11/30/05

Mocimboa da Praia...ainda ! - XII

Armando Guebuza discursa sobre o estado da nação Moçambique.

O presidente moçambicano apelou hoje ao país para «ficar atento a todo e qualquer acto contra a unidade nacional», numa referência aos confrontos de Agosto em Mocímboa da
Praia, mas classificou como bom «o Estado da Nação».
Na sua primeira comunicação ao país sobre «o Estado da Nação», na Assembleia da República, desde que assumiu a Presidência da República em Janeiro deste ano, Armando Guebuza acusou a utilização do «tribalismo» na violência política registada em Agosto último no município da Mocímboa da Praia, incidentes que, disse, «mancharam a jovem democracia moçambicana». Os confrontos a que aludiu, entre membros da FRELIMO, no
poder, e da RENAMO, o maior partido da oposição, devido a um diferendo na eleição do presidente do município local, resultaram na morte de sete pessoas, 50 feridos e a destruição de diversas propriedades. Apesar dessas escaramuças, Armando Guebuza disse que ao longo dos primeiros nove meses do seu magistério, o povo moçambicano reafirmou o seu «nunca mais à guerra e a necessidade da consolidação da paz e da unidade nacional».
Guebuza sublinhou ter verificado nas visitas pelo país o empenho da população na luta contra a pobreza absoluta, mas também «situações preocupantes, umas devido à condição de país pobre e outras devido ao burocratismo, espírito de deixa-andar, corrupção, crimes e doenças endémicas». O presidente moçambicano apontou o flagelo da seca que ameaça 800 mil pessoas, sobretudo no centro e sul, frisando que a situação contribuiu para o desempenho negativo da campanha agrícola 2004/2005. Na sua radiografia sobre o país, a espaços muito aplaudida pelo partido do Governo, a FRELIMO, e acompanhado em total silêncio pela RENAMO-União Eleitoral, Guebuza falou também do impacto do HIV/SIDA, que «é mais do que um problema clínico (...) Gerando-se e multiplicando-se em situação de pobreza, é ela própria (a SIDA), numa proporção geométrica, geradora de mais pobreza».
No seu discurso de 22 páginas, o chefe de Estado moçambicano referiu-se igualmente à vulnerabilidade da economia moçambicana a choques externos e internos, que este ano resultaram no aumento do preço dos combustíveis e na desvalorização da moeda moçambicana. «A evolução pouco favorável do preço de petróleo no mercado internacional agravou a vulnerabilidade de pequenas economias abertas, que dependem totalmente da importação de combustíveis, como Moçambique», enfatizou Armando Guebuza.
Reagindo ao informe do chefe de Estado, a RENAMO-União Eleitoral, através do deputado Eduardo Namburete, considerou-o «superficial e omisso em relação a aspectos vitais, como o combate à criminalidade, corrupção e reorganização do sistema judicial». «Esperávamos um pouco mais do informe do presidente, mas omitiu informações vitais sobre aspectos como a criminalidade, corrupção e funcionamento do sistema judicial», acusou ainda Namburete. Por seu turno, o porta-voz da bancada parlamentar da FRELIMO, Feliciano Mata, descreveu como «bastante positiva e construtiva a informação do chefe de Estado, não só no diagnóstico do país, mas também na indicação de caminhos para o futuro».

18:04 30 Novembro 2005
Via: "EXPRESSO África"

Mozambique - Cahora Bassa Agreement 'A Second Independence'.

Cahora Bassa Agreement 'A Second Independence'.

Agência de Informação de Mocambique (Maputo)
November 30, 2005 Posted to the web November 30, 2005.
Maputo
Mozambicans regard the agreement on securing Mozambican control over the Cahora Bassa dam on the Zambezi as "a second independence", claimed President Armando Guebuza on Wednesday.
Giving his State of the Nation address to the Mozambican parliament, the Assembly of the Republic, Guebuza said that the Memorandum of Understanding on the future of Cahora Bassa, signed earlier this month between the Mozambican and Portuguese governments, was "a historic landmark".
Under the agreement the current shareholding structure, in which the Portuguese state holds 82 per cent of the shares in the dam operating company, HCB, and Mozambique holds the other 18 per cent, will be reversed.
Portugal is to be paid a total of 950 million US dollars, and Mozambique will hold 85 per cent of the company.
The agreement, Guebuza said, "expresses our concern to put our natural resources at the service of the development of our country and of the struggle against poverty".
In Mozambican hands, HCB "opens immeasurable vistas of exploiting this resource to the benefit of development programmes", he added.
The successful negotiations also gave a clear message of the attributes Guebuza wanted to see associated with his leadership - "determination, firmness and effectiveness".
The President admitted that the repeated increases in the price of liquid fuels, determined by soaring oil prices and the depreciation of the Mozambican currency, the metical, had affected the Mozambican economy.
He said the government had taken several measures to soften the blow: these included exempting kerosene, often regarded as the fuel of the poor, from fuel tax, and reducing tax on diesel used in agriculture, fisheries, mining and diesel-powered generators.
To give commuters a subsidised alternative to the relatively expensive minibus taxi services of private operators, suburban train services had been reintroduced in Maputo and Beira, and the vehicle fleets of public bus companies had been increased by repairing buses that had been off the roads.
Guebuza said a programme has been designed to introduce vehicles that run on natural gas, a fuel produced in abundance in Mozambique.
The programme was behind schedule, but a demonstration gas station had been set up in the southern city of Matola, and the first natural gas powered buses have been imported.
The metical exchange rate has proved highly volatile this year, which, the President said, showed how "sensitive our economy remains to internal and external shocks".
The currency ended 2004 trading at 18,800 to the US dollar, compared to an average rate of around 24,000 meticais to the dollar in 2003.
The 2004 appreciation reflected the weakness of the dollar rather than the strength of the metical, and it was widely believed that a market correction would take the metical back to 24,000 to the dollar.
In fact, the depreciation was much sharper than that, and in early November there were over 29,000 meticais to the dollar.
Guebuza attributed this largely to the higher cost of importing fuel, which is denominated in dollars - this had sparked off greater demand for hard currency and consequent pressure on the metical.
"The unfavourable evolution of world oil prices has worsened the vulnerability of small open economies, such as that of Mozambique, which depend totally on importing fuel", said Guebuza.
But he was optimistic that measures taken by the central bank to discipline the exchange market were having a positive effect.
The demand for dollars had fallen, and the currency was again appreciating (on Tuesday, the average exchange rate was 26,500 meticais to the dollar).
"We must all understand that the exchange rate is the price that reflects the external position of our country", said Guebuza. "Our currency and its exchange rate are strengthened through increasing production for export and/or for import substitution. Only thus will we have a more stable exchange rate, allowing us to concentrate on the fight against inflation".

Via: "AllÁfrica.com"
Use as "Ferramentas de idiomas" do Google para traduzir o texto acima.

Moçambique - Jornalista Carlos Cardoso...



Julgamento do principal suspeito da morte Carlos Cardoso começa 5ª feira.

