Europa, e vieram dentro de contêineres flatrack (contêineres que não têm o teto e as laterais), presos por correntes no piso do cofre, sobre o convés da embarcação.
A recuperação seria feita nas oficinas da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) em Santos, e que é responsável pela reforma e manutenção dos atuais bondes que circulam na região histórica do município.
Defeniu-se que, durante a reforma seriam mantidas as cores dos veículos originais, amarelo e branco. Além disso, cada um deles ostentará em sua fachada o nome do local de origem.
A intenção à época era integrar os veículos à linha turística que circula pelo Centro Histórico e teria seu traçado ampliado, de 1,7 quilômetro para 5,2 quilômetros.
Pois o tempo passou e, embora demorada, a reforma está terminando, como transcrevo abaixo, prestes a trazer para o Centro Histórico de Santos na missão de transportar turistas, um pouco da beleza e som nostálgico dos velhos elétricos que, em nossa meninice, viamos circular pela Rua de Santa Catarina, pela Praça, pela Foz, por Campanhã e por toda a magnífica e tradicional cidade do Porto beirando o rio Douro até à Ribeira...Será um pouco do típico e tripeiro Porto, abraçando renovado e festivo, este lado do mar tropical que nos irmana históricamente.
Complementando a imagem acima e para que se saiba que o projeto está dando certo, transcrevo o que li hà poucas horas na santista "Tribuna Digital":
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BONDE PORTUGUÊS CIRCULARÁ EM JULHO.
Enqunto prossegue a preparação para os trilhos, a restauração dos bondes também está a todo o vapor.
O primeiro dos veículos portugueses doados para a Prefeitura de Santos pela cidade do Porto deve estar em circulação em Julho, juntamente com os bondes da atual linha turística. Ainda não há previsão para o término do segundo funicular.
Segundo Rogério Crantschaninov, diretor-presidente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), que realiza os serviços, a carroçaria e a cabine terão 70% da sua estrutura renovada. A parte mecânica e o motor já foram recuperados, assim como as instalações elétricas. "Tudo será feito de forma artesanal, para manter as características originais de fabricação".
Hoje, três bondes se revezam no trajeto no Centro Histórico. Como os equipamentos são muito antigos e sujeitos a falhas, são trocados semanalmente.
Uma novidade é a chance de cadeirantes (usuários de cadeira-de-rodas) também aproveitarem o passeio. O pedido pela acessibilidade foi do prefeito João Paulo Tavares Papa. Agora, portadores de necessidades especiais e idosos com dificuldade de locomoção podem subir no bonde por meio do reboque, que fica na garagem (estação do Valongo) e é acoplado ao veículo conforme a necessidade dos passageiros.
In Tribuna de Santos-15/04/08.
  • Quase um elétrico chamado amizade - post's anteriores neste blog - Aqui !
  • Novo Milénio - O Bonde de Santos - Aqui !
  • Visite o Centro Histórico de Santos passeando no Bonde Turístico - Aqui !
  • Portal da Prefeitura da Cidade de Santos - Aqui !

The Elephant Song - Lição para os homens que não gostam de elefantes...

(Imagem original daqui)
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Enquanto em África o elefante e o as animais da selva são desrespeitados, mortos em seu habitat natural, Eric Herman, cantor-compositor de músicas para jovens canta sobre elefantes e outros animais para estimular a imaginação e o amor das crianças pelos bichos da floresta, pela vida.
O vídeo foi criado pela sua mulher, Roseann, com a ajuda da sua filha de três anos, Becca.
Bela lição que pode acompanhar aqui:
(Para evitar sobreposição de sons, não esqueça de "desligar" a rádio "ForEver PEMBA.FM" no lado direito do menu deste blogue.)
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Outros post's deste blog sobre o mesmo tema:

E o portal do Eric Herman: