7/07/08

Mais um relatório afirma que a causa do aumento do preço dos alimentos está nos biocombustíveis:

Relatório confidencial do Banco Mundial afirma que biocombustíveis provocaram escalada do preço dos alimentos.
Londres - Um relatório confidencial do Banco Mundial divulgado pelo jornal britânico «Guardian» refere que os biocombustíveis forçaram os preços dos alimentos a aumentar 75 por cento desde 2002, responsabilizando-os pela crise alimentar.
O relatório, da autoria de Don Mitchell, economista sénior do Banco Mundial foi concluído em Abril mas ainda não foi publicado, diz que o aumento dos preços da energia e dos fertilizantes foi responsável por um acréscimo de apenas 15 por cento nos preços dos alimentos.
«Sem o aumento dos biocombustíveis, os stocks mundiais de trigo e milho não teriam registado um declínio tão acentuado e o aumento dos preços devido a outros factores teria sido moderado», refere o relatório.
«O rápido crescimento dos rendimentos nos países desenvolvidos não originou grandes aumentos no consumo mundial de cereais e não foi um factor responsável pela grande subida dos preços», explica o estudo, contrariando a tese da administração Bush que aponta o aumento da procura na Índia e China como causas do aumento dos preços.
Segundo o relatório a produção de biocombustíveis distorceu o mercado: os cereais destinados à alimentação passaram a ser usados para produzir combustível - mais de um terço do milho norte-americano é agora usado na produção de etanol - e os agricultores têm sido incentivados a dedicar solo agrícola para a produção de biocombustíveis. Além disso geraram especulação financeira no sector dos cereais. Segundo o Banco Mundial, o aumento dos preços dos alimentos colocou 100 milhões de pessoas em todo o mundo abaixo do limiar de pobreza. Vários analistas acreditam que o texto, pronto desde Abril, ainda não foi divulgado para evitar embaraçar a administração Bush.
  • Alguns post's anteriores sobre "biocombustíveis" - Aqui; Aqui e Aqui!

7/05/08

Ronda pela imprensa lusa: O que escreve Albano Loureiro - ESTÁ A MUDAR!