Aníbal dos Santos Júnior, "Anibalzinho", considerado o elo de ligação entre os mandantes e os executores do assassínio do jornalista moçambicano Carlos Cardoso, em Novembro de 2000, começa a ser julgado na quinta-feira.
O julgamento de "Anibalzinho" resulta da anulação pelo Tribunal Supremo de Moçambique (TS) de um anterior julgamento por um tribunal de primeira instância, que o condenou a 28 anos e seis meses de cadeia, considerando-o um "criminoso por tendência" e culpado da co- autoria material da morte do jornalista.
O choque social que causou o assassínio do mais conhecido jornalista moçambicano de investigação e os requintes com que o mesmo foi perpetrado terão levado o juiz Augusto Paulino a aplicar uma condenação extraordinária de 28 anos e seis meses a "Anibalzinho", num país cujo sistema admite como moldura penal máxima ordinária 24 anos de cadeia.
Mas, já este ano, o Supremo moçambicano declarou nula a condenação de "Anibalzinho", validando um recurso do seu advogado que alegou que o seu constituinte foi forçado a um julgamento à revelia, para não contar "o que sabe sobre o crime".
Quando do primeiro julgamento, em 2002, o arguido encontrava- se em fuga da cadeia de alta segurança da Machava, arredores de Maputo, à qual regressou depois de ter sido detido na África do Sul.
Anibalzinho, portador de passaporte português, voltou a fugir da Machava em 2004, tendo sido capturado no Canadá, país que lhe negou o pedido de asilo político.
O facto de dois co-réus confessos no processo da morte do jornalista Carlos Cardoso terem apontado "Anibalzinho" como líder da quadrilha que executou o jornalista e de trabalhadores do jornal Metical, de que a vítima era director e proprietário, terem confirmado que o réu frequentou a redacção do jornal nas vésperas do assassínio, transformam-no na peça-chave para o esclarecimento do crime.
Um dos co-réus que confessou ter participado na morte do jornalista alegou em tribunal ter presenciado encontros entre "Anibalzinho" e Nyimpine Chissano, o filho mais velho do antigo Presidente moçambicano, Joaquim Chissano, em que alegadamente se discutiu o assassínio do jornalista.
Por outro lado, um outro co-réu, considerado um dos mandantes do crime, exibiu em tribunal cheques supostamente pagos por Nyimpine Chissano a "Anibalzinho" encomendando a morte do jornalista.
Na sequência dessas alegações, a procuradoria moçambicana abriu um processo-crime contra Nyimpine Chissano, cujo seguimento é até hoje desconhecido.
A advogada da família de Carlos Cardoso, Lucinda Cruz, disse hoje à Agência Lusa que aguarda o julgamento com "expectativa e cepticismo, pois o réu é peça chave do processo, mas é também imprevisível e contraditório". "Umas vezes já disse certas coisas e noutras mudou um ou outro elemento, não é pessoa credível", frisou Lucinda Cruz.
A advogada afirmou que dependendo da idoneidade dos seus depoimentos, do julgamento de "Anibalzinho" pode ficar estabelecida a extensão dos mandantes e o real envolvimento de todos os arguidos ainda detidos.
"Nas nossas alegações finais da discussão e julgamento da causa em primeira instância dissemos que pode haver outros mandantes além dos que foram condenados. O interesse da presença de "Anibalzinho" pode entender-se por aí", sublinhou Lucinda Cruz.
A advogada da família de Carlos Cardoso disse ainda que os factos que forem apresentados por "Anibalzinho" podem também influir no juízo dos recursos interpostos pelos cinco réus já condenados em primeira instância.
Por seu turno, o advogado Abdul Gani, que defende o gerente do balcão em que ocorreu a fraude bancária que Cardoso investigava quando foi abatido, disse esperar que no julgamento se esclareçam "algumas zonas de penumbra" que alegadamente "ficaram por dissipar".
"Na ausência de "Anibalzinho", o tribunal baseou-se em versões de uma testemunha que apresentou sete teorias sobre quem esteve nas reuniões em que se preparou a morte do Carlos Cardoso, acabando por levar à prisão de inocentes", sublinhou Gani, que negou em tribunal o envolvimento do seu constituinte no crime.
Abdul Gani referia-se a Osvaldo Muianga, vulgo "Dudu", que implicou os três réus que o tribunal considerou mandantes do assassínio.
A primeira e a última sessões do julgamento, que decorre no Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, serão transmitidas em directo pela televisão e rádio públicas de Moçambique.

A Poesia de Inez Andrade Paes.



Outono

é do rio
que me chamam

quase em segredo
chamam

lentas e pequenas
vagas
que a maior brisa
levanta

húmidas pedras
já com lodo
abafam

quem chama

serão as folhas
quase mortas
ou as vagas
que a brisa
levanta

é de perto
que chamam

*Inez Andrade Paes - 29 Nov.2005
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*Inez Andrade Paes, natural de Pemba - Moçambique e residente em Portugal, é também, além de poetisa de sensibilidade invulgar, artista plástica e escritora.
Alguns de seus trabalhos podem ser apreciados, com limitações, aqui:
-
Gente e Olhares - http://geocities.yahoo.com.br/arteinez/
- O que os meus olhos vêm - http://geocities.yahoo.com.br/andradepaes/inezfotos.htm
- Quadros - http://geocities.yahoo.com.br/andradepaes/arteinez.htm
- Pássaros - http://geocities.yahoo.com.br/andradepaes/passaros.htm

11/29/05

A PEMBA do Júlio Carrilho III.

(continuação daqui)
As Origens e o crescimento da cidade.
A pequena povoação à volta do porto - Vistas parciais da povoação:
A primeira imagem de 1912 (postal AHM 2224), da qual já foram apresentados pormenores, evidencia a consolidação do assentamento.
Na segunda (Rufino, vol. 8, pag. 35) e na terceira imagem (postal AHM 148), ambas do fim dos anos Vinte, pode-se apreciar o crecimento da edificação na direcção da meia encosta do planalto, que na altura já era acessível através de estradas.
Fotos e texto extraídos da recente publicação "Pemba as duas cidades" de autoria da Sandro Bruschi, Júlio Carrilho e Luis Lage.
Edição FAPF (Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane - Maputo - http://www.architecture.uem.mz/

Clique nas imagens para ampliar.Continuaremos colocando aqui, nos próximos tempos, imagens inéditas de Pemba e textos deste excelente trabalho "Pemba as duas cidades".Agradecemos aos autores e a Z. N. C.

Moçambique - Turismo - Opinião !




Moçambique turístico.

Está neste momento a decorrer em Maputo o Congresso das Agências de Viagens e Turismo de Portugal, com cerca de quinhentos participantes.
Tendo o MOÇAMBIQUE PARA TODOS estado em Moçambique de 9 a 24 do corrente mês, além dos saborosos camarões que “deixam sem fôlego qualquer um”, e em que “a natureza nos brindou com uma longa costa de águas cristalinas, que se completa com uma riquíssima fauna” no dizer de Luísa Diogo, que mais tem feito o governo de Moçambique para atrair turistas de todo o mundo?
Sendo a “combinação de selva e mar um produto turístico único”, como acrescentou a Primeira Ministra, como conjugá-los?
Do que há poucos dias vimos e sentimos, podemos concluir que não basta ao turista pequenas “ilhas” de bem-estar e prazer.
O turista certamente quer conhecer o País, a sua história e as suas gentes.
E o “sorriso” de famintos não ajuda! Mas há sempre um sorriso…
A história de Moçambique, que não começou em 1975, está a ser paulatinamente destruída. Veja-se o que se passa com o Forte de Jerónimo Romero em Pemba, com a Fortaleza e outros monumentos da Ilha de Moçambique, com a Igreja da Cabaceira Grande (primeiro templo católico no continente na costa oriental de África), com o palácio de verão dos governadores de Moçambique de 1795, igualmente na Cabaceira, com o Museu Nacional de Etnologia em Nampula, com o acesso às reservas do Parque Nacional da Gorongoza ou do Maputo, entre muitos outros.
Será que o Parque Transfronteiriço irá ter estrada capaz na entrada moçambicana?
Porque não seguir o exemplo de Macau, onde a China reabilitou todo o património histórico legado por Portugal, sendo esta a segunda maior atracção turística a seguir aos casinos.
E o está a fazer CaboVerde.
No dia 19 de Novembro passado fiz a ligação, pela LAM, de Nampula a Maputo, sendo que o avião vinha de Lichinga.
Qualquer turista, não muito exigente, reclamaria do cheiro nauseabundo que a maioria dos passageiros exalava e certamente nunca mais voltaria a Moçambique.
O mesmo acontece nos transportes públicos terrestres.
Será que o povo não quer tomar banho (no que não acredito) ou antes não terá acesso a água potável?
Os senhores ministros e outros, os das belas mansões e carros de topo de gama, já experimentaram?
A não ser que os turistas fossem de helicóptero, directamente para os tais locais paradisíacos (que o são na realidade), não se misturando com o povo, que parece ser o que acontece.
Mas turismo será isto?
Quer o Ministro Fernando Sumbana que o número de turistas suba para 4 milhões nos próximos 4 anos.
Também nós.
Mas como?
Em que circunstâncias?
Com que camas?
Para ver o quê? Lixo nas ruas, pedintes esfomeados, ter o telemóvel roubado enquanto fala ou não percorrer as ruas das cidades por medo e aconselhamento dos próprios agentes turísticos? Por quase nunca haver troco ter de ser este convertido em “saguate” (mesmo em repartições do Estado).
Ser impedido de filmar a esposa ou os filhos nos aeroportos ou nas fronteiras como recordação da entrada ou despedida de Moçambique?
Ou, muito simplesmente, ter curiosidade de conhecer o palácio onde mora o Presidente da República e ter o acesso interdito a alguns quarteirões, quando tal não acontecia no tempo dos Governadores-Gerais?
Como os preços, em relação a outros destinos turísticos semelhantes e com serviços de mais alta qualidade, são em dobro ou mais, como conseguir atrair turistas?
O chamado “turismo da saudade” certamente que não será suficiente para o turismo que se pretende.
MOÇAMBIQUE PARA TODOS esteve com o povo.
Conviveu com o povo.
Ouviu o povo.
Inevitáveis as comparações em muitos aspectos da vida quotidiana.
Até porque a liberdade da conversação estava assegurada à partida.
Com mais pragmatismo e menos política (ou politiquice), resultados positivos aparecerão a breve trecho. Estou certo disso.
Resta-me concluir que Moçambique merece melhor governo, que povo sempre teve de primeira água!
E até breve, amigos!
Fernando Gil

Flagrantes natalinos e tropicais...II

Em Mocimboa da Praia: Autoridades tradicionais queixam-se a Dhlakama

Maputo - As autoridades tradicionais e religiosas queixaram-se ao presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, de falta de cultura democrática em Mocímboa da Praia, dando como exemplos as chacinas de Montepuez e de Mocímboa da Praia, esta última ocorrida em Setembro de 2005.
Em Montepuez, pelo menos 100 pessoas foram mortas numa minúscula cadeia, depois de um levantamento político em Novembro de 2000, e, em Mocímboa da Praia, as manifestações políticas provocaram a morte de pelo menos 12 pessoas e 50 feridas.
Todas as chacinas tiveram como epicentro motivações políticas.
Eles queixaram-se igualmente da partidarização das instituições de Estado e do uso discriminatório da própria terra.
Denunciaram ao líder que lhes foi vedado cultivar a terra por não terem cartão da Frelimo, partido no poder.
Eles mostraram-se igualmente apreensivos quanto aos sinais de regresso do monopartidarismo, no país.
Denunciaram a detenção ilegal de cidadãos ao mesmo tempo que apelaram à instauração do governo autárquico sombra da Renamo.
Dhlakama iniciou fim-de-semana a sua visita à histórica província de Cabo Delgado, no norte de Moçambique, o chamado berço da Frelimo, partido no poder
Para além de Mocímboa da Praia, Dhlakama visitou segunda-feira sucessivamente os distritos de Balama e Monteupez, este último, centro da efervescência política em Novembro de 2000.
Ele deverá igualmente visitar o rico distrito de Ancuabe, com minas de grafite e os distritos de Sanga, Pemba Metuge e Mecufi.
A sua viagem ficará concluída com uma deslocação ao distrito de Pemba, capital provincial de Cabo Delgado.
(Redacção)
Via: "mediaFax" - Edição 3.417 de 29/11/2005 - mediafax@tvcabo.co.mz

Moçambique contradição - País pobre com opção turística cara...

Moçambique: uma das mais caras pérolas do Índico.
Quando se fala em promover o turismo em Moçambique, os operadores são unânimes: trata-se de um destino demasiado caro para ser acessível a um número significativo de pessoas.
A falta de voos internacionais encarece sobremaneira a visita de turistas ao país, aliada a uma oferta pouco diversificada e ainda cara de passagens aéreas no interior do país.
Estes dois factores, conjugados com uma carência de infra-estruturas de apoio, designadamente hotéis e empresas que organizem excursões e outras actividades do género, infra-estruturas de saúde adequadas, escassez de serviços de restauração, transporte e lazer fora da cidade capital, custo e morosidade no processo de obtenção de visto, entre outros, fazem com que Moçambique não seja um destino apetecível e competitivo, comparativamente a outros espalhados pelo continente e pelo mundo.
O governo moçambicano espera que a realização deste XXI Congresso da APAVT em Maputo, que atraiu cerca de 500 participantes do sector do turismo, promova o país junto à comunidade portuguesa e leve a um aumento significativo do número de turistas que procuram esta “pérola do Índico”.
Segundo dados do Ministério do Turismo, no ano passado entraram cerca de 700 mil turistas em Moçambique.
O governo espera contudo, que este número possa aumentar para cerca de quatro milhões nos próximos anos.
(Maura Quatorze)
Via: "mediaFax" - Edição 3.417 de 29/11/2005 - mediafax@tvcabo.co.mz

Diversificando - O Castigo do Vaticano...



Sei que depois do que vou dizer corro o risco de jamais ser convidado para me apresentar num show no Vaticano, mas, com todo o respeito, não posso deixar de lamentar o que foi feito com a cantora Daniela Mercury, castigada com um veto por ter participado de uma campanha de prevenção da Aids em que incentivava o uso de camisinha.
Na minha opinião, que não vale muita coisa porque, criado dentro da religião, nem católico posso dizer que sou mais, foi uma decisão anacrônica e um gesto indelicado.
Antes de ser feito o convite para que Daniela se apresentasse no show religioso de Natal, já era público e notório que ela estrelara o tal comercial amplamente divulgado pela televisão.
Por que convidá-la para em seguida desconvidá-la?
Nesses casos, recomenda-se fazer uma pesquisa antes, ainda mais que em 2003 houve aquela saia justa da cantora Lauren Hill.
Diante de João Paulo II, a artista afro-americana sugeriu que a Igreja pedisse perdão pelos abusos sexuais cometidos por padres nos EUA.
Pode-se imaginar o mal-estar.
Daniela jamais cometeria uma grosseria dessas, como prova sua reação.
Ficou “indignada”, principalmente pela falta de diálogo, por ninguém lhe perguntar nada:
“Sou uma pessoa que tem um histórico de vida, de coerência e seriedade”.
Mas, em vez de esbravejar, ela disse coisas muito sensatas, até porque começou cantando na igreja, teve formação católica e, como alegou, jamais faria intencionalmente qualquer coisa “para ferir o Vaticano”.
“Acho que, independentemente de respeitar a religião católica, existe o compromisso com a vida”, ensinou a seus censores.
Esse talvez seja o maior paradoxo da posição doutrinária da Igreja.
Se é contra o aborto em nome da preservação da vida, por que não usar o mesmo princípio para evitar a morte que a Aids traz consigo?
Estamos lidando com um dos maiores flagelos da humanidade.
Como a cantora informa, a cada minuto, quatro adolescentes são contaminados com o vírus HIV. Só na África, bilhões de crianças perderam os pais, vítimas da doença.
Em pleno século XXI, pregar que uma epidemia como a Aids seja combatida com a castidade é de um irrealismo que seria só ingênuo, se não causasse também trágicas conseqüências.
Daniela Mercury não desembarcou nessa causa ontem, não é uma arrivista que pega eventuais caronas em campanhas beneméritas.
Seu trabalho é sério e não é de hoje.
Há seis anos foi nomeada embaixadora da Unesco e, há dez, embaixadora de boa-vontade do Unicef, o Fundo das Nações Unidas para a infância.
Além disso, participa do Instituto Ayrton Senna, trabalha na Santa Casa de Misericórdia, é membro do Young Global Leaders e do Conselho da Bolsa de Valores da Bovespa.
A cantora que o Vaticano acusa de ter pecado contra a doutrina moral da Igreja é uma honrada e exemplar cidadã que se dispôs a lutar e a colocar sua arte a favor da vida.
Se alguém deve se penitenciar nesse episódio, certamente não é ela.
Por Zuenir Ventura - zuenir@nominimo.ibest.com.br
Via: "NoMínimo"

11/28/05

Exposição Histórica VI - Macau.