Não tenho jeito para futurologia embora o lamente por aquilo que ouço sobre o que ganham os que lêem na bola de cristal, ou nas cartas. Estava pois longe de adivinhar que das duas entrevistas muito na berra, aquela que mais haveria de gostar era da… terceira.
Mesmo sem poderes adivinhos, já sabia que Ferreira Leite não teria descanso.
A entrevistadora sabia ao que ia e levava boa encomenda. Ela não estava era à espera de tanta franqueza. Lá se foi o discurso do politicamente correcto. Do agradar a gregos e troianos. Do embuste para cair nas graças do votante. Falou-se olhos nos olhos. É intelectualmente desonesto, para ser benigno, quem desmentir que houve pressão forte e que quiseram carregar pesado em cima da entrevistada. Apesar de tudo, as respostas foram sempre claras e sem fugir. Elogiou-se o governo quando era para elogiar. Criticou-se quando era para criticar. Foi tudo afirmado com verdade e sem falsos pudores. E porque os entrevistadores estão habituados a que os políticos comecem a tergiversar quando são apertados com questões delicadas, não podia faltar a pergunta sobre a homossexualidade e a pretensa homofobia. Outra resposta sem equívocos. Respeita a opção sexual mas não admite tratar coisas diferentes de forma igual. Claro, os do costume já por aí andam a clamar contra a descriminação, preconceito e tudo o mais que inventam. Mas quantos políticos que conhecemos na nossa praça seriam capazes de dizer o mesmo que Ferreira Leite? Esses, que em privado são campeões da escola de piadas e anedotas sobre homossexuais, teriam respondido com o politicamente correcto e que fica sempre bem na fotografia. Ferreira Leite pode até não ganhar eleições com o seu discurso. Mas pelo menos começamos a ver qualquer coisa de diferente na política portuguesa.
Depois foi a entrevista de Sócrates. È importante serviço público dar-lhe tempo de antena porque ele tem pouco. Já aqui falei sobre estas entrevistas montadas e com teleponto. Sobre entrevistadores encomendados e de uma macieza que não deixam margem para dúvidas de quem lhes paga. A subserviência é doentia e não demora muito, ainda pedem desculpa por fazer alguma pergunta mais complicada. Quando a tv do Estado entender que é do interesse de todos nós, o público, ouvirmos a Dra. Manuela, sabe-se lá quando será, pode ela estar descansada que não vai encontrar a mesma atitude seráfica dos entrevistadores nem a disposição de todo o marketing televisivo para aparecer bem no boneco. Vai ser tudo bem diferente deste tipo de conversas em família do Eng. Sócrates. Lá avançou com mais algumas medidas de propaganda que depois no concreto, logo veremos não ter nenhum efeito. E porque já estou vacinado contra isso, nada me espantou, nem o facto de tanta gente me ter dito que estava pouco interessada em ouvir o chefe do governo.
Estava nestas cogitações e no zapping do costume e aparece-me o Prof. Medina Carreira. O que é que ele está a dizer? O primeiro-ministro manifesta incompetência porque devia dedicar-se à sua função em vez de andar a distribuir computadores. O ministro devia deixar-se de palhaçadas como aquela de andar a fiscalizar preços no supermercado como se fossem essas as suas competências. A comunicação social é irresponsável porque anda atrás deles a dar cobertura a essa propaganda de trazer por casa. Os entrevistadores do primeiro-ministro foram incompetentes e incapazes de lhe colocarem as questões essenciais para o país. Sou contra o TGV. Sou pela Portela. Quando todo esse investimento tiver de ser pago já esses senhores se terão posto a andar mas nós cá estaremos para pagar sem sabermos como. Sem papas na língua. Em completa liberdade. E, ainda por cima, muito bem justificado por números e argumentação. A resposta do jornalista foi bem exemplificativa da mediocridade reinante. “Temos de o fazer porque se não formos nós, outros serão”. A falar assim, Medina Carreira não pode pensar em ir à televisão do Estado tão cedo. Não é do interesse público. Nem do poder reinante, digo eu. Ficou-se pela pequenina SIC-Notícias, pouco vista. Mesmo assim cresce a minha esperança de que está a mudar o redondo do discurso político. Está mais livre da grilheta eleitoralista.
Por falar em liberdade, não posso deixar de me congratular com a libertação de Ingrid Bettancourt. Com maior satisfação por ficar demonstrado que um tal de Chavez não é imprescindível quando há vontade de liberdade.
Albano Loureiro-Advogado
- O "Primeiro de Janeiro" de 04/07/2008
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O Autor é advogado, nascido em Porto Amélia/Pemba, filho dos antigos residentes Sr. Loureiro (A. Teixeira) e da Professora D. Ana Alcina, sobrinha do Administrador do posto de Metuge (na época colonial), próximo a Bandar e à Companhia Agricola de Muaguide, Fernandes Pinto. Escreve periódicamente para jornal diário "O Primeiro de Janeiro" - Porto, na coluna Opinião.
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Textos anteriores de Albano Loureiro reproduzidos neste blogue:
  • 06/06/2008 - Mais Português - Aqui!
  • 28/04/2008 - Triste comemoração - Aqui !
  • 15/12/2007 - Triste recorde - Aqui !
  • 05/04/2005 - Uma das muitas histórias do Dr. Alves da Farmácia - Aqui !
  • 14/08/2007 - Opinião - Monotonia - Aqui !
  • 28/08/2007 - Opinião - Universidade de Verão - Aqui !
  • 08/09/2007 - Opinião - Que Luiz ? - Aqui !

Portugal - Obras faraónicas num País pobre, sem saúde nem empregos.