Em enquadramento rectangular, vista da cidade de Macau, com abundante casario disposto em linha horizontal, e junto à baía, à direita.

Quase ao centro, distinguem-se três edíficios embandeirados, dois nacionais e um estrangeiro (Sião ?). No primeiro plano, o mar, onde abundam embarcações à vela, (juncos), realçando entre elas, uma de maiores dimensões, a vapor e, com bandeira à popa.

Ao fundo, algumas elevações, vendo-se no cimo da última à direita, a fortaleza.

Junto à base e sobre as águas, lê-se: "Vista da Praia Grande de Macao".

[Século XIX] - D. 440x743mm. Tela a óleo, Color.

Via: Catálogo da Exposição Histórica Itinerante, Ultramarina, Cartográfica e Iconográfica, comemorativa do IV centenário da publicação de os "Lusíadas". - Lisboa 1972.

Texto original e integral.

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O circo político & Eça de Queiróz...


O sábio Eça de Queiróz já dizia...

"O País perdeu a inteligência e a consciência moral, os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direção a conveniência."

...isto em 1871 !!!

Moçambique - Abriu congresso de turismo & outras...


Começando com um caloroso «kanimambo» (obrigado, em changane, língua de Moçambique) à APAVT pela realização do congresso, Luísa Diogo, primeira-ministra moçambicana, enfatizou no sábado que este evento deverá gerar «maiores fluxos de investimentos e de visitantes», além de ajudar Moçambique a posicionar-se para acolher a Taça Africana das Nações de futebol em 2010.
Luísa Diogo adiantou ainda que o governo moçambicano assumiu como prioridade «desenvolver o turismo como instrumento de combate à pobreza», frisando que as portas estão abertas para os empresários portugueses que quiserem investir em Moçambique.
De 1990 a 2005, as entradas de estrangeiros em Moçambique subiram de 250 mil para 711 mil, mas estão ainda muito aquém do potencial do país como destino turístico.
«A Natureza brindou-nos com uma longa costa de águas cristalinas, que se completa com uma riquíssima fauna. E a combinação de selva e mar é um produto turístico único», frisou a chefe do executivo de Moçambique, chamando a atenção para a hospitalidade do povo: «O sorriso é um recurso inesgotável. Até nisso a Natureza esteve atenta em Moçambique.»
As expectativas em relação ao congresso da APAVT estendem-se a Eneias Comiche, presidente do conselho municipal de Maputo, que na inauguração do congresso não resistiu a enaltecer a gastronomia do país - «os nossos camarões deixam sem fôlego qualquer um» - e a deixar o apelo aos agentes de viagens portugueses: «Não têm outro remédio senão fazer de Moçambique um destino privilegiado dos vossos pacotes turísticos.»
Conceição Antunes, em Maputo - 12:30 28 Novembro 2005.
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Hospitais portugueses assustam turistas.
«Só vem a Moçambique quem tem mesmo de vir, porque apanham um susto aterrador nas consultas do viajante em Lisboa», afirmou Florentino Rodrigues, administrador do grupo Pestana em África, durante o congresso da APAVT, que está a decorrer em Maputo.
As consultas do viajante dos hospitais portugueses dirigidas a pessoas que querem deslocar-se aos trópicos estão a representar um forte obstáculo à vinda de mais turistas portugueses a Moçambique, referiu o responsável do grupo Pestana, considerando que esse facto «demonstra alguma ignorância.
Este processo tem de ser trabalhado e temos de trazer cá alguns médicos portugueses para eles verem que as pessoas não andam para aí a morrer pelas ruas».
O administrador do Grupo Pestana deixou, no entanto, expresso ao Governo de Moçambique o apelo no sentido de serem tomadas medidas para a erradicação da malária e da sida, além do reforço na assistência médica naquele país.
Esta posição foi reiterada por Paulo Varela, administrador do Grupo Visabeira: «A imagem de Moçambique está bastante deturpada em Portugal, o que tem muito a ver com as consultas do viajante», salientou.
Até o jornalista António Peres Metello, coordenador de um dos painéis do congresso, chamou a atenção para o tema. «Estas consultas nos hospitais portugueses são de pôr os cabelos em pé, as pessoas saem de lá muito alarmadas, o que está a dissuadir muita gente de vir a Moçambique», sustentou.
Peres Metello interpelou o próprio ministro do Turismo de Moçambique, Fernando Sumbana Júnior, no sentido de intervir junto das autoridades portuguesas para alterar a situação actual. «Este tipo de coisas só se combate com informação actualizada. É preciso que o retrato de Moçambique em Portugal deixe de ser em sépia», concluiu.
Conceição Antunes, em Maputo - 12:33 28 Novembro 2005.
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Grupo Pestana vai duplicar hotéis.
O Grupo Pestana, proprietário de três hotéis em Moçambique totalizando 248 quartos (nas ilhas de Bazaruto e Inhaca, além do Rovuma em Maputo) vai duplicar a capacidade hoteleira neste país até 2007.
Florentino Rodrigues, administrador do Grupo Pestana para os projectos em África, anunciou ainda em Maputo, no congresso da APAVT, que será construído o Hotel pestana Pomene na Ponta da Barra Falsa, em Inhambane.
Na recta final para a compra do Hotel Cardoso, em Maputo, o Grupo Pestana também vai proceder à remodelação do lodge do Bazaruto tendo em vista o seu «up-grade» para cinco estrelas.
«Foi em Moçambique que o Grupo Pestana iniciou a sua internacionalização, há dez anos, e vai continuar a ser o centro das nossas actividades em África», afirma Florentino Rodrigues, lembrando que os hotéis do Grupo Pestana já representam 30 milhões de dólares de facturação e 50 milhões de investimento, tendo também levado aos cofres moçambicanos 8 milhões de dólares em receitas receitas fiscais.
Conceição Antunes, em Maputo - 14:46 28 Novembro 2005.

Flagrantes natalinos e tropicais.



Clique na imagem para ampliar.

Moçambique - 40% da população com água potável...SÓ !

Apenas 40 por cento dos 18 milhões de moçambicanos têm acesso a água potável, devido a dificuldades de captação, tratamento e distribuição, reconheceu hoje o ministro das Obras Públicas e Habitação de Moçambique, Felício Zacarias.
Falando numa reunião do seu Ministério, Zacarias apontou a escassez de recursos financeiros como o principal impedimento à expansão do sistema de abastecimento de água no país.
Os esforços de melhoria da rede de fornecimento de água encetados pelo governo têm contado exclusivamente com financiamento externo, quase sempre insuficiente, acrescentou Felício Zacarias.
Apesar dessas limitações, o governo está empenhado na reabilitação e construção de novas fontes de água, para aumentar de 40 para 70 por cento o universo da população que terá acesso ao precioso líquido.
A frágil estrutura de abastecimento de água potável contrasta com a riqueza do país em termos de rede hidrográfica reforçada por um conjunto de 25 barragens, condições que não têm também evitado a seca cíclica que atinge o país e que neste momento afecta mais de 600 mil pessoas em 57 distritos.