Assim li no site da da TVI: - Surpreendentes ou talvez não, são os resultados de uma sondagem TVI/ Intercampus sobre as grandes obras públicas do País. Por exemplo, fique a saber que 47,3% dos inquiridos não concorda com o programa de grandes obras públicas lançado pelo Governo. Quanto às motivações para tantas e tantas obras, os portugueses têm algumas ideias: 41,9% dos inquiridos respondeu que as obras servem para satisfazer grupos de interesses.
Aeroporto, TGV, auto-estradas e barragens: os portugueses dizem maioritariamente não ao programa de grandes obras públicas do Executivo. Com excepção feita à região da Grande Lisboa, 47,3% dos inquiridos considera não serem necessárias mais grandes obras para o País.
E para quem diz que já basta de grandes obras, o dinheiro devia ser investido noutras áreas. A esmagadora maioria (58,8%) considera que esse dinheiro seria melhor empregue na Saúde. Já 20,1% dos inquiridos prefere ver o investimento canalizado para reformas na área da Segurança Social, enquanto 12% acredita ser na Educação que o dinheiro faz mais falta. Justiça, Forças de Segurança e Ambiente são as áreas menos referidas pelos inquiridos.
O investimento nas grandes obras públicas já está previsto e, para 39,3% dos inquiridos, a economia nacional vai piorar com o esforço financeiro. Opinião contrária tem quase um terço: 31,3% acredita que o investimento vai ter efeitos positivos na economia. Apenas 23,1% é da opinião que tudo vai ficar na mesma.
Quanto às razões que estão por trás destes investimentos, 41,9% dos inquiridos diz que as obras vão avançar fundamentalmente para satisfazer grupos de interesse. Para a esmagadora maioria não será surpresa se houver derrapagens orçamentais: 56,9% respondeu que no fim os custos vão ficar muito acima do previsto, contra apenas 4,5% que acredita que as contas vão bater certas no final.
À pergunta «Quem ganha mais com as grandes obras?» 47,1% aponta o dedo às empresas de obras públicas., 33,1% acredita ser a banca quem mais vai beneficiar contra apenas 10,1% dos inquiridos que considera ser o País que fica a ganhar. Para a esmagadora maioria, 54,6%, as grandes obras vão dar emprego aos imigrantes, contra os 30,1% que são da opinião que os portugueses vão ter mais oportunidades de emprego.
No que toca às várias opções para as ligações da alta velocidade, 48,3% é da opinião que a ligação Lisboa-Madrid é prioritária, enquanto que 25,8 % dos entrevistados considera prioritária a ligação Lisboa-Porto.
À pergunta sobre a necessidade de um novo aeroporto em Lisboa, a maioria acha que deve ser construído. Isto apesar dos resultados serem diferentes no Norte de Portugal, onde há mais quem não concorde com o investimento.
Quanto ao aeroporto da Portela, a esmagadora maioria discorda do encerramento, mas se for esse o destino do actual aeroporto, 91,8% dos inquiridos defende que os terrenos devem ser utilizados para espaços públicos.
- 2008-07-04 21:18-Sondagem TVI/Intercampus.

7/04/08

Ingrid Betancourt - Bandeira na luta contra os bandoleiros desumanos do terror!