Novo Metical - Moeda valerá mil vezes mais...II



INTRODUÇÃO DA TAXA DE CONVERSÃO DO METICAL.
Por HENRIQUE MATSINHE
+258 21 318 000/9 – henrique.matsinhe@bancomoc.mz

Razão do Corte de Zeros:
  • Dar cobro aos constrangimentos que vem ocorrendo como reflexo da elevação dos custos dos factores de produção e consequentemente do nível geral dos preços que acompanharam os ajustamentos estruturais decorrentes da implementação do PRES iniciado em 1987.

Constrangimentos a dar cobro:

  • Necessidade de o Banco de Moçambique efectuar sucessivos ajustamentos da estrutura de notas e moedas em circulação;
  • Redução da comodidade e segurança para os agentes económicos e público em geral, devido ao manuseio de elevadas quantidades de notas e moedas;
  • Dificuldades na escrituração comercial, dado o elevado número de dígitos;
  • Subida dos custos das empresas com a aquisição de livros e papéis comerciais contendo colunas ajustadas ao número de dígitos requeridos para o volume de negócios;
  • Leitura fastidiosa da contabilidade das unidades económicas;
  • Pouca eficácia do funcionamento das caixas automáticas (ATM´s), requerendo abastecimentos constantes em notas;
  • Necessidade de proceder-se a ajustes periódicos dos pacotes informáticos em uso para atender a um cada vez crescente número de dígitos;
  • Redução da eficácia da implementação de sistemas de pagamento modernos, incluindo o Sistema de Administração Financeira do Estado (SISTAFE).

Porquê agora ?

  • Estabilidade macro-económica dos últimos anos, com uma inflação média de um dígito, torna o momento apropriado para a redução dos zeros.

Porquê Assembleia da República no corte de Zeros?

  • As condições técnicas para o corte de zeros (Criação e Valor da Taxa de Conversão do MT e Definição da Designação Escritural do Metical com menos três zeros), são matérias que não cabem, no todo, no âmbito das competências atribuídas ao Governador do Banco de Moçambique.

Condições técnicas para o corte de zeros do Metical:

  • Adopção de uma taxa de Conversão – equivalência entre o Metical em circulação e Metical com zeros reduzidos;
  • Fixação do valor da taxa de Conversão – Proposta:
    1.000 unidades de conversão, isto é,
    1,00 Metical novo = 1.000,00 MT
  • Abreviatura do Metical novo – Para diferenciar os registos referentes às duas denominações.

Implicações:

  • A redução de dígitos não implicará a alteração do nome da moeda;
  • A redução de dígitos não afectará o poder de compra: o impacto desta medida reflecte-se na mesma grandeza, quer do lado dos rendimentos, quer do lado dos preços;
  • Os arredondamentos a efectuar na sequência do corte de zeros serão residuais e objecto de regulamentação específica;
  • A supressão de dígitos implicará a emissão de notas e moedas do Metical com novas características, cuja definição é da competência do Governador do Banco de Moçambique, nos termos da Lei n.º 1/92, de 3 de Janeiro;
  • Contrariamente ao que aconteceu com a introdução da primeira moeda nacional em 1980, porque não se trata de alteração da moeda, não haverá operação de troca, mas sim uma substituição gradual das notas e moedas em circulação pelas da nova família;
  • Dupla indicação de preços - Com vista a familiarizar os agentes económicos e o público em geral com o Metical da nova família e garantir a introdução harmoniosa das notas e moedas do Metical novo, será estabelecido um período de dupla indicação de preços, isto é, um período durante o qual todos os preços de bens e serviços deverão ser obrigatoriamente indicados nas duas famílias, isto é, na nova família do Metical e no Metical actualmente em circulação;
  • Por Aviso do Governador do Banco de Moçambique, será anunciada a criação da nova família do Metical e serão igualmente regulamentados aspectos operacionais;
  • O Banco de Moçambique promoverá campanhas de informação pública sobre a nova família do Metical e regras de conversão;
  • Será emitida norma especifica para o estabelecimento do principio da continuidade dos contratos assinados antes da data do Inicio da conversão.

Experiências de outros Países:

  • Muitos Países, cerca de 49, que passaram por ajustamentos estruturais similares viram-se na necessidade de simplificar zeros nas suas moedas. Alguns Exemplos: Brasil cortou 18 zeros em 6 operações; Argentina: 13 zeros em 4 operações; Angola: 6 zeros em 2 operações; Polónia: 4 zeros em 1 operação e, a partir de 1 de Janeiro de 2005 a Turquia cortou 6 zeros.
  • Moçambique corta 3 zeros pela primeira vez em 25 anos de circulação da sua moeda nacional – Metical.

Orçamento:

  • Tratando-se de uma acção que se enquadra no âmbito das funções e competências do Banco de Moçambique, os custos resultantes da produção e distribuição das notas e moedas da nova família do Metical serão suportados por esta instituição.

Porquê 1 de Janeiro de 2006?

  • É o inicio do ano económico e, por outro lado, o que se pretende é que a Lei seja aprovada o mais cedo possível de modo a dar tempo necessário ao BM para desencadear acções necessárias antes da data do inicio da conversão, nomeadamente:
    -Produção e distribuição de notas e moedas cujo período está estimado em cerca de 7 a 8 meses.
    -Garantir que antes do inicio da conversão que deverá coincidir com a entrada em circulação das notas e moedas do Metical, os agentes económicos estejam preparados para encarar o processo com o mínimo de sobressaltos.

O que acontecerá no dia 1 de Janeiro de 2006?

  • No dia 1 de Janeiro começa a dupla indicação de preços, a qual irá se generalizando e tornar-se-á obrigatória a partir de 31 de Março de 2006.

O que são características das notas?

  • São todos os elementos que aparecem nas notas: dimensões, cores, motivos, etc, que constituem competências do Governador do Banco de Mocambique, nos termos da Lei 1/91 e 1/92, após prévia aprovação do Presidente da Republica, excepto a designação da moeda que de acordo com a constituição é da competência da Assembleia da Republica.

Terceira (nova) Família do Metical(Banco de Mocambique ):

  • Enfatiza a responsabilidade institucional do Banco de Mocambique pela emissão de notas e moedas do Metical adequando-se ao artigo 9 da Lei 1/92, de 3 de Janeiro.

Alguém perderá seu dinheiro com este processo?

  • Não. As duas famílias circularão em simultâneo e, quando o valor do actual Metical em circulação não mais justificar a sua manutenção será retirado da circulação por Aviso do Governador do Banco e, posteriormente serão estabelecidos locais e períodos em que ainda poderá ser trocado, primeiro nos Bancos Comerciais e durante um Período mais longo no Banco de Moçambique.


COORDENAÇÃO DO PROCESSO DE INTRODUÇÃO DE NOVA FAMÍLIA DO METICAL:

  • PAULO MACULUVE - BM (DOI) - Telefs., +258 – 21 – 32 20 12; +258 – 82 – 30 28; 560; Fax, +258 – 21 – 32 32 47; E-mail, paulo.maculuve@bancomoc.mz.

Colaboração de A. Silva - "Buda".

11/27/05

MEMÓRIAS DAS ILHAS DE QUERIMBA...V

Continuação daqui.













3 - OBRAS REALIZADAS E POR REALIZAR: UMA PERSPECTIVA ÉMIC

Os intervenientes e beneficiários da obra concretizada aproveitariam a presença da mais alta autoridade de Moçambique, do Governador de Distrito e das autoridades locais, para, publicamente, testemunharem a sua gratidão e a maneira como encararam a orientação e ajuda material recebidas a favor da melhoria da sua qualidade de vida e, ao mesmo tempo, expressarem alguns dos anseios que gostariam de ver satisfeitos a curto prazo.
Coube tal incumbência a um grupo coral (dufo), constituído por habitantes de ambos os sexos, crentes da religião islâmica, que, em kimwani, cantou os versos de um texto, também escrito em língua portuguesa, escrito pelos lideres locais(1) e responsáveis pelo planeamento e pela execução dos trabalhos.

(1)Nomeio dois deles: um João Macassar, alto dignatário da religião islâmica, felizmente ainda entre os vivos; outro Ali Ame, regedor, já falecido e através deles agradecemos a todos os outros, que foram muitos, chefes e não chefes, que contribuíram para embelezar a sua terra e aumentar a qualidade de vida de toda a população do bairro.
--------------------------------
Por Carlos Lopes Bento - Antropólogo e Professor Universitário.
Este trabalho teve como base uma Comunicação* apresentada, em 26 de Maio de 1992, no Centro de Estudos Africanos, da Universidade Internacional, no Colóquio temático "Experiência Portuguesa em África. Encontro Multidisciplinar".
*A dita Comunicação foi publicada In Separata do Boletim da S.G.L, série 115, nºs 1-12, Jan.-Dez., de 1997, pp 1757.

Mais trabalhos de Carlos Lopes Bento
aqui:
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Continua nos próximos dias !

11/25/05

A PEMBA do Júlio Carrilho II.

(continuação daqui)

As Origens e o crescimento da cidade.

A pequena povoação à volta do porto.

A formação da avenida Conselheiro Vilaça (mais tarde rua Jerónimo Romero).



Na primeira imagem (talvez antes de 1912), que é um outro pormenor da fotografia precedente (postal reproduzido em Loureiro, op. cit., pág. 175), notam-se claramente demarcadas a estrada principal e o seu cruzamento com a que vem do porto e uma outra que vai a norte, na direção do assentamento de Paquitequete.
A segunda (postal, AHM 2224, pormenor) é datada de 1912 e já aparece o edíficio com telhado de quatro águas, mais tarde destinado ao Tribunal e que ainda existe.
Na terceira (postal, AHM 148, pormenor), não datada, mas certamente do fim dos anos Vinte, é evidente o alinhamento dos edifícios e a realização de passeios.
Fotos e texto extraídos da recente publicação "Pemba as duas cidades" de autoria da Sandro Bruschi, Júlio Carrilho e Luis Lage.
Edição
FAPF (Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane - Maputo - http://www.architecture.uem.mz/
Clique nas imagens para ampliar.
Continuaremos colocando aqui, nos próximos tempos, imagens inéditas de Pemba e textos deste excelente trabalho "Pemba as duas cidades".
Agradecemos aos autores e a Z. N. C.

Exposição Histórica V - India.


Em enquadramento rectangular, em primeiro plano, cinco figuras de mulher a meio corpo, estando quatro de perfil e uma de frente.
Em segundo plano, uma figura masculina, de pé, com os braços abertos horizontalmente e vestes brancas, de mangas compridas e largas; capa de forma oval, caindo simétricamente pelas costas; mitra com insígnias, na cabeça, e, por detrás dela, um resplendor.
Ao fundo, uma parede e duas colunas.
À direita desta figura, três mulheres e, à esquerda, mais duas.
Todas elas de pé, em fila e de perfil, com vistosos sáris e cabelos adornados; em ar de devoção, estendem as mãos, em súplica.
D. 330x230mm., Color. (Guache).
[AS DEZ VIRGENS/POR/ÂNGELO DA FONSECA].

Via: Catálogo da Exposição Histórica Itinerante, Ultramarina, Cartográfica e Iconográfica, comemorativa do IV centenário da publicação de os "Lusíadas". - Lisboa 1972.Texto original e integral.

Clique na "imagem" para ampliar.

Mocimboa da Praia...ainda ! - XI

O quotidiano difícil de Mocímboa da Praia.

...executivo acusado de politizar ajuda - 24/11/2005

Maputo – O executivo da vila de Mocímboa da Praia (MP), norte de Moçambique, é acusado de estar a politizar a ajuda, destinada às vítimas dos sangrentos acontecimentos de Setembro, que causaram pelo menos 12 mortos.
Pelo menos 50 pessoas, foram igualmente feridas e igual número de casas destruídas nos confrontos, que se seguiram à violência política, de 5 e 6 de Setembro, envolvendo apoiantes da Renamo e da Frelimo e a polícia.
“Após o conflito sangrento de 5 e 6 de Setembro, a vila da Mocímboa da Praia recebeu muita ajuda de várias instituições que não está a ser distribuída de forma igual aos afectados”, denunciou um destacado membro da Renamo, Pedro Santos, substituto do delegado distrital, em declarações ao mediaFAX.
O delegado da Renamo Correia Suleimane, continua detido na vila da Mocímboa de Praia, juntamente com outras três dezenas de membros e simpatizantes, da maior força da oposição do país.
Curiosamente, a maioria dos afectados - mais de 500 pessoas - que sofreram duramente os efeitos das confrontações do início de Setembro, são membros ou simpatizantes da Renamo. Mas, existem duas figuras relevantes da vila de MP, Amadeu Pedro Francisco, edil de MP e Momade Sumail, primeiro-secretário do partido Frelimo local, cujas residências foram vandalizadas.
"Muitos membros da Renamo que, ao longo do conflito, perderam suas casas, ainda não receberam o devido apoio”, explicou Santos.
"Temos famílias inteiras, que continuam ao relento, por estarem a ser discriminadas na distribuição da ajuda. Não existe transparência na gestão e distribuição da doação", acusa Santos.
O apoio recebido destinado à reconstrução da vida das populações afectadas, está a ser gerido pela administração local de MP.
“Temos mais de 20 famílias alojadas em casa do delegado distrital da Renamo, que ainda não receberam nenhum donativo”, disse o delegado substituto, Pedro Santos.
A ajuda compreende material de construção, bens alimentares, artigos de uso doméstico e insumos agrícolas.
Uma parte da ajuda, cerca de 50 milhões de Meticais foi desembolsada por um operador madeireiro, a MITI, e por diversas outras organizações, incluindo de caridade.
A MITI também cedeu as suas viaturas para fazer distribuição da ajuda.
“O governo está a politizar os recursos doados, beneficiando apenas os membros da Frelimo, em prejuízo dos militantes da Renamo”, acusou a fonte, apelando a quem de direito para corrigir o actual quadro.
Confrontado pelo mediaFAX, o novo administrador do distrito de Mocímboa da Praia, Arcanjo Cassia, negou à acusação, alegando tratar-se duma estratégia política da Renamo para denegrir a imagem do governo local.
“Isso não é verdade, a Renamo quer manchar imagem do nosso governo para favorecer os seus interesses políticos na vila”, defendeu Cassia, que substitui no cargo Enrique Ndudu que, em Agosto, foi transferido para o distrito de Ancuabe no centro da província de Cabo Delgado. A distribuição da ajuda está a decorrer “normalmente” e mais de 90 famílias, sem casas, já beneficiaram de apoio".
“A distribuição do material proveniente das doações ocorre normalmente e não concordo que haja falta de transparência nesta matéria”, repetiu Cassia, diante da acusação da Renamo.
“O processo de ajuda às comunidades afectadas, foi iniciado a 7 de Novembro e já beneficiou 97 famílias”, explicou o administrador de Mocímboa da Praia.
O ambiente em M.P, dois meses após o conflito sangrento, ainda não é pacífico, envolvendo os dois maiores partidos do xadrez político, Frelimo, no poder, e Renamo na oposição.
Vivem no interior vila de MP, pelo menos 20 mil pessoas, na sua maioria de origem muçulmana, que têm a pesca como a sua base principal de actividade.
(Miguel Munguambe/redacção)
Via"MediaFax" edição 3.415 de 24/11/05 - e-mail: mediafax@tvcabo.co.mz

11/23/05

A PEMBA do Júlio Carrilho.