(Imagem original daqui.)
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Com a libertação de Ingrid Betancourt finalmente surge alguma luz no horizonte cinzento da luta contra o terrorismo criminoso que, covarde, desumano, vem destruindo ao longo de anos o património de nações e milhares de vidas humanas, assassinando, chantageando, sequestrando, linchando, propagando o medo entre populações indefesas, aplicando métodos bárbaros, repulsivos, de índole sub-humana, animalesca e desprezível.
Entretanto, à parte os reflexos e satisfação sentidos por um mundo globalizado que veste a bandeira da real democracia e deseja um planeta pacífico e solidário, não deixaremos de frisar, no espaço luso, a atitude lamentável mas coerente porque adeptos históricos são de tais procedimentos de extremismo político em busca de um imaginário "socialismo", do Partido Comunista Português, ao ficar isolado durante um debate parlamentar na Assembleia da Républica Portuguesa sobre a libertação da ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, refém das FARC, escusando-se a condenar esta organização e contestando que a mesma seja terrorista. Afinal, o velho PCP confirma o que sempre foi. Não surprende, como não surprende sua decadência.
Sintomática também a "aderência" solidária mais ou menos explicita e hipócrita, quanto à libertação dos ditos reféns das FARC, demonstrada por caudilhos políticos populistas, em busca de audiência e votos, travestidos de democratas, bem conhecidos de todos nós...É de bom tom relembrar, não esquecer, que até hà bem pouco tempo esses caudilhos enalteciam tais criminosos e exigiam o reconhecimento e a legalidade das FARC. E as subsidiavam (e subsidiam) acintosamente com armas e dinheiro, contribuindo para fomentar o terror.
E assim, Álvaro Uribe, presidente da Colômbia já é, merecidamente, o lider mais popular e estimado da América Latina.

ZIMBABWÉ - A Vergonha ! Frelimo congratula-se com a "vitória" de Robert Mugabe.

O contrário é que seria surpresa, ora pois. Afinal homónimos compreendem-se e felicitam-se!
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Maputo, 04 Jul (Lusa) - A Frelimo, partido no poder em Moçambique, afirmou hoje em Maputo ter "congratulado na primeira oportunidade" a ZANU-FP pela vitória do seu candidato Robert Mugabe nas presidenciais zimbabueanas.
"Na primeira oportunidade congratulámos a ZANU-FP [pela vitória de Robert Mugabe na segunda volta das eleições presidenciais zimbabuenas]", disse hoje aos jornalistas o porta-voz da Frelimo, Edson Macuácua, durante uma conferência de imprensa a propósito de uma reunião extraordinária desta força política, que será realizada na próxima semana.
Sobre as avaliações de diversos grupos de observadores internacionais, incluindo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que não consideraram as eleições livres e justas, Macuácua disse que as mesmas foram tomadas em conta pela Frelimo, mas "não são vinculativas" para o partido.
Quanto à forma e data em que o partido no poder em Moçambique felicitou a ZANU-FP pela vitória de Mugabe, um gesto que, ao contrário do que é hábito, não foi tornado público, o porta-voz da Frelimo foi evasivo: "Não interessa o meio, não é relevante para nós", afirmou.
O exército zimbabueano foi determinante no apoio às forças governamentais da Frelimo durante o conflito contra a antiga guerrilha da Renamo, hoje o maior partido da oposição em Moçambique, ajudando a estancar a progressão deste movimento no centro do país, por onde flui o comércio internacional do Zimbabué.
Por sua vez, a Frelimo foi um aliado estratégico da guerrilha da ZANU-FP nos anos da luta pela independência da ex-Rodésia do Sul, actual Zimbabué.
Robert Mugabe e a maior parte da liderança da ZANU-FP dirigiram a luta de guerrilha contra a dominação colonial britânica a partir de Moçambique, o que levou a aviação da ex-Rodésia do sul a bombardear o território moçambicano em retaliação pelo apoio à causa da independência daquele país.
- PMA. - Lusa/Visão, 04/07/2008.
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Ronda pela imprensa lusa: No Portugal pós 25 de Abril...Portugueses já cortam no pão !