As origens e o crescimento da cidade.

A transformação da povoação de Porto Amélia nos primeiros anos do século XX.
A primeira imagem de 1904 (postal reproduzido em Loureiro, op. cit., pág. 174, pormenor) mostra os sinais do desenvolvimento de armazéns e casas comerciais à volta do porto, mas a parte abaixo do promontório é ainda coberta por uma luxuriante vegetação, que só em poucos sítios é interrompida pelas raras construções.
A segunda imagem (postal reproduzido em Loureiro, op. cit., página 177, pormenor) provávelmente remonta a poucos anos depois (talvez antes de 1912), mas já aparece bem demarcada a rede de estradas que ainda caracteriza o assentamento mais antigo.
Fotos e texto extraídos da recente publicação "Pemba as duas cidades" de autoria da Sandro Bruschi, Júlio Carrilho e Luis Lage.
Edição FAPF (Faculdade de Arquitectura e Planeamento Físico da Universidade Eduardo Mondlane - Maputo - http://www.architecture.uem.mz/
Clique nas imagens para ampliar.
Continuaremos colocando aqui, nos próximos tempos, imagens inéditas de Pemba e textos deste excelente trabalho "Pemba as duas cidades".
Agradecemos aos autores e a Z. N. C.
Veja mais sobre Pemba em: http://geocities.yahoo.com.br/gotaelbr

Moçambique e Brasil preparam novo projecto de prevenção da SIDA.

Brasil e Moçambique pretendem lançar em Fevereiro do próximo ano, em Maputo, um novo projecto de prevenção da SIDA na área da educação com o apoio de jovens, disse hoje fonte oficial brasileira.
Segundo o assessor de cooperação externa do Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis e SIDA (DST/SIDA), Paulo Guilherme Meireles, o projecto envolve o intercâmbio de experiências dos dois países e seu custo está avaliado em 250 mil dólares (212 mil euros).
O programa brasileiro "Saúde e Prevenção nas Escolas", uma parceria dos Ministérios da Saúde e da Educação para prevenir a infecção pelo HIV, outras doenças sexualmente transmissíveis e também a gravidez não planeada, vai ser aplicado em Moçambique.
O programa difunde conceitos de saúde sexual e reprodutiva junto da população juvenil, promove a prática segura do sexo e amplia os debates sobre direitos humanos, igualdade de géneros, discriminação e preconceito nas escolas públicas brasileiras.
O projecto moçambicano "Geração Bis" terá também intervenção no Brasil em Julho de 2006, com a vinda de cerca de 20 estudantes que farão palestras em escolas brasileiras.
O programa "Geração Bis", que funciona em Moçambique desde Abril deste ano, capacita jovens portadores do HIV para trabalhar com outros jovens sobre a prevenção da SIDA, sexo seguro, incentivo ao tratamento e defesa de seus direitos.
Um destes jovens é Sérgio Mahumane, de 24 anos, que está no Brasil a participar na elaboração do novo projecto.
"Este projecto na área de educação interligando Moçambique e Brasil é fundamental para que possamos defender os nossos direitos e esclarecer outros jovens", afirmou o estudante à Agência Lusa.
Mahumane é um dos beneficiários da cooperação entre os dois países na área da SIDA, já que recebe medicamentos anti-retrovirais produzidos no Brasil.
"Há dez meses soube que sou seropositivo e estou a ser tratado, estou bem e disposto a lutar pelos direitos dos jovens", assinalou.
O novo projecto de cooperação entre Brasil e Moçambique vai culminar numa publicação que reproduzirá as principais experiências dos dois países no combate e prevenção do HIV/SIDA entre os jovens.
O projecto envolve o Ministério da Saúde do Brasil, a Agência Brasileira de Cooperação (ABC), ligada ao Itamaraty, o Ministério moçambicano da Educação, o Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e organismos internacionais.
A Universidade de Brasília (UnB) também é parceira do novo projecto com Moçambique e está a criar uma especialização em HIV/SIDA no nível superior.
A SIDA é um dos maiores problemas de saúde pública em Moçambique, com os últimos dados a indicar que cerca de 16 por cento da população está infectada pelo vírus HIV e mais de 500 pessoas são contaminadas diariamente no país.

Prémio Carlos Cardoso...II.



Mandantes sem rostos.
23/11/2005 - O cruzamento das avenidas Martíres da Machava e Paulo Samuel Kakomba, na capital do País, parou, das 18 as 19 horas desta Terça-feira, para dar lugar à cerimónia de homenagem ao jornalista, editor do extinto jornal Metical, Carlos Cardoso, por ocasião da passagem do 5º ano após o seu assassínio bárbaro.
No mesmo local, foi lançada a quarta edição do concurso jornalístico “Carlos Cardoso” que, contrariamente as anteriores edições, será expandido para as restantes capitais provinciais como forma de incutir-lhes um espírito investigativo.
São cinco anos de um silêncio que abafam a verdade, pois até hoje, o governo moçambicano, sobretudo as autoridades judiciais ainda não esclareceram quem são os mandantes do macabro assassínio.
“E por causa deste silêncio, os colegas de Cardoso e a sociedade em geral estão preocupados com demora que se verifica no esclarecimento do caso. Mas a questão chave é procurar saber quem foram os mandates do crime”, sublinhou o Secretário-geral do Sindicato Nacional de Jornalistas, Eduardo Constantino, acrescentando que o slogam adoptado aquando do assassinato de Cardoso: “Não há algemas que podem silenciar palavras”, continua o mesmo.
Disse ainda que “é preciso que os jornalistas sejam mais investigadores como forma de continuar a luta pela verdade”.
Contrariamente as anteriores edições, a quarta edição do concurso jornalístico “Carlos Cardoso” foi lançado no local de crime, e pela primeira vez, o mesmo será expandido para outras capitais provinciais como forma de incentivar os jornalistas locais a investigar mais os factos.
Para além dos colega da classe e a viúva do malogrado, Nina Berg e filhos, a Associação Juntos Pela Cidade (JPC), pela voz do Reverendo Carlos Tembe, começou por dizer que Carlos Cardoso mais do que um jornalista, foi um autarca do Município de Maputo, razão pela qual, juntava-se naquele lugar de tristeza e dor para lembrar a sua persistência e dedicação no desenvolvimento sócio económico do município de Maputo.
De acordo com o Reverendo Tembe, a vida e obra de Cardoso é uma verdadeira inspiração para aquele que continuam a sonhar com um município seguro, livre de criminalidade e outros males sociais.
Presentes estiveram colegas, deputados da Renamo-União Eleitoral, Graça Machel, Alice Mabote, alguns membros ligados a magistratura judicial, diplomatas entre outras personalidades.
Entretanto, o esperado julgamento de Aníbal dos Santos Júnior, vulgo Anibalzinho, o qual dissera aos Repórteres sem Fronteiras, pouco antes da sua segunda fuga, ser o único que conhece a verdade sobre a morte do jornalista Carlos Cardoso, vai ter lugar no dia um de Dezembro próximo, de acordo com fontes oficiosas do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo (TJCM). - Anselmo Sengo
Pode ler também em Actualidade ("Zambeze")...
Via: "Zambeze".

MEMÓRIAS DAS ILHAS DE QUERIMBA...IV

Continuação daqui.
O Projeto em Imagens.

Antes dos trabalhos:




Durante os trabalhos:



Por Carlos Lopes Bento - Antropólogo e Professor Universitário.
Este trabalho teve como base uma Comunicação* apresentada, em 26 de Maio de 1992, no Centro de Estudos Africanos, da Universidade Internacional, no Colóquio temático "Experiência Portuguesa em África. Encontro Multidisciplinar".
*A dita Comunicação foi publicada In Separata do Boletim da S.G.L, série 115, nºs 1-12, Jan.-Dez., de 1997, pp 1757.
Mais trabalhos de Carlos Lopes Bento aqui:
http://geocities.yahoo.com.br/quirimbaspemba/

Continua nos próximos dias !

11/22/05

Prémio Carlos Cardoso



Prémio Carlos Cardoso !
Lançado esta terça-feira no local do crime.

Foi lançado, esta terça-feira, a quarta edição do Prémio Carlos Cardoso 2005/2006, numa cerimonia simbólica que decorreu no local onde o antigo jornalista da extinta publicação Metical foi assassinado. [11/22/2005]

O prémio, instituído pelo Sindicato Nacional de Jornalistas e outras organizações da Sociedade civil, bem como algumas personalidades, visa, fundamentalmente, promover a democracia e seus valores, integralidade e transparência.

O prémio, patrocinado desde a primeira edição pela delegação da Comissão Europeia e pela Embaixada da Suíça aos quais se juntou a partir da segunda edição a organização não governamental MISA-Moçambique, contempla o melhor trabalho jornalístico ou conjunto de trabalhos de jornalistas moçambicanos.

Via "Zambeze"
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- Justiça ?...

- Quando ? ...


Exposição Histórica IV - Angola


Em enquadramento rectangular, vista panorâmica da cidade de Luanda.
Em primeiro plano, a cidade com seu casario e arvoredo; ao fundo, a direita, uma região montanhosa com vegetação tropical; à esquerda, o rio, o porto e embarcações diversas.
Está assinada e datada R. P. - 30-11-84.
D. 285x490 mm., Aguarela

Via: Catálogo da Exposição Histórica Itinerante, Ultramarina, Cartográfica e Iconográfica, comemorativa do IV centenário da publicação de os "Lusíadas". - Lisboa 1972.Texto original e integral.
Clique na "imagem" para ampliar.

11/21/05

Moçambique - FOME ! - Apenas metade das 600 mil vítimas da fome está a receber comida.


Apenas metade das 600 mil pessoas afectadas pela fome em Moçambique está a receber comida, devido à insuficiente ajuda alimentar, anunciou hoje o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC).
Segundo o director do INGC, Silvano Langa, o envio entre 15 a 20 camiões com comida no sul e centro do país permitiu que o número de beneficiários do auxílio alimentar subisse de 30 por cento para 49 por cento.
"Os recurso disponíveis não cobrem o universo das pessoas afectadas pela fome, à medida que as promessas feitas pelos nossos parceiros se forem concretizando, vamos alargar o número de beneficiários", sublinhou Langa.
A título de exemplo, o director do INGC referiu que os apoios até agora fornecidos permitiram que aumentasse de 40 para 70 por cento a população beneficiada pela ajuda alimentar na província de Gaza, sul do país, das 145 mil pessoas atingidas pela fome naquela área.
O chefe de Estado moçambicano, Armando Guebuza, lançou no fim- de-semana na Matola, sul de Moçambique, um apelo para a "intensificação de acções de apoio às pessoas afectadas pela seca no país".
Falando num culto religioso da Igreja Velha Apostólica de Moçambique, Guebuza apontou a falta de infra-estruturas de retenção de água como uma das causas da seca que se verifica em alguns pontos do país, sublinhando que algumas áreas registaram precipitação, mas que não foi aproveitada.
"Os moçambicanos devem saber escolher os locais para a prática de cada tipo de actividade de acordo com as condições que cada zona oferece, pois existem zonas propícias para cada actividade", ressalvou o Presidente moçambicano.
Via: "Notícias Lusófonas" - 21/11/2005

Moçambique - Exportações crescem em Cabo Delgado


O volume das exportações da província nortenha de Cabo Delgado atingiu perto de 60 milhões de dólares até 31 de Outubro de 2005, o correspondente a um aumento em perto de 100 por cento comparativamente ao período homólogo de 2004, altura em que se atingiu 33 milhões de dólares.
Estes dados foram avançados recentemente ao IPEXinfo pela Direcção da Indústria e Comércio daquela província.
Dados do boletim IPEXinfo indicam que durante o período em análise foram exportadas 63 mil toneladas de produtos diversos, contra 54 mil do mesmo período de 2004, o que mostra uma pequena evolução nas quantidades e grande em receitas.
As madeiras com mais de 13 milhões de dólares, algodão em fibra com oito milhões USD, camarão com mais de dois milhões, e o grupo de outros produtos com 35 milhões são os principais contribuintes nas exportações refente aos primeiros dez meses de 2005 em Cabo Delgado.
No grupo dos produtos exportáveis consta ainda o milho, mapira, semente de algodão, gergelim, grafite, e a amêndoa e castanha de caju, culturas e minérios de que a província é grande produtor.
Estas mercadorias, realça a fonte, saem a partir dos portos de Pemba, Mocímboa da Praia e Nacala, este último situado na vizinha província de Nampula.
De referir que durante todo o ano transacto Cabo Delgado exportou 74.640 toneladas de produtos diversos, tendo conseguido uma receita no valor de 23.423.900 USD, contra apenas 55.499 toneladas ou 8.909 mil USD do ano anterior.
Aliás, o registo de perto de 60 milhões USD antes do fim do ano mostra que as receitas poderão triplicar este ano.
Via: "Zambeze"

Flagrantes de meu "recanto bucólico"...XVIII

MAREJA em CABO DELGADO e um projeto que surpreende...



O Bar da Tininha-Yahoo e Mizé Costa aportaram em minha cx. postal com notícias da distante Bilibiza (Cabo Delgado-Moçambique-África).
Fiquei surpreso, emocionado e aqui deixo o link:
...e o texto introdutório:
"Bem-vindos ao Projecto Eco-Turístico de conservação e Gestão comunitária dos Recursos Naturais!
Um Projecto único num lugar igualmente único!
MAREJA situa-se na província de Cabo Delgado, a província mais ao norte de Moçambique. Dista 20 km da maravilhosa costa e está dentro do recém criado Parque Nacional das Quirimbas.
A reserva compreende a floresta protegida de Miomba, e a vista estende-se desde o Oceano Indico ás montanhas do interior.
Além de desfrutar do atraente panorama da cidade de Pemba, o visitante poderá também deslumbrar-se com o eco da passagem do elefante, o rugido do leão ou o ruído do cão selvagem africano.
Poderá ainda ver o gigante Elephantulus rufescens (Njule em Swahili) ou grupos de majestosos antílopes, pássaros de beleza incomparável e uma grande diversidade de fauna e flora.
Mareja é uma área tradicional, protegida pela população local, actualmente empenhada em actividades de conservação e turismo, servindo entusiasticamente como guias, guardas florestais, dançarinos e artesãos.
Servem como casa de hospedes e recepção as ruínas, agora renovadas, duma antiga casa e plantação colonial.
O local oferece uma gama de opções que variam desde dormitório até quarto com casa de banho anexa.
Os edifícios foram reconstruídos e adaptados para servir as novas funções, mas mantêm o padrão original do tempo colonial.
Embora Mareja esteja a uma distância de 40 Km de Pemba, em linha recta, o acesso apenas é possível usando um carro com tracção 4x4 e depois de uma viagem de 2 horas e meia.""
Contactos:
Itália:
sonja@mareja.com
Sonja CappelloVia Penegal 19/B39100 Bolzano
+39.0471.262298
Alemanha:
beissel@mareja.com
Dominik BeisselHubertusstr. 653949 Schmidtheim
+49.2447.8150
+49.2447.8150
Moçambique:
info@mareja.com
Rua Base Beira 208PembaCabo Delgado
+258.272.20684
+258.272.21099
+258.82.7058860