Até o "pão nosso de cada dia" está a ficar inacessível à maioria dos portugueses.
Transcrevo:
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Comprar oito pães em vez de 12 representa uma poupança mensal de quase 18 euros. Pode parecer pouco, mas as migalhas são pão – como diz o povo – e a crise não perdoa.
As famílias vivem o maior aperto financeiro dos últimos vinte anos e estão a cortar em tudo, mesmo em bens tão essenciais quanto o pão, o leite e a carne.
Os industriais da panificação e as associações do sector dizem que a quebra no consumo, que já vem de meados de 2006, se acentuou nos últimos tempos, tendo as vendas decrescido no primeiro semestre deste ano cerca de vinte por cento.
"Nos últimos dois anos a venda de pão em Portugal caiu mais de trinta por cento, mas a queda verificou-se sobretudo no primeiro semestre deste ano, à razão de vinte por cento", disse ao Correio da Manhã Carlos Santos, presidente da Associação do Comércio e Indústria da Panificação.
A questão é simples, diz este dirigente associativo: "Uma família que comprava 12 pães passou a comprar oito e a poupar sessenta cêntimos por dia."
Para Luís Borges, administrador da Panibral de Braga, uma das maiores empresas de panificação do País, "as pessoas cortam no pão e noutros bens alimentares porque há despesas obrigatórias nas quais não podem cortar, como os empréstimos de casa ou a saúde".
De resto, Luís Borges diz que o sector da panificação atravessa a "maior crise de sempre", sublinhando que "os custos, sobretudo da farinha e do gasóleo, têm aumentado de forma assustadora e a quebra do consumo impede qualquer aumento no preço do pão".
Mas não é só o sector do pão que sofre com a crise. Também se vende menos carne e menos leite. Armindo Santos, comerciante de carnes, disse ao nosso jornal que "para além de comprarem menos quantidade as pessoas estão a optar por carnes mais baratas". Quanto ao leite, tem havido um aumento das marcas brancas, mais baratas.
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CARCAÇA MAIS CARA 50% NUM ANO E MEIO.
No litoral centro e sul, nomeadamente nos distritos de Setúbal, Lisboa, Santarém, Leiria, Coimbra e Algarve, a carcaça passou de dez cêntimos em finais de 2006 para 15 cêntimos em meados de 2008. Foi um aumento de 50 por cento, mas, dizem os industriais, mesmo assim inferior a outros produtos alimentares. "Um pacote de esparguete subiu de 36 para 59 cêntimos, ou seja, teve um aumento ainda superior", disse Carlos Santos, presidente da ACIP. No entanto, no Norte do País, e em diversas zonas do Interior, o pão está mais barato. No Porto, a carcaça vende-se a 13 cêntimos, em Braga a 11 e em Viana do Castelo a dez. Nos distritos de Viseu, Vila Real e Bragança, há concelhos onde se compra uma carcaça por sete cêntimos. Dizem os industriais que é por pouco tempo.
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EM DOIS ANOS FECHOU-SE 700 PANIFICADORAS.
O aumento do preço dos combustíveis e da farinha e as novas condições impostas pela União Europeia ditaram nos últimos dois anos o encerramento de cerca de 700 empresas de panificação em todo o País. Algumas delas de grande dimensão, como foi o caso da Panibar de Barcelos, que empregava 75 pessoas, e dos Unidos de Setúbal, com mais de 80 trabalhadores. Carlos Santos diz que o sector tem sido esquecido pelo Governo e adiantou ao CM que "ainda esta semana vai ser feito um pedido a Bruxelas de representação do sector, a nível da União Europeia". A ideia é reclamar apoios.
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NOTAS:
FARINHA CUSTA O DOBRO.
Em menos de um ano o preço da farinha passou quase para o dobro. Em Junho do ano passado custava 23 cêntimos o quilo e agora está nos 42 cêntimos.
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AÇÚCAR MANTÉM-SE.
É provavelmente o único produto alimentar que tem resistido à inflação. Há sete anos que custa os mesmos: 80 cêntimos por quilo.
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EMPRESAS FAMILIARES.
Porque é nos donos, pai, mãe e filhos, que está a base da mão-de-obra, são as únicas que vão resistindo à crise.
- Correio da Manhã, Lisboa, 04 Julho 2008- 0h30, Secundino Cunha